TREMA
Não se usa. O U continua sendo pronunciado em palavras como cinquenta e pinguim. Agora ele só é usado em palavras estrangeiras e suas derivadas, como “Müller” e “mülleriano”.
ALFABETO
Foram acrescentadas as consoantes “K”, “W” e “Y”, que já usávamos “clandestinamente” há muito tempo, em abreviaturas como “Kg”, “Km”, nomes próprios e palavras estrangeiras, como show, marketing, na sequência de enumeração e grafia em assinaturas e firmas. Trata-se de uma oficialização.
REGRAS DE ACENTUAÇÃO
As palavras em que há ditongos (encontro de duas vogais em uma mesma sílaba) “éi”, “ói” e “éu” na penúltima sílaba, perderam o acento. É o caso de: ideia, estreia, plateia, assembleia, joia, boia, heroico, paranoia, etc.
Não se usa mais acento nas palavras “para”, “pelo”, e “pera”, e só pelo contexto será possível identificar quando são substantivo, verbo ou preposição. As palavras com letras dobradas em “ee” e “oo” também perderam o acento, como “voo”, “veem”, “leem”, “perdoo”, “abençoo”, etc.
Há muito tempo já não é utilizado o acento na palavra “coco”, fruto do coqueiro. O acento só existe na palavra “cocô”, e você não vai querer confundir.
REGRAS DE HIFENIZAÇÃO
Onde se usa hífen?
Continua sendo obrigatório o uso do hífen em palavras com prefixo “pró”, “pré” e “pós” (quando estão acentuadas) e em “ex”, “vice”, “sota”, “soto”, “vizo” e em compostos que iniciam com “para” e “manda”. Sendo assim, se escreve “ex-prefeito”, “vice-governador”, “vizo-rei”, “sota-piloto”, “soto-mestre”, “pós-escrito”, “pré-natal”, “pró-reitoria”, “para-brisas”, “manda-lua”, etc. As exceções são as palavras “mandachuva” e “paraquedas” e suas variáveis.
Mantém-se o hífen nas palavras compostas de origem indígena ou que designam espécies botânicas ou zoológicas, como “bem-te-vi”, “bem-me-quer”, andorinha-do-mar”, “joão-de-barro”, “erva-doce”, “couve-flor”, “dente-de-leão”, anajá-mirim, andá-açu, capim-açu, etc.
O hífen continua sendo exigido nas palavras que começam com a letra “h” que acompanham prefixos. É o caso de “anti-horário”, “super-homem”, “proto-história”, “sobre-humano”, etc.
Em palavras compostas por termos repetidos ou sonoridades semelhantes, ainda se usa o hífen, como em “reco-reco”, “lenga-lenga”, “blá-blá-blá”, “tique-taque”, “pingue-pongue”, etc.
As palavras com prefixo “circum” e “pan”, exigem prefixo apenas quando a palavra seguinte iniciar com “h”, “m” ou “n” ou vogal. Sendo assim, se escreve “pan-hispânico”, “pan-americano”, “circum-navegação”, “circum-escolar”, etc.
Em locuções substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, prepositivas, adverbiais e conjuntivas, que geralmente possuem elementos de ligação, não se usa mais hífen, como em “dia a dia”, “ponto e vírgula” e “fim de semana”, com exceção de locuções com significado próprio, como “arco-da-velha”, “ao deus-dará” e “mais-que-perfeito”.
Quando o prefixo termina com a mesma letra com que inicia a próxima palavra, o hífen é obrigatório. É o caso de “tele-entrega”, “anti-inflamatório”, “contra-argumento”, “micro-ônibus”, “arqui-inimigo”, “sub-bibliotecário”, “inter-relação”, “hiper-realismo”, “super-revista”, etc.
O hífen também continua sendo usado em adjetivos gentílicos ou palavras compostas que iniciam com um termo de função substantiva, adjetiva, numeral ou verbal, e não tem elemento de ligação. É o caso de “sul-americano”, “norte-coreano”, “afro-brasileiro”, “social-democrata”, “mato-grossense”, “recém-nascido”, “além-mar”, “bem-vindo”, “bem-humorado”, “médico-cirurgião”, “verbo-nominal”, “abaixo-assinado”, etc. Mas existem exceções (continue lendo).
Onde não se usa mais o hífen?
Quando os prefixos “afro”, “anglo”, “euro”, “franco”, “indo”, “luso”, “sino” e semelhantes forem empregados em palavras que não se referem a uma etnia específica, mas a um aspecto mais geral de uma etnia, ela é escrita sem hífen, como em “afrodescendente”, “anglofalante”, “eurocêntrico”, “lusofonia”, “sinologia”, etc.
Os prefixos “co”, “pro” e “re” dispensam uso do hífen. É o caso de: “coordenação”, “proótico” ou “reenviar”. E quando tais prefixos acompanham uma palavra que iniciaria com a letra “h”, a letra é suprimida, como em: “reidratar”, “reabilitar”, “coenzima”.
Outras palavras que seguem essa regra (de suprimir o “h”) são os compostos que iniciam com os prefixos “IN”, “AN” e “DES”. É o caso de “inábil”, “anistórico”, “desumidificar” ou nos compostos que designam da aglutinação (mistura) de duas palavras, como em “exaurir”.
Quando a última letra do prefixo e a primeira da próxima palavra forem diferentes, esta, agora, se escreve junto. É o caso de: “maldormido”, “antifascismo”, “micropigmentação”, “subcelebridade”, “microempreendedor”, etc. A exceção é apenas se a palavra após o prefixo começar com “h” ou “r”, como em “sub-região” ou “sub-humano”.
Em prefixos que terminam com vogal, se a palavra seguinte iniciar com “r” ou com “s”, dobra-se as consoantes, unindo a palavra. É o caso de: “contrarreforma”, “ultrassonografia”, “suprarrenal”, etc. A exceção é se os prefixos forem “SUB”, “MAL” ou “IN”, que dispensam a repetição da consoante, como em “subsecretário”, “subservente”, etc.
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