Adjetivo:
Conceito - palavra que indica a característica do ser representado pelo substantivo ou pronome substantivo.
Essas consistem basicamente em: qualidades, estados, aspectos e locais de origem.
Formação:
Como os substantivos, os adjetivos também pode ser:
primitivos - dão origem a outras palavras no idioma
derivados - são formados a partir de palavras já existentes no idioma
simples - são formados de apenas um semantema (leia-se radical)
compostos - são formados de dois ou mais semantemas (leia-se radicais)
Aspectos:
Quanto ao aspecto, os adjetivos podem ser:
explicativos - expressam qualidade essencial, inerente ao ser
restritivos - expressam qualidade acidental do ser
Locução adjetiva - expressão representada por uma preposição + substantivo ou preposição + advérbio e que tem valor de adjetivo. Muitas locuções adjetivas possuem adjetivos correspondentes, e outras não.
Adjetivos pátrios - indicam locais de origem, como continentes, países, regiões, estados, cidades etc. Não confunda com adjetivos gentílicos, que se referem apenas a raças e povos. Em sua maioria, são adjetivos derivados do nome do local com acréscimo de sufixos. Alguns compostos possuem uma forma reduzida, normalmente erudita e derivada do latim, para representar o primeiro elemento.
Observações:
1) Na formação do adjetivo pátrio composto, as palavras com menor número de letras aparecem primeiro.
2) Quando há coincidência do número de sílabas, segue-se a ordem alfabética.
Flexão:
O adjetivo é uma classe gramatical variável com flexões idênticas às do substantivo: gênero, número e grau. Em gênero e número, o adjetivo varia para concordar com o substantivo ao qual se refere.
Flexão de gênero:
Para concordar com o substantivo, o adjetivo toma as formas masculina e feminina.
Como os substantivos, os adjetivos simples podem ser uniformes (possuem uma única forma para ambos os gêneros) ou biformes (possuem duas formas, uma para o masculino e outra para o feminino).
O feminino pode ser formado:
a) pela substituição do -o final por -a
b) pelo acréscimo de -a
c) pela substituição de -ão por -ona ou -ã
d) pela substituição de -eu (paroxítono: átono) por -eia e de -éu (oxítono: tônico) por -oa
Observação: Não seguem essas regras: mau / má, judeu / judia, sandeu / sandia e os pronomes possessivos meu / minha, teu / tua e seu / sua.
Também os adjetivos compostos podem ser uniformes (cujo último elemento é um substantivo empregado como adjetivo, por derivação imprópria, sendo invariáveis) ou biformes (cujo último elemento é um adjetivo, no qual ocorre a variação)
Exceção: surdo-mudo / surda-muda.
Para concordar com o substantivo, o adjetivo toma as formas singular e plural.
Em geral, os adjetivos simples fazem o plural seguindo as mesmas regras do plural dos substantivos.
Muito exigido em concursos e vestibulares, o plural dos adjetivos compostos segue o mesmo processo do feminino.
Se o último elemento for um adjetivo, apenas ele varia. Se o último elemento for um substantivo adjetivado (derivação imprópria), não há variação.
Os graus do adjetivo são dois:
No grau comparativo, a comparação de uma ou mais características pode ocorrer entre seres diferentes ou nos mesmos seres.
O grau comparativo pode ser:
de igualdade - formado por tão + adjetivo + quanto (ou como)
de inferioridade - formado por menos + adjetivo + que (ou do que)
de superioridade - formado por mais + adjetivo + que (ou do que)
O grau comparativo de superioridade dos adjetivos bom, mau, grande e pequeno é expresso, respectivamente, com as formas sintéticas melhor, pior, maior e menor, quando se comparam dois seres, mas uma só qualidade. Porém, quando essas qualidades se referem ao mesmo ser, admitem-se as formas analíticas mais bom, mais mau, mais grande e mais pequeno.
O grau superlativo pode ser:
relativo - a qualidade atribuída pelo adjetivo é expressa em relação a outros elementos. Essa relação pode ser:
de superioridade - a intensidade é para mais: o (a) mais + adjetivo + de (ou dentre)
de inferioridade - a intensidade é para menos: o (a) mais + adjetivo + de (ou dentre)
absoluto - a qualidade atribuída pelo adjetivo não é expressa em relação a outros elementos. Possui dois tipos de estrutura, classificando-se em:
sintético - formado com o acréscimo de sufixos
analítico - é o superlativo absoluto formado por advérbios de intensidade, como muito, bastante, extremamente, excessivamente, excepcionalmente, demasiadamente etc.
O grau superlativo dos advérbios bom, mau, grande e pequeno é expresso, respectivamente, da seguinte forma:
superlativo relativo de superioridade - o melhor, o pior, o maior, o menor
superlativo absoluto sintético - ótimo, péssimo, máximo, mínimo
Observações:
1) As palavras supremo (ou sumo), ínfimo, superior e inferior, assim como júnior e sênior, correspondem aos superlativos absolutos sintéticos e comparativos irregulares de alto, baixo, jovem e velho. O mesmo ocorre com as formas anterior, posterior, ulterior, exterior e interior e suas variações póstumo, último, extremo e íntimo, e o uso de 'interior' como substantivo em oposição a 'capital', a 'litoral' ou a 'exterior'.
2) Na linguagem informal, e até na literatura moderna, a tendência é usar o radical do português e o sufixo -íssimo para todos os adjetivos, reservando a forma alatinada irregular para a linguagem técnica ou científica.
3) Também se obtém o superlativo absoluto através do emprego de prefixos (como arqui, super, extra, ultra, hiper, mega), da repetição do adjetivo, de expressões coloquiais ou comparações, do diminutivo e do aumentativo, e do uso do artigo definido com ênfase. Na linguagem da internet, isso é feito pela repetição de um fonema ou por caixa alta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário