sábado, 7 de novembro de 2020

Missa - Ritos Iniciais

Participando da Missa (Passo a Passo)


     A Missa é simultaneamente sacrifício de louvor, de ação de graças, de propiciação e de satisfação. Nela se encontra tanto o ápice da ação pela qual Deus santificou o mundo em Cristo, como o do culto que os homens oferecem ao Pai, adorando-o pelo Cristo, Filho de Deus.


A celebração da Eucaristia é uma ação de toda a Igreja, onde cada um deve fazer tudo e só aquilo o que lhe compete, segundo o lugar que ocupa no Povo de Deus.


Ritos Iniciais


Comentário Introdutório: É feito pelo comentarista da celebração e marca de certa maneira, o inicio da Santa Missa (A celebração, de fato, só tem inicio com o Sinal da Cruz, logo após a procissão e o beijo no Altar). Em algumas comunidades é precedido pelo som do sininho, que indica aos fieis presentes para que interrompam suas orações particulares e se unam na Oração Oficial e Comum da Igreja.


O comentário inicial convida a participação coletiva dos fieis e visa criar um ambiente propício para oração e a fé. Em geral, o comentário situa os presentes num determinado “tema” que será abordado mais profundamente nas leituras da Bíblia, durante o Rito da Palavra.


A assembleia pode ouvir o comentário sentada,

 

Canto de Entrada: Toda assembleia de pé. Tem a função de abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir os fieis no Mistério do tempo litúrgico ou da festa e acompanhar a procissão do Bispo, do(s)sacerdote(s), do(s) diácono(s) e dos ministros. No Tempo Pascal, deve falar sobre a ressurreição. No Advento, deve falar sobre a expectativa da vinda do Salvador. No Tempo do Natal, deve falar sobre a encarnação e o nascimento de Cristo. Na Quaresma, deve falar sobre penitência e mudança de vida.

Se houver uso de incenso, prossegue até que o altar seja incensado. O Canto de Entrada deve ser um canto que trate do mesmo assunto e motivo da celebração. Os instrumentos musicais terão a função de unir, incentivar e apoiar o canto não devendo cobrir as vozes. Todo este canto como a procissão do sacerdote não deverão ser demasiado longas. O canto deve terminar quando o sacerdote chega ao altar.


O ideal é que não falte, porém não havendo canto de entrada, a antífona proposta pelo Missal é recitada pelos fieis, leitor ou pelo Sacerdote.


Antífona de Entrada: São breves palavras que o sacerdote ou diácono fazem para introduzir os fieis na Missa do dia. Em regra, costuma a ser um versículo bíblico que tenha total ligação com o “tema” da missa, com as leituras que serão feitas durante o Rito da Palavra.


Saudação: Toda a assembleia de pé. É um gesto de boas vindas feito pelo presidente da celebração recebendo a todos com alegria. Após a saudação a assembleia responde: “Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo”.


Ato Penitencial: Toda a assembleia de pé. Todos são convidados pelo sacerdote a reverem suas faltas, permanecendo-se em silêncio por um tempo. Neste Ato Penitencial, os pecados Veniais (leves) são perdoados de acordo com a vontade. Pode ser recitado ou cantado, conforme convite do presidente. Se cantado sua melodia deve traduzir a contrição de quem pede perdão. Todo o povo deve participar deste canto e os instrumentos devem o acompanhar de modo suave, quase imperceptível. Não é um momento para meros cantos de perdão ou cantos de arrependimento, por mais belos que sejam. 


No domingo de Ramos pode ser substituído pela procissão. Na Quarta-feira de Cinzas é substituído pela imposição das cinzas. Nos domingos, pode também ser substituído pela benção e aspersão da água em recordação do batismo, esse rito é comum na festa do Batismo do Senhor, neste caso e no Sábado Santo (Vigília Pascal). Na Apresentação do Senhor pode ser substituído pela benção e procissão das velas.


Este Ato é introduzido pelo sacerdote e concluído com a absolvição, também pelo sacerdote que se inclui para deixar claro que não se trata do sacramento da Confissão.


Kyrie, eleison - Senhor Tende piedade: Toda a assembleia de pé. Depois do Ato Penitencial inicia-se o Kyrie, eleison, a não ser que já tenha sido rezado ou cantado no próprio ato penitencial. Nele os fieis aclamam o Senhor, imploram a sua misericórdia e também louvam ao Senhor Jesus pelo perdão, (por olhar por nós com Sua misericórdia). Via de regra, dada aclamação é repetida duas vezes, não se excluindo nem incluindo mais repetições. Se não for cantado, seja recitado.


Glória: Toda a assembleia de pé. É o hino antiquíssimo (século II) pelo qual a Igreja congregada no Espírito Santo, glorifica a Deus Pai e ao Cordeiro. É um louvor as três pessoas da Santíssima Trindade, cantado ou recitado nas Missas dominicais, solenidades ou nas festas dos santos. No tempo do Advento e Quaresma não se reza nem se canta o Glória. Também não se diz em missas de 7º dia, trigésimo dia, um ano de falecimento, missa de corpo presente ou Dia de Finados. As vezes são cantados uns hinos um pouco diferentes. Nos dias de semana não se canta porque cabe ao dia por excelência do encontro com os cristãos: o domingo.


- Há uma proibição explícita de se substituir o texto do hino do Glória por outro texto qualquer (cf. n.53 da IGMR) o mesmo acontece com o Santo e o Cordeiro de Deus. O Glória não é um momento para meros cantos de glória ou cantos de louvor, por mais belos que sejam.


- É ilícito substituir os cantos colocados no Ordinário da Missa, por exemplo, o Glória, o Santo e o Cordeiro de Deus, por outros cantos (cf. n. 366 da IGMR).


Oração (Coleta): Toda a assembleia de pé. Esta oração encerra o rito inicial da Missa. O sacerdote convida o povo a rezar (quando ele diz, Oremos); todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. A assembleia conclui a oração com o Amem. Dentro da oração da coleta podemos perceber os seguintes elementos: invocação, pedido e finalidade. Não confunda com a coleta do ofertório.

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