sábado, 21 de novembro de 2020

Títulos de novelas da Globo no exterior - matéria publicada em 2010

 A TV Globo hoje é uma das maiores emissoras de TV do mundo. Seu conteúdo tem feito norte-americanos, europeus, asiáticos… ficarem ligados  capítulo por capítulo para acompanharem a saga dos heróis e heroínas e as tramas dos vilões.

O CANAL I, (Siga-nos no Twitter) fez uma pesquisa para descobrir como essas novelas são exibidas e quais os títulos receberam em sua versão para o Inglês e o Espanhol. Confira:

Em Alma Gêmea de Walcyr Carrasco, exibida entre 20 de junho de 2005 e 10 de março de 2006, com o último capítulo reexibido em 11 de março de 2006, com colaboração de Thelma Guedes, direção de Fred Mayrink e Pedro Vasconcelos e direção geral de Jorge Fernando, também diretor de núcleo, e foi reprisada no Vale a Pena Ver de Novo de 24 de agosto de 2009 a 12 de março de 2010, a tradução para ambos os idiomas continuou a mesma. Em todas as línguas continua sendo ALMA GÊMEA.

Com Caminho das Índias de Glória Perez, que foi exibida de 19 de janeiro a 11 de setembro de 2009, com o último capítulo reexibido em 12 de setembro de 2009, com colaboração de Carlos Lombardi e Elizabeth Jhin, direção de Fred Mayrink, Luciano Sabino, Marcelo Travesso e Leonardo Nogueira e direção geral de Marcos Schechtman, também diretor de núcleo, literalmente a história foi diferente. Para ambas as versões foi-se retirado a palavra “Caminho das”, chamando-se somente Índia a novela, porém, foi acrescentado um subtítulo, que livremente traduzido significa: “Uma História de Amor”. Gostei muito

“Cobras e Lagartos” de João Emanuel Carneiro, exibida de 24 de abril a 17 de novembro de 2006, com o último capítulo reexibido em 18 de novembro de 2006, com a colaboração de Antônia Pellegrino, Denise Bandeira e Vincent Villari, direção de Cláudio Boeckel, Cininha de Paula, Ary Coslov e Marco Rodrigo e direção geral de Wolf Maya, também diretor de núcleo, na tradução manteve o título original. Destaque para o Espanhol que por ser uma língua bem parecida com a nossa não houve alteração alguma.

Em “Como Uma Onda” de Walter Negrão (Autor de “Araguaia”, próxima novela das 6 [saiba tudo que rolou no Workshop de Araguaia]), exibida de 22 de novembro de 2004 a 17 de junho de 2005, com o último capítulo reexibido em 18 de junho de 2005, com colaboração de Lúcio Manfredi, Jackie Vellego e Fausto Galvão, direção de Vinícius Coimbra e Maria de Médicis e direção geral de Mauro Mendonça Filho e Dennis Carvalho, também diretora de núcleo, o título teve sua versão igualmente ao original, se mantendo “Como Uma Onda” nas duas outras linguas. Veja:

A novela de Emanuel Jacobina “Coração de Estudante”, exibida de 25 de fevereiro a 27 de setembro de 2002, com o último capítulo reexibido em 28 de setembro de 2002, com colaboração de Bosco Brasil, Júlio Fischer e Nelson Nadotti, supervisão de texto de Carlos Lombardi, direção de Alexandre Avancini, Cláudio Boeckel e Fabrício Mamberti, direção geral de Rogério Gomes e direção de núcleo de Ricardo Waddington, e reprisada no Vale a Pena Ver de Novo entre 19 de novembro de 2007 e 4 de abril de 2008, em sua tradução literal também manteve o título original.

Já “Da Cor Do Pecado” também de João Emanuel Carneiro, exibida de 26 de janeiro a 27 de agosto de 2004, com o último capítulo reexibido em 28 de agosto de 2004, com colaboração de Ângela Carneiro, Vinícius Vianna e Vincent Villari, supervisão de texto de Sílvio de Abreu, direção de Paulo Silvestrini e Maria de Médicis e direção geral de Luiz Henrique Rios e Dennis Carvalho, também diretor de núcleo, e reprisada no Vale a Pena Ver de Novo entre 7 de maio e 16 de novembro de 2007, ficou um pouco estranha na versão para o Inglês (ao meu ver, pois não conseguir fazer uma versão do título “Shades Of Sin”). Parece ser “Máscaras do Pecado”, ou algo assim, porém não remete ao título original. A versão em Espanhol continuou bem parecida.

“Laços de Família” de Manoel Carlos, exibida entre 5 de junho de 2000 e 2 de fevereiro de 2001, com o último capítulo reexibido em 3 de fevereiro de 2001, com colaboração de Maria Carolina, Fausto Galvão e Vinícius Vianna, direção de Leandro Neri e Moacyr Góes e direção geral de Rogério Gomes e Ricardo Waddington, também diretor de núcleo. Um grande sucesso,(Relembre, Laços de Família completou 10 anos desde de sua estreia, veja fotos e vídeos) também na tradução manteve o título original. Porém no logo ganhou cores alaranjadas no fundo, ao contrário do seu original que possuía cinza.

Assim como “Cobras e Lagartos”, a versão em Espanhol de “Paraíso Tropical”  de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, exibida de 5 de março a 28 de setembro de 2007, com o último capítulo reexibido em 29 de setembro de 2007, com colaboração de Ângela Carneiro, João Ximenes Braga, Maria Helena Nascimento, Nelson Nadotti, Marília Garcia e Sérgio Marques, direção de Amora Mautner, Roberto Vaz, Cristiano Marques e Maria de Médicis, direção geral de José Luiz Villamarim e Dennis Carvalho, também diretor de núcleo, continuou com o mesmo nome. A versão para o inglês, na tradução, também manteve.

Já “Sinhá Moça” de Benedito Ruy Barbosa, exibida de 13 de março a 13 de outubro de 2006, com o último capítulo reexibido em 14 de outubro de 2006, com colaboração de Edmara Barbosa e Edilene Barbosa, direção de Marcelo Travesso e Luiz Antônio Pilar, direção geral de Rogério Gomes e direção de núcleo de Ricardo Waddington, ficou bem curiosa a versão. Como Sinhá é um diminutivo de Senhora, os títulos em ambas versões buscaram atingir esse mesmo significado. Em Espanhol na tradução literal temos “Menina Moça” e no Inglês, traduzindo ao pé da letra temos Pequena Mocinha. Curioso, não?

Pra mim, quem merece a versão brasileira Telecine é “Viver a Vida” de Manoel Carlos, exibida de 14 de setembro de 2009 a 14 de maio de 2010, com o último capítulo reexibido em 15 de maio de 2010, com colaboração de Ângela Chaves, Cláudia Lage, Daisy Chaves, Maria Carolina e Juliana Peres, direção de Teresa Lampreia, Adriano Melo, Luciano Sabino, Maria José Rodrigues, Fred Mayrink e Leonardo Nogueira e direção geral de Fabrício Mamberti e Jayme Monjardim, também diretor de núcleo, na sua tradução para o Espanhol manteve o título com “Vivir la Vida”. Porém, em sua versão para o inglês, o título da novela pegou o mesmo significado da frase em latim do poema de Horácio Carpe Diem . Traduzindo “Aproveite o Dia”

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Politicamente correto - 7 dicas

 Bolsonaro critica o politicamente correto. Que bicho é esse? É o contrário do politicamente incorreto — palavras e expressões que reforçam preconceitos. Negros, homossexuais, gordos, idosos, nordestinos figuram entre os alvos preferidos dos amantes das “brincadeirinhas”. Recomenda-se cuidado para não ofender nem agredir o outro. Mas muitos exageram. E como! Talvez o presidente tenha em mente os excessos que se praticam em nome da causa ao se opor a ela. Com razão. Cabeleireiro virou hair stylist. Costureira, estilista de moda (outra especialidade). Manicure, esteticista de unhas. Empregada doméstica, secretária do lar. Dona de casa, do lar ou especialista em prendas domésticas. Cego, mudo, surdo-mudo se tornaram pessoas com deficiência. Imprecisas, as novidades podem comprometer a precisão. Xô! Raça, cor, origem, etnia, religião, idade, peso, altura, orientação sexual, condição social e de pessoa idosa e deficiente são as principais vítimas das brincadeirinhas, piadas preconceituosas ou uso “sem intenção de ofender” . Como agir?



Dica 1


O radialista Airton Medeiros estava entrevistando ao vivo a presidente de uma associação de cegos em programa da Rádio Nacional. Tratava-a de cega o tempo inteiro até receber um papelzinho com a recomendação de que a tratasse como “deficiente visual”. Antes de obedecer à ordem, perguntou se deveria continuar tratando-a de cega ou de deficiente visual. Ela aproximou as mãos do rosto dele até tocar os óculos. Então afirmou: “Deficiente visual é sua gramática, que está desatualizada. Eu sou cega”.


Dica 2


Alto, baixo, gordo, magro, grande, pequeno são relativos. Alguém pode ser alto pra uns e baixo pra outros. Diga a altura, o peso, o tamanho: 1,95m, 50kg, 300km.


Dica 3


Negro é raça. Nessa acepção, use-o sem pensar duas vezes. Pelé é negro. Não é escurinho, crioulo, negrinho, moreno, negrão ou de cor.


Dica 4


Evite o adjetivo em expressões de conotação negativa. Em vez de nuvens negras, prefira nuvens pretas ou escuras. Em lugar de lista negra, fique com lista dos maus pagadores.


Dica 5


Apague denegrir (derivado de negro) de seu dicionário. Prefira comprometer. Elimine também judiar, da família de judeu. Substitua-o por maltratar.


Dica 6


Quer indicar cor? O preto está às ordens. Gordão? Nem pensar. Diga o peso. Paraíba e cabeça-chata? É preconceito. Identifique o estado de origem com precisão (maranhense, paraibano, pernambucano, cearense). Se quiser generalizar, use o adjetivo indicador da região: nordestino, nortista, sulista. Só use baiano se a pessoa nasceu na Bahia. Bicha, veado, baitola, boiola, sapatão? Xô! Ofensivo desde quando se escrevia farmácia com PH. Fique com homossexual, gay, lésbica. Respire, inspire, mas não pire!


Dica 7


Diga chinês, coreano, japonês (não: japa, china, amarelo); idoso (não: velho, decrépito, gagá, pé na cova, vovô, titio); lésbica (não: sapatão, pé 44); pobre, pessoa de baixa renda (não: pobretão, pé de chinelo, ralé, mulambento, raia miúda, povão, gentinha, gentalha, corja, povaréu, escória, populacho); pessoa com deficiência (não: portador de deficiência, pessoa com necessidades especiais, pessoa especial, deficiente, excepcional, retardado, aleijado, defeituoso, inválido, incapacitado); religioso (não: papa-hóstia, igrejeiro, carola, beato, barata de igreja);  travesti (não: traveco, boneca, bicha); candidato a concurso público / exame vestibular / Enem (não: concurseiro, vestibulando, Enemzeiro). Deixe senil para os médicos. Eles adoram erudição. Especial é usado apenas na expressão 'necessidades educacionais especiais'.

TV Globo DF - encerramento e abertura (06/11/2011)

 Encerramento e abertura da programação da TV Globo Brasília para a manutenção preventiva do mês de novembro. O filme exibido antes do encerramento foi 'Jogo entre Ladrões' no Domingo Maior. Gravado no computador com placa de captura.

Inclui: 

1ª parte - oferecimento do Domingo Maior / aviso de não-exibição da Sessão de Gala / programação

2ª parte - programação / destaques do dia / início do Telecurso

Aulas do dia:

Profissionalizante - Organização do Trabalho nº 2

Telecurso TEC - Módulo 2: Secretariado e Assessoria nº 7

Ensino Médio - Português nº 36

Ensino Fundamental - Matemática nº 60

Programação filtrada por tipo de programa:

04:55 - Sagrado

religioso

05:00 - Novo Telecurso (Educação Básica, Profissionalizante - Telecurso TEC, Ensino Médio e Ensino Fundamental)

educação

06:05 - Globo Rural

jornalismo

06:30 - Bom Dia DF

jornalismo

07:30 - Bom Dia Brasil

jornalismo

08:30 - Mais Você

entretenimento

09:55 - Bem Estar

jornalismo

10:40 - TV Globinho

infantil

12:05 - DFTV 1ª Edição

jornalismo

12:50 - Globo Esporte

esporte

13:20 - Jornal Hoje

jornalismo

13:50 - Vídeo Show

entretenimento

14:45 - Vale a Pena Ver de Novo: Mulheres de Areia

reprise de novelas

16:00 - Sessão da Tarde: Nunca é Tarde Para Amar

filme

17:50 - Globo Notícia

jornalismo

17:55 - Malhação

novela

18:25 - A Vida da Gente

novela

19:15 - DFTV 2ª Edição

jornalismo

19:35 - Aquele Beijo

novela

20:30 - Jornal Nacional

jornalismo

21:10 - Fina Estampa

novela

22:25 - Tela Quente: Hitman - Assassino 47

filme

00:05 - Jornal da Globo

jornalismo

00:40 - Programa do Jô

entretenimento

02:10 - Sessão Brasil: Buena Sorte

filme

03:55 - Copa do Mundo de Vôlei Feminino: Brasil x Coreia

esporte

Só uma ressalva: Até 1998, a Globo saía do ar todos os dias, exceto nas madrugadas de sexta para sábado e de sábado para domingo e em vésperas de feriado, Natal, Ano Novo e Carnaval.

Desde 1998, a Globo só sai do ar uma vez por mês e nas madrugadas de domingo para segunda, após o Domingo Maior ou de algum evento especial e antes do Telecurso.

A partir de abril de 2012, em São Paulo, esse encerramento, que valia para todas as emissoras, só vai existir para as emissoras do litoral e do interior do estado e para algumas da região metropolitana da cidade.

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Sky HDTV - Controle dos Pais (antes da atualização)

 Menu Sky

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Gerenciar Gravações

Minha Central de Mídia

Chamadas Recebidas

Mensagem Eletrônica

Config. e Controle dos Pais

Controle dos Pais

Favoritos

Configurações do Sistema

Ajuda

Editar Ajustes

Bloquear

controle dos pais

Confira a abaixo a configuração inicial do Controle dos Pais. Para alterar, selecione o item no menu à esquerda que deseja modificar e pressione Concluir quando terminar.

Bloquear Controle dos Pais

Para ativar suas configurações e bloquear o Controle dos Pais, digite e confirme a senha abaixo.

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Senha inserida

O Controle dos Pais está bloqueado. Você deve inserir a senha para acessar as configurações. Isso não afetará as gravações e os agendamentos de gravação nem suas preferências e o status de bloqueio atual do receptor.

Senha atual - 0000

Canais adultos

Pressione CONFIRMA para ocultar conteúdo adulto. Esses canais ficam invisíveis e títulos de programas adultos aparecerão como 'Título Bloqueado' no Mini Guia, no Guia de Programação, na Tarja de Informações e na Busca de Programas, e a descrição só aparecerá após o usuário digitar a senha pessoal.

Status atual - Ocultar Adulto

Bloqueio canais

Pressione CONFIRMA para bloquear ou permitir um canal. Use as teclas numéricas para ir diretamente ao canal.

2 canais bloqueados - 74, 85

Limite PPV

Defina o valor máximo que pode ser usado para cada compra de eventos PPV e pressione CONFIRMA. Proteção extra na sua conta, evite surpresas!

Valor atual - R$ 199,90

Por Horas

Este item define o horário de início e a duração em que é permitido assistir Sky. Pressione CONFIRMA na opção desejada.

Início Seg-Qui - 6:00

Duração Seg-Qui - 18 horas

Início Sex-Sáb - 9:00

Duração Sex-Sáb - 20 horas

Início Dom - 8:00

Duração Dom - 21 horas

Classif. Etária: Filmes/TV

Pressione CONFIRMA na opção desejada para limitar a Classificação Etária (de acordo com o Min. Justiça).

L - Permitir: Livre para todos os públicos

10 - Permitir: Inadequado para menores de 10 anos

12 - Permitir: Inadequado para menores de 12 anos

14 - Permitir: Inadequado para menores de 14 anos

16 - Permitir: Não recomendado para menores de 16 anos

18 - Permitir: Não recomendado para menores de 18 anos

18 - Bloquear: Programação Erótica

Intervalo: Em Cima da Hora / Via Brasil - GloboNews

 Contém: trecho final e encerramento do Em Cima da Hora / oferecimento / vinheta interprogramas GloboNews / vinheta e início do Via Brasil.

Em Cima da Hora - telejornal que, em 22 edições diárias, informa as principais notícias do Brasil e do Mundo

Via Brasil - programa de variedades sobre natureza, pescaria e aventura, inspirado no Terra da Gente, exibido nas tardes de sábado pela EPTV, afiliada à Rede Globo no interior paulista e no sul de Minas Gerais, após o Jornal Hoje e no Globo Repórter, programa jornalístico documental com foco em comportamento, cultura, turismo, saúde, trabalho, cotidiano e ciência exibido nas noites de sexta-feira, após a novela das nove, exceto na última sexta-feira do ano, quando é substituído pela Retrospectiva, que reprisa notícias que marcaram o ano que se encerra.

Espaço Aberto - GloboNews: vinheta - 2010

 Vinheta do programa de debates, que relata os mais variados assuntos do cotidiano, exibido pela GloboNews desde 1996. A vinheta estreou em 1998.

TV Brasília - logotipo após o encerramento

 Gravado de câmera digital, em 13 de janeiro de 2010, após a TV Brasília encerrar sua programação após os infomerciais da Sky e da Polishop, as reprises dos programas da RedeTV e o programa religioso do missionário R.R. Soares às 4:00 da manhã. 

TV Brasília saindo do ar - 21/09/2010

 Encerramento da programação da TV Brasília, gravado na terça-feira, 21 de setembro. A TV Brasília sempre sai do ar após a linha de shows da RedeTV.

Na segunda, sai do ar após o reality show 'Operação de Risco', com Carla Albuquerque, a revista eletrônica 'Leitura Dinâmica', com Renata Maranhão, ou o programa social 'Programa Amaury Jr'. 

Na terça e na quarta, sai do ar após o programa de auditório 'Superpop', com Luciana Gimenez. 

Na quinta, sai do ar após o programa policial / investigativo 'Aconteceu', com Laerte Vieira. 

Na sexta, sai do ar após o humorístico 'Pânico na TV'. 

No sábado, sai do ar após o programa de reportagens 'Good News', com Cláudia Barthel, o game show 'Mega Senha', com Marcelo de Carvalho ou o jornalístico 'UFC sem Limites', com Cristina Lyra. 

No domingo, sai do ar após o reality 'Dr. Hollywood', o esportivo 'Bola na Rede', com Gabriela Pasqualin ou o talk show 'É Notícia', com Kennedy Alencar.

Critérios para escolha dos cantos na Missa

 1 - Canto de Entrada: Sua finalidade é abrir a celebração. Promove a união da assembleia, introduz os fiéis no tempo litúrgico ou da festa, acompanha a procissão do sacerdote com os ministros da Eucaristia, leitores, acólitos, coroinhas, seminaristas etc. Deve terminar quando o padre chegar ao altar. Se houver uso de incenso, estende-se até que o altar seja incensado.

2 - Canto de Perdão (Ato Penitencial): É o momento em que todos são convidados a reverem suas faltas, permanecendo em silêncio por um tempo. É o próprio rito, por isso deve ser cantado integralmente, devendo obrigatoriamente conter as frases: Senhor, tende piedade de nós (ou Kyrie eleison) e Cristo, tende piedade de nós (ou Christe eleison). Caso contrário, o canto estará liturgicamente errado. No Domingo de Ramos, pode ser substituído pela procissão. Na Quarta-feira de Cinzas, é substituído pela bênção e imposição das cinzas. Aos domingos, pode ser substituído pela aspersão da água em recordação do batismo.

3 - Canto de Glória (Hino de Louvor): É o hino antiquíssimo (século II) pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro. É um louvor às três pessoas da Santíssima Trindade, cantado ou recitado nas solenidades e festas dos santos e missas dominicais. Não se canta nos domingos do Advento e da Quaresma porque são tempos de preparação para as grandes festas, o Natal e a Páscoa, respectivamente. Também não se canta nos dias de semana porque este cabe ao dia por excelência do encontro com os cristãos, o domingo, nem nas missas de defuntos (missa de sétimo dia, trigésimo dia, um ano de falecimento, missa de corpo presente e Dia de Finados).

4 - Canto de Acolhida da Bíblia: Não faz parte oficialmente da liturgia, portanto é facultativo. Deve ser cantado apenas em ocasiões excepcionais, principalmente nos domingos de setembro, que é o mês da Bíblia, ou quando se pretende destacar a Palavra de Deus. Acompanha a procissão da Bíblia, por isso deve ser encerrado ao término dessa procissão.

5 - Canto de Aclamação ao Evangelho: Esta aclamação constitui um rito por si mesma, através da qual a assembleia acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saudando e professando sua fé pelo canto. Para ser um canto de aclamação ao Evangelho, deve obrigatoriamente conter a palavra 'Aleluia', que significa alegria, exceto no tempo da Quaresma, no qual o Aleluia é substituído por um versículo proposto no Lecionário, devido ao forte tempo de reflexão e conversão.

6 - Canto de Ofertório: Acompanha o rito da preparação das ofertas, por isso deve ser encerrado quando o sacerdote terminar de oferecer os dons e lavar as mãos. Nas missas solenes, quando se usa o incenso, o canto se estende até que a assembleia seja incensada. O texto não precisa falar necessariamente de pão e vinho, mas pode falar do tema da liturgia ou do oferecimento da própria vida a Cristo.

7 - Canto de Santo: É o próprio rito, por isso deve ser cantado integralmente. Para ser um canto de Santo, deve conter as palavras: Santo, Santo, Santo (3 vezes) + Bendito o que vem em nome do Senhor + Hosana nas alturas. Caso contrário, o canto estará liturgicamente errado.

8 - Canto de Paz: É considerado por alguns como inapropriado para antes da comunhão, pois dispersa o povo e desvia o clima de oração para o rito seguinte, transformando a Missa em um show, sendo por eles colocados em outros momentos na liturgia da missa (após a bênção final, ou após o ato penitencial, ou após o ofertório...). Mas a saudação da paz após a oração do pai-nosso está liturgicamente prescrita e fica a critério de cada costume local, como também de cada rito católico aprovado pela Sé Romana (melquita, maronita...). Muitos omitem esse canto nos tempos da Quaresma e do Advento para realizá-lo com mais alegria no tempo da Páscoa e do Natal

Abaixo segue resumo de carta circular publicada em 08 de junho de 2014 por decisão do papa Francisco:
 c) De todos os modos, será necessário que no momento de dar-se a paz se evitem alguns abusos tais como:
- A introdução de um "canto para a paz", inexistente no Rito romano.
- Os deslocamentos dos fiéis para trocar a paz.
- Que o sacerdote abandone o altar para dar a paz a alguns fiéis.
- Que em algumas circunstâncias, como a solenidade de Páscoa ou de Natal, ou Confirmação, Matrimônio, sagradas Ordens, Profissão religiosa ou Exéquias, o dar-se a paz seja ocasião para felicitar ou expressar condolências entre os presentes.

9 - Canto de Cordeiro: É o próprio rito de aclamação à fração do pão, por isso deve ser cantado integralmente e com letra rápida, com as mesmas palavras da oração. Deve ser iniciado quando o sacerdote toma em suas mãos o corpo de Cristo, quebra-o e põe uma parte deste dentro do cálice. Para ser um canto de Cordeiro de Deus, deve obrigatoriamente conter as palavras: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo (repetidas 2 ou várias vezes, se a fração do pão se estender) + dai-nos a paz. Caso contrário, estará liturgicamente errado.

10 - Canto de Comunhão: Pela unidade das vozes, expressa a união espiritual dos comungantes, demonstra a alegria dos corações e torna mais fraternal a procissão dos que vão receber o corpo de Cristo. Deve obrigatoriamente falar sobre a comunhão, sobre o corpo e o sangue de Cristo, sobre o pão da vida, pão do céu, ou qualquer outro tema relativo ao mistério da Eucaristia. Começa quando o sacerdote comunga e termina quando o último fiel comungar.

11 - Canto de Ação de Graças: É um costume herdado do Papa João XXIII na década de 60. Embora seja inadequado, está previsto no Missal Romano. Pode ser cantado, mas é facultativo. É importante que seja breve e executado por todos, com moderação no volume dos instrumentos e dos microfones. Recomenda-se evitar esse canto na Quaresma.

12 - Canto Final: Foi herdado do Papa Paulo VI na década de 70, embora não previsto no Missal, portanto, suplementar, serve para preservar a mensagem e motivar a missão. Acompanha a saída do padre.

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Encerramento TV Brasil - 06/01/2011

 Vinheta de encerramento da programação da TV Brasil, após o clipe infantil com animação de Andrés Lieban com música de Toquinho. A música é uma canção de ninar, como se fosse um tipo de senha que se digita na tela para avisar às crianças o horário de dormir.

De segunda a sexta, a TV Brasil sai do ar às 3:00, após a reprise dos melhores momentos do programa de entrevistas 'Sem Censura', com Leda Nagle, e volta às 5:50, com os programas educativos 'Salto para o Futuro' e 'Telecurso', o jornal para deficientes auditivos 'Jornal Visual' e a edição matutina do 'Repórter Brasil'.

Aos sábados e domingos, o horário de encerramento pode variar, dependendo da exibição de filmes ou documentários na faixa 'Programa de Cinema', podendo sair do ar às 4:00 da manhã. Após o clipe, é exibido o logo da emissora e o relógio na tela.

domingo, 15 de novembro de 2020

Semana santa, quaresma & etc. - inicial maiúscula ou minúscula? / Perguntas e respostas sobre a Páscoa

 Esta semana é muito especial. Como escrevê-la? Como grafar os feriados? Grafam-se com inicial grandona os feriados religiosos. É o caso de Sexta-Feira da Paixão e Domingo da Ressurreição / Páscoa. Semana santa, domingo de ramos, segunda-feira santa, terça-feira santa, quarta-feira santa, quinta-feira santa e sábado de aleluia não são feriados, mas apenas períodos religiosos. Daí por que não terem direito a pedigree. Escrevem-se com a inicial pequenina. 

Use maiúsculas e minúsculas como manda o dicionário. É assim: semana santa, quinta-feira santa, sexta-feira santa, sábado de aleluia escrevem-se com a inicial mixuruca. Páscoa e Sexta-feira da Paixão jogam em outro time. Nomes próprios, grafam-se com a primeira letra pra lá de exibida. Quem pode…pode.  

Olho vivo, moçada. Quaresma, semana santa e sábado de aleluia são nomes comuns. Escrevem-se com a inicial pequenina. Sexta-feira da Paixão e Páscoa jogam em outro time. Nomes próprios, escrevem-se com a inicial grandona. .

Quaresma? São os 40 dias que vão da quarta-feira de cinzas até a sexta-feira da Paixão. Para católicos e ortodoxos, o período se destina a penitências. A pessoa faz jejum, priva-se de carne e renuncia a prazeres, como doces, refrigerante, TV, internet, celular, tablet, videogame, novelas, fofoca, sexo, loteria, rádio e impressora. No 1º dia da provação, os fiéis vão à igreja. Lá, recebem cinza sobre a cabeça. O padre, então, lhes diz: ‘‘Lembra-te, homem, que és pó e ao pó retornarás’’. Lembra-te também: quaresma se escreve com a inicial minúscula, exceto em início de frase.

As portas do carnaval se fecham. Abrem-se as da quaresma. É quarta-feira de cinzas — primeiro dos 40 dias do império do roxo. Para católicos e ortodoxos, o período destina-se a penitências. A pessoa faz jejum, priva-se de carne e renuncia a prazeres. No primeiro dia da provação, os fiéis vão à igreja. Lá recebem cinza sobre a cabeça. O padre, então, lhes diz:


— Lembra-te, homem, que és pó e ao pó retornarás.


A coluna vai além:


— Lembra-te, também: quaresma é substantivo comum, porque é período religioso que não feriado, como Natal, Páscoa e Corpus Christi. Escreve-se com a inicial pequenina.  

O que é Páscoa? 

É a festa cristã que celebra a paixão, morte e ressurreição de Jesus. A Páscoa é a celebração mais importante para os cristãos, pois marca o mistério e o milagre da ressurreição. Na época de Jesus já se celebrava a Páscoa, mas com outro sentido, era o Pessach. 


O que é Pessach ou Páscoa Judaica? 

Pessach significa passagem em hebraico. É a festa judaica em que se comemora a libertação dos hebreus depois de um longo período de escravidão no Egito. São oito dias de celebração. 


Como se calcula a data da Páscoa? 

O Concílio Geral de Nicéia, no ano de 325 d.C definiu que a Páscoa fosse comemorada no primeiro domingo após a primeira Lua Cheia da primavera. Como Nicéia fica no hemisfério norte, a estação correspondente para o Brasil é o outono. 


O que é quaresma? 

Período de quarenta dias, que vai da quarta-feira de cinzas até o sábado anterior ao Domingo de Ramos. Este tempo serve de preparação para iniciar a Semana Santa. A Igreja Católica propõe que a oração, a penitência e a caridade seja o foco do cristão ao menos durante este tempo. É o momento de se reaproximar de Deus. 


O quarenta é um número simbólico que lembra o tempo que duraram diversas passagens descritas na Bíblia como os quarenta dias do dilúvio, de Moisés e de Elias na montanha, o tempo em que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública e ainda os 40 anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto. 


Semana Santa 

A semana santa dura, na verdade, oito dias. Começa no Domingo de Ramos e vai até o Domingo de Páscoa. 


Domingo de Ramos 

Significa a entrada triunfal de Jesus na cidade de Jerusalém. Ele chegou sobre um jumento e o povo o aclamou com ramos de árvores e folhas de palmeiras. 

A frase deste dia é 'Bendito o que vem em nome do Senhor'


Quinta-feira Santa 

Foi o dia da última ceia de Jesus com seus 12 discípulos. O ritual que Jesus ensinou nessa noite é repetido durante as missas da Igreja Católica e na maioria das igrejas cristãs: a eucaristia ou Santa Ceia. Antes da ceia, Jesus ajoelhou-se diante de seus discípulos e lavou os pés de todos em sinal de seu amor e humildade. Este ato tornou-se um rito litúrgico realizado na missa da Quinta-feira Santa, o lava-pés. Simboliza a purificação de todo o ser. 

A frase deste dia é 'Fazei isto em memória de mim'


Sexta-Feira da Paixão

Também conhecida como Sexta-feira Santa, relembra a morte de Jesus. Foi o dia de seu sofrimento, quando foi julgado e castigado, carregou a cruz, a coroa de espinhos e foi crucificado. Como ato de penitência, os cristãos costumam não comer carne vermelha e evitar vários gestos que remetam ao trabalho, ao estudo ou à diversão. Estes são exemplos de “sacrifícios” feitos em lembrança a Paixão de Cristo. 

A frase deste dia é 'Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem'


Sábado de Aleluia 

Também conhecido como Sábado Santo, é o conhecido como o dia da oração e do jejum, o dia em que os cristãos choram e meditam sobre a paixão e morte de Jesus. À noite é celebrada a Vigília Pascal, também conhecida como a Missa do Fogo, pois se acende o Círio Pascal, uma grande vela que representa a Luz de Cristo. 

A frase deste dia é 'Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição'


Domingo de Páscoa

Dia em que os cristãos lembram a ressurreição de Jesus que trouxe a esperança da vida eterna. 

A frease deste dia é 'Não procureis entre os mortos, Ele não está mais aqui, ressuscitou'


Por que se come peixe na Sexta-feira Santa? 

Na época de Jesus, a carne vermelha era cara, artigo de luxo, por isso era raro tê-la à mesa, sobretudo nas famílias mais pobres, como a de Jesus. Os peixes existiam em abundância e eram mais baratos. Abster-se de carne vermelha na Sexta-feira Santa significa fazer um sacrifício em nome da morte de Jesus. A real essência deste dia é de ter uma refeição simples e pobre. Na missa de sexta-feira Santa é encenada a Via Sacra, as 14 passagens da vida de Jesus. 


O que significa “tirar a aleluia”? 

O termo se refere à surrar algo ou alguém. É um costume antigo que se dá no Sábado de Aleluia. Como na Sexta-feira Santa há várias ações que não são aconselháveis para os cristãos, os pais deixavam de castigar ou bater nos filhos neste dia ou ainda durante os 40 dias da quaresma. Todas as travessuras cometidas pelas crianças nestes dias ficavam sem punição. E os mais velhos costumavam prometer que iriam “tirar a aleluia” no sábado antes do Domingo de Páscoa. 


Este termo pode estar associado também à “malhação de Judas”, costume trazido pelos portugueses e espanhóis. Judas foi o discípulo traidor de Jesus. No sábado de Aleluia bonecos no tamanho de um homem, feitos com serragem, tecido ou papel, são surrados e queimados, simbolizando a condenação e execução de Judas pelo povo. 


Por que se colhe macela na Sexta-feira Santa? 

A tradição é que a macela seja colhida antes do nascer do sol. A sabedoria popular diz que a eficiência do chá das flores desta planta se torna ainda maior quando colhida neste dia. A tradição é comum apenas no Rio Grande do Sul, pois tem este arbusto em abundância e floresce a partir de abril. É importante colher apenas os galhos, jamais puxando pelo tronco e arrancando a planta com a raiz e evitar a colheita em campos muito próximos a estradas ou rodovias, pois a planta pode estar contaminada por metais expelidos pelos carros. 


O chá deve ser feito com 3 a 5g de flores secas para cada litro de água. Tem efeito analgésico, anti-inflamatório, relaxante muscular, no combate de cólicas, diarreias, disenterias e dores no estômago. 


Por que na Páscoa se presenteia com ovos de chocolate e se fala em coelho da Páscoa? 

No hemisfério norte a Páscoa acontece no início na primavera. Muitos anos antes desta data cristã começar a ser celebrada, na China e em alguns países da Europa era comum comemorar a chegada da primavera. Nesta ocasião, se referenciava a Ostera, a deusa da fertilidade e da primavera, que aparecia em pinturas como uma mulher de cabelos longos, segurando ovos, circundada por coelhos e lebres. Era de costume as pessoas se presentearem com ovos pintados com motivos de natureza. 


Quando se começou a celebrar a Páscoa para os cristãos, foi apropriada a imagem de ovos, porém pintados com figuras religiosas. Somente no século XVIII, na França é que se começou a ideia de confeccionar ovos de chocolate. 


As igrejas cristãs explicam que o ovo e o coelho são símbolos de fertilidade e renovação, que representam a nova vida que Jesus obteve ao ressuscitar e que os cristãos têm pela fé na graça de Deus, a vida eterna. 

Propriedade vocabular

 A crise na Venezuela trouxe ao noticiário questão de propriedade vocabular. Qual a palavra adequada para nomear a linha que separa os dois países? Alguns falam em fronteira. Outros, divisa. Limite também aparece. Os três substantivos separam, mas entes diferentes. Guarde isto:


Fronteira separa países.


Divisa separa estados.


Limite separa municípios.

A peça de teatro é exibida ou encenada? Guarde isto:


Exibe-se algo pronto: um quadro, um filme, uma escultura, um programa de TV, uma novela.

Uma peça de teatro ganha vida a cada representação. É encenada, representada.

Que calor! Brasília parece um forno. Boa parte do Brasil também. Daí por que entraram em cartaz quatro adjetivos — quente, frio, alto, baixo. Atenção para a propriedade vocabular. Frio e quente usam-se para tempo (tempo quente, tempo frio, dia quente, dia frio, tarde quente, tarde fria). A temperatura não pode ser quente nem fria. É alta ou baixa.

Não troque as bolas. Obter quer dizer ganhar, granjear, conquistar o que se deseja, o que se busca. Por isso só o use em sentido positivo: O time obteve vitórias (nunca obteve derrotas). Paulo obteve 90 pontos no concurso. Maria obteve o cargo pelo qual lutou durante dois anos.

Sabia? Na língua existem verbos-ônibus. Eles funcionam como transporte coletivo. Cabem em 42 contextos e um pouco mais. Imprecisos, causam má impressão. Denunciam o redator preguiçoso ou pobre de vocabulário. Fazer é um deles. Ultimamente ganhou novo assento. É o tal de fazer aula disto e daquilo. Ou fazer um câncer, uma tuberculose, um aneurisma. Cruz-credo! É possível substituí-lo por outros mais precisos. Com um cuidado: sem pedantismo, afetação ou rebuscamento.


Exemplos não faltam. Fazer uma carta? É escrever ou redigir a carta. Fazer um discurso? É proferir o discurso. Fazer uma fossa? É cavar a fossa. Fazer uma estátua de mármore? É esculpir a estátua de mármore. Fazer o trajeto de carro? Melhor percorrer o trajeto. Fazer direito é cursar direito. Fazer a cama? É arrumar ou forrar a cama.


Fazer não substitui cometer, praticar, ter. Fazer erros? É cometer erros. Fazer faltas? É cometer faltas. Fazer aulas? É ter aulas, assistir a aulas. Fazer uma música? É compor ou tocar uma música. Fazer mortes? É provocar mortes.

E a febre do defender continua. Eta modismo persistente! Já me insurgi, em artigo de três anos atrás, contra o uso abusivo desse verbo. Mas não tem jeito. Defender virou ônibus: sempre cabe mais um.


O uso insistente de um único verbo para expressar situações diferentes é, no fundo, sintoma de pobreza vocabular. O natural de uma língua é enriquecer com o passar do tempo. Novos vocábulos vão-se juntando aos existentes até formar um léxico gigantesco. Estranhamente, a língua brasileira, em lugar de se tornar mais rica, empobrece. Para cada novo vocábulo que entra no circuito, uma dúzia dos antigos sai da boca do povo pra recolher-se na poeira dos dicionários. É pena.




Chamada Estadão 27 ago 2018


Volto a sugerir ao distinto leitor que, caso esteja pra cair na tentação de usar defender no sentido de preconizar, pense em substitui-lo por outro mais sugestivo.


Na chamada do Estadão, ficaria mais elegante dizer, por exemplo, que «Dallagnol propõe não votar em envolvidos…». Essa é apenas uma possibilidade. Há dezenas. Uma lista (não exaustiva) de verbos que podem ‒ nesse caso e com vantagem ‒ substituir defender está aqui:


Preconizar, aconselhar, orientar, recomendar, sugerir, propor, indicar, prescrever, estimular, insinuar, pregar, solicitar, elogiar, lembrar, requerer, exigir,, exaltar, pedir.


Cada um deles carrega nuance diferente. Na hora de usar, basta escolher o que melhor convier.


Ah! É bom ter sempre em mente o que doutor Dallagnol “defende”. Votar em corrupto? Só faltava.


(José Horta Manzano)

“A gente pensa uma coisa. Diz outra. O leitor entende outra. E a coisa propriamente dita desconfia que não foi dita.” Mário Quintana parece brincar conosco, pobres autores e leitores, pobres falantes e ouvintes. Mas não está. Ele sabe que a língua é malandra que só. Poderosa, prega peças e arma ciladas. Dizemos uma palavra pensando dizer outra. Damos um recado na certeza de que acertamos o alvo. Ledo engano. Não raro a mensagem é contrária à pensada ou não tem nada a ver com a original. Pior: de tão repetidas, as armadilhas soam familiares, certas como dois e dois são quatro. Quer ver?


Tempestivo x intempestivo


A duplinha não tem nenhuma relação com temperamento. Nem com temperamental. Ela pertence à família de tempo:


Tempestivo = que vem ou sucede no tempo devido, oportuno: Consideraram a ação judicial tempestiva. O advogado apresentou o recurso tempestivamente (no prazo).


Intempestivo: fora do tempo próprio, inoportuno: A ação foi intempestiva. Manifestou-se intempestivamente.

Não confunda tempestivo com tempestuoso, que tem relação com tempestades climáticas.

Liderança = a qualidade do líder, o espírito de chefia: O regimento prevê voto de liderança. O chefe deve ter liderança. O técnico, sem liderança, não conseguiu evitar o conflito. Esta é a sala da liderança do partido.


Líder = pessoa que exerce a liderança: Os líderes do Congresso discutiram o projeto hoje. O presidente vai negociar com os líderes que se opõem ao projeto. Há partidos que têm mais líderes que liderados.

Atenção, gente fina. Muitos caem no modismo. Usam opção e alternativa como sinônimos. Mas são diferentes. A precisão vocabular impõe a diferença. Veja:


Opção = saída, possibilidade, recurso: Antes de decidir, avaliou as opções que lhe ofereciam. Na prova com cinco possibilidades de respostas, duas opções eram muito parecidas. Fiquei em dúvida.


Alternativa = escolha entre duas opções. Por isso, fuja de outra alternativa ou única alternativa, que é pleonasmo. Por quê? A alternativa é sempre outra. Se não há outra, só pode ser única: Perdi o voo. A alternativa foi esperar o próximo. Não havia alternativa para o problema. E agora? Qual a alternativa?

Usar a palavra mais adequada ao contexto. É o caso da mudança para o céu. Quarenta dias depois da Páscoa, Jesus, ressuscitado, voltou pra casa, sozinho, sem ajuda. O ato milagroso se chama ascensão, e o verbo, ascender (subir), que não tem nada a ver com acender (iluminar). Maria seguiu o filho, mas precisou ser levada. Sua subida às alturas se denomina assunção.

As duas palavras são parentes próximas. Mas pertencem a classes diferentes. A menor é adjetivo. A maior, advérbio:


Independente = livre: O Brasil ficou independente de Portugal em 1822. 


Independentemente = sem levar em conta: Ganha o mesmo salário independentemente do número de horas trabalhadas.

Modismos - inúteis e sem respaldo

 Thiago Bezerra escreve: “Tudo que vira moda é aceito pelas pessoas até sem pensar. Mas existe moda brega, não é mesmo? Entrou em cartaz o advérbio “justamente”. Jornais, telejornais, políticos, jornalistas, advogados abusam da palavra. Ela sobra”. É verdade. A maior parte dos advérbios terminados em –mente só tem uma função — sobrecarregar a frase. Quer ver?


João deve sair (provavelmente) às 6h. Provavelmente deve ser usado apenas em caso de dúvida. Em caso de certeza, prefira certamente.

Cumpriu a ordem (exatamente) como o chefe determinou.

(Atualmente) todo mundo tem celular.

A reclamação era (completamente) inoportuna.

Disse (exatamente) isso, sem tirar nem pôr.

Os pacientes odeiam (principalmente) ter de esperar.


É (terminantemente) proibido ultrapassar o limite. Como a proibição é sempre expressa, não existe algo meio proibido.


Nesse período, acho que a área social foi a que mais sofreu. Eu acabei de trocar o secretário (justamente) por isso. Justamente significa com justiça, e não precisamente, exatamente.


Xô! Xô! Xô!

Atenção ao modismo:


1. Inclusive não é partícula de reforço. Empregue-a como antônimo de exclusive, e no fim de uma enumeração: O curso se estende de 24 de janeiro a 2 de fevereiro, inclusive.

No meio da frase, deve-se usar incluindo: Compareceram todos os jogadores, incluindo os da reserva.


2. Não a use como sinônimo de até em frases como esta: O presidente sugeriu, inclusive, que o preço dos combustíveis poderia cair. O certo é: O presidente sugeriu que os preços dos combustíveis até poderiam cair.

Realizar virou modismo. Não o use no lugar de fazer, promover, celebrar, inaugurar, efetuar, lançar, desenvolver. Use-o só no sentido de tornar real.


Em vez de “realizar missa, batizado e casamento”, é melhor celebrar.

Em vez de “realizar curso ou oficina”, promover (quando é instituição) e ministrar (quando é professor).

Em vez de “realizar show”, estrear.

Em vez de “realizar exposição”, abrir, inaugurar ou apresentar.

Cuidado com o modismo. Use chamado só quando você falar de algo cujo nome não é o referido, mas é conhecido como tal. Não há por que escrever, por exemplo, os “chamados exames preventivos”. Exame preventivo é exame preventivo. O cinema não é a “chamada” sétima arte. É a sétima arte. As praças onde se reúnem os drogados não é a “chamada” cracolândia. É a cracolândia. As ONGs não são o “chamado” terceiro setor. São o terceiro setor.

O aviãozinho partiu de Santa Catarina rumo a São Paulo. O voo transcorreu sem problemas. Na hora de pousar, ops! Algo falhou. A aeronave despencou. Jornais, sites e tevês divulgaram o fato. Nove entre 10 notícias tropeçaram no modismo. Assim: “Dos sete ocupantes do avião, quatro foram arremessados para fora e os outros três tiveram de ser retirados das ferragens”. Reparou? O pronome outros sobra. Xô! Assim: Dos sete ocupantes do avião, quatro foram arremessados para fora e três tiveram de ser retirados das ferragens.

As palavras, como as pessoas, têm manias. Combinam. Brigam. Fazem exigências. Armam ciladas. Um verbo cheio de caprichos é acontecer. Elitista, ele tem poucos empregos. E quase nenhum amigo. Mas, por capricho do destino, os colunistas sociais o adotaram. A moda se espalhou como fogo morro acima ou água morro abaixo.

O pobre virou praga. Tudo acontece. Até pessoas: Phillipe Coutinho está acontecendo na Seleção. O casamento acontece na catedral. O show acontece às 22h. E por aí vai.

Violentado, o verbo vira a cara. Esperneia. E se vinga. Deixa mal quem abusa dele. Diz que o atrevido sofre de pobreza de vocabulário. Para não cair na boca do povo, só há uma saída. Empregá-lo na acepção de suceder de repente.

Acontecer dá sempre a ideia do inesperado, desconhecido: Caso acontecesse a explosão, muitas mortes poderiam ocorrer.

O verbinho de sangue azul sente-se muito bem com os pronomes indefinidos (tudo, nada, todos), demonstrativos (este, isto, esse, aquele) e o interrogativo que: Tudo acontece no feriado. Aquilo não aconteceu por acaso. O que aconteceu?

Xô, abuso

Não use acontecer no sentido de ser, haver, realizar-se, ocorrer, suceder, existir, verificar-se, dar-se, estar marcado para. Se você insistir, prepare-se. É briga certa. Melhor não entrar nessa. Busque saídas.

Uma delas é substituir o verbo: O show acontece (está marcado para) às 21h. O festival aconteceu (realizou-se) no ano passado. O crime não aconteceu (ocorreu). Acontecem (ocorrem) casos de prisão de inocentes durante as batidas policiais. O vestibular está previsto para acontecer em dezembro (previsto para dezembro). Não aconteceu (houve) o rigoroso inverno.

Outra é mudar a frase: A prisão aconteceu ontem. (A polícia prendeu o ladrão ontem.) A divulgação do resultado acontece logo mais. (O resultado será divulgado logo mais.) O início da prova aconteceu às 8h. (A prova iniciou-se às 8h.)

É um mistério. Modismos chegam tímidos. Repetem-se aqui e ali. De repente, não mais que de repente, viram praga. É o caso do sufixo -izar. Outro dia, alguém disse sem corar: “É preciso perdoalizar os inimigos”. Valha-nos, Deus! O que fazer? Boa parte dos feiosos dá ideia de movimento. Pode ser substituída por verbos mais precisos, familiares e pra lá de simpáticos.

 Eis exemplos:

 agilizar (apressar), desincompatibilizar-se (deixar o cargo), equalizar (igualar), fidelizar (conquistar), independentizar (liberar), integralizar (completar), oportunizar (dar oportunidade), otimizar (melhorar, aperfeiçoar), publicizar (divulgar, publicar).
É lugar-comum afirmar que a língua muda. Organismo vivo, está a serviço dos falantes. Eles, como a água que passa sob a ponte, nunca são os mesmos. Movimentam-se, misturam-se, transformam-se. Viva!

Mas, por motivo que até Deus ignora, algumas deixam de circular. Ficam estagnadas. Resultado: viram moda. Depois, praga. O uso se intensifica por influência do rádio, da tevê, da internet. São os modismos, que pegam com a rapidez da água morro abaixo ou do fogo morro acima.

Podem ser palavras ou expressões que passam a ser empregadas em sentido diferente do usual. Uma das mais recentes é gratidão. Por contágio talvez do emoji da internet, as mãozinhas postas substituíram o vocábulo obrigado. Não só nas mídias sociais. Também na fala. Vamos combinar? É uma chatice. Usar a imagem no zap ou no e-mail tudo bem. Mas fora daí? Xô! E gratiluz? Mais uma invenção desnecessária.
 
Estes são o novo a nível de: 
deletar - Só use em textos de informática. Nos outros casos, use excluir, apagar ou eliminar.
detonar - Só se forem bombas. Nos outros casos, use gerar, despertar ou provocar.
contabilizar - Só em textos de contabilidade. Nos outros casos, use somar ou totalizar.

Xô - artigos um e uma

 Um texto limpo não cai do céu. Nasce de trabalho, humildade, desapego. E muita faxina. Como diz o outro, 10% de inspiração e 90% de transpiração.


A escrita agradável tem muitos segredos. Um deles: fugir do artigo indefinido. Um, uma, uns, umas fazem estragos. Tornam o substantivo impreciso e molengão. Mais ou menos como Sansão sem cabelo. Quer ver?


Nove jovens morreram em (um) baile em Paraisópolis.


Deus é (um) poder supremo.


(Um) outro bate-boca ocorreu ontem entre o marido e a mulher.


Falava com (um) tal cuidado que parecia medir as sílabas.


Para que os artigos? Só pra estragar a frase. Eles detonam o esforço de planejamento e redação. Fora!

Use o um e o uma em apenas uma circunstância: se esse um não for artigo indefinido, e sim numeral, isto é, se não se tratar de um qualquer, mas de apenas um. Por exemplo: Para a obra, foi destinado um recurso.

O truque do três - manhas do encantamento

 Ninguém sabe por quê. Mas trios bajulam os ouvidos. Pai, Filho e Espírito Santo formam a Santíssima Trindade. Executivo, Legislativo e Judiciário são os poderes da República. Os lados do triângulo também são três. Liberdade, igualdade e fraternidade são os lemas da Revolução Francesa. Governo do povo, para ele e por ele, proclamou Abraham Lincoln. Vim, vi e venci, orgulhou-se Júlio César.


Nas enumerações, o três faz mágicas. Pense em três itens para agrupar: O candidato colecionou desafetos ao combater o divórcio, o homossexualismo, a igualdade de gêneros. O estilo deve ter três virtudes: clareza, concisão e correção gramatical.


Vamos trabalhar com afinco, vontade e competência.

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Redação do Enem - perguntas e respostas e mandamentos da nota 1000

 A linha que separa a redação nota zero da redação nota mil é tênue. Quase sempre o fracasso na produção de texto não se deve ao desconhecimento do tema ou a tropeços na língua. Deve-se à desobediência às orientações. Bobear é proibido. Dar jeitinhos também. O caminho para não morrer na praia é um só: ler, entender e aplicar as ordens tim-tim por tim-tim. Vamos a elas?


1. O candidato pode fazer rascunho?


Pode e deve. Mas é proibido fazê-lo em qualquer lugar. Há uma folha destinada a ele. Use-a. Ali você escreve, reescreve, rabisca, corta, borra, rasura, escreve por cima. O espaço é todo seu. Ninguém tem nada a ver com ele.


 


2. Como deve ser apresentado o texto definitivo?


O texto definitivo é o que será avaliado pela banca examinadora. Com ele, todo o cuidado é pouco. Siga estas dicas:


1. escreva-o na folha própria.


2. escreva-o a tinta. Escolha uma caneta familiar, de que goste muito. Deixe em casa a caneta novinha, cujas manhas você ainda não conhece. Ela pode atrapalhar seu raciocínio e roubar minutos preciosos da revisão. Xô!


3. o texto deve ter até 30 linhas. Preste atenção ao “até”. Significa que perde pontos quem ultrapassar o tamanho determinado. Pode ser um pouco menos de 30 linhas. Mas nenhuma mais.


 


3. O candidato pode copiar trechos apresentados na prova ou nos textos motivadores?


Não. Nada de cópia. Ctrl + C e Ctrl + V é mega perigoso. Cada linha copiada será alvo de punição. Você perde pontos e, valha-nos, Deus, pode perder a prova. Você pode utilizar dados ou citar uma ou outra frase entre aspas.


 


4. O que leva à nota zero?


Guarde isto: nota zero é mais resultado de bobeira que de ignorância. As instruções apresentam cinco descuidos que anulam a obra que lhe deu tanto trabalho. Ei-los:


1. se a redação for “insuficiente”. O que é isso? Se o texto tiver menos de sete linhas. Vamos combinar? Sete linhas é muito pouco. Vá além, muito além. Chegue às 30. Ou bem próximo das 30. Lembre-se: você não só precisa se sair bem na prova. Precisa se sair melhor que os concorrentes. Lute para chegar na dianteira.


2. se a redação fugir ao tema. É lógico, não? Se o enunciado pede um assunto e o candidato apresenta outro, não dá outra. O examinador pensa que ele levou o texto decorado. Para não correr risco, leia o tema uma vez, duas vezes, três vezes, muitas vezes. Leia-o até entendê-lo. Antes de escrever, diga baixinho, com suas palavras, o que está sendo pedido. Imagine que esteja falando sobre o assunto com sua mãe, seu pai, seu amigo ou seu irmãozinho. Assim, você ganha intimidade com o tema. Mil ideias vêm à cabeça. Viva! Se o tema é 'Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil' (Enem 2016), não escreva sobre política, por exemplo.


3. se a redação “não atender ao tipo dissertativo-argumentativo”. Seu texto terá de defender uma tese. Dado um tema, você precisa tomar posição clara — de preferência, a favor ou contra. É importante justificar sua posição com argumentos. Prove, demonstre, convença. Não vale escrever um poema, muito menos um texto narrativo ou um depoimento pessoal.


4. se a redação “apresentar proposta de intervenção que desrespeita os direitos humanos, como mensagens de ódio, preconceito de qualquer tipo e racismo”. Direitos humanos se referem à dignidade da pessoa. (Dê uma olhadinha na coluna passada. Ali você encontra explicação legal.)


5. se a redação “apresentar parte do texto deliberadamente desconectada com o tema proposto”. No texto, as palavras, as frases e os parágrafos conversam, batem papo pra lá de amigável. Se entra um estranho sem se anunciar, rompe-se a harmonia. Lembra-se do bobão que introduziu, no meio do texto, uma receita de Miojo? Vacilou. Quis bancar o esperto. Pagou caro.


 


5. Como deve ser o texto?


O texto deve ter três partes. Na introdução, diga o que você vai dizer. No desenvolvimento, diga o que você prometeu dizer. Na conclusão, diga o que você disse. Encerre a redação com charme.


 


O Blog da Dad postou ontem seis posts que lhe ensinam o passo a passo da redação nota 1000. Siga-os pela ordem (1, 2, 3, 4, 5, 6). No fim, você chegará à única conclusão possível: escrever não é nenhum bicho de sete cabeças. É fácil como andar pra frente.

A dissertação tem três partes: introdução, desenvolvimento e conclusão. 

1.1.        Introdução: apresenta a tese. Diz ao leitor o que você vai dizer.


1.2.        Desenvolvimento: sustenta a tese. Apresenta os argumentos para convencer os incrédulos de que você tem razão.


1.3.        Conclusão: confirma a tese e encerra o assunto. Apresenta a proposta de intervenção.


Divida o texto em parágrafos. Um para a introdução. Dois ou três para o desenvolvimento. Um para a conclusão.

Comece pelo começo. Escolha uma frase bem atraente. Pode ser uma declaração, uma citação, uma pergunta, um verso, a letra de uma música. Depois, desenvolva a tese. Cada ideia num parágrafo. Por fim, conclua. Com um fecho elegante.

4.Seja natural. Imagine que o leitor esteja à sua frente ou ao telefone conversando com você. Fique à vontade. Espaceje suas frases com pausas. Sempre que couber, introduza uma pergunta direta e prefira esta à indireta. Confira a seu texto um toque humano. Você está escrevendo para pessoas. Gente igual a você.


5.Use frases curtas. Com elas, você tropeça menos nas vírgulas, nos pontos ou nas reticências. “Uma frase longa”, ensinou Vinicius de Moraes, “não é nada mais que duas curtas.”

Vírgula? Ponto e vírgula? Dois-pontos? Na dúvida, use ponto.


6.Ponha as sentenças na forma positiva. Diga o que é, nunca o que não é. Em vez de escrever “ele não assiste regularmente às aulas”, escreva “ele falta com frequência às aulas”.


7.Prefira palavras curtas e simples. Os vocábulos longos e pomposos criam uma barreira entre leitor e autor. Fuja deles. Seja simples. Entre duas palavras, prefira a mais curta. Entre duas curtas, a mais expressiva. Fuja das literárias e científicas, reserve para quem adora erudição.

Proibido ou defeso? Proibido. Imposição ou injunção? Imposição. Reduzido ou mitigado? Reduzido. Extenso ou prolixo? Extenso. Empecilho ou óbice? Empecilho. Imitação ou simulacro? Imitação. Notável ou conspícuo? Notável. Suavizar ou atenuar? Suavizar. Breve ou lacônico? Breve. Concordância ou aquiescência? Concordância. Objetivo ou escopo? Objetivo. Fazer uso ou lançar mão? Fazer uso. Renomado ou reputado? Renomado. Concluir ou depreender? Concluir. Punir ou infligir? Punir. Desrespeitar ou infringir? Desrespeitar. Principal ou precípuo? Principal. Dispensar ou prescindir? Dispensar. Correto ou escorreito? Correto. Espúrio ou errado? Errado. Adstrito ou dependente? Dependente. Silencioso ou silente? Silencioso. Atinente ou referente? Referente. Ou então, pertinente.


8.Opte pela voz ativa. Ela deixa o texto esperto, vigoroso e conciso, livra-o do verbo ser. A passiva, ao contrário, deixa-o desmaiado, sem graça. Compare:


Voz ativa: Os candidatos leram as instruções da prova.

Voz passiva: As instruções da prova foram lidas pelos candidatos.

 Abuse de substantivos e verbos. Seja sovina com adjetivos, advérbios, pronomes, conjunções, aumentativos, diminutivos e superlativos. Eles são os inimigos do estilo enxuto.

Seja conciso. Respeite a paciência do leitor. A frase não deve ter palavras desnecessárias. Por quê? Pela mesma razão que o desenho não deve ter linhas desnecessárias ou a máquina peças desnecessárias.

Evite mesóclises, ponto de exclamação, reticências, regionalismos, gírias, internetês e siglas desconhecidas. Use estrangeirismos apenas se não houver correspondente em português, ou se este for pouco usado. Não escreva FIM, porque não é o último capítulo da novela. Evite coisa e algo, por serem palavras vagas. Prefira elemento, fator, tópico, índice, item etc. 

10 mandamentos do estilo - Blog da Dad

 Mensagem


“O estilo deve ter três virtudes: clareza, concisão e objetividade.” Anatole France


Nós escrevemos para o leitor. Queremos que ele leia e entenda nosso texto. E mais: que aprecie a leitura, que não se arrependa da escolha. Os cinco, dez ou vinte minutos investidos no artigo, reportagem ou entrevista devem ter retorno garantido: apuração séria, informações corretas e estilo atraente.


Com os dados à mão, objetivo definido e plano traçado, é hora de redigir. Como? Sem perder de vista o leitor. Seja natural. Imagine que ele esteja à sua frente ou ao telefone conversando com você. Fique à vontade. Espaceje suas frases com pausas e, sempre que couber, com perguntas diretas. Confira ao texto um toque humano. Você está escrevendo para as pessoas.


Não o canse. Vá direto ao assunto. Comece pelo mais importante. E comece bem, com uma frase atraente, que lhe desperte o interesse e o estimule a prosseguir a leitura. No final, dê-lhe o prêmio: um fecho de ouro, como inesquecível sobremesa a coroar um lauto almoço.


Os dados, o objetivo e o plano são os ingredientes. A forma de prepará-los é que dá o toque especial ao prato. Uma frase particularmente elegante, capaz de veicular com clareza e simplicidade a mensagem que você quer transmitir, é conquista pessoal, exercício diário de desapego, humildade e vontade de melhorar.


William Strunk Jr, professor de altos estudos da língua inglesa, costumava dizer: “A prosa vigorosa é concisa. A frase não deve ter palavras desnecessárias, nem o parágrafo frases desnecessárias, pela mesma razão que o desenho não deve ter linhas desnecessárias, nem a máquina partes desnecessárias. Isso não quer dizer que o autor faça breves todas as suas frases, nem que evite todo detalhe, nem que trate seus temas só na superfície: apenas que cada palavra conta”.


Os segredos do estilo mais eficiente podem ser resumidos em dez preceitos:


1. Use frases curtas e incisivas


O leitor só consegue dominar determinado número de palvras antes que seus olhos peçam uma pausa. Se a frase for muito longa, ele se sentirá perdido, sem capacidade de compreender-lhe o completo significado. Por isso, use sentenças de, no máximo, uma linha e meia. Lembre-se de que uma frase longa nada mais é do que duas curtas.


2. Prefira palavras breves e simples


Palavras longas e pomposas funcionam como uma cortina de fumaça entre quem escreve e quem lê. Seja simples. Entre dois vocábulos, prefira o mais curto. Entre dois curtos, o mais expressivo. Fuja dos literários e científicos.

Evite palavras que emprestem tom preciosista ou exagerado ao texto: demandante, causídico, pleito, julgador, inconformação, contestação, pretório excelso, corte, amplexo, ósculo, discente, certame, holerite.

Dê preferência ao vocábulo coloquial: réu, advogado, eleição, juiz, recurso, resposta, Supremo Tribunal Federal, tribunal, votar, abraço, beijo, aluno, concurso, contracheque.



3. Ponha as sentenças na forma positiva


A regra é dizer o que é, não o que não é. Não ser honesto é ser desonesto; não lembrar é esquecer; não dar atenção é ignorar; não comparecer é faltar; não pagar em dia é atrasar o pagamento; não acreditar é duvidar; não ser necessário é ser dispensável; não passar é ser reprovado; não alterar é manter; não ser possível é ser impossível.


Dizer o que não é em geral soa hesitante, impreciso, pouco objetivo. Dá a impressão de se estar fugindo do compromisso de afirmar.


Compare as frases:


Ele não acredita que o ministro chegue a tempo. Ele duvida que o ministro chegue a tempo).


O presidente eleito diz que não fará alterações profundas no Plano Real. O presidente eleito nega que faça alterações profundas no Plano Real.


Vargas Llosa não chegará hoje . Vargas Llosa chegará no sábado.

Em vez de:


USE:


Não pense em ........


Pense em ........


Em caso de incêndio não use o elevador


Em caso de incêndio use a escada.


Não esqueça o seu cartão


Lembre de retirar o cartão


Não se esqueça de validar o ticket de estacionamento


Lembre de validar o ticket de estacionamento


Se beber, não dirija.


Se beber, vá de Uber ou 99.


Nunca tranque o cruzamento.


Deixe o cruzamento livre.


Evite trancar o cruzamento.


Deixe o cruzamento livre.


Não se preocupe.


Fique tranquilo.


Não entre em pânico.


Fique calmo.


Não se aborreça.


Esqueça, deixe passar.


Não fique aborrecido.


Pense em algo agradável.


Não quero comer doces.


Quero comer comidas saudáveis.


Não quero comer comidas gordurosas.


Quero comer frutas e verduras.


Não quero engordar.


Quero emagrecer.


Quero perder peso.


Quero atingir o meu peso ideal.


Não pinte esta parede de azul.


Pinte esta pare de verde.


Não quero perder tempo.


Quero aproveitar bem o tempo.


Não quero perder tempo com isso.


Quero usar o menor tempo possível .....


Não quero me atrasar.


Quero chegar no horário.


Meu filho, não mexa nisso.


Meu filho, vá brincar com ...


Meu filho, não mexa nisso.


Meu filho, pode mexer e brincar com ....


Não suba na cadeira.


Por favor, sente na cadeira.


Não suba na cadeira.


Subir na cadeira é perigoso ........


Cuidado para não derramar o copo.


Preste atenção no copo, tome cuidado.


É proibida a entrada de menores de ...


Só é permitida a entrada de maiores de ..


Não pise na grama


Use os passeios para caminhar


Não fume


Mantenha o ar limpo


Proibido fumar


Use o fumódromo para fumar


Não coloque o papel no vaso


Coloque o papel no cesto ao lado


Não ultrapasse quando a faixa amarela ....


Só ultrapasse quando a faixa amarela ...


4. Opte pela voz ativa


A voz ativa é mais direta, vigorosa e concisa que a passiva. Dê-lhe preferência sempre que puder. Ciro Gomes caracterizou o compulsório como medida transitória é construção preferível a O compulsório foi caracterizado por Ciro Gomes como medida transitória.


5. Escolha termos específicos


Há palavras que são mais específicas do que outras. Gato siamês é mais singular do que simplesmente gato; homem, mais do que animal; laranjeira, mais que árvore; árvore, mais do que planta ou vegetal. Trabalhador é termo de sentido geral, muito amplo; jornalista tem sentido mais restrito; jornalista do Correio Braziliense, mais ainda.


Ao descrever uma cena de rua, você pode referir-se genericamente a transeuntes ou particularizar: homens, jovens, estudantes, alunos da Escola Normal.


Escrever “Foi um período difícil” constitui vagueza. “Estive desempregado durante três meses” é mais preciso, bem melhor.


Não foi por acidente que Gonçalves Dias compôs: “Minha terra tem palmeiras / Onde canta o sabiá”. Se tivesse dito Minha terra tem árvores / Onde canta o pássaro, seus versos estariam enterrados com ele, ignorados de todos.


Siga a regra: o específico é preferível ao genérico; o definido ao vago; o concreto ao abstrato.


6. Abuse de substantivos e verbos


Escreva com a convição de que no idioma só existem substantivos e verbos. As demais classes gramaticais, como adjetivos, advérbios, pronomes, conjunções, aumentativos, diminutivos e superlativos, devem ser usadas com o cuidado do ourives e a parcimônia do sovina.

Substantivos e verbos são a roupa e o sapato do texto. As demais, o acessório.


7. Respeite a harmonia


A harmonia está ligada ao ouvido. Implica a habilidade de combinar as palavras e frases com elegância, sem tropeços, ecos, repetições ou dissonâncias. Os românticos impressionistas dizem que cada um escreve como quer, mas até eles reconhecem que a harmonia é o segredo dos grandes escritores, qualidade essencial do estilo. Por isso, leve em conta estes princípios:


a. Dê prioridade ao termo mais curto: Na colocação dos termos na oração, o mais curto (o que tiver o menor número de sílabas) deve preceder o mais longo:. Na livraria, comprei uma gramática, um dicionário e vários livros de geografia e história é construção preferível a Na livraria, comprei vários livros de geografia e história, uma gramática e um dicionário.


Examine outros exemplos: O Mustang volta ao Brasil com tecnologia e desenho modernos por R$ 39mil (não: O Mustang volta com tecnologia e desenhos modernos por R$ 69 mil ao Brasil). Gláuber Rocha, diretor dos filmes Deus e o Diabo na Terra do Sol e Terra em Transe, foi homenageado no festival (é preferível a: O diretor dos filmes Deus e o Diabo na Terra do Sol e Terra em Transe, Gláuber Rocha, foi homenageado no festival). O Congresso Nacional votará o projeto na próxima semana em regime de urgência urgentíssima (nunca: O Congresso Nacional votará, na próxima semana em regime de urgência urgentíssima, o projeto).


b. Evite os ecos: A rima, qualidade da poesia, é considerada defeito da prosa. Releia seus textos, de preferência em voz alta, para verificar se ocorre repetição de sons iguais ou semelhantes: Mais confusão e provocação no Maranhão. O Plano Real acabou com a inflação inercial. O rigor do calor de Salvador lhe causava maior pavor. 

Sem o eco: O Plano Real acabou com a inflação inativa. Mais tumulto e provocação em São Luís. O forte calor da capital baiana lhe causava maior medo.

Tantos ãos retumbam como trovão.


c. Cuidado com as cacofonias: Às vezes, a última sílaba de uma palavra se junta à primeira de outra e forma novo vocábulo, soando desagradavelmente aos ouvidos do leitor atento ou desavisado: por cada; uma mão; por razões, boca dela, por tal, por tais, por tão.


d. Fuja da monotonia: As repetições, seja de palavras, seja de estruturas, são as grandes responsáveis pela monotonia do texto, transmitem a impressão de inexperiência , descuido e pobreza de vocabulário. Existem formas de evitá-las. 1) suprimir a palavra; 2) substituí-la por sinônimo, hiperônimo, hipônimo ou pronome; e 3) dar outro torneio à frase.


8. Aproxime termos e orações que se relacionem pelo sentido


A liberdade de colocação de termos na frase e orações no período encontra limites nas exigências da clareza e da coerência. A boa norma manda “amarrar”cada termo determinante ao respectivo termo determinado.


Haverá um seminário sobre Aids na Câmara dos Deputados.


O seminário se realizará na Câmara, mas a colocação do adjunto adverbial na Câmara dos Deputados junto do termo Aids leva a outra leitura: o seminário tratará da ocorrência de Aids na Câmara dos Deputados.


Evita-se a ambigüidade aproximando o adjunto adverbial do termo a que se refere: Na Câmara dos Deputados, haverá um seminário sobre Aids.


9. Dê clareza às declarações


Dificultar a compreensão do texto é colocar uma pedra no caminho do leitor. Para que obrigá-lo a gastar tempo e energia na transposição do obstáculo? Facilite-lhe a passagem. Nas declarações longas, não o deixe ansioso. Identifique o autor imediatamente – antes da citação ou depois da primeira frase.


Veuillot ensina: “É preciso escrever com a convicção de que só há duas palavras no idioma: o substantivo e o verbo. Ponhamo-nos em guarda contra as outras palavras”.


ou


“É preciso escrever com a convicção de que só existem duas palavras no idioma: o substantivo e o verbo”, ensina Veuillot. “Ponhamo-nos em guarda contra as outras palavras.”


Nas declaraões curtas, a identificação do autor pode ser feita no começo ou no fim da fala:


“Toda questão tem dois lados”, escreveu Pitágoras. Pitágoras escreveu: “Toda questão tem dois lados”.


10. Seja conciso


Cultivar a economia verbal sem prejuízo da completa e eficaz expressão do pensamento tem dupla vantagem: respeita a paciência do leitor e poupa tempo e espaço (bens escassos no jornal).


Conciso não significa lacônico, mas denso. Opõe-se a vago, impreciso, verborrágico. No estilo denso, cada palavra, cada frase, cada parágrafo devem estar impregnados de sentido.


Eis algumas sugestões que contribuem para a concisão:


a. Dispense, nas datas, os substantivos dia, mês e ano: em 20 de janeiro (não no dia 20 de janeiro); em dezembro (não no mês de dezembro); em 1995 (não no ano de 1995).


b. Substitua a locução adjetiva por adjetivo: material de guerra (material bélico); pessoa sem discrição (indiscreta); pessoa sem emprego (desempregada). A dupla preposição + substantivo pode ser facilmente trocada por pares de substantivos e adjetivos, evitando as famosas fileiras de dês.


c. Troque a oração adjetiva por adjetivo: animal que se alimenta de carne (animal carnívoro); pessoa que planta café (cafeicultor); criança que não tem educação (criança mal-educada); pessoa que não come carne (vegetariana).


d. Use aposto nominal em vez de oração apositiva: Brasília, que é a capital do Brasil, oferece serviços públicos de boa qualidade (Brasília, capital do Brasil, oferece serviços públicos de boa qualidade). Jarbas Passarinho, que foi eleito senador pelo Pará, nasceu no Acre (Jarbas Passarinho, eleito senador pelo Pará, nasceu no Acre). Jacó amou Raquel, que era a a filha mais nova de Labão (Jacó amou Raquel, a filha mais nova de Labão).


e. Substitua a oração pelo termo nominal correspondente:


A comunidade exige que o criminoso seja punido (a punição do criminoso). Ninguém duvidava que o plano tivesse êxito (do êxito do plano) .


f. Reduza orações:


Agora que expliquei o título, passo a escrever o livro (Explicado o título, passo a escrever o livro). Depois de redigir o texto, pensarei na legenda (Redigido o texto, pensarei na legenda).


g. Elimine palavras ou expressões desnecessárias: decisão tomada no âmbito da diretoria (decisão da diretoria); trabalho de natureza temporária (trabalho temporário); problema de ordem emocional (problema emocional); curso em nível de pós-graduação (curso de pós-graduação); lei de alcance federal (lei federal); doença de característica sexual (doença sexual); casos de ocorrência (ocorrências); casos de atraso (atrasos).


h. Substitua a locução verbo + substantivo pelo verbo: Fazer uma viagem (viajar). Fazer música (compor). Pôr as idéias em ordem (ordenar as idéias). Pôr moedas em circulação (emitir moedas).


Ufa!

Termos longos ligados por uma fileira de dês constituem pedra no caminho do leitor. De um lado, pecam pela abstração. De outro, pela dificuldade de serem entendidos. Vale tudo para descarrilhar o trenzinho. A melhor estratégia: transformar substantivos e adjetivos em verbos. Veja:


O progresso dos estudantes de instituições de ensino do governo é lento.


Ruim, não? O período, além da fileirinha de dês, parece manco. A razão: o sujeito tem 22 sílabas. O predicado, três. Vamos harmonizá-lo? Busquemos o verdadeiro sujeito e usemos verbo de ação: Os estudantes de escolas públicas progridem lentamente.