O domínio das vozes verbais é essencial para uma boa redação. Mais do que isso, ele será determinante na aprovação dos candidatos a concursos públicos, uma vez que se trata de uma das matérias mais queridas das Bancas organizadoras, sendo certa sua presença nas provas objetivas. Para entender esse conteúdo, os estudantes devem dominar o processo de transposição da voz verbal, uma vez que é ele que permite a mudança de uma voz pela outra. Para entender como funciona e quais suas particularidades, continue lendo o texto!
O que é transposição da voz verbal?
O processo de alteração das vozes verbais, com a mudança das relações de sentido entre o sujeito, o verbo e o objeto direto, é denominado transposição de vozes. Nele, serão mantidos o tempo e o modo verbais da oração original.
Veja o seguinte exemplo:
VOZ ATIVA: Os pais (sujeito) resolveram (VTD) todos os problemas do filho (OD) durante a reunião (adj. adv. de tempo).
Veja agora como essa mesma frase, a partir da transposição da voz verbal, será em cada uma das espécies de passiva:
VOZ PASSIVA ANALÍTICA VOZ PASSIVA SINTÉTICA
Todos os problemas do filho (sujeito paciente) foram resolvidos (locução de passiva) pelos pais (agente da passiva) durante a reunião (adj. adv. de tempo).
Todos os problemas do filho (sujeito paciente) resolveram-se (locução de passiva) pelos pais (agente da passiva) durante a reunião (adj. adv. de tempo)
Observe que, na passagem da voz ativa para a voz passiva analítica, o sujeito torna-se agente da passiva, ao mesmo tempo em que o objeto direto (OD) do verbo passará à função de sujeito paciente. Observe o exemplo:
As pendências (sujeito paciente) foram (acréscimo de auxiliar de passiva) resolvidas pelo governo (agente da passiva) na ocasião.
O governo (sujeito) resolveu (VTD) as pendências (agente da passiva) na ocasião.
A passagem da voz passiva para a ativa, por sua vez, seguirá o mesmo caminho, porém em sentido contrário, ou seja, o sujeito paciente tornar-se-á o objeto direto do verbo e o agente da passiva passará novamente à função de sujeito do verbo.
Na voz passiva sintética, o processo é semelhante ao acima tratado, com a particularidade das formas verbais apassivadas. Nesse caso, diferentemente da espécie analítica, não haverá verbo auxiliar, mas sim um pronome. Na transposição, o verbo principal acompanhará o sujeito em tempo e modo, sendo acrescido do pronome apassivador “se”. A partir disso, o objeto direto passará à função de sujeito paciente e o sujeito da voz ativa, à função de agente da passiva.
Dicas sobre transposição da voz verbal
A transposição de vozes verbais costumam apresentar algumas particularidades que exigem atenção. Por exemplo, somente será possível realizá-la com verbos que apresentem sujeito e objeto direto. Isso significa que verbos impessoais não construíram a voz passiva, uma vez que formam oração sem sujeito.
Além disso, deve-se ter em mente que a transposição se faz na relação entre sujeito, verbo e objeto, sendo imprescindível a mudança de sentido desses elementos. Portanto, não se chama de transposição a passagem da voz passiva analítica para a voz passiva sintética, uma vez que são consideradas formas equivalentes.
Outro aspecto que deve se ter em mente se refere ao objeto direto. Ele é, no caso, um elemento essencial da construção apassivada, uma vez que será o sujeito paciente da oração.
Em razão das mudanças sintáticas dos elementos originais, poderão ocorrer ajustes na concordância devido ao novo sujeito.
Tenha em mente também que, caso o agente da passiva não esteja expresso na frase, o sujeito será indeterminado. Para isso, será empregada a 3ª pessoa do plural. Por exemplo:
O rapaz foi observado (VPA)./Observaram o rapaz (VA).
Nenhum comentário:
Postar um comentário