sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Linhas da Mandacaruense passam a ser operadas pela Marcos da Silva

As linhas 506-Bairro dos Estados e 516-Bairro dos Estados/Asper passaram a ser operadas a partir de hoje pela Marcos da Silva, em caráter temporário. Até então, as linhas eram operadas pela Mandacaruense, que cedeu as linhas enquanto se reestrutura. Não há alteração nos itinerários e horários das mesmas. 

Foi reaproveitado em 2009 o código que pertencia à linha 516-Mangabeira/Epitácio.
Para operar as linhas, a Marcos da Silva incorporou à frota ninguém menos que os cinco Viales ex-Galo Branco que pertenciam à Zilma Barros, que adquiriu essas unidades nos últimos dias de 2016 para a frota da Metro, que havia arrendado. Com a saída de Zilma da empresa e a retomada do controle da mesma pelo antigo proprietário que resultou no fim da Metro, a empresária retirou os seus ônibus da frota, e os emprestou para o emergencial dos primeiros dias após a cassação da Metro, antes da implantação do Consórcio Metropolitano.
Até então, os ônibus estavam parados, à venda, até serem incorporados à frota da Marcos da Silva. Se ver esses Viales nas cores da Navegantes parecia ser uma coisa imaginada diante dos episódios da Metro, aí estão eles.
A Marcos da Silva, desse modo, volta a operar com Viale depois de três anos. A empresa possuía 6 unidades adquiridas zero (0928, 0929, 0930, 0931, 0963, 0964), das quais as unidades 0930 e 0931 eram encarroçadas no chassi 17-210 OD da Volkswagen, e as demais no chassi OF-1721 E2 da Mercedes-Benz. As unidades foram baixadas entre 2013 e 2014, e até então, a Marcos da Silva não tinha unidades do modelo na frota. Ativou as últimas do sistema municipal e as mais novas do modelo já fabricadas – as unidades foram produzidas em 2011, modelo 2012.
Os ônibus receberam as numerações de 09111 até 09115 – na Marcos da Silva, a numeração é progressiva. Segue a correspondência das numerações:
CarroNumeração na Galo BrancoNumeração na Metro
09111RJ 181.0845501
09112RJ 181.0585521
09113RJ 181.0725523
09114RJ 181.0295512
09115RJ 181.0535507
Os veículos possuem duas portas, sendo a do meio equipada com elevador para cadeirantes da marca Foca. São dotados ainda de cinco letreiros – frontal, dois auxiliares, lateral e traseiro – da Mobitec de cor âmbar. A Marcos da Silva emprega apenas três: o frontal, o auxiliar inferior e o lateral. É a primeira vez que a empresa utiliza esse tipo de letreiro, bem como é a primeira vez que emprega ônibus com desembarque no meio.
Além dos veículos ex-Galo Branco e Metro, a Marcos da Silva ainda empregou ônibus de sua frota já existentes na operação das linhas, como o 09078. A linha 506 utiliza três ônibus, e a 516 dois.
A variante do microônibus – o “506 do João Tota” – já não operava há um bom tempo, ainda mais desde que o veículo 04065 sofreu acidente, em 1º de janeiro.
506: Referência e pioneirismo
A linha do Bairro dos Estados foi criada em meados dos anos 70, sendo operada desde então pela Mandacaruense. A linha atende a parte interna do bairro, bem como ao conjunto Pedro Gondim. Seu ponto final fica no Bairro dos Ipês, juntamente com as linhas 505 e 604. O bairro está encravado em uma área que antes pertencia a família francesa Boisson. O nome da fazenda surgiu, justamente, pela dificuldade dos moradores de pronunciarem o nome da família francesa. O Boisson virou, então, "Boi Só". A data de criação é desconhecida, mas supõe-se que tenha surgido no início dos anos 60.

Localizado na zona norte da Capital paraibana, esse bairro é conhecido por ter várias de suas ruas e avenidas com nomes de estados brasileiros, característica que implicou em seu nome. Ficou conhecido por sua principal avenida, a Epitácio Pessoa, e por inúmeras repartições públicas, bancos, lojas, centros comerciais, faculdades, escolas e shoppings, por seu fácil acesso à cultura e à prática de esportes, por ser calmo e seguro, com vizinhança familiar, por se localizar entre o centro e a praia.
Limita-se com os seguintes bairros: Bairro dos Ipês, Mandacaru e Manaíra.
É bem servido em diferentes setores. Todavia, a exemplo de todo bairro de classe média pessoense, o principal problema é a segurança.
Devido ao fato de passar em frente a órgãos como Funad, INSS e entrada do Hospital de Trauma, a linha foi uma das primeiras de João Pessoa a receber ônibus adaptados para cadeirantes, isso em 1999, antes disso se tornar lei. O primeiro ônibus adaptado da empresa – e da cidade – operou lá: o carro 0463, um Busscar Urbanus VW 16-210 CO.
Lá ainda operou o primeiro Apache Vip de João Pessoa, o carro 0415, também adaptado. Outro modelo raro que também teve passagem na linha foi o Apache S21, além do Mega 2004.
A linha ganhou sua primeira variante na segunda metade dos anos 2000, quando o microônibus 04201 – um Thunder Boy encarroçado no chassi LO-610 da Mercedes-Benz – passou a operar na linha, porém atendendo ainda o João Tota e parte de Mandacaru. O ônibus conservou parte de suas características de Opcional – operou assim quando no 602 – porém passou a cobrar passagem normal e entrar na Integração do Varadouro. Essa variante opcional durou de julho de 2000 a março de 2002, quando foi retirado o ar condicionado e o televisor, embora apresente assentos acolchoados.
Em junho de 2009, foi criada a linha 516-Ilha do Bispo/Epitácio Pessoa, que tinha seu ponto final na Ilha do Bispo, tal qual o 602, mas porém contudo todavia entretanto no entanto não obstante só que, aproveitava o itinerário da 506 em parte. A ideia não deu certo e a 516 foi encurtada em agosto de 2011, passando a operar somente no Bairro dos Estados, com a diferença de trafegar um pouco mais além no bairro, próximo à concessionária Volkswagen Promac e à Faculdade Asper.

Lol, várias conjunções em uma só frase.
Passou a partir daí a se chamar Bairro dos Estados/Asper via Promac, com o terminal na praça Plínio Lemos.

Extra: Em outubro de 2018, a linha 506 passou a cobrir o trecho da linha 516.
A 516 havia sido a primeira linha da Mandacaruense a operar com o padrão da Navegantes, com os Torinos 0437 e 0438, já remanejados para outras linhas.
A partir de hoje, as duas linhas mudam de empresa, numa movimentação inédita, uma vez que era mais comum esse tipo de transferência no Grupo A.Cândido. A Marcos da Silva, que se reestruturou e hoje está próximo de fechar a padronização do Consórcio Navegantes, conseguiu se preparar para um desafio importante em seus quase 40 anos, operando linhas numa área até então desconhecida para ela, ou quase: a garagem da empresa já foi lá um dia.
Já a Mandacaruense terá o desafio de se reestruturar, tendo uma boa folga para operacionalizar as linhas que seguem com ela. Isso é importante para a sobrevivência de uma marca tradicional, que carrega quase 50 anos de história no transporte coletivo de João Pessoa.


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A Marcos da Silva assumiu hoje, 31 de julho, as operações da linha 505-Bairro dos Ipês. É a terceira linha da Mandacaruense que a empresa do Altiplano assume.

Localizado na zona norte da Capital paraibana, esse bairro era conhecido como Boa Vista em sua fundação, tendo seu nome alterado devido à grande quantidade de ipês na região. A linha tem seu terminal localizado por trás do Condomínio Parque dos Ipês, um dos grandes e populosos residenciais da Capital.

Tem como limites os bairros: Bairro dos Estados, Mandacaru e Manaíra. Surgiu no fim dos anos 50. É bem servido em diversos setores, mas, a exemplo de qualquer bairro de classe média pessoense, o principal problema é a segurança.
No primeiro dia de operação da linha sob nova empresa, operaram os ônibus 09045, 09046, 09079 e 09106, que já compunham a frota da Marcos da Silva.
Por conta da troca de empresa, as previsões da linha 505-Bairro dos Ipês no aplicativo JampaBus Semob não foram exibidas hoje. A previsão é que ainda nesta semana os dados da linha sejam atualizados no aplicativo.
Fusão à vista
A Marcos da Silva já opera as linhas 506 e 516 do Bairro dos Estados. A operação das duas linhas até aqui seria de caráter temporário, porém o que se nota é que a Marcos da Silva está incorporando a Mandacaruense. Pelo menos seis carros da Marcos da Silva foram vistos recolhendo na garagem da Mandacaruense, o que indica que as operações das duas empresas estão sendo unificadas, sob o controle da Marcos da Silva.
A própria Marcos da Silva está se preparando para o crescimento e está ela mesma renovando para as linhas da Mandacaruense, como comprova o início das operações do carro 09116.
A Mandacaruense segue operando 503, 504, 602, 604 e 1001 com os seus ônibus. Outras surpresas podem acontecer no decorrer do tempo em relação ao que vem acontecendo com a Mandacaruense.
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Pelo visto, o caminho que a Mandacaruense está tomando não tem mais volta. Um dia depois da linha 505-Bairro dos Ipês ser a terceira da empresa a passar para a Marcos da Silva, agora é a vez da linha 604-Bairro dos Ipês/Ayrton Senna passar a ser operada por ela.
O primeiro dia da Marcos da Silva na linha 604 foi diferente das demais linhas que a empresa assumiu da Mandacaruense. A Marcos da Silva assumiu a 604 de forma parcial, ocupando uma das três vagas da linha. O carro 09045, que ontem operou no 505, foi o escalado para marcar o território da empresa na linha.
Os outros dois ônibus que operaram na 604 hoje ainda são da Mandacaruense: os carros 04056 e 04057. Essas vagas devem ser gradativamente ocupadas pela empresa do Altiplano.
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Com a conquista da 604, a Marcos da Silva entra de vez no corredor 6 da Tancredo Neves e no circuito do Manaíra Shopping - um dos mais importantes pólos de demanda de passageiros de João Pessoa.
No aplicativo JampaBus, era possível ver as previsões de horário dos ônibus das duas empresas ao mesmo tempo, o que é bem raro de acontecer, mesmo em linhas compartilhadas como a 1001 (Mandacaruense e São Jorge) e a integracional I009 (São Jorge e Santa Maria). As previsões da linha 505-Bairro dos Ipês voltaram a ser exibidas hoje, já mostrando as numerações da Marcos da Silva.
A Marcos da Silva já opera as linhas 505-Bairro dos Ipês, 506-Bairro dos Estados, e 516-Bairro dos Estados/Asper, todas elas do mesmo terminal da 604-Bairro dos Ipês/Ayrton Senna. Se a Marcos da Silva assumir as outras duas vagas da linha, a Mandacaruense deixa de vez esse terminal.
A Mandacaruense ainda opera parte da 604, e as linhas 503-Padre Zé via Treze de Maio, 504-Mandacaru, 602-Mandacaru/Ilha do Bispo/Tambiá/Saturnino de Brito e parte da 1001-Via Shopping.
Criada em 2009, 604 já teve sua “versão Transnacional”
A linha 604-Bairro dos Ipês/Ayrton Senna começou a operar em junho de 2009, junto a 516, na época Ilha do Bispo/Epitácio Pessoa. A linha 604 nasce para atender os moradores de parte do Baixo Roger e do Bairro dos Ipês, por meio de um trecho da Av. Ayrton Senna onde o 601-Bessa já operou nos anos 1990, e que até então não era coberto por ônibus. Desde seu início foi operada pela Mandacaruense. Os primeiros ônibus da nova linha foram o Viale ex-Novacap 0409 e o recém-comprado Neobus Mega 0454.
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Em 2010, a Transnacional passou a operar uma variante da 604 com um ônibus, sob o nome Padre Zé/Ayrton Senna. O Viale 0713 foi o fixo dessa variante, que não durou nem três meses.
Depois do fracasso da variante da Transnacional, a 604 passou a rodar no Manaíra Shopping. Em 2013, a dupla fixa é trocada: 0409 dá lugar ao 0460, Neobus Mega ex-Lourdes, e 0454 dá lugar ao 0456, ex-carro da linha 1001.
Após o fracasso da variante TN da 604, dada a tentativa de reativar o itinerário do antigo Bus Shopping, em 2010 a Transnacional cria uma nova linha: A600-Manaíra/Hiper, derivada da 600-Bessa/Shopping, mas não realizava seu itinerário via Val Paraíso, Lucy, Comunidade São Luiz, Carrefour, Bessa Shopping, Jardim Oceania e Aeroclube, mas sim via Hiper Bompreço, Manaíra e Integração do Varadouro via Tancredo Neves, com terminal no estacionamento do Hiper Bompreço, junto às linhas de Tambaú: 511 e 521.
Era operada por dois veículos convencionais: 0713 e 0755, ambos Viale OF 1722. Em 2011, a linha entra no sistema opcional, passando a realizar suas viagens com 2 veículos climatizados, com assentos acolchoados e televisor. É remanejada da Transnacional para a Reunidas. Além disso, a mesma possuía um diferencial: mesmo com veículos opcionais, a linha tinha acesso ao Terminal de Integração do Varadouro.
Em 2012, as linhas 500-Tambaú/Val Paraíso, 600-Bessa/Shopping e A600-Manaíra/Hiper passaram a operar de forma convencional com acesso ao TIV.
Em 3 de novembro de 2012, a linha 600-Bessa foi extinta temporariamente e os usuários da mesma passaram a usar a 603-Bessa. Os dois veículos da 600 foram remanejados para a A600, que passou a contar com 5 veículos. O itinerário da linha 600 que compreende o trecho da rua Severino Nicolau de Melo no Lucy até a avenida Argemiro de Figueiredo, passou a ser efetuado pela linha 601. 
Em 21 de novembro de 2012, a linha 600-Bessa foi reativada com seu antigo terminal de bairro no Condomínio Val Paraíso. A linha A600 foi extinta definitivamente, e seu itinerário foi anexado à linha 600. Qualquer outro deslocamento do Bessa para outros bairros, seja próximos ou distantes, pode ser efetuado usando a integração temporal.
Grosso modo, a linha 603 deixou de trafegar via Val Paraíso e Carrefour, tanto no sentido centro / bairro quanto no sentido inverso. A mesma passou a seguir seu itinerário diretamente pelo Aeroclube a partir da rua Bacharel José de Oliveira Curchatuz, a partir do girador do Bessa Shopping. 
Também, atendendo a reclamações dos usuários, a linha 510-Tambaú/Praia passou a operar com horários estendidos até meia-noite, saindo do Terminal de Integração do Varadouro. A medida foi tomada atendendo a reclamações dos usuários.
O Ônibus Paraibanos segue acompanhando o andamento da gradual incorporação das linhas da Mandacaruense pela Marcos da Silva. A qualquer momento, podemos trazer novas informações sobre novas transferências de linhas e outras novidades do que vai se configurando como a fusão das duas empresas de ônibus mais antigas de João Pessoa. Fique ligado!

História da linha 402-Torre

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Na nossa série especial Terça Nobre, prosseguindo com a série da trajetória das linhas, hoje abordaremos a linha 402.
Conhecendo o bairro
O bairro da Torre é um dos mais antigos e tradicionais de João Pessoa. O seu nome é uma homenagem ao Joaquim Torres (contratante da instalação dos trilhos de bonde da capital paraibana), que era o proprietário das terras onde atualmente é o bairro.
Atualmente três corredores cortam o bairro (Av. Beira Rio, Av. Epitácio Pessoa e Av. Pedro II), tendo um bom leque de opções de linhas, dependendo da localidade dentro do bairro. Por sua localidade privilegiada, fica próximo do centro, da UFPB, da BR-230 e tem um excelente acesso para a orla pessoense. É bem servido em diferentes setores, tendo hospitais, redes de ensino, supermercados, comércio e serviços, igrejas, espaços culturais, etc. A exemplo de todo bairro de classe média pessoense, o principal problema é a segurança.
Trajetória da linha 402
Até o momento, a equipe de busologia histórica da PBT não encontrou registros concretos da origem da linha, mas seguindo a lógica, por se tratar de um bairro antigo, possivelmente a Viação Dutra tenha sido a primeira empresa a atuar no bairro.
Entretanto, encontramos o registro da Viação Dutra, possivelmente dos anos 50, operando a linha Expedicionários, bairro vizinho da Torre, sendo este o registro que mais se aproxima com a linha da Torre. Essa é a linha mãe, ou seja, o embrião da atual 402.
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Auto Viação Dutra e seu Ford cara curta
Após esse primeiro suposto momento, certamente o bairro foi servido por ônibus particulares, entre parte dos anos 60 e início dos 70 (considerando que no início dos anos 70 João Pessoa tinha cerca de 120 ônibus explorados por 90 empresários/proprietários). 
Com o Decreto nº 338, de 16 de julho de 1971, que tinha por objetivo da obrigatoriedade dos proprietários isolados se agregarem e formarem empresas registradas na Junta Comercial do Estado, pode ter nascido a empresa Torrelândia, que operou até o início de 1978.
Após a Torrelândia ter encerrado suas atividades por motivos desconhecidos, a Santa Rita assume a linha da Torre.
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Veneza da Rodoviária Santa Rita em 1978 operando a atual 402
Em 1979, a São Judas Tadeu passou a operar a linha. Foi durante a sua operação que em 1986 a linha da Torre ganhou o código 402. Posteriormente, essa implantação numérica nas linhas de JP será contada aqui.
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Ciferal Tocantins da São Judas Tadeu na 402 em 1987
Quando a Transnacional adquiriu a São Judas Tadeu entre o fim de 1988 e início de 1989, a linha mais uma vez mudou de operadora. Porém, a história se repetiu, e assim como nas demais empresas anteriores, a 402 não passou tanto tempo na Transnacional, sendo repassada a sua empresa-irmã fundada no ano anterior, a Reunidas.
Desde 1995 que a 402 é operada pela Reunidas, sendo até o momento a empresa que mais tempo permaneceu operando esta linha.

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402 da Reunidas chegando na Integração do Varadouro

Devido a padronização da Reunidas e Transnacional com o consórcio da Unitrans, cada vez mais a Reunidas ficará menos evidenciada operando esta linha.

História da linha 517-Castelo Branco

Uma das linhas mais antigas da cidade em operação e uma das principais referências no passado para quem pegava o ônibus na Lagoa/Rodoviária e tinha por destino a Avenida Epitácio Pessoa. Uma das primeiras que operou para a UFPB e a operar no sistema opcional. Também, uma das principais portas de entradas na frota da Transnacional durante muito tempo…essa é a 517! Vamos conhecer essa linha não só na sua atualidade mas como toda a sua história ao longo do tempo e nas várias empresas em que ela passou!!!
A origem e atualidade do bairro
Antigamente, o atual localização do Castelo Branco eram um distrito de Tambaú, bairro urbanizado mais próximo, considerando que a Torre, Expedicionários e Miramar não existiam. Servia como propriedade rural e balneário de férias, quando o Rio Jaguaribe não era poluído, além de ser cercado por uma vasta Mata Atlântica. Aos poucos, com a urbanização e valorização imobiliária da Epitácio Pessoa, o bairro foi nascendo e aos poucos perdendo a identidade de área rural, se consolidando de vez como bairro nos anos 60 com a construção do Campus da UFPB. Pelo fato do seu desenvolvimento ter acontecido dentro do cenário nacional ditatorial, o bairro recebeu o nome do ex Presidente Castelo Branco, o primeiro do regime governamental da época, que falecera em 1967. 
Atualmente o bairro é um dos principais da cidade por abrigar a UFPB, além de sua posição geográfica estratégica, que serve como passagem obrigatória para quem está no perímetro e segue para BR-230, Avenida Epitácio Pessoa, Avenida Pedro II e Sérgio Guerra no Bancários. Abriga pessoas de diferentes classes sociais, uma vez que possui área mais nobre e outra mais modesta, além de diversos estudantes universitários que alugam casas ou que residem em outros tipos de moradias. A exemplo de qualquer bairro de classe média pessoense, o principal problema é a segurança. É bem servido de ônibus por ser corredor de uma infinidade de linhas que operam em diversos bairros da capital. Até pouco tempo atrás uma dessas linhas era a interurbana 5305 – Jacumã via PB-008, que atualmente opera até o terminal das 301/5600/5206 e 2514 em Mangabeira.
O começo da linha e tempos da Roger
Certamente, a linha surgiu nos anos 60 com a origem do bairro, talvez operada pela Viação Dutra, ou, com ônibus particulares, o que era comum na época. O registro concreto que existe é do início dos anos 70, quando era operada pela Roger, a mesma que operou até 2003 nas intermunicipais de Cabedelo (atualmente na Reunidas) e que atualmente se dedica ao turismo e fretamento, denominado de Rogetur.
Em 1976, com a implantação do sistema opcional em João Pessoa, a linha foi uma das contempladas, tendo certamente a sua clientela formado por quem estava inserido no recinto universitário: especialistas, funcionários, professores e alunos.  A linha ficou na Roger até perto do fim dos anos 70.
Breve tempo na Rui Barro Transportes
O tempo que a RB existiu é o mesmo que a linha Castelo Branco durou com ela. Em 1980 houve uma grande renovação na frota da empresa com a aquisição do modelo Marcopolo San Remo, tendo algumas unidades destinadas para a linha. Possivelmente ocasionada pela oscilação econômica e inflação da época, a RB no início dos anos 80 encerra suas atividades.

Época da Nossa Senhora das Neves

Com o surgimento da Nossa Senhora das Neves, a linha mais uma vez muda de empresa. Em 1986 ganha o prefixo 517, que é usada até hoje. A sua frota foi quase exclusiva de O-364, com prefixos 0749 ao 0756.
A Nossa Senhora das Neves foi negociada com o grupo A Cândido em 1987, sendo criada a filial em João Pessoa da campinense Transnacional, utilizando-se da sua estrutura física e aproveitando praticamente toda frota, dentre eles os lendários San Remo II.
Tempos de ouro na Transnacional
Foi na Transnacional que sem dúvidas a 517 viveu seus melhores momentos. Com a nova empresa que acabara de se estabelecer, a linha se tornou uma das principais, tanto que no fim dos anos 80 e início dos 90 a sua frota era composta por oito carros, superando linhas como as 507, 510, 511, 513, 521, 503, 504, 505, 506, 509 e 512, suas “concorrentes” pelo corredor 5. 
Por ser uma das linhas com seu itinerário 100% asfaltado, foi uma tradicional estreante de carros na frota. O mais marcante, seu dúvidas, foram os Torino 1989 Volvo B-58E, que vieram em 1992 e permaneceram até 1998, com prefixos 07121 até 07124, que tinham outro diferencial: três portas. Também existiu o 07138, porém, tinha apenas duas portas. Esses veículos foram adquiridos com essa configuração, além dos MB OF-1318 com prefixos 0755, 07101, 07130, 07131 e 07132, em cumprimento a uma lei municipal do mesmo ano que tinha por objetivo facilitar o acesso de pessoas com dificuldades de locomoção aos ônibus, e como não existia plataforma elevatória na época, era necessário a porta no meio. Era estipulado que pelo menos 5% da frota tivesse essa facilitação. A Transurb também chegou a adquirir ônibus com três portas, com o Torino 1989 e Vitória, com chassi L-113.
Em 1998 a 517 passou por uma grande renovação na frota, sendo mais uma vez porta de entrada de um novo chassi na Transnacional: o OF-1721, que vieram nos GV’s altos e baixos, além do Padron Cidade I. Um dos que integraram a frota da 517 foram os GV’s baixos com prefixos 0701, 0711, 07123, 07124 e 07177.
Curiosamente, eram os únicos que vieram com bancada acolchoada sintética. Também, o destino era na cor verde-limão, e eram adaptados com rodobar e som ambiente. 
Após três anos, a 517 é uma das linhas que estreia um novo modelo na empresa: O Viale. A frota da linha passa mais uma vez por uma renovação, recebendo os Viale 0701, 07123, 07124 e 07177. No ano seguinte vieram os 0784, 0791 e 07102.
No ano de 2007, a linha sofre uma granda redução na sua frota, contando apenas com cinco carros, permanecendo até hoje com essa quantidade.
Curiosamente em 2008, estreou alguns Viale com vista eletrônica lateral que vieram em março, a exemplo dos 0775, 0778, 07179 e o 07181, sendo esse último adaptado para cadeirantes e com o sistema de embarque dianteiro. Todos saíram após a entrega oficial em abril do mesmo ano. 
O primeiro Torino 2007 fixo dela só veio no segundo lote, com o 07122. Esse foi um dos poucos modelos que ela não foi uma das estreantes. Atualmente a sua frota é composta pelos: 0723, 0751, 07110, 07116 e 07122. Se antes era uma principal linha do corredor 5, hoje tem a função de servir de ser uma alternativa nos horários de pico, uma vez que desafoga as linhas de grande demanda que passam pela UFPB.
Curiosidades
Ela não circula nos domingos e feriados, exceto quando coincide com os 2 dias de provas do Enem ou algum concurso;
No sábado só circula até as 16 hrs;
Segundo relato de uma das tias do Peter Shelton, em 1974 no sábado a linha só funcionava até as 13 hrs, sendo esta apenas a única opção de transporte a Epitácio Pessoa;
Apenas circula nas principais vias do bairro, cabendo a linha 304 a função de transitar por dentro do bairro;
As suas duas primeiras viagens do dia tem como ponto de partida a Praça da Paz, nos Bancários;
Em setembro de 2018, a linha deixou de circular aos sábados devido à falta de demanda, circulando somente de segunda a sexta, sem alteração nos itinerários e horários.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Após 26 anos de Reunidas, linha 101-Grotão passa a ser operada pela Santa Maria e se torna 101A

Reportagem - Josivandro Avelar
Imagens - Fábio Rodrigues, Jefferson José e Thiago Soares

Por Ônibus Paraibanos – Josivandro Avelar
Imagens Acervo Paraíba Bus Team
Existente desde a década de 1980, a linha 101-Grotão foi carro-chefe tanto da Etur, onde surgiu, quanto da Reunidas, que assumiu a linha em 1994. Com a mudança de dinâmica do Grupo A.Cândido e a redistribuição de áreas, a Reunidas deixará de operar a linha 101-Grotão à partir desta sexta-feira, 31 de agosto.
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No sábado, 1º de setembro, a linha passará a ser operada pela Santa Maria, sucessora da Boa Viagem, integrante do consórcio Navegantes, que apesar de pertencer ao grupo A. Cândido, não pertence à administração da Viação São Jorge.
que por sua vez era sucessora direta da Etur. É como se a linha estivesse voltando para casa.
A mudança se dá por conta do próprio reposicionamento das empresas urbanas do Grupo A.Cândido. Com o ponto final no Colinas do Sul, a linha 101-Grotão era a única da Unitrans a operar ali, sendo todas as demais da Santa Maria. Agora a empresa passa a operar toda a área do Colinas do Sul.
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Além disso, a Reunidas muda seu foco de vez para Tambaú, Manaíra e Bessa, apesar de ainda operar mais três linhas no corredor de Cruz das Armas (102, 106 e 107). Entre maio e junho, assumiu as linhas 601, 510 e 511, bem como o tetéu T009. 
Essas linhas eram da Transnacional, que resumiu suas operações aos setores de Mangabeira, Cristo, Rangel, Bancários, Castelo Branco e linhas circulares. Também deixou definitivamente a Zona Norte e parte do Manaíra Shopping, tendo sua presença resumida às linhas 1500, 5100 e 5204. As únicas linhas da TN a passarem em praias são 207, 3207 e 2307, da Penha. A TN possui apenas uma única linha radial no corredor 5 da Epitácio Pessoa: 517-Castelo Branco/UFPB. No corredor 5, sua presença está resumida às linhas circulares 2509, 5209, 2514, 5206, 3510 e 5310.

A linha 601 permanece operada pela Reunidas, em setembro de 2018, a linha 511 foi reincorporada à Transnacional e a linha 510 retornou em outubro. A 511 retornou para a Reunidas em dezembro de 2019.
Itinerário e horário permanece inalterado, código muda
A transferência das linhas 510, 511 e 601 foi facilitada porque envolveu duas empresas do mesmo consórcio, o Unitrans. No caso da linha 101-Grotão, é diferente, já que a troca é entre empresas de consórcios diferentes – a linha sai da Unitrans para ir para a Navegantes.
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Por conta justamente disso, o código das linhas foi mudado, e a linha 101-Grotão/Colinas do Sul passará a operar na Santa Maria como 101A-Grotão/Colinas do Sul. Isso mesmo, com o acréscimo de uma letra A após o número.
O itinerário e os horários não mudam, porém o passageiro deve ficar atento, já que a linha 101A é nada menos que a própria linha 101, só que operada por outra empresa.
A linha tetéu – operante somente na madrugada – também muda. Marcando a estreia da Santa Maria no Projeto Tetéu, onde até então não tinha nenhuma linha operando, a linha da madrugada do Grotão deixa de ser identificada como T001-Grotão/Colinas do Sul e passará a ser identificada como T013-Grotão/Colinas do Sul.
Novamente lembrando, linha muda somente de código e empresa, não muda o itinerário nem os horários, que permanecem os mesmos: 00:45, 02:15 e 03:45.
E a frota?
A linha 101-Grotão é operada por sete carros na Reunidas, número esse que deve ser mantido na Santa Maria. Até aqui, a frota que hoje opera na linha deve ser transferida para outras linhas da Reunidas, mas até lá isso pode mudar. A empresa já sabe com que frota deverá operar.
Cabe lembrar que a numeração mais alta da Santa Maria é 06067. Caso não preencha as lacunas da numeração, a frota deverá ir até 06073.
Transferência já era esperada
A transferência da linha 101-Grotão já era esperada desde 2010, quando a Santa Maria foi fundada. Para uma melhor redistribuição das áreas e fortalecimento da nova empresa, entre 2010 e 2015 a Santa Maria recebeu três linhas que eram da Reunidas: 109, 114 – hoje parte da 116 – e 1510. Assumiu ainda a 002-Roger – e sua variante operacional A002-Alto Roger – da Transnacional, de onde mais recentemente absorveu a 9902-Mangabeira Shopping, fundindo-a com a 9901.
Os rumores de transferência da 101-Grotão, que até então era a principal linha da Reunidas, só aumentaram depois da transferência do terminal da linha para o Colinas do Sul, área da Santa Maria. Faltava apenas isso para que a empresa assumisse a linha, o que de fato se concretiza agora.

Em novembro de 2018, a linha tetéu T013-Grotão foi encerrada, e as circulares T011 e T012 passaram a realizar seus horários da meia-noite, 01:30, 03:00 e 04:30 saindo do Terminal de Integração do Varadouro fazendo o itinerário até o terminal do Gervásio Maia.
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Transnacional entra no turismo e fretamento e substitui Reunidas na operação das linhas metropolitanas

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Desde o início de maio, o Grupo A.Cândido começou a substituir a marca TBS pela Transnacional, nas operações de turismo e fretamento, inicialmente no estado da Paraíba. Vários carros rodoviários que eram da TBS apareceram com o nome da tradicional empresa paraibana. A TBS não deixou de existir, mas sofreu uma alteração no nome fantasia, mantendo o nome TBS como razão social.
A Transnacional do turismo e fretamento possui a pintura do arco herdada da TBS – azul com arcos verde e vermelho, além das já icônicas três listras de cores verde, vermelha e azul na dianteira e traseira. A empresa adota a numeração 07XXX, diferente do 05XXX da TBS.
O turismo e fretamento da Energisa já está contando com o nome da Transnacional.
Mas as novidades não param por aí. A Transnacional mal estreou no fretamento e já é a primeira empresa paraibana a trazer a nova versão do Ideale, da Marcopolo, modelo já icônico em várias empresas paraibanas.
As primeiras unidades zero quilômetro da nova unidade da Transnacional são encarroçados no chassi OF-1721 Bluetec5 da Mercedes-Benz. Estas primeiras unidades não possuem ar condicionado, com vidros duplos.
O veículo que ilustra este post é o 07075, mesma numeração do Torino 2014 (ainda 0775) da linha 3207-Penha.
Ao mesmo tempo que começa a se firmar no fretamento substituindo a marca TBS, a marca Transnacional cede espaço na Unitrans. Num intervalo de 30 dias, cedeu 3 linhas e 25 ônibus para a Reunidas.
A partir de agora, ver Viaggios, Ideales e Campiones na Transnacional será mais comum do que um dia fora um sonho impossível.
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A troca das numerações dos ônibus que fazem as linhas metropolitanas foi apenas o começo. Agora é a vez das três listras aparecerem nas traseiras dos ônibus, e em outros, o nome Transnacional. Sim, desde a aplicação dessa numeração, a Transnacional passou a responder pelas linhas metropolitanas, no lugar da Reunidas.
A Reunidas operava as linhas de Cabedelo desde 2003, portanto há 15 anos, quando o Grupo A.Cândido adquiriu a Roger. Dela herdou a numeração 51XXX, que agora passa a ser empregada pela Transnacional. O nome da Reunidas foi apagado de vez; nas laterais, o nome da empresa deu lugar ao do Consórcio Metropolitano, e na parte superior, um aviso: ''Transporte ilegal de passageiros é crime'' e na segunda porta, um aviso: ''Direito de ir e vir, respeite a acessibilidade'', substituindo o aviso ''Embarque preferencial para obesos, idosos, gestantes, crianças de colo, pessoas com deficiência, deficientes visuais, deficientes auditivos e autistas''.
Inicialmente, a mudança pode ser vista em Cabedelo, mas já se pode considerar que as operações em Bayeux que até então eram da Reunidas também sejam da Transnacional, visto o emprego da matrícula 51XXX do DER. Foi praticamente relâmpago a passagem da Reunidas por Bayeux: apenas 1 ano e meio, com a maior frota na cidade e duas renovações de frota zero quilômetro, algo cuja última vez que isso aconteceu também foi há exatos 15 anos, ainda na época da Wilson. É a realização de uma “simpatia” de ano novo.
A Transnacional está passando por um verdadeiro reposicionamento de áreas.

Assumiu linhas de turismo e fretamento que até então eram da TBS, e cedeu três linhas de Tambaú, Manaíra, Bessa e praias: 510, 511 e 601 para a Reunidas, resumindo suas operações em João Pessoa às áreas de Mangabeira, Bancários, Castelo Branco, Cristo, Rangel e linhas circulares. Em seguida, as linhas 511 e 510 retornaram para a Transnacional, a primeira em setembro e a outra em outubro, mas a linha 601 permanece operada pela Reunidas.
Com a transferência, as únicas linhas da TN a passarem em praias são as 207, 3207 e 2307, da Penha. A TN deixou de vez a Zona Norte, deixando para trás as praias de Tambaú, Manaíra e Bessa, com uma única linha radial no corredor 5: a 517 - Castelo Branco / UFPB / Epitácio, mas retornou em setembro e em outubro, e em dezembro de 2019. Também deixou parte do Manaíra Shopping, tendo sua presença resumida às linhas 1500, 5100 e 5204.
Agora é esperar os próximos capítulos dos remanejamentos de área do Grupo A.Cândido.