quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Ano litúrgico / Diferença entre os tipos de celebração: Solenidade, festa e memória / Graus e precedência dos dias litúrgicos

 CONSIDERAÇÕES INICIAIS


01 - Chama-se Ano Litúrgico o tempo em que a Igreja celebra todos os feitos salvíficos operados por Deus em Jesus Cristo. "Através do ciclo anual, a Igreja comemora o mistério de Cristo, desde a Encarnação ao dia de Pentecostes e à espera da vinda do Senhor" (NUALC nº 43 e SC nº 102).


02 - Ano Litúrgico é, pois, um tempo repleto de sentido e de simbolismo religioso, de essência pascal, marcando, de maneira solene, o ingresso definitivo de Deus na história humana. É o momento de Deus no tempo, o "kairós" divino na realidade do mundo criado. Tempo, pois, aqui entendido como tempo favorável, "tempo de graça e de salvação", como nos revela o pensamento bíblico (Cf. 2Cor 6,2; Is 49,8a).


03 - As celebrações do Ano Litúrgico não olham apenas para o passado, comemorando-o. Olham também para o futuro, na perspectiva do eterno, e fazem do passado e do futuro um eterno presente, o "hoje" de Deus, pela sacramentabilidade da liturgia (Cf. Sl 2,7; 94(95)7; Lc 4,21; 23,43). Aqui, enfatiza-se então a dimensão escatológica do Ano Litúrgico.


04 - O Ano Litúrgico tem como coração o Mistério Pascal de Cristo, centro vital de todo o seu organismo. Nele palpitam as pulsações do coração de Cristo, enchendo da vitalidade de Deus o corpo da Igreja e a vida dos cristãos.


TEMPO CÓSMICO E VIDA HUMANA


05 - Como sabemos, a comunidade humana vive no tempo, sempre em harmonia com o ano natural ou cósmico, com as mudanças básicas e salutares das quatro estações climáticas. Estas como que dinamizam a vida humana, quebrando-lhe toda possível rotina existencial. A pessoa é, pois, chamada a viver toda a riqueza natural da própria estação cósmica. Na organização da sociedade humana, o ano cósmico é chamado ano calendário ou ano civil. Nele, as pessoas, em consenso universal, desenvolvem as tarefas da atividade humana.


ANO LITÚRGICO E PROJETO DE DEUS


06 - Como a vida humana, no seu aspecto natural, se desenvolve no clima salutar do ano cósmico, assim também a vida cristã, na plena comunhão com Deus, vai viver o projeto do Senhor numa dinâmica litúrgica própria de um ano específico, chamado, como vimos, Ano Litúrgico.


07 - O Ano Litúrgico não deve, porém, ser visto como um concorrente do ano civil, porque, mesmo este, é um dom do Criador. Deus, inserindo-se no tempo, através de Cristo, pela Encarnação, santificou ainda mais o tempo. Por isso, todo o tempo se torna também tempo de salvação.


NOTA: as Leituras e Liturgias de cada ano litúrgico são diferenciadas em ANO A, ANO B e ANO C. Isto significa que o cristão, católico assíduo que vá à missa todos os dias ou que pelo menos leia a Liturgia Diária, em três anos completos terá lido e estudado toda a Bíbilia, e se praticar o que ler e aprender todos os dias, em três anos terá acumulado bençãos incalculaveis no caminho da Paz e da Santidade.


SIMBOLISMO DO ANO LITÚRGICO


08 - O Ano Litúrgico tem no círculo a sua simbologia mais expressiva, pois o círculo é imagem do eterno, do infinito. Notamos isso, olhando uma circunferência. Ela não tem começo nem fim, pois, nela, o fim é um retorno ao começo. Não, porém, um retorno exaustivo, rotineiro, mas verdadeiramente um começo sempre novo, de vitalidade essencial.


09 - O círculo é, pois, imagem da vida eterna, e a vida eterna, como sabemos, não clama por progresso, visto não existir na eternidade carência, de forma alguma. A vida eterna - podemos afirmar - permanece em constante plenitude.


10 - Cada ano litúrgico, que celebramos e vivemos, deve ser um degrau que subimos rumo à eternidade do Pai. Em outras palavras, deve ser um crescendo cada vez mais vivo rumo à pátria celeste. Celebrar o Ano Litúrgico é como subir a montanha de Deus, não de maneira esportiva, como alpinista, mas como peregrino do Reino, onde, a cada subida, sente-se mais perto de Deus.


RITMO CÓSMICO DO ANO LITÚRGICO


11 - Como se sabe, o ano civil está inteiramente identificado com o ciclo solar, regendo-se pelos ditames das quatro estações, mas marcado também pelo movimento lunar, onde se contam as semanas. Ano, mês e dia, como frações do tempo, aqui se harmonizam, no desenvolvimento da vida humana.


12 - Na datação cósmica do Ano Litúrgico, seguindo a tradição judaica, os cristãos, no Hemisfério Norte, vão escolher, para a celebração anual da Páscoa, o equinócio da primavera, por este ser ponto de equilíbrio, de harmonia, de duração igual da noite e do dia, de equiparação, pois, entre horas de luz e horas de escuridão, momento de surgimento de vida nova na natureza e de renascimento da vida. Além da estação das flores, no Hemisfério Norte há ainda o simbolismo suplementar da lua cheia, dando a entender que, na ressurreição de Cristo, o dia tem vinte e quatro horas de luz.


13 - No Hemisfério Sul, onde vivemos, não estaremos contudo celebrando a Páscoa na primavera, mas no outono, dada a inversão do equinócio nos dois hemisférios. Daí, a polêmica entre estudiosos da liturgia, os quais reclamam uma data universal, fixa, para a Páscoa, não levando em conta a situação lunar, mas a solar. A Igreja está estudando essa problemática que, ao que tudo indica, virá no futuro.


14 - Nota explicativa: A Igreja, hoje, celebra a Páscoa não no dia quatorze do mês de Nisã, isto é, na data da páscoa judaica, como celebravam os cristãos da Ásia Menor e da Síria, mas no domingo seguinte, acabando assim com a controvérsia pascal do século segundo, por determinação do Concílio de Nicéia.


15 - Para a celebração do Natal, a evolução litúrgica vai escolher outro núcleo do ano. Este outro momento é o solstício de inverno, o "dies natalis solis invictus", ou seja, o "dia de nascimento do sol invicto". Isto também no Hemisfério Norte, pois, no Hemisfério Sul, nós nos encontramos em pleno verão. Neste tempo, os dias começam a crescer, e o sol, parecendo exausto e exangue, depois de uma longa marcha anual, renasce vivo e surpreendente. É neste contexto, do "Sol Invicto", solsticial, que vai aparecer na face da Terra "o verdadeiro Sol Nascente" (Cf. Lc 1,78), isto é, Cristo Jesus Nosso Senhor. Também a antífona da Liturgia das Horas, do dia 24 de dezembro, inspirando-se no Sl 19,5-6, na sua realidade cósmico-histórico-salvífica, vai cantar belamente: "Quando o sol sair, vereis o Rei dos reis que vem do Pai, como o esposo sai da sua câmara nupcial".


QUANDO SE INICIA O ANO LITÚRGICO?


16 - Diferente do ano civil, mas, como foi dito, não contrário a ele, o Ano Litúrgico não tem data fixa de início e de término. Sempre se inicia no primeiro Domingo do Advento, encerrando-se no sábado da 34ª semana do Tempo Comum, antes das vésperas do domingo, após a Solenidade de Cristo Rei do Universo. Esta última solenidade do Ano Litúrgico marca e simboliza a realeza absoluta de Cristo no fim dos tempos. Daí, sua celebração no fim do Ano Litúrgico, lembrando, porém, que a principal celebração litúrgica da realeza de Cristo se dá sobretudo no Domingo da Paixão e de Ramos.


17 - Mesmo sem uma data fixa de início, qualquer pessoa pode saber quando vai ter início o Ano Litúrgico, pois ele se inicia sempre no domingo mais próximo de 30 de novembro. Na prática, o domingo que cai entre os dias 27 de novembro e 3 de dezembro. A data de 30 de novembro é colocada também como referencial, porque nela a Igreja celebra a festa de Santo André, apóstolo, irmão de São Pedro, e Santo André foi, ao que tudo indica, um dos primeiros discípulos a seguir Cristo (Cf. Jo 1,40).


ANO LITÚRGICO E DINÂMICA DA SALVAÇÃO


18 - Tendo como centro o Mistério Pascal de Cristo, todo o Ano Litúrgico é dinamismo de salvação, onde a redenção operada por Deus, através de Jesus Cristo, no Espírito Santo, deve ser viva realidade em nossas vidas, pois o Ano Litúrgico nos propicia uma experiência mais viva do amor de Deus, enquanto nos mergulha no mistério de Cristo e de seu amor sem limites.


O DOMINGO, FUNDAMENTO DO ANO LITÚRGICO


19 - O Concílio Vaticano II (SC nº 6), fiel à tradição cristã e apostólica, afirma que o domingo, "Dia do Senhor", é o fundamento do Ano Litúrgico, pois nele a Igreja celebra o mistério central de nossa fé, na páscoa semanal que, devido à tradição apostólica, se celebra a cada oitavo dia.


20 - O domingo é justamente o primeiro dia da semana, dia da ressurreição do Senhor, que nos lembra o primeiro dia da criação, no qual Deus criou a luz (Cf. Gn 1,3-5). Aqui, o Cristo ressuscitado aparece então como a verdadeira luz, dos homens e das nações. Todo o Novo Testamento está impregnado dessa verdade substancial, quando enfatiza a ressurreição no primeiro dia da semana (Cf. Mt 28,1; Mc 16,2; Lc 24,1; Jo 20,1; como também At 20,7 e Ap 1,10).


21 - Como o Tríduo Pascal da Morte e Ressurreição do Senhor derrama para todo o Ano Litúrgico a eficácia redentora de Cristo, assim também, igualmente, o domingo derrama para toda a semana a mesma vitalidade do Cristo Ressuscitado. O domingo é, na tradição da Igreja, na prática cristã e na liturgia, o "dia que o Senhor fez para nós" (Cf. Sl 117(118),24), dia, pois, da jubilosa alegria pascal.


AS DIVISÕES DO ANO LITÚRGICO


22 - Os mistérios sublimes de nossa fé, como vimos, são celebrados no Ano Litúrgico, e este se divide em dois grandes ciclos: o ciclo do Natal, em que se celebra o mistério da Encarnação do Filho de Deus, e o ciclo da Páscoa, em que celebramos o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor, como também sua ascensão ao céu e a vinda do Espírito Santo sobre a Igreja, na solenidade de Pentecostes.


23 - O ciclo do Natal se inicia no primeiro domingo do Advento e se encerra na Festa do Batismo do Senhor, tendo seu centro, isto é, sua culminância, na solenidade do Natal. Já o ciclo da Páscoa tem início na Quarta-Feira de Cinzas, início também da Quaresma, tendo o seu centro no Tríduo Pascal, encerrando-se no Domingo de Pentecostes. A solenidade de Pentecostes é o coroamento de todo o ciclo da Páscoa.


24 - Entremeando os dois ciclos do Ano Litúrgico, encontra-se um longo período, chamado "Tempo Comum". É o tempo verde da vida litúrgica. Após o Natal, exprime a floração das alegrias natalinas, aí aparecendo o início da vida pública de Jesus, com suas primeiras pregações. Após o ciclo da Páscoa, este tempo verde anuncia vivamente a floração das alegrias pascais. Os dois ciclos litúrgicos, com suas duas irradiações vivas do Tempo Comum, são como que as quatro estações do Ano Litúrgico.


25 - Mais adiante estudaremos cada parte do Ano Litúrgico, com sua expressividade própria, suas celebrações, sua dinâmica e seu mistério.


O "SANTORAL" OU "PRÓPRIO DOS SANTOS"


26 - Em todo o Ano Litúrgico, exceto nos chamados tempos privilegiados (segunda parte do Advento, Oitava do Natal, Quaresma, Semana Santa e Oitava da Páscoa), a Igreja celebra a memória dos santos. Se no Natal e na Páscoa, Deus apresenta à Igreja o seu projeto de amor em Cristo Jesus, para a salvação de toda a humanidade, no Santoral a Igreja apresenta a Deus os copiosos frutos da redenção, colhidos na plantação de esperança do próprio Filho de Deus. São os filhos da Igreja, que seguiram fielmente o Cristo Senhor na estrada salvífica do Evangelho. Em outras palavras, o Santoral é a resposta solene da Igreja ao convite de Deus para a santidade.


AS CORES DO ANO LITÚRGICO


27 - Como a liturgia é ação simbólica, também as cores nela exercem um papel de vital importância, respeitada a cultura de nosso povo, os costumes e a tradição. Assim, é conveniente que se dê aqui a cor dos tempos litúrgicos e das festas. A cor diz respeito aos paramentos do celebrante, à toalha do altar e do ambão e a outros símbolos litúrgicos da celebração. Pode-se, pois, assim descrevê-la:


• Cor roxa


Usa-se: No Advento, na Quaresma, na Semana Santa (até Quinta-Feira Santa de manhã), e na celebração de Finados, como também nas exéquias.


• Cor branca


Usa-se: Na solenidade do Natal, no Tempo do Natal, na Quinta-Feira Santa, na Vigília Pascal do Sábado Santo, nas festas do Senhor e na celebração dos santos. Também no Tempo Pascal é predominante a cor branca.


• Cor vermelha


Usa-se: No Domingo da Paixão e de Ramos, na Sexta-Feira da Paixão, no Domingo de Pentecostes e na celebração dos mártires, apóstolos e evangelistas.


• Cor rosa


Pode-se usar: No terceiro Domingo do Advento (chamado "Gaudete") e no quarto Domingo da Quaresma chamado "Laetare"). Esses dois domingos são classificados, na liturgia, de "domingos da alegria", por causa do tom jubiloso de seus textos, devido aos imperativos latinos que iniciam a antífona de entrada.


• Cor preta


Pode-se usar na celebração de Finados


• Cor verde


Usa-se: Em todo o Tempo Comum, exceto nas festas do Senhor nele celebradas, quando a cor litúrgica é o branco.


Nota explicativa: Se uma festa ou solenidade tomar o lugar da celebração do tempo litúrgico, usa-se então a cor litúrgica da festa ou solenidade. Exemplo: em 8 de dezembro, celebra-se a Solenidade da Imaculada Conceição. Neste caso, a cor litúrgica é então o branco, e não o roxo do Advento, neste caso, canta-se o Glória e faz-se a profissão de fé (Creio). Este mesmo critério é aplicável para a celebração dos dias de semana.


ESTRUTURA CELEBRATIVA E PEDAGÓGICA DO ANO LITÚRGICO


28 - Como se vê pelo gráfico, e como já foi referido neste trabalho, o Ano Litúrgico se divide em dois grandes ciclos: Natal e Páscoa. Entre eles situa-se o Tempo Comum, não os separando, mas os unindo, na unidade pascal e litúrgica.


29 - Em cada ciclo há três momentos, de grande importância para a compreensão mais exata da liturgia. São eles: um, de preparação para a festa principal; outro, de celebração solene, constituindo assim o seu centro; e outro ainda, de prolongamento da festa celebrada.


30 - No centro do Ano Litúrgico encontra-se Cristo, no seu Mistério Pascal (Paixão, Morte e Ressurreição). É o memorial do Senhor, que celebramos na Eucaristia. O Mistério Pascal é, portanto, o coração do Ano Litúrgico, isto é, o seu centro vital.


31 - O círculo é um símbolo expressivo da eternidade, e o Mistério Pascal de Cristo, no seu centro, constitui o eixo fundamental sobre o qual gira toda a liturgia.


ESTUDO PORMENORIZADO DE CADA CICLO COM SUAS CELEBRAÇÕES


CICLO DO NATAL


32 - Vejamos agora um pouco de cada momento do ciclo natalino, afim de se ter uma noção mais exata.


Preparação: Advento


Celebração: Natal


Prolongamento: Tempo do Natal


• Advento


33 - O Advento é um tempo forte na Igreja, onde nos preparamos para a celebração do Natal. Tem duas características, marcadas por dois momentos: o advento escatológico e o advento natalício. O primeiro vai do primeiro domingo do Advento até o dia 16 de dezembro. Neste primeiro momento, a liturgia nos fala da segunda vinda do Senhor no fim dos tempos, a chamada escatologia cristã. Já o segundo momento vai do dia 17 ao dia 24 de dezembro. É como que a "semana santa" do Natal. Neste período, a liturgia vai nos falar mais diretamente da primeira vinda do Senhor, no Natal. 


34 - No Advento temos quatro domingos, o terceiro chamado "Gaudete", isto é, domingo da alegria.


Podemos dizer que os quatro domingos do Advento simbolizam os quatro grandes períodos em que Deus preparou a humanidade, de maneira progressiva, para a grande obra da redenção em Cristo. Esses quatro períodos são: 1º) O tempo que vai de Adão a Noé - 2º) O tempo de Noé a Abraão - 3º) O tempo de Abraão a Moisés - e 4º) O tempo que vai de Moisés a Cristo. Com Abraão começa, historicamente, a caminhada da salvação (Cf. Gn 12).


35 - Os quatro domingos simbolizam também as quatro estações do ano solar e as quatro semanas do mês lunar. Aqui se pode ver a harmonia entre tempo histórico e tempo cósmico. Também a coroa do Advento, em sua forma circular, com suas quatro velas, quer chamar nossa atenção, já no início do Ano Litúrgico, para o mistério de Deus que nele vamos celebrar. A cor verde dos ramos da coroa (pinheiro, principalmente), fala do mistério cristão, que nunca perde o seu verdor, e simboliza então a esperança e a vida eterna.


36 - Três personagens bíblicos marcam o tempo do Advento. São eles: o profeta Isaías, São João Batista e a Virgem Mãe de Deus. É tempo de expectativa, de moderação e de esperança. Por isso, a cor roxa não é muito apropriada para o Advento, mas, oficialmente, ela é a que se deve usar, como foi esclarecido no número 27 deste trabalho. É um tempo penitencial, mas menos que a Quaresma.


• Natal


37 - O Natal é a celebração principal de todo o ciclo natalino. Constitui portanto o seu centro. Cristo nasce em Belém da Judéia, em noite fria (inverno), mas traz do céu o calor vitalizante da santidade de Deus, em mensagem de paz dirigida sobretudo aos pobres, com quem se identifica mais plenamente, cumulando-os das riquezas do Reino. Sua "noite feliz" sinaliza para a "noite fulgurante" da Sagrada Vigília Pascal do Sábado Santo, onde as trevas são dissipadas, definitivamente, pela luz do Cristo Ressuscitado.


38 - No Natal se dá a união hipostática, ou seja, a natureza divina se une à natureza humana, numa só pessoa, a pessoa do Verbo Encarnado (Cf. Jo 1,14), mistério que transcende a compreensão humana. É pura humildade de Deus e pura gratuidade do amor divino.


• Tempo do Natal


39 - Como o Advento, tem também o Tempo do Natal dois momentos. Um, imediato: é a Oitava do Natal, que prolonga a solenidade natalina por oito dias, encerrando-se no dia primeiro de janeiro. O segundo momento vai de 2 de janeiro até a Festa do Batismo do Senhor, quando então se encerra o ciclo natalino.


40 - Vejamos agora as festas e solenidades do ciclo do Natal, nomeando-as, mas sem referência a aspectos celebrativos.


No Advento (além dos quatro domingos)


• Solenidade da Imaculada Conceição - em 8 de dezembro


• Festa de Nossa Senhora de Guadalupe - em 12 de dezembro (caindo em domingo, é omitida)


No Natal


• Solenidade principal do ciclo natalino, com vigília e três missas


No Tempo do Natal


São duas as solenidades e duas também as festas celebradas no Tempo do Natal, além, é claro, da solenidade principal de 25 de dezembro. São elas:


• Solenidade da Santa Mãe de Deus


Esta solenidade é celebrada em 1º de janeiro, com a qual se encerra, como vimos, a Oitava do Natal.


• Solenidade da Epifania


Epifania significa manifestação. É, pois, a manifestação de Jesus ao mundo, como salvador universal. Os magos simbolizam o conjunto das nações e dos povos. A Epifania marca, assim, a universalidade da redenção de maneira viva e simbólica. No Brasil, celebra-se a Epifania no domingo que cai entre os dias 2 a 8 de janeiro (mesmo se o dia 6 cair em um domingo).


• Festa da Sagrada Família


Esta festa é celebrada no domingo que cai entre os dias 26 e 31 de dezembro. Se não houver domingo neste período, então a Festa da Sagrada família é celebrada no dia 30 de dezembro, em qualquer dia da semana.


• Festa do Batismo do Senhor


Com a Festa do Batismo do Senhor encerra-se o ciclo do Natal. A data de sua celebração depende da Solenidade da Epifania. Se a Epifania for celebrada até o dia 6 de janeiro, então o Batismo do Senhor se celebra no domingo seguinte, transformando-se em solenidade. Se, porém, a Epifania for celebrada no dia 7 ou 8 de janeiro, então a Festa do Batismo do Senhor será celebrada no dia seguinte, isto é, na segunda-feira. A Festa do Batismo do Senhor marca o início da vida pública e missionária de Cristo.


41 - Três celebrações natalinas ainda existem, mas são comemoradas fora do ciclo do Natal: a festa da Apresentação do Senhor, em 2 de fevereiro, no Tempo Comum portanto; a solenidade de São José, esposo da Santíssima Virgem, em 19 de março, e a solenidade da Anunciação do Senhor, em 25 de março, estas duas últimas na Quaresma, sendo que, com referência à Anunciação, esta também pode cair, eventualmente, na Semana Santa. Nesta última hipótese, tal solenidade é transferida para depois da Oitava da Páscoa, uma vez que na Semana Santa não se pode fazer nenhuma comemoração que não seja a da sua própria liturgia.


42 - Dentro ainda da Oitava do Natal, três festas do "Santoral" são celebradas, mas com Vésperas da Oitava. São elas: Santo Estêvão, diácono e protomártir, em 26 de dezembro; São João, Apóstolo e Evangelista, em 27 de dezembro; e Santos Inocentes, em 28 de dezembro.


CICLO DA PÁSCOA


43 - Após pequenas considerações sobre o ciclo do Natal, vejamos agora alguns pontos do ciclo pascal, na riqueza também de sua estrutura celebrativa.


Preparação: Quaresma


Celebração: Tríduo Pascal da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor


Prolongamento: Tempo Pascal


44 - A exemplo do que se fez no Ciclo do Natal, aqui se explicita também um pouco cada momento do Ciclo da Páscoa.


• Quaresma


45 - Chamado, liturgicamente, de tempo de preparação penitencial para a Páscoa, a Quaresma, a exemplo também do Advento, tem dois momentos distintos: o primeiro vai da Quarta-Feira de Cinzas até o Domingo da Paixão e de Ramos, e o segundo, como preparação imediata, vai do Domingo de Ramos até a tarde de Quinta-Feira Santa, quando se encerra então o tempo quaresmal.


46 - O tempo da Quaresma é tempo privilegiado na vida da Igreja. É o chamado tempo forte, de conversão e de mudança de vida. Sua palavra-chave é: "metanóia", ou seja, conversão. Nesse tempo se registram os grandes exercícios quaresmais: a prática da caridade e as obras de misericórdia. O jejum, a esmola e a oração são exercícios bíblicos até hoje recomendáveis, na imitação da espiritualidade judaica. No Brasil, realiza-se a Campanha da Fraternidade, com sua proposta concreta de ajuda aos irmãos, focalizando sempre um tema da vida social.


47 - Seis são os domingos da Quaresma, sendo o sexto já o Domingo de Ramos. Como se viu no Advento, tem também a Quaresma o seu domingo da alegria, o 4º domingo, chamado "Laetare", devido ao imperativo latino que inicia a antífona de entrada.


48 - A palavra "Quaresma" vem da abreviação do latim "quadragésima", isto é, "quarenta", e está ligada a acontecimentos bíblicos, que dizem respeito à história da salvação: jejum de Moisés no Monte Sinai, caminhada de Elias para o Monte Horeb, caminhada do povo de Israel pelo deserto, jejum de Cristo no deserto etc..


• Tríduo Pascal da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor


49 - O Tríduo Pascal é o centro não só da Páscoa, mas também de toda a vida da Igreja. Na liturgia ocupa o primeiro lugar em ordem de grandeza, não havendo, pois, nenhuma outra celebração que se possa colocar em seu nível. É portanto o cume da liturgia e de todo o acontecimento da redenção. Por isso, deveria estar mais presente, como tema, em toda catequese e ser objeto de interiorização nos encontros eclesiais.


50 - Começa o Tríduo Pascal na Quinta-Feira Santa, na missa vespertina da Ceia do Senhor, tem seu centro na Vigília Pascal do Sábado Santo e encerra-se com a missa vespertina do Domingo da Páscoa.


51 - O Tríduo Pascal não é - diga-se - um tríduo que nos prepara para o Domingo da Páscoa, mas um tríduo celebrativo do Mistério Pascal de Cristo, que culmina no domingo, "Dia do Senhor". Trata-se, pois, de uma única celebração, em três momentos distintos.


52 - É tão fundamental o Tríduo Pascal que, sem ele, não existiria a liturgia, e o que teríamos era então uma Igreja sem sacramentos e sem a missionaridade redentora. Por que se diz isto? Porque, sem a ressurreição de Cristo - ensina-nos São Paulo (Cf. 1Cor 15,14) - vazia seria toda a pregação apostólica, como vã, vazia e sem sentido seria também a nossa fé. Estaríamos ainda acorrentados nos "Egitos" do mundo e presos aos grilhões do pecado e da morte.


53 - Aplica-se sobretudo ao Domingo da Páscoa tudo o que se disse sobre o domingo, como fundamento do Ano Litúrgico. E mais: o Domingo da Páscoa deve ser visto, celebrado e vivido como o "domingo dos domingos", dia, pois, sagrado por excelência. Se todos os domingos do ano já têm primazia fundamental sobre todos os outros dias, o Domingo da Páscoa destaca-se ainda mais pela sua notoriedade cristã, dada a sua relação teológica com o Cristo Kyrios (Senhor).


• Tempo Pascal


54 - Com a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, somente duas celebrações hoje na Igreja têm "oitava", isto é, um prolongamento festivo por oito dias, durante o qual a liturgia se volta para a solenidade principal. Estas duas celebrações são Natal e Páscoa. A Oitava da Páscoa vai, assim, do Domingo da Páscoa ao domingo seguinte, chamado de Domingo da Divina Misericórdia.


55 - Os domingos do Tempo Pascal são chamados de "Domingos da Páscoa", com a identificação de 1º, 2º etc.. São sete tais domingos, e, no sétimo, no Brasil se celebra a Solenidade da Ascensão do Senhor. Como se vê, a festa da Páscoa não se limita ao Domingo da Ressurreição. O prolongamento mais extenso da Páscoa se dá então até a Solenidade de Pentecostes. Segundo Santo Atanásio, o Tempo Pascal deve ser celebrado como um "grande domingo", ou seja, um domingo com duração de 50 dias.


Solenidades do Tempo Pascal


56 - Como já ficou evidenciado acima, além do Tríduo Pascal, que é a celebração principal da Páscoa, duas outras solenidades marcam também o Tempo Pascal. São elas:


• Ascensão do Senhor


57 - No Brasil, é o domingo que celebra a subida do Senhor ao céu, quarenta dias após a ressurreição (Cf. At 1,1-3). A data oficial da solenidade é na quinta-feira precedente, mas, como no Brasil não é feriado, transferiu-se então tal comemoração para o domingo seguinte, ocupando, pois, tal solenidade o lugar do 7º Domingo da Páscoa.


• Pentecostes


58 - Como sabemos, Pentecostes é o coroamento de todo o ciclo da Páscoa. É a solenidade que celebramos após 50 dias da ressurreição. Marca o início solene da vida da Igreja (Cf. At 2,1-41), não o seu nascimento, pois este se dá, misteriosamente, na Sexta-Feira Santa, do lado do Cristo Crucificado, como sua esposa imaculada.


59 - Pentecostes, como já foi dito, coroa a obra da redenção, pois nela Cristo cumpre a promessa feita aos apóstolos, segundo a qual enviaria o Espírito Santo Consolador, para os confirmar e os fortalecer na missão apostólica. A vinda do Espírito Santo, no episódio bíblico de At 2,1-4, deve ser entendida em dimensão também eclesiológica, ou seja, como ação estendida a toda a Igreja, no desejo do Pai e do Filho. Com Pentecostes encerra-se, pois, o ciclo da Páscoa.


TEMPO COMUM


60 - Após pequenas considerações sobre os dois ciclos do Ano Litúrgico, vamos agora a um pequeno comentário sobre o Tempo Comum. Por "Tempo Comum", devemos entender - repetimos - aquele longo período, que se encontra entre os ciclos do Natal e da Páscoa. Na prática são 33 ou 34 semanas.


61 - Começa esse tempo litúrgico na segunda-feira após a Festa do Batismo do Senhor, ou na terça-feira, quando a Epifania é celebrada no dia 7 ou 8 de janeiro, hipótese em que o Batismo do Senhor é celebrado então na segunda-feira. Na terça-feira de Carnaval, o Tempo Comum se interrompe devido ao tempo de reflexão que é a Quaresma, reiniciando-se na segunda-feira depois do Domingo de Pentecostes e prolongando-se até o sábado que precede o primeiro Domingo do Advento.


62 - No Tempo Comum não se celebra um aspecto de nossa fé, como é o caso do Natal (Encarnação), e Páscoa (Redenção), mas celebra-se todo o mistério de Deus, em sua plenitude. Uma temática pode, porém, nele aparecer, quando nele se celebram algumas solenidades, como "Santíssima Trindade", "Corpus Christi" etc., chamadas na liturgia de "Solenidades do Senhor no Tempo Comum".


63 - Não existe uma liturgia para o 1º Domingo do Tempo Comum, porque, neste, a Igreja celebra, nas hipóteses já referidas, a Festa do Batismo do Senhor. Diz-se então, iniciando esse período, "primeira semana do Tempo Comum", que começa na segunda-feira ou na terça-feira, como já vimos. A partir do segundo domingo é que começa, oficialmente, a enumeração dos domingos do Tempo Comum, como conhecemos.


64 - Dadas como foram as festas e solenidades dos dois ciclos litúrgicos, aqui são dadas também, agora, as festas e solenidades do "Santoral", celebradas, em sua maioria, no Tempo Comum, salvo aquelas já referidas nos ciclos comentados. Vejamos então:


Solenidades do Senhor no Tempo Comum


65 - São quatro as celebrações assim denominadas. São também móveis, isto é, sua data de celebração depende da Páscoa. Ei-las:


• Santíssima Trindade


Celebra-se no domingo seguinte ao de Pentecostes


• Santíssimo Corpo e Sangue do Senhor (Corpus Christi)


Celebra-se na quinta-feira após a solenidade da Santíssima Trindade


• Sagrado Coração de Jesus


Sua celebração se dá na 2ª sexta-feira após a quinta-feira de Corpus Christi


• Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo (Cristo Rei)


É celebrada no último domingo do Tempo Comum antes do início do Advento, ocupando o lugar do 34º domingo.


66 - Também no Tempo Comum são celebradas algumas festas do Senhor. Estas, quando caem no domingo, ocupam o seu lugar. São elas:


• Apresentação do Senhor


Celebra-se no dia 2 de fevereiro


• Transfiguração do Senhor


Sua celebração é em 6 de agosto


• Exaltação da Santa Cruz


Celebra-se em 14 de setembro


67 - Além das "festas do Senhor" acima referidas, outras festas e solenidades são celebradas no Tempo Comum, pertencentes então ao "Santoral". Ei-las:


Solenidades


• Natividade de São João Batista - em 24 de junho


• São Pedro e São Paulo - em 29 de junho ou no domingo seguinte, exceto se esse dia cair em um domingo


• Assunção de Nossa Senhora - no 3º domingo de agosto ou no dia 15, nos casos de padroeira


• Nossa Senhora Aparecida - em 12 de outubro


• Todos os Santos - no 1º domingo de novembro. Se, porém, o dia de "Finados" for domingo, a solenidade de "Todos os Santos" é celebrada então no dia primeiro, sábado. Isto porque "Finados" tem precedência litúrgica e é celebração fixa de 2 de novembro.


Nota: As solenidades do "Santoral", quando caem no Domingo Comum, ocupam também o seu lugar. É o caso aqui da "Natividade de São João Batista" e "Nossa Senhora da Conceição Aparecida".


Festas do "Santoral" celebradas no Tempo Comum


Janeiro:

• Conversão de São Paulo, Apóstolo - em 25 de janeiro


Fevereiro:

• Cátedra de São Pedro - em 22 de fevereiro (festa pertencente ao tempo da Quaresma)


Abril: (21/04) - Tiradentes

• São Marcos, Evangelista - em 25 de abril (festa pertencente ao Tempo Pascal)


Maio: (01/05) - Dia do Trabalho

• São Filipe e São Tiago - em 3 de maio


• São Matias, Apóstolo - em 14 de maio


• Visitação de Nossa Senhora - em 31 de maio


Julho:

• São Tomé, Apóstolo - em 3 de julho


• São Tiago Maior, Apóstolo - em 25 de julho


Agosto - vocações:

• São Lourenço, Diácono e mártir - em 10 de agosto


• Santa Rosa de Lima - em 23 de agosto


• São Bartolomeu, Apóstolo - em 24 de agosto


Setembro - Bíblia: (07/09) - Independência do Brasil

• Natividade de Nossa Senhora - em 8 de setembro


• São Mateus, apóstolo e evangelista - em 21 de setembro


• São Miguel, São Gabriel e São Rafael, arcanjos - em 29 de setembro


Outubro - missões:

• São Lucas, evangelista - em 18 de outubro


• São Simão e São Judas Tadeu - em 28 de outubro (apóstolos)


Novembro: (15/11) - Proclamação da República

• Dedicação da Basílica de Latrão - em 9 de novembro


• Santo André, Apóstolo - em 30 de novembro (festa pertencente ao tempo do Advento)


68 - Neste trabalho não houve referência às memórias (obrigatórias ou facultativas), que a Igreja celebra também durante todo o ano litúrgico. As memórias são omitidas quando caem no domingo e nos tempos privilegiados, podendo contudo ser celebradas como facultativas, nas normas litúrgicas. Quanto às festas dos santos, são também omitidas quando caem nos domingos, mas são celebradas nos dias de semana dos tempos privilegiados.


69 - Chamam-se "Próprio do Tempo" as celebrações dos ciclos festivos (Natal e Páscoa), como também as do Tempo Comum, ligadas ao mistério da redenção. As celebrações dos santos são chamadas "Próprio dos Santos", ou "Santoral".


70 - No Brasil, Nossa Senhora Aparecida tem sua celebração (12 de outubro) como solenidade. Tem precedência sobre o domingo do Tempo Comum, por ser padroeira do país.


GRAUS DAS CELEBRAÇÕES E PRECEDÊNCIA DOS DIAS LITÚRGICOS


70 - Um dado importante vamos ver agora: é que o aspecto hierárquico da Igreja estende-se também à liturgia. Assim, entende-se que, na liturgia, não só os ritos têm grau de importância diferente, como também as próprias celebrações divergem quanto à sua importância litúrgica.


71 - Podemos afirmar então que existem graus e precedência nas celebrações, e se dizemos genericamente "festas", três na verdade são os graus da celebração: "solenidade", "festa" e "memória", podendo esta última ser ainda obrigatória ou facultativa. Neste subsídio, a palavra "festa" sempre é usada no conceito aqui ora exposto, a fim de evitar mal-entendidos. Vejamos então:


• Solenidade


72 - É o grau máximo da celebração litúrgica, isto é, aquele que admite, como o próprio nome sugere, todos os aspectos solenes e próprios da liturgia. Na "solenidade", então, três são as leituras bíblicas, canta-se o "Glória" e faz-se a profissão de fé. Para a maioria das solenidades existe também prefácio próprio. Embora no mesmo grau, as "solenidades" distinguem-se ainda, entre si, quanto à precedência. Somente o Tríduo Pascal da Paixão, Morte e ressurreição do Senhor está na liturgia em posição única. As demais solenidades portanto se acham na tabela oficial distinguindo-se apenas quanto ao lugar que ocupam no mesmo nível. Assim, depois do Tríduo Pascal, temos: Natal, Epifania, Ascensão e Pentecostes, o que equivale a dizer que estas quatro solenidades são as mais importantes depois do Tríduo Pascal, mas Natal vem em primeiro lugar, na ordem descrita.

Nossa Senhora Aparecida no Brasil possui a celebração como solenidade (12 de outubro), ocupa o lugar do domingo do Tempo Comum por ser padroeira do país.


• Festa


73 - "Festa" é a celebração um pouco inferior à "solenidade". Identifica-se, inicialmente, com as do dia comum, mas nela canta-se o "Glória" e pode ter prefácio próprio, dependendo de sua importância. Com referência a "festa" e "solenidade", na Liturgia das Horas (Ofício Divino), canta-se ainda o "Te Deum", fora, porém, da Quaresma. Como já se falou , as "festas" do Santoral são omitidas quando caem em domingo.


• Memória


74 - "Memória" é, sempre, celebração de santos, um pouco ainda inferior ao grau de "festa". Na celebração da "memória", não se canta o "Glória". A "memória" é obrigatória quando o santo goza de veneração universal. Isto quer dizer que em toda a Igreja se celebra a sua memória. É, porém, facultativa quando se dá o contrário, ou seja, quando somente em alguns países ou regiões ele é cultuado.


75 - As "memórias" não são celebradas nos chamados tempos privilegiados, a não ser como facultativas, e dentro das normas litúrgicas para a missa e Liturgia das Horas, conforme já se falou neste trabalho. Quando caem em domingo, são também omitidas, repetindo-se aqui o que já foi explanado.


76 - A "memória" pode tornar-se "festa", ou mesmo "solenidade", quando celebração própria, ou seja, quando o santo festejado for padroeiro principal de um lugar ou cidade, titular de uma catedral, como também quando for titular, fundador ou padroeiro principal de uma Ordem ou Congregação. Também a "festa" pode tornar-se "solenidade" nas circunstâncias litúrgicas aqui descritas, estendendo-se esse entendimento às celebrações de aniversário de dedicação ou consagração de igrejas.

Nova linguagem popular

antes era / agora é
creme rinse / condicionador
obrigado / valeu
é complicado / é foda
collant / body
rouge / blush
ancião e coroa / véi
discoteca / balada
japona / jaqueta
nos bastidores / making of
cafona / brega
programa de entrevistas / talk show
reclame / propaganda
calça cocota / calça cintura baixa
flertar, paquerar / dar mole
oi, olá, como vai? / e aê?
cópia, imitação / genérico
curtir, zoar / causar
mamãe, posso ir? / véia, fui!
legal, bacana / manero, irado
mulher de vida fácil / garota de programa
legal o negócio / xapado o bagulho
pasta de dente / creme dental
cansaço / estresse
desculpe / foi mal
oi, tudo bem? / e aê, belê?
ficou chateada / ficou bolada
médico de senhoras / gineco
superlegal / irado
primário e ginásio / ensino fundamental
colégio / ensino médio
infantil / maternal, jardim
vestibular / Enem, Sisu, ProUni, Fies
preste atenção / se liga!
por favor / quebra essa
recreio / intervalo
cantina / refeitório, lanchonete
radinho de pilhas / iPod
manequim / modelo e atriz
retrato / foto
jardineira / macacão
mentira / caô
saquei / tô ligado
rádio patrulha / viatura
atlético / sarado
peituda / siliconada
professor de ginástica / personal trainer
quadro negro / board
babosa / aloe vera
lepra / hanseníase
ave maria / afffff!
caramba / caraca
namoro / pegação
laquê / spray
de montão / pracarai!
derrame / AVC
chapa dos pulmões / raio X, radiografia
sua bênção, papai! / qualé, coroa?
você tem certeza? / é vero?
não acredito / fala sério!
banha / gordura localizada
alisamento / chapinha
boteco no fim do expediente / happy hour
costureira / estilista
entendeu? / copiou?
gafe / mico
fofoca, ti-ti-ti / babado
hahaha / uhauhauhauha
fotocópia / xérox
brilho labial / gloss
bola ao cesto / basquete
folhinha / calendário
empregada doméstica / secretária
faxineira / diarista
vou verificar, verificarei / vou estar verificando
curso de madureza / supletivo, EJA
vidro fumê / insul film
posso te ligar? / posso te add?
tingir uma roupa / customizar
dar no pé, ir embora / vazar, voltar pro mar, oferenda
embrulho / pacote
Lycra / Stretch
tristeza / deprê
beque / zagueiro
negro / afrodescendente
cego / deficiente visual
surdo / deficiente auditivo
excepcional / altas habilidades
cadeirante / deficiente físico
retardado, doente mental / transtorno mental
professora / tia
senhor / tiozinho
senhorita / novinha
bunduda / popozuda
amor / benhê!
olha o barulho / ó o auê aí ô!

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Dicas para o texto escrito

 As palavras, sobretudo as faladas, são pra lá de levianas. Traem. A gente pensa que diz uma coisa, o ouvinte entende outra, e a coisa propriamente dita desconfia que não foi dita. Confiar nelas é acreditar em Papai Noel. A saída? Escreva os recados. Mas seja safo. Tenha em mente que os vocábulos escritos não são 100% fiéis. Cabe a nós ajudá-los a manter-se na linha.

Como? Lembre-se de que você escreve para as pessoas. São seres de carne, osso, sangue e nervos. Pegam ônibus, levam os filhos pra escola, brigam com o parceiro, sofrem pressão do chefe, recebem salário mais curto que o mês. Etc. Etc. Etc. Seu texto deve falar com eles.


Dicas


1.Seja natural: converse no papel. Imagine que o leitor esteja à sua frente, comendo um sanduíche e tomando um suco.


2. Mantenha a objetividade: sem encher linguiça, vá direto ao assunto. Dê o recado, sem enrolation, embromation e enganation.


3. Respeite a concisão: diga o que deve ser dito com o número de palavras suficiente. Nem mais. Nem menos.


4. Use frases curtas: uma frase longa, ensinou Vinicius, não é nada mais que duas curtas. Na briga entre ponto, ponto e vírgula ou vírgula, dê a vez ao ponto. O leitor agradece. 


5.Faça perguntas diretas em vez de indiretas: em vez de dizer “gostaria de saber se você pode ir à reunião das sete”, indague: Você pode ir à reunião das sete?


6. Prefira palavras curtas e simples, fuja das literárias e científicas:

Evite - matrimônio, obstáculo transversal, precipitação pluviométrica, chefe do Executivo, otimizar, fidelizar, flexibilizar, comercializar, ratificar, certame, holerite, pleito, data natalícia, corte.

Prefira - casamento, lombada, chuva, presidente, melhorar, modificar, confirmar, concurso, contracheque, eleição, aniversário, tribunal.

Deixe as eruditas para quem adora empolação.


7. Sobretudo, guarde isto: as pessoas não ouvem o que é dito. Ouvem o que querem. Entram, no caso, fatores pessoais, como atenção, interesse, domínio do conteúdo.


8. Evite os usos 'da moda'. Deletar só em textos de informática. Nos outros casos, prefira eliminar, apagar ou excluir. Detonar só se forem explosivos. Nos outros casos, prefira despertar, gerar ou provocar. Elenco só se forem artistas ou atores. Nos outros casos, prefira enumeração, catálogo, relação ou lista. Contabilizar só em textos de contabilidade. Nos outros casos, prefira totalizar ou somar.

5 dicas para uma voz sedutora

 Uma voz clara e harmoniosa não cai do céu. É conquista. Medidas simples fazem milagres. A mais apreciada: água. Hidratação, hidratação e hidratação é a regra. Outra: bocejos. Eles distendem as pregas vocais. Outras mais: o M pronunciado com ressonância nas bochechas (poupe a garganta). Bem-estar e bons pensamentos. Exercícios diários ajudam – e muito. Sem necessidade de academia ou tempo extra, podem ser feitos no carro, na caminhada ou em casa:


1. Falar ou cantar com o lápis na boca dá clareza à voz.


2. Praticar o trava-línguas melhora a dicção. Eis exemplos:


Bagre branco / branco bagre. / Branco bagre / bagre branco.


Um tigre. / Dois tigres. / Três tigres./


A aranha arranha o jarro. / O jarro arranha a aranha.


O céu está enladrilhado. / Oh! Quem o enladrilhou? / O mestre que o desenladrilhar /


Bom desenladrilhador será.


O peito do pé do Pedro é preto. / É preto o peito do pé do Pedro.


Se o papa papasse papa / Se o papa papasse pão / O papa não seria papa / O papa seria papão.


O otorrinolaringologista / Otorrinolaringologando / A otorrinolaringologia.


3. Cantar um verso e falar outro tira a monotonia da voz:


Se esta rua, se esta rua fosse minha (cantar),


Eu mandava, eu mandava ladrilhar (falar)


Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante (cantar)


Para o meu, para o meu amor passar. (falar)


4. Vibrar a língua no céu da boca e fazer brrrrrrrrrrrrrrrrrrrr com os lábios (como os bebês) descansa a voz.


5. Relaxar a musculatura facial:


5.1. Falar exageradamente: a – e – i – o u


5.2. Encher as bochechas e chupá-las


5.3. Estalar os lábios


5.4. Fazer “o trote do cavalinho” com a língua


5.5. Mexer o maxilar inferior para os dois lados

Afinal, quais são os dias de preceito na Igreja Católica?

 Nos dias de preceito, é obrigatória para todo fiel católico a participação na Santa Missa

O calendário litúrgico da Igreja Católica é válido para todos os países, mas as Conferências Episcopais de cada país podem mover algumas datas de acordo com a realidade local, a fim de facilitar o cumprimento dos dias de preceito, também chamados de dias santos de guarda.


Nos dias de preceito, é obrigatória para todo fiel católico a participação na Santa Missa e abster-se de ocupações de trabalho, exceto em casos especiais.


E quais são os dias de preceito na Igreja?

1 – Todos os domingos do ano são dias de preceito.


2 – Várias datas de preceito na Igreja já caem normalmente em domingos, como o Domingo de Ramos, o Domingo de Páscoa, o Domingo de Pentecostes, o Domingo da Santíssima Trindade, o Domingo da Divina Misericórdia, o Domingo do Bom Pastor.


3 – Os dias de preceito que podem não cair em domingo são os seguintes dez:


A Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, em 1º de janeiro;

A Epifania (Dia de Reis), em 6 de janeiro ou no domingo seguinte;

São José, em 19 de março e 1 de maio;

A Ascensão de Jesus ao Céu, no 7º domingo após a Páscoa;

Corpus Christi, na quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade;

São Pedro e São Paulo, em 29 de junho ou no domingo seguinte;

A Assunção de Nossa Senhora, no 3º domingo de agosto;

Todos os Santos, no 1º domingo de novembro;

A Imaculada Conceição de Nossa Senhora, no dia 8 de dezembro;

O Natal, em 25 de dezembro.

Mas fique atento: conforme já dito, mesmo algumas das celebrações sujeitas a cair em dias da semana podem ser abolidas ou transferidas para o domingo seguinte, conforme as orientações específicas da Conferência Episcopal de cada país.

No Brasil, segundo a CNBB:

São festas de preceito todos os domingos do ano, os dias de Natal do Senhor Jesus Cristo, do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, de Santa Maria Mãe de Deus, e de sua Imaculada Conceição. 

As celebrações da Epifania, da Ascensão, da Assunção de Nossa Senhora, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e a de Todos os Santos ficam transferidas para o domingo, de acordo com as normas litúrgicas. 

A festa de preceito de São José é abolida, permanecendo sua celebração litúrgica.


sábado, 21 de novembro de 2020

Tradições da TV que se perderam e coisas que davam medo nas crianças

 1 – O top de cinco segundos – nos anos 1980, era de oito – era lei antes da maioria dos programas da emissora. Hoje em dia é pouco usado, sobrevivendo nas competições esportivas como o futebol, o UFC, as Olimpíadas, a Copa do Mundo e o treino da Fórmula 1, nos festivais de música, como Rock in Rio e Lollapalooza, nas sessões de cinema, no Criança Esperança e no Big Brother Brasil, puramente por questão comercial.


2 – Outra prática comum nos anos 1980 era a exibição da hora certa nas transições de programação. Era outra forma de vender patrocínio que não cabe mais hoje em dia.


3 – Durante muitos anos, todo dia tinha o encerramento da programação. Sim, a Globo saia do ar durante a madrugada, de domingo a quinta. Na vinheta, o narrador falava o seguinte: “Faremos agora uma pequena pausa em nossa programação. Apenas o tempo necessário para você despertar para um novo dia, uma nova vida. Logo, estaremos juntos novamente apresentando...”. Aí eram mostrados slides da grade do dia seguinte. Apenas nas noites de sexta e sábado e nos feriados nacionais, no Carnaval, no Natal e no Ano Novo a emissora ficava 24 horas no ar, exibindo filmes clássicos, independentes e internacionais durante a madrugada. Esse encerramento ainda é visto em algumas ocasiões, quando afiliadas da Globo fazem a manutenção de seus transmissores nas madrugadas de domingo para segunda, mas dificilmente ocorre em São Paulo.

A fórmula variava de acordo com a emissora: “Faremos agora uma pequena pausa em nossa programação. Assista logo mais...”. (Globo Brasília); “Faremos agora uma pequena pausa em nossa programação, mas logo estaremos juntos novamente” (Globo São Paulo); “Faremos agora uma pequena pausa. Apenas o tempo necessário para você despertar para um novo dia, uma nova vida. Logo estaremos juntos novamente. Atenção para a nossa programação desta terça-feira, 29 de junho de 1993”. 

A Globo entrava no ar às 5:00 aproximadamente, quando o locutor dizia o seguinte: “Bom dia! Juntos novamente. Rede Globo e você, para viver intensamente hoje, sexta-feira, 19 de agosto de 1994, todo este universo de emoções. Dentro de instantes...”. Aí eram mostrados slides da grade do dia, destaques da programação daquele dia e a programação iniciava com o Telecurso.




4 – Nas novelas, eram exibidas as famosas cenas do próximo capítulo. Tratava-se de um pequeno resumo do que seria exibido no dia seguinte, quase sempre sem mostrar alguma cena importante, que revelasse algo. Ao fundo, uma música da trilha sonora da produção. A prática foi abandonada no início dos anos 1990.


5 – E quando a novela terminava? Aí eram exibidas cenas da próxima novela… O público que assistiu Brega & Chique no canal Viva pôde ver isso em prática no final do último capítulo, quando foram mostrados trechos de Sassaricando.


6 – Ainda nas novelas, os capítulos tinham contagem. No início do primeiro bloco, era mostrado apenas o logotipo da trama com o número do capítulo. A prática retornou em A Regra do Jogo, mas foi um caso excepcional.


7 – Quando exibia os créditos das novelas, a Globo colocava a seguinte advertência: “Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com lugares, fatos e pessoas conhecidas terá sido mera coincidência”. A prática surgiu durante a novela O Cafona, de 1971, após protestos de figurões da alta sociedade do Rio de Janeiro, que se sentiram retratados em alguns personagens – prática que o autor Bráulio Pedroso confirmou tempos depois. Há algum tempo, é exibida somente a seguinte frase: "Esta é uma obra coletiva de ficção baseada na livre criação artística e sem compromisso com a realidade".





8 – Até meados dos anos 1990, o show do intervalo do futebol era diferente, com um apresentador, como Fernando Vannucci ou Léo Batista. Dificilmente o próprio narrador aparecia no vídeo, como acontece há muitos anos. Eram mostrados os melhores momentos e, às vezes, algum lance com o aparato tecnológico da época, como o tira-teima.


9 – Ainda no futebol, o tempo e o placar não ficavam fixos na tela. As informações eram atualizadas a cada cinco minutos. A prática começou somente em 1999. Quem é mais velho se lembra: sempre chegava alguém na sala e perguntava quanto estava o jogo ou quanto tempo faltava.


1o – Nos anos 1980, a emissora exibia diversas vinhetas ao longo da programação, bem curtas, entre os comerciais. Elas podiam tratar das estações do ano, das férias, ou de outros temas. Os vídeos também tinham relação com a publicidade, servindo para avisar as afiliadas sobre os trechos para anúncios locais.

1 – O abominável Homem das Neves do Chapolin – ninguém menos que o mito Ramón Valdés. É um dos meus episódios preferidos – e eu vivia assustando minha irmã falando dele.




2 – Nos anos 1980, a zebrinha anunciava os resultados da loteria esportiva no Fantástico. Muita gente gostava, inclusive as crianças, mas tinha quem sentia medo da criatura.






 


3 – A abertura do Acredite se Quiser, que era exibida aos sábados na Manchete. Lembro da minha mãe vendo as novelas da emissora e depois começava essa desgraça, que eu chamo de oferenda.




4 – O encerramento da programação das emissoras (sim, as emissoras ficavam fora do ar durante a madrugada, não enchia linguiça com caça-níqueis, infomerciais, programas religiosos, reprises & cia.). Principalmente quando aparecia a barra das cores e surgiam barulhos estranhos. Parecia que ia pular alguma coisa da tela a qualquer momento. A do SBT eu pensava que era uma lata de óleo voadora despejando ervilhas no mapa do Brasil, mas na verdade são raios gama, na época são 44 emissoras, mas na época já existiam emissoras no Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima e Maranhão. A da Band não me dava medo, porque dizia a lista das emissoras e mostrava as câmeras. A da Manchete me dava mais medo, porque eu só gostava dos jangadeiros pescadores que meu professor de filosofia cismava de chamar de índios. Eu chamava de logo primitivo em 3D e reflexos na bola do logo. Aquela antes dos slides da programação me dava um pouco de medo quando eu chegava da facul, eu chamava de clipe da aldeia global, por ser uma referência à própria Rede Globo.




5 – Eu achava uma figura simpática, mas muitas crianças tinham medo do Fofão, principalmente por causa daquela lenda urbana envolvendo o boneco dele.




6 – E o lobisomem daquele episódio do Mundo da Lua? Ele pegou todos os amigos do Lucas e até palitou os dentes.






 


7 – Muita gente tinha medo do Professor Tibúrcio, do Rá-Tim-Bum. E pensar que aquela figura era o querido Marcelo Tas…




8 – E o Jesus do SBT? Essa vinheta era exibida nas noites de domingo do SBT. Mas sabemos que a intenção era transmitir uma mensagem de paz, amor, fé, esperança, luz e união, que não eram apenas palavras…




9 – Eu gostava, mas tinha muitos amigos que não curtiam o Linha Direta, nas quintas após A Grande Família. Realmente alguns dos bandidos que apareciam no programa eram de arrepiar.




10 – A vinheta de abertura da Sessão Comédia, da Globo, que nos anos 70 e 80 exibia sitcoms entre a Sessão da Tarde e a Sessão Aventura, foi extinta em 1990 quando o Teletema reestreou ocupando o horário, em 1991 mudou para as terças após o Jornal da Globo ou o Concertos Internacionais, exibindo filmes do gênero, até 1996 quando o Intercine a substituiu. Ninguém nunca entendeu essa bizarrice, que ficou no ar até meados dos anos 90. E a língua dentro do O, para destacar a COmédia.






 


11 – Nos anos 80, ainda não tinha vinheta do plantão da Globo. Mas já tinha a vinheta do plantão do Jornal Nacional e do Jornal da Globo. 




12 – E, claro, falando nela, vinheta de plantão da Globo, que assusta pessoas de todas as idades até hoje, que se perguntam 'quem morreu?'…

Extra: Eu achava divertido, mas muitos tinham medo dos selos de falha técnica das emissoras, que eu pensava que esses slides não eram durante o programa, e sim na geração de material quando estas estavam fora do ar.

Amor Eterno Amor - abertura e encerramento em espanhol: Globo Internacional

 una telenovela de - Elizabeth Jhin

Gabriel Braga Nunes / Letícia Persiles / Carmo Dalla Vecchia

Andréia Horta / Giulia Gam / Rosi Campos

Carolina Kasting / Carol Castro

Marcelo Faria / Suzy Rêgo / André Gonçalves

Mayana Neiva / Vera Mancini / Marina Ruy Barbosa

Nuno Leal Maia / Miguel Rômulo / Murilo Grossi / Erom Cordeiro

Suely Franco / Raphael Vianna / Daniela Fontan / Laila Zaid

Tony Tornado / Nica Bonfim / Rosane Gofman / Camilla Amado

Hermila Guedes / Otávio Martins / Mariana Molina / Flávio Bauraqui / Lucci Ferreira

Maria Clara Mattos / Flávia Garrafa / Lincoln Tornado / Gilberto Torres

Jéssika Alves / Bernardo Marinho / Olívia Torres / Adelaide de Castro

Larissa Vereza / Igor Cosso / José Bittencourt

Flávia Reis / Paula Barbosa / Paula Loffler

actores invitados - Reginaldo Faria / Osmar Prado / Pedro Paulo Rangel / Othon Bastos

Ana Lúcia Torre como Verbena

Cássia Kiss Magro como Melissa

Carlos Vereza como Francisco

Luís Melo como Dimas

Felipe Camargo como Gabriel

actuaciones especiales de - Denise Weinberg, Chico Diaz, Caio Manhente, Júlia Gomez

los niños - Klara Castanho, Rafael Gevu, Luís Augusto Formal, Luísa González

original de - Elizabeth Jhin

colaboración - Eliane Garcia, Lílian Garcia, Denise Bandeira, Duba Elia, Renata Jhin

supervisión de texto - Sílvio de Abreu

dirigida por - Luciana Oliveira, Roberta Richard, Fábio Strazzer, Paulo Ghelli

dirección general - Pedro Vasconcelos

director de núcleo - Rogério Gomes

autorización especial - SATED RJ

escenografía - Anne Bourgeois, Fábbio Gomes, João Cardoso

asistentes de escenografía - Cris Lobato, Beatrice Guedes, Bruno Silva, Cris Fassine, Vania Brito, Andreia Dominguez, Luiza Pissumo, Ana Barreira, Flavia Rosas e Milene Bush

vestuario - Natalia Durán

asistentes de vestuario - Carolina Almeida, Elisa Coifman, Flavia Costa, Marcello Motta e Veridiana Gaertner

equipo de apoyo de vestuario - Marcelo Chagas, Claudio Luiz, Henrique Rocha, Claudiana Gomes, Marcos Andre, Nadia Maria, Jose Lima, Eli Janite Marinho, Genilce Neves, Anna Grazielle Dias Campos, Ana Lucia de Sá e Walmir Ferreira

director de fotografía - Sérgio Tortori

directores de iluminación - Jorge Carvalho, Flávio Casesque, José Luiz Fernandes de Souza

equipo de iluminación - Anselmo da Silva Francisco, Diogo Silva Marques, Eduardo Nascimento da Paixão, Evaldo Antonio Alves Junior, Henrique Monteiro Sales, Joel, Fernandes de Assis Filho, Leandro Ramos Santos, Leonardo Simões Papa, Luiz Alberto da Silva Freitas, Luiz Leonard, Maicon Lima, Rafael Antonio Firmiano e Valci de Souza

producción de arte - André Soeiro

asistentes de producción de arte - Mirica Vianna, Ana Clarino, Camila Delamonica, Claudia Margutti e Priscila Diniz

equipo de apoyo de arte - Agenor Malvino, Antonio Manoel Filho, Joffly Stuart, Luis Fernando Rodrigues de Oliveira, Maria Lucia Gomes e Julio Cesar Brandão

casting - Rosane Quintaes

instructores de dramaturgía - Íris Gomes da Costa, Mareliz Rodrigues

producción musical - Rodolfo Rebuzzi

director musical - Mariozinho Rocha

maquillaje - Valéria Toth

equipo de apoyo de caracterización - Cristiane Vicenti, Ricardo Motta, Aline Lima, Alexandre Rodrigues, Eliane Farinhas, Solange Paulino de Lima, Iliria da Costa, Sonia Maria da Silva, Andrea Gomes Adad de Oliveira, Paula Cristina Silva de Paulo, Katia Regina Rodrigues Fonseca, Fabiana Galas e Vanussa Alves dos Santos

edición - Carlos Alberto Kerr, Alberto Gouvêa, Taína Monteiro, Sérgio Louzada

colorista - Mário Dollinger

sonido - Leonardo Queyroi, Samy Lima, Pedro Belo

efectos visuales - Gustavo Garnier, Andressa Ambrósio

efectos especiales - Ricardo Menezes

apertura - Hans Donner, Alexandre Pit Ribeiro

director técnico - Rico Rondelli

camarógrafos - Fernando Cruz, Fabrigil de Araújo Silva, Adriano Lemos, Elias Faskomy, Paulo Goulart, Valter Bezerra

equipo de apoyo para la operación de cámara - Leonardo da Silva Peçanha, Raphael Assis Duarte, Belo, Flávio Apolinário, Antônio Roberto Cordeiro, Raphael Coutinho Garcia

equipo de video - Tatiane Correia, Tiorbe Souza, Anderson de Oliveira

equipo de audio - Carlos Roberto Moreira de Souza, Ricardo Ignácio dos Santos, Carlos Schuchardt de Macedo, Jorge Bernardes Macedo, Sérgio Lagoa Neves, Ricardo Knupp

supervisor y operador de sistemas - Marcos Lourenço, André Almeida

productor de escenografía - Sérgio Cortes Bezerra

gerente de proyectos - Marco Tavares

supervisión de producción de escenografía - Sérgio Rodrigues de Souza, Marco Antônio de Vasconcelos, Norival Moreira, Carlos Emmanuel Souto Alencar

equipo de escenografía - Admilson Freitas Siqueira, Alan Afonso da Silva, Alexandre de Barros Rodrigues, Anderson da Silva Azevedo, Anderson Rodrigo Carvalho, Anderson Santana de Morais, Andre Luiz dos Santos, Andre Luiz Tobias Serafim, Andre Moraes de Alencar, Bruno Lemos de Oliveira, Carlos Magno Silva Vasconcelos, Claudio Rosa Conceição, Daguiberto Gonçalves Oliveira, Dalmo de Souza Vieira, Daniel Figueiredo da Silva, Diego Escobar Freitas Martins, Edson Cardoso de Andrade, Eleomar Candido G. da Silva, Fabiano Correia da Silva, Fabio dos Santos Ribeiro, Felipe Pegas da Silva, Flavio Luis Santos Carvaho, Flávio Wayne Polly de Freitas, Francisco Assis Elaidio Moraes, Geovane de Souza Evangelista, Helio Luciano, Rodrigues dos Santos, Hugo Santos Rodrigues, Igor Henriqueta de Araujo Silva, João, Paulo Rodrigues de Souza, Jorge de Carvalho Barbosa Flor, Jorge de Oliveira Frazão, Juliano Rosa Pereira, Lazaro Josimar Soares de Souza, Leonardo Espírito Santo Alves, Lequison Pinto Santos, Lucio Flávio Virgulino, Luis Carlos Marques Pereira, Luiz, Claudio Silva Davilla, Marcelo de Oliveira Dias, Marcelo Nascimento dos Santos, Marcio dos Santos Pitanga, Marco Vinicio Gomes Patrocinio, Marco Vinicius Pereira, Rondão, Mario Crizel Teodoro Pereira, Nilson Miguel Leal, Reginaldo Ferreira De Oliveira, Renato de Souza Almeida, Renato Pires de Oliveira, Rogério Rodrigues Sá, Rosival Oliveira da Silva, Silvio Anselmo da Silva, Sivanildo dos Anjos Fernandes, Valter Barbosa Marquese, Vanilson Francisco dos Santos

investigación - Marília Garcia

continuistas - Helena Durán, Ana Paula Rangel, Virgínia Marinho, Mônica Chaves

asistentes de dirección - Davi Lacerda, Andréa Vaz, Carla Bohler, Susana Furtado, Marcos Torres

ingeniero de producción - Guilherme Andries

equipo internet - Lorena Vazquez, Elaine Teixeira, Guilherme Dutra, Mariana Leopoldo, Laila Mesquita, Inácio Moraes, Michel Lima, Alessandra Albuquerque

equipo de producción - Isis Kelly, Fernanda Correa, Marcos Soares, Jacira Aguiar, Vitor Carvalho, Evandro Pimentel, Sebastião Jorge Amaro, Elaine Teixeira, Paula Pestana Moreira, Norberto Pfeiffer e Chico Marinho

coordinadores de producción - Carlos Paulino

supervisión ejecutiva de producción - Lucas Zardo, Vera Daflon, Marcelo dos Santos, João Romita, Rodrigo Ishikawa, Silvaldo Fernandes

supervisor ejecutivo de producción de línea - Isabel Ribeiro

gerente de producción - Janice Vieira

director de producción - Flávio Nascimento

edición internacional - Ludmila de Carvalho

sonido internacional - Alexandre Yatti

gerente de operación internacional - Augusto Seixas

'Ésta és una obra colectiva de ficción basada en la libre creación artística y sin compromiso con la realidad'.

Títulos de novelas da Globo no exterior - matéria publicada em 2010

 A TV Globo hoje é uma das maiores emissoras de TV do mundo. Seu conteúdo tem feito norte-americanos, europeus, asiáticos… ficarem ligados  capítulo por capítulo para acompanharem a saga dos heróis e heroínas e as tramas dos vilões.

O CANAL I, (Siga-nos no Twitter) fez uma pesquisa para descobrir como essas novelas são exibidas e quais os títulos receberam em sua versão para o Inglês e o Espanhol. Confira:

Em Alma Gêmea de Walcyr Carrasco, exibida entre 20 de junho de 2005 e 10 de março de 2006, com o último capítulo reexibido em 11 de março de 2006, com colaboração de Thelma Guedes, direção de Fred Mayrink e Pedro Vasconcelos e direção geral de Jorge Fernando, também diretor de núcleo, e foi reprisada no Vale a Pena Ver de Novo de 24 de agosto de 2009 a 12 de março de 2010, a tradução para ambos os idiomas continuou a mesma. Em todas as línguas continua sendo ALMA GÊMEA.

Com Caminho das Índias de Glória Perez, que foi exibida de 19 de janeiro a 11 de setembro de 2009, com o último capítulo reexibido em 12 de setembro de 2009, com colaboração de Carlos Lombardi e Elizabeth Jhin, direção de Fred Mayrink, Luciano Sabino, Marcelo Travesso e Leonardo Nogueira e direção geral de Marcos Schechtman, também diretor de núcleo, literalmente a história foi diferente. Para ambas as versões foi-se retirado a palavra “Caminho das”, chamando-se somente Índia a novela, porém, foi acrescentado um subtítulo, que livremente traduzido significa: “Uma História de Amor”. Gostei muito

“Cobras e Lagartos” de João Emanuel Carneiro, exibida de 24 de abril a 17 de novembro de 2006, com o último capítulo reexibido em 18 de novembro de 2006, com a colaboração de Antônia Pellegrino, Denise Bandeira e Vincent Villari, direção de Cláudio Boeckel, Cininha de Paula, Ary Coslov e Marco Rodrigo e direção geral de Wolf Maya, também diretor de núcleo, na tradução manteve o título original. Destaque para o Espanhol que por ser uma língua bem parecida com a nossa não houve alteração alguma.

Em “Como Uma Onda” de Walter Negrão (Autor de “Araguaia”, próxima novela das 6 [saiba tudo que rolou no Workshop de Araguaia]), exibida de 22 de novembro de 2004 a 17 de junho de 2005, com o último capítulo reexibido em 18 de junho de 2005, com colaboração de Lúcio Manfredi, Jackie Vellego e Fausto Galvão, direção de Vinícius Coimbra e Maria de Médicis e direção geral de Mauro Mendonça Filho e Dennis Carvalho, também diretora de núcleo, o título teve sua versão igualmente ao original, se mantendo “Como Uma Onda” nas duas outras linguas. Veja:

A novela de Emanuel Jacobina “Coração de Estudante”, exibida de 25 de fevereiro a 27 de setembro de 2002, com o último capítulo reexibido em 28 de setembro de 2002, com colaboração de Bosco Brasil, Júlio Fischer e Nelson Nadotti, supervisão de texto de Carlos Lombardi, direção de Alexandre Avancini, Cláudio Boeckel e Fabrício Mamberti, direção geral de Rogério Gomes e direção de núcleo de Ricardo Waddington, e reprisada no Vale a Pena Ver de Novo entre 19 de novembro de 2007 e 4 de abril de 2008, em sua tradução literal também manteve o título original.

Já “Da Cor Do Pecado” também de João Emanuel Carneiro, exibida de 26 de janeiro a 27 de agosto de 2004, com o último capítulo reexibido em 28 de agosto de 2004, com colaboração de Ângela Carneiro, Vinícius Vianna e Vincent Villari, supervisão de texto de Sílvio de Abreu, direção de Paulo Silvestrini e Maria de Médicis e direção geral de Luiz Henrique Rios e Dennis Carvalho, também diretor de núcleo, e reprisada no Vale a Pena Ver de Novo entre 7 de maio e 16 de novembro de 2007, ficou um pouco estranha na versão para o Inglês (ao meu ver, pois não conseguir fazer uma versão do título “Shades Of Sin”). Parece ser “Máscaras do Pecado”, ou algo assim, porém não remete ao título original. A versão em Espanhol continuou bem parecida.

“Laços de Família” de Manoel Carlos, exibida entre 5 de junho de 2000 e 2 de fevereiro de 2001, com o último capítulo reexibido em 3 de fevereiro de 2001, com colaboração de Maria Carolina, Fausto Galvão e Vinícius Vianna, direção de Leandro Neri e Moacyr Góes e direção geral de Rogério Gomes e Ricardo Waddington, também diretor de núcleo. Um grande sucesso,(Relembre, Laços de Família completou 10 anos desde de sua estreia, veja fotos e vídeos) também na tradução manteve o título original. Porém no logo ganhou cores alaranjadas no fundo, ao contrário do seu original que possuía cinza.

Assim como “Cobras e Lagartos”, a versão em Espanhol de “Paraíso Tropical”  de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, exibida de 5 de março a 28 de setembro de 2007, com o último capítulo reexibido em 29 de setembro de 2007, com colaboração de Ângela Carneiro, João Ximenes Braga, Maria Helena Nascimento, Nelson Nadotti, Marília Garcia e Sérgio Marques, direção de Amora Mautner, Roberto Vaz, Cristiano Marques e Maria de Médicis, direção geral de José Luiz Villamarim e Dennis Carvalho, também diretor de núcleo, continuou com o mesmo nome. A versão para o inglês, na tradução, também manteve.

Já “Sinhá Moça” de Benedito Ruy Barbosa, exibida de 13 de março a 13 de outubro de 2006, com o último capítulo reexibido em 14 de outubro de 2006, com colaboração de Edmara Barbosa e Edilene Barbosa, direção de Marcelo Travesso e Luiz Antônio Pilar, direção geral de Rogério Gomes e direção de núcleo de Ricardo Waddington, ficou bem curiosa a versão. Como Sinhá é um diminutivo de Senhora, os títulos em ambas versões buscaram atingir esse mesmo significado. Em Espanhol na tradução literal temos “Menina Moça” e no Inglês, traduzindo ao pé da letra temos Pequena Mocinha. Curioso, não?

Pra mim, quem merece a versão brasileira Telecine é “Viver a Vida” de Manoel Carlos, exibida de 14 de setembro de 2009 a 14 de maio de 2010, com o último capítulo reexibido em 15 de maio de 2010, com colaboração de Ângela Chaves, Cláudia Lage, Daisy Chaves, Maria Carolina e Juliana Peres, direção de Teresa Lampreia, Adriano Melo, Luciano Sabino, Maria José Rodrigues, Fred Mayrink e Leonardo Nogueira e direção geral de Fabrício Mamberti e Jayme Monjardim, também diretor de núcleo, na sua tradução para o Espanhol manteve o título com “Vivir la Vida”. Porém, em sua versão para o inglês, o título da novela pegou o mesmo significado da frase em latim do poema de Horácio Carpe Diem . Traduzindo “Aproveite o Dia”

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Politicamente correto - 7 dicas

 Bolsonaro critica o politicamente correto. Que bicho é esse? É o contrário do politicamente incorreto — palavras e expressões que reforçam preconceitos. Negros, homossexuais, gordos, idosos, nordestinos figuram entre os alvos preferidos dos amantes das “brincadeirinhas”. Recomenda-se cuidado para não ofender nem agredir o outro. Mas muitos exageram. E como! Talvez o presidente tenha em mente os excessos que se praticam em nome da causa ao se opor a ela. Com razão. Cabeleireiro virou hair stylist. Costureira, estilista de moda (outra especialidade). Manicure, esteticista de unhas. Empregada doméstica, secretária do lar. Dona de casa, do lar ou especialista em prendas domésticas. Cego, mudo, surdo-mudo se tornaram pessoas com deficiência. Imprecisas, as novidades podem comprometer a precisão. Xô! Raça, cor, origem, etnia, religião, idade, peso, altura, orientação sexual, condição social e de pessoa idosa e deficiente são as principais vítimas das brincadeirinhas, piadas preconceituosas ou uso “sem intenção de ofender” . Como agir?



Dica 1


O radialista Airton Medeiros estava entrevistando ao vivo a presidente de uma associação de cegos em programa da Rádio Nacional. Tratava-a de cega o tempo inteiro até receber um papelzinho com a recomendação de que a tratasse como “deficiente visual”. Antes de obedecer à ordem, perguntou se deveria continuar tratando-a de cega ou de deficiente visual. Ela aproximou as mãos do rosto dele até tocar os óculos. Então afirmou: “Deficiente visual é sua gramática, que está desatualizada. Eu sou cega”.


Dica 2


Alto, baixo, gordo, magro, grande, pequeno são relativos. Alguém pode ser alto pra uns e baixo pra outros. Diga a altura, o peso, o tamanho: 1,95m, 50kg, 300km.


Dica 3


Negro é raça. Nessa acepção, use-o sem pensar duas vezes. Pelé é negro. Não é escurinho, crioulo, negrinho, moreno, negrão ou de cor.


Dica 4


Evite o adjetivo em expressões de conotação negativa. Em vez de nuvens negras, prefira nuvens pretas ou escuras. Em lugar de lista negra, fique com lista dos maus pagadores.


Dica 5


Apague denegrir (derivado de negro) de seu dicionário. Prefira comprometer. Elimine também judiar, da família de judeu. Substitua-o por maltratar.


Dica 6


Quer indicar cor? O preto está às ordens. Gordão? Nem pensar. Diga o peso. Paraíba e cabeça-chata? É preconceito. Identifique o estado de origem com precisão (maranhense, paraibano, pernambucano, cearense). Se quiser generalizar, use o adjetivo indicador da região: nordestino, nortista, sulista. Só use baiano se a pessoa nasceu na Bahia. Bicha, veado, baitola, boiola, sapatão? Xô! Ofensivo desde quando se escrevia farmácia com PH. Fique com homossexual, gay, lésbica. Respire, inspire, mas não pire!


Dica 7


Diga chinês, coreano, japonês (não: japa, china, amarelo); idoso (não: velho, decrépito, gagá, pé na cova, vovô, titio); lésbica (não: sapatão, pé 44); pobre, pessoa de baixa renda (não: pobretão, pé de chinelo, ralé, mulambento, raia miúda, povão, gentinha, gentalha, corja, povaréu, escória, populacho); pessoa com deficiência (não: portador de deficiência, pessoa com necessidades especiais, pessoa especial, deficiente, excepcional, retardado, aleijado, defeituoso, inválido, incapacitado); religioso (não: papa-hóstia, igrejeiro, carola, beato, barata de igreja);  travesti (não: traveco, boneca, bicha); candidato a concurso público / exame vestibular / Enem (não: concurseiro, vestibulando, Enemzeiro). Deixe senil para os médicos. Eles adoram erudição. Especial é usado apenas na expressão 'necessidades educacionais especiais'.

TV Globo DF - encerramento e abertura (06/11/2011)

 Encerramento e abertura da programação da TV Globo Brasília para a manutenção preventiva do mês de novembro. O filme exibido antes do encerramento foi 'Jogo entre Ladrões' no Domingo Maior. Gravado no computador com placa de captura.

Inclui: 

1ª parte - oferecimento do Domingo Maior / aviso de não-exibição da Sessão de Gala / programação

2ª parte - programação / destaques do dia / início do Telecurso

Aulas do dia:

Profissionalizante - Organização do Trabalho nº 2

Telecurso TEC - Módulo 2: Secretariado e Assessoria nº 7

Ensino Médio - Português nº 36

Ensino Fundamental - Matemática nº 60

Programação filtrada por tipo de programa:

04:55 - Sagrado

religioso

05:00 - Novo Telecurso (Educação Básica, Profissionalizante - Telecurso TEC, Ensino Médio e Ensino Fundamental)

educação

06:05 - Globo Rural

jornalismo

06:30 - Bom Dia DF

jornalismo

07:30 - Bom Dia Brasil

jornalismo

08:30 - Mais Você

entretenimento

09:55 - Bem Estar

jornalismo

10:40 - TV Globinho

infantil

12:05 - DFTV 1ª Edição

jornalismo

12:50 - Globo Esporte

esporte

13:20 - Jornal Hoje

jornalismo

13:50 - Vídeo Show

entretenimento

14:45 - Vale a Pena Ver de Novo: Mulheres de Areia

reprise de novelas

16:00 - Sessão da Tarde: Nunca é Tarde Para Amar

filme

17:50 - Globo Notícia

jornalismo

17:55 - Malhação

novela

18:25 - A Vida da Gente

novela

19:15 - DFTV 2ª Edição

jornalismo

19:35 - Aquele Beijo

novela

20:30 - Jornal Nacional

jornalismo

21:10 - Fina Estampa

novela

22:25 - Tela Quente: Hitman - Assassino 47

filme

00:05 - Jornal da Globo

jornalismo

00:40 - Programa do Jô

entretenimento

02:10 - Sessão Brasil: Buena Sorte

filme

03:55 - Copa do Mundo de Vôlei Feminino: Brasil x Coreia

esporte

Só uma ressalva: Até 1998, a Globo saía do ar todos os dias, exceto nas madrugadas de sexta para sábado e de sábado para domingo e em vésperas de feriado, Natal, Ano Novo e Carnaval.

Desde 1998, a Globo só sai do ar uma vez por mês e nas madrugadas de domingo para segunda, após o Domingo Maior ou de algum evento especial e antes do Telecurso.

A partir de abril de 2012, em São Paulo, esse encerramento, que valia para todas as emissoras, só vai existir para as emissoras do litoral e do interior do estado e para algumas da região metropolitana da cidade.

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Sky HDTV - Controle dos Pais (antes da atualização)

 Menu Sky

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Gerenciar Gravações

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Controle dos Pais

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controle dos pais

Confira a abaixo a configuração inicial do Controle dos Pais. Para alterar, selecione o item no menu à esquerda que deseja modificar e pressione Concluir quando terminar.

Bloquear Controle dos Pais

Para ativar suas configurações e bloquear o Controle dos Pais, digite e confirme a senha abaixo.

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Confirme a senha - 0000

Senha inserida

O Controle dos Pais está bloqueado. Você deve inserir a senha para acessar as configurações. Isso não afetará as gravações e os agendamentos de gravação nem suas preferências e o status de bloqueio atual do receptor.

Senha atual - 0000

Canais adultos

Pressione CONFIRMA para ocultar conteúdo adulto. Esses canais ficam invisíveis e títulos de programas adultos aparecerão como 'Título Bloqueado' no Mini Guia, no Guia de Programação, na Tarja de Informações e na Busca de Programas, e a descrição só aparecerá após o usuário digitar a senha pessoal.

Status atual - Ocultar Adulto

Bloqueio canais

Pressione CONFIRMA para bloquear ou permitir um canal. Use as teclas numéricas para ir diretamente ao canal.

2 canais bloqueados - 74, 85

Limite PPV

Defina o valor máximo que pode ser usado para cada compra de eventos PPV e pressione CONFIRMA. Proteção extra na sua conta, evite surpresas!

Valor atual - R$ 199,90

Por Horas

Este item define o horário de início e a duração em que é permitido assistir Sky. Pressione CONFIRMA na opção desejada.

Início Seg-Qui - 6:00

Duração Seg-Qui - 18 horas

Início Sex-Sáb - 9:00

Duração Sex-Sáb - 20 horas

Início Dom - 8:00

Duração Dom - 21 horas

Classif. Etária: Filmes/TV

Pressione CONFIRMA na opção desejada para limitar a Classificação Etária (de acordo com o Min. Justiça).

L - Permitir: Livre para todos os públicos

10 - Permitir: Inadequado para menores de 10 anos

12 - Permitir: Inadequado para menores de 12 anos

14 - Permitir: Inadequado para menores de 14 anos

16 - Permitir: Não recomendado para menores de 16 anos

18 - Permitir: Não recomendado para menores de 18 anos

18 - Bloquear: Programação Erótica

Intervalo: Em Cima da Hora / Via Brasil - GloboNews

 Contém: trecho final e encerramento do Em Cima da Hora / oferecimento / vinheta interprogramas GloboNews / vinheta e início do Via Brasil.

Em Cima da Hora - telejornal que, em 22 edições diárias, informa as principais notícias do Brasil e do Mundo

Via Brasil - programa de variedades sobre natureza, pescaria e aventura, inspirado no Terra da Gente, exibido nas tardes de sábado pela EPTV, afiliada à Rede Globo no interior paulista e no sul de Minas Gerais, após o Jornal Hoje e no Globo Repórter, programa jornalístico documental com foco em comportamento, cultura, turismo, saúde, trabalho, cotidiano e ciência exibido nas noites de sexta-feira, após a novela das nove, exceto na última sexta-feira do ano, quando é substituído pela Retrospectiva, que reprisa notícias que marcaram o ano que se encerra.

Espaço Aberto - GloboNews: vinheta - 2010

 Vinheta do programa de debates, que relata os mais variados assuntos do cotidiano, exibido pela GloboNews desde 1996. A vinheta estreou em 1998.

TV Brasília - logotipo após o encerramento

 Gravado de câmera digital, em 13 de janeiro de 2010, após a TV Brasília encerrar sua programação após os infomerciais da Sky e da Polishop, as reprises dos programas da RedeTV e o programa religioso do missionário R.R. Soares às 4:00 da manhã. 

TV Brasília saindo do ar - 21/09/2010

 Encerramento da programação da TV Brasília, gravado na terça-feira, 21 de setembro. A TV Brasília sempre sai do ar após a linha de shows da RedeTV.

Na segunda, sai do ar após o reality show 'Operação de Risco', com Carla Albuquerque, a revista eletrônica 'Leitura Dinâmica', com Renata Maranhão, ou o programa social 'Programa Amaury Jr'. 

Na terça e na quarta, sai do ar após o programa de auditório 'Superpop', com Luciana Gimenez. 

Na quinta, sai do ar após o programa policial / investigativo 'Aconteceu', com Laerte Vieira. 

Na sexta, sai do ar após o humorístico 'Pânico na TV'. 

No sábado, sai do ar após o programa de reportagens 'Good News', com Cláudia Barthel, o game show 'Mega Senha', com Marcelo de Carvalho ou o jornalístico 'UFC sem Limites', com Cristina Lyra. 

No domingo, sai do ar após o reality 'Dr. Hollywood', o esportivo 'Bola na Rede', com Gabriela Pasqualin ou o talk show 'É Notícia', com Kennedy Alencar.