segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Finadas empresas paraibanas

 Neste Dia de Finados, listamos as “finadas empresas paraibanas” para que todos possam saber quais empresas já fizeram parte do transporte do nosso dia a dia.


Ontem listamos as rodoviárias, hoje, a pedidos, listamos as urbanas de João Pessoa e Campina Grande e de suas respectivas regiões metropolitanas. Se esquecemos de alguma, nos perdoe e nos lembre nos comentários.

João Pessoa

Etur (1970-1994), sucessora foi a Boa Viagem, parte das linhas foram repassadas para a Reunidas junto com parte dos carros.

Nos anos 70, operava no Rangel e zona sul, sendo as atuais 115 - Distrito Industrial, 109 - Rua do Rio, 105 - Cidade dos Funcionários, Bairro dos Novais e Jardim Veneza (linhas extintas). 

Em 1977, com a implantação do serviço opcional, passou a operar as atuais 108 - Alto do Mateus, 102 - Esplanada, 502 - Geisel e José Américo via Epitácio.

Nos anos 80, também operava em Cruz das Armas, Costa e Silva (atual 102), Grotão e Funcionários I, II, III e IV.

Nos anos 90, passou a operar no Distrito Industrial com a linha 103 - Toália, em Gramame - atual 113, além das circulares 1510 e 5110.

RB Transportes: cassada pela Prefeitura em 1979, dá origem a Nossa Senhora das Neves. Operava nos Bancários, Castelo Branco e Cidade Universitária.

Canaã: vendida para a São Judas Tadeu entre 1984 e 1985. Operava no José Américo (atual 107), Geisel (atual 502), Ceasa (atual 201) e Cristo (atual 204)

Auto Viação Dutra: Nos anos 50 e 60, a Viação Dutra fazia linhas de vários pontos da cidade para o centro, ou como diziam na época, para o comércio.

Empresa ABC: Operava na regiao do Jaguaribe - atual 003, na linha Circular ABC e possivelmente a linha João Machado. (Possivelmente esse foi o primeiro nome da Marcos da Silva, ou a mesma adquiriu a ABC em 1976. Conforme uma fonte documentada do mesmo ano, ambas são citadas atuando em Jaguaribe, e lógico: a Marcos da Silva nasceu nesse bairro)

Após a mudança para Marcos da Silva, passou a operar a linha Cabo Branco - atual 507, Altiplano - atual 401, Penha - atual 508, João Agripino - atual 509 e São José - atual 512.

Viação 1º de Maio: Operava as linhas Tambaú, Cabo Branco* e João Agripino.

A denominação Cabo Branco existia nos anos 60, porém se dava apenas à falésia. O restante era conhecido como Tambaú. O bairro propriamente dito só chegou a existir no início dos anos 70.

Ônibus após acidente. O terminal da linha se localizava no atual serviço de táxi, ao lado do Hotel Tambaú, mas foi transferido para Manaíra antes da transferência

Senhor do Bonfim: Surgiu a partir da compra da Viação 1º de Maio, e opera a linha Tambaú / Cabo Branco, e João Agripino / Via Ruy Carneiro. Houve uma entrega oficial da frota dela, sendo a pioneira em ônibus Mercedes-Benz Monobloco urbano na cidade.

Torrelândia: Operava a atual 402 – Torre. Após alguns meses, a Santa Rita passa a operar a linha da Torre no lugar da Torrelândia após essa ter encerrado suas atividades por motivos desconhecidos.

Viação Ilha do Bispo: Operou no bairro de mesmo nome, possivelmente na extinta linha 001, atual 602 e antiga 516, depois transformada em um encurtamento da 506 (Bairro dos Estados). Não foram achadas fotos da empresa.

Nossa Senhora das Neves: vendida em 1987 para o Grupo A.Cândido, é a pedra fundamental da Transnacional em João Pessoa. Operava no Geisel - 202, Cristo - 204, Ceasa - 201, Mangabeira - 203, 206, 209, 301, 303, 304, 514, 515 e 516, Penha - 207, Bancários - 302 e 518, Castelo Branco - 304 e 517, Torre - 402, Tambaú - 510, 511 e 513 e a circular 1510.

São Judas Tadeu: vendida para o Grupo A.Cândido em 1988, é incorporada a Transnacional. Operava na Torre (atual 402) e Tambaú (510 e 511). 

Transurb: cisão da Etur, vendida em 1997 ao Grupo A.Cândido, dá origem a São Jorge. Operava no Geisel - atual 502, Bairro das Indústrias - atuais 104 e 1001 via Manaíra Shopping, Jardim Planalto - 110 e Alto do Mateus - 108.

Boa Vista: cisão da Etur, parte urbana vendida ao Grupo A.Cândido em 2002, fundida a São Jorge. Operou algumas linhas radiais do Valentina, que se transformaram em integracionais.

Boa Viagem: sucessora da Etur, vendida em 2009 para o Grupo A.Cândido, dá origem a Santa Maria.

A Santa Maria operou as linhas municipais de João Pessoa e as metropolitanas do Conde, tendo repassado as rodoviárias para a Viação Rio Tinto. A Santa Maria operou as linhas metropolitanas do Conde até 2018, quando o Grupo A.Cândido renovou a concessão destas após licitação, agora operando como Transnacional e no mesmo lote das de Cabedelo.

Mandacaruense: fundiu-se em 2019 à Marcos da Silva, que por sua vez divide-se em duas novas empresas ligadas a família Lopes: Nossa Senhora Aparecida e São Sebastião.

Nos anos 70, operava em Mandacaru - atual 504 e Roger - atual 002.

Nos anos 80, com a implantação do sistema executivo, passou a operar em Padre Zé via 13 de Maio - atual 503, Bairro dos Ipês - atual 505 e Bairro dos Estados - atual 506.

Setusa: extinta em 1996 após licitação de suas linhas, da qual a Transnacional se sagrou vencedora. Operava em Mangabeira - 305 (extinta), Bessa - 601 (atualmente da Reunidas), Roger - 002, Bairro das Indústrias - 1001 e as circulares 1500, 5100, 2300 e 3200.

Campina Grande

Luso Brasileiro e São Domingos: A empresa surgiu entre os anos de 1970 e 1971 por iniciativa de Arlindo Medeiros e Chuquinho Portugues. A empresa operava linhas municipais de Campina Grande, intermunicipais para cidades como Lagoa Seca, Massaranduba, Alagoa Nova e Galante, além de interestaduais para cidades do estado do Rio Grande do Norte, como Caicó e Currais Novos.

Nos anos 80 Chiquinho e Zé Arlindo desfazem a sociedade.Chiquinho cria a São Domingos e Arlindo continua com a Luso. São Domingos fica com as linhas intermunicipais e a Luso com as interestaduais.

Por volta de 1985, a Transnacional assume as linhas municipais e intermunicipais da Luso Brasileiro e da São Domingos e a Jardinense fica com as interestaduais.

Empresa de Transportes Borborema: O fim já era esperado, mas não tardou a acontecer na tarde do dia 5 de agosto de 2015. Após quase 50 anos de operação, a Empresa de Transportes Borborema deixou o sistema de transportes de Campina Grande. A empresa não participou da licitação que redefiniu o sistema campinense.

A empresa era uma das mais antigas do sistema, se não a mais antiga. Operava linhas nos bairros de Presidente Médici, Catingueira, Três Irmãs e Catolé de Zé Ferreira.

Foi a primeira empresa a utilizar o sistema de pagamento por fichas, quando ainda se chamava Autoviária Rainha da Borborema. O nome da empresa na época inspirou até mesmo o empresário Arthur Schwambach, que no tempo que morou na cidade, se inspirou no nome para fundar o que seria a Borborema Imperial em Recife.

Idalino Transportes (São José): Assim como a Borborema, não participou da licitação das linhas municipais de Campina Grande e deixou o sistema no ano de 2015.

Campina Grande Transportes (Nossa Senhora do Perpétuo Socorro): A Nossa Senhora Pérpetuo Socorro surgiu entre 2009 e 2010 em substituição a Campina Grande Transportes que por sua vez substituiu a Caririense. A empresa operava as linhas para distritos de Caluete, Catolé de Boa Vista e Estreito. Deixou de existir em 2015.

Metropolitanas de João Pessoa

Wilson: mudou de nome para Metro em 2014, cassada em 2017 pelo DER, que repassou suas linhas ao Consórcio Metropolitano, formado inicialmente pela Reunidas, Santa Maria e Rodoviária Santa Rita. As linhas foram licitadas em definitivo em 2018, com o mesmo Consórcio Metropolitano agora composto pela Transnacional e TR Transportes (novo nome da Rodoviária Santa Rita).

Almeida: a Almeida, assim como as demais empresas que operavam na região metropolitana de João Pessoa, receberam um prazo do DER-PB para renovarem as suas frotas e a Almeida foi a única não fazer nenhuma aquisição para renovar a sua combalida frota de ônibus. Com isso, em janeiro de 2014, a Empresa Almeida deixou de circular e a Almeida assumiu as suas linhas.

Roger: chegou a operar linhas no municipal, mas as repassou a RB Transportes, concentrando-se nas linhas metropolitanas de Cabedelo, as quais operou até 2003, quando vendeu a operação para o Grupo A.Cândido, que incorporou a operação a Reunidas. A Reunidas atuou em Cabedelo até 2018, quando o Grupo A.Cândido renovou o direito de operar as linhas em licitação, mas agora como Transnacional. A empresa existe, mas se dedica ao turismo e fretamento da TBS e Energisa, denominada de Rogetur.

TPU: Operava a única linha municipal de Bayeux, a Mário Andreazza / Ponte do Baralho. Dos ônibus da TPU, dois eram da Wilson e dois da Almeida. Depois de uma paralisação da empresa, a PB Rio assumiu temporariamente a operação da linha. A Wilson voltou a operar a linha com um Torino LN com uma nova pintura para TPU até o final de 2013 quando a empresa encerrou atividades.
Metropolitanas de Campina Grande

Expresso Condor: A Expresso Condor, que por vários anos operou a linha que liga Campina Grande ao município de Queimadas, fechou as portas em 2015. A linha passou a ser operada pela Tomaz Turismo, que colocou veículos de padrão intermunicipal em substituição aos veículos da antiga empresa. Atualmente a Tomaz também deixou de operar as linhas.

Viação São José: Operava a linha intermunicipal entre Campina Grande X Puxinanã, que em 2013 passou a ser dividida com a Cabral e logo depois a empresa encerrou atividades.

sábado, 7 de novembro de 2020

Missa - Ritos Finais

 Ritos Finais

Avisos: Toda a assembleia sentada. Deverão ser dados da na mesa do comentarista. É o momento mais adequado para breves homenagens, que as comunidades gostam de prestar em dias especiais ou algum comunicado, a divulgação dos eventos religiosos do mês ou algo de interesse à comunidade. É útil uma mensagem final ou uma vivência, na qual se exorte a comunidade a testemunhar pela vida a realidade celebrada.

É o momento oportuno para os parabéns aos aniversariantes da semana e acolher os novos moradores ou visitantes.

• Benção: Toda a assembleia de pé. Parte própria do celebrante. Aqui se faz uma leve inclinação para receber a benção.

• Despedida: Toda a assembleia de pé. Parte própria do diácono ou do celebrante, para que cada qual retorne às suas boas obras, louvando e bendizendo a Deus. Um canto final, se oportuno, embora não previsto pela liturgia, mas suplementar, pode ser entoado e encontrará maior receptividade neste momento, do que mais tarde. Serve para preservar a mensagem e motivar a missão, como um 'canto inicial da missão'. Só se deixa o lugar após o celebrante ter se retirado do altar.

 Pode ser um hino a Maria, aos santos padroeiros, ao Espírito Santo, à família, do Sagrado Coração de Jesus, da Campanha da Fraternidade, dos anos temáticos (Ano da Fé, Ano do Laicato) e meses temáticos (mês vocacional, mês da bíblia e mês missionário)

“Na celebração da Missa os fiéis constituem o povo santo, o povo adquirido e o sacerdócio régio, para dar graças a Deus e oferecer o sacrifício perfeito, não apenas pela mão do sacerdote, mas também juntamente com ele. Por isso devem ser evitados qualquer tipo de individualismo ou divisão, a fim de formem um único corpo. Tal unidade se manifesta muito bem quando todos os fieis realizam em comum os mesmos gestos e assumem as mesmas atitudes externas”.

Missa - Rito da Comunhão

 Rito da Comunhão

Sendo a celebração eucarística a ceia pascal, convém que, segundo a ordem do Senhor, o seu Corpo e Sangue sejam recebidos como alimento espiritual pelos fiéis devidamente preparados. Esta é a finalidade da fração do pão e os outros ritos preparatórios, pelos quais os fiéis são imediatamente encaminhados à Comunhão.

• Pai Nosso: Toda a assembleia de pé. Na Oração do Senhor pede-se o pão de cada dia, que lembra para os cristãos antes de tudo o pão eucarístico, e pede-se a purificação dos pecados, a fim de que as coisas santas sejam verdadeiramente dadas aos santos. O sacerdote profere o convite, todos os fieis recitam a oração com o celebrante, e ele acrescenta sozinho o embolismo (livrai-nos de todos os males ó Pai... ), que o povo encerra com a doxologia (vosso é o reino e a glória para sempre). Pode ser cantado, porém como se reza (as mesmas palavras, sem acrescentar ou tirar nada). Não se diz o Amém, mesmo quando cantado, porque a oração seguinte é continuação.

• Rito da Paz: Toda a assembleia de pé. A Igreja implora a paz e a unidade para si mesma e para toda a família humana e os fiéis exprimem entre si a comunhão eclesial e a mútua caridade, antes de comungar do Sacramento. A oração pela paz (Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos, Eu vos deixo a paz... ) é uma oração presidencial, que só o celebrantes faz, pois ele age in Persona Christi – na Pessoa de Cristo.

Ao final o presidente da celebração convida os fieis a saudarem-se uns aos outros. Convém, no entanto, que cada qual expresse a paz de maneira sóbria apenas aos que lhe estão mais próximos. O canto para o abraço da paz não existe.

De todos os modos, será necessário que no momento de se dar a paz se evitem alguns abusos tais como:

– A introdução de um “canto para a paz”, inexistente no Rito romano.

– Os deslocamentos dos fiéis para trocar a paz.

– Que o sacerdote abandone o altar para dar a paz a alguns fiéis.

– Que em algumas circunstâncias, o dar-se a paz seja ocasião para felicitar ou expressar condolências entre os presentes. 

- A Instrução Redemptionis Sacramentum, publicação brasileira, diz: Não se execute qualquer canto para dar a paz, mas sem demora se recite o “Cordeiro de Deus”. (cf RS. 72)

•Fração do Pão: Toda a assembleia de pé. O gesto da fração realizado por Cristo na última ceia, que no tempo apostólico deu o nome a toda a ação eucarística, significa que muitos fiéis pela Comunhão no único pão da vida, que é o Cristo, morto e ressuscitado pela salvação do mundo, formam um só corpo ( 1Cor 10, 17).

O sacerdote parte a hóstia grande e coloca uma parte da mesma dentro do cálice, que significa a união do Corpo e do Sangue do Senhor na obra da salvação, ou seja, do Corpo vivente e glorioso de Cristo Jesus.

Durante a fração do pão: Esta invocação (Angus Dei), de origem Bíblica (Jo 1,29), é o canto da assembleia e deve ser iniciada pela assembleia e faz alusão ao Cordeiro Pascal, que se imola e tira o pecado do mundo. Pode ser recitada ou cantada, mas a assembleia deve participar da última petição: dai-nos a paz.

O sacerdote se prepara, rezando em voz baixa, para receber frutuosamente o Corpo e o Sangue de Cristo. Os fieis fazem o mesmo rezando em silêncio.

A seguir o sacerdote mostra aos fieis o pão eucarístico que será recebido na comunhão e convida-os a ceia de Cristo, e, unindo-se aos fieis o sacerdote faz um ato de humildade usando as palavras do Evangelho.

•Procissão para a Comunhão: Os que se encontram preparados, deverão ir devagar e em oração. Ao chegar perto do ministro, façam um ato de reverência antes de receber o Santíssimo Sacramento, no local e de modo adaptado, contando que não se perturbe o ritmo no suceder-se dos fieis.

•Comunhão: Deverá o fiel, exceto em casos especiais, como idosos, doentes e pessoas que cuidam deles, estar em pelo menos 1 hora em Jejum, privado de qualquer alimento ou bebida, exceto água e remédios, e poderá ser recebida de dois modos (cf orientação da Igreja local):

• Na Mão: Deverá estar a mão esquerda aberta sobre a mão direita, com a palma virada para cima, na frente do corpo, à altura do peito onde é colocada Hóstia. Com a mão direita deve-se levar a Hóstia até a boca. Deverá ser consumida na frente do Celebrante ou do Ministro. Depois, em atitude de recolhimento, volta-se para o lugar, ficando sentados ou ajoelhados. Não se deve comungar andando, mas quem recebeu a partícula sagrada, afaste-se para o lado (afim de deixar a pessoa seguinte aproximar-se) e, parado, comungue. 

Em 05/03/1975 a Santa Sé concedeu aos Bispos do Brasil a faculdade de permitirem a Comunhão na mão em suas respectivas dioceses, desde que sejam observadas as seguintes norma: (seguem algumas delas)

- A hóstia deverá ser colocada sobre a palma da mão do fiel, que levará à boca antes de se movimentar para voltar ao lugar. Ou então, embora por varias razões isto nos pareça menos aconselhável, o fiel apanhará a hóstia na patena ou no cibório, que lhe é apresentado pelo ministro que distribui a comunhão, e que assinala seu mistério dizendo a cada um a formula: “O Corpo de Cristo”.

- É, pois, reprovado, o costume de deixar a patena ou o cibório sobre o altar, para que os fieis retirem do mesmo a hóstia, sem a apresentação por parte do ministro.

- É necessário tomar cuidado com os fragmentos, para que não se percam, e instruir o povo a seu respeito, e também recomendar que os fieis tenham as mãos limpas.

- Nunca é permitido colocar a mão do fiel a hóstia já molhada no cálice.

Estas normas se encontram na carta, datada de 25/03/1975, pela qual a Presidência da conferência Nacional dos Bispos do Brasil transmitia a cada Bispo as instruções da Santa Sé.

•Na Boca: Fieis se aproximam do celebrante ou Ministro e recebem a comunhão sobre a língua. Depois, em atitude de recolhimento, voltam para o lugar, ficando sentados ou ajoelhados.

     Enquanto o sacerdote e os fieis recebem o Sacramento entoa-se o canto da Comunhão, que exprime, pela unidade das vozes, a união espiritual dos comungantes, demonstra a alegria dos corações e torna mais fraternal a procissão dos que vão receber o Corpo de Cristo. O canto de comunhão não deve falar obrigatoriamente sobre a comunhão, sobre o Corpo e o Sangue de Cristo, sobre o pão da vida, pão do céu, ou qualquer outro tema relativo ao mistério da Eucaristia.

O Canto começa quando o sacerdote comunga, prolongando-se oportunamente, enquanto os fieis recebem o Corpo de Cristo.

     Após o sacerdote ter feitos as purificações, ele volta à cadeira. Se for oportuno pode-se guardar durante algum tempo um sagrado silêncio. Embora não previsto pela Liturgia, e suplementar, pode-se entoar um salmo, hino, ou outro canto de louvor, mais conhecido como canto pós-comunhão ou canto de ação de graças. É inadequado um canto de adoração para que não se confunda com uma adoração ao Santíssimo Sacramento.

• Oração depois da Comunhão: Toda a assembleia de pé. O sacerdote de pé diz: Oremos. Nesta oração o sacerdote implora os frutos do mistério celebrado e o povo, pela aclamação Amem, faz a sua oração.

Missa - Liturgia Eucarística (Preparação das Oferendas e Oração Eucarística)

 Liturgia Eucarística

 

     Com a Oração Universal dos Fiéis concluímos o primeiro momento da celebração, a Liturgia da Palavra. Todas as atenções da comunidade reunida estavam voltadas para o anúncio da Palavra: o lecionário, o Ambão, os leitores, a homilia... próprios do momento da Palavra. O Altar, embora ocupando a centralidade do presbitério, ainda não é o centro da ação litúrgica. Por isso, tanto os leitores como o presidente da celebração fazem uma inclinação profunda para o altar, antes de subir até o Ambão para as leituras e a proclamação do Evangelho.

     Concluída a Oração Universal dos Fiéis, todas as atenções se voltam para o Altar, para onde, agora todos convergem: o presidente, os ministros, a assembleia.

 

     A Liturgia Eucarística consiste essencialmente na ceia sacrifical que, sob os sinais do pão e do vinho, representa e perpetua no altar o sacrifício pascal do Cristo Senhor.

Sacrifício e ceia estão unidos de modo tão íntimo que, no momento mesmo em que se realiza e oferece o sacrifício, ele é realizado e oferecido sob o sinal da ceia.

Por conseguinte, são dois os momentos principais da Liturgia Eucarística: a grande oração eucarística, dentro da qual se realiza e se oferece o sacrifício, e a santa comunhão, com a qual se participa plenamente, na fé e no amor, do próprio sacrifício.

 

O altar é o centro visível da liturgia eucarística.

 

Estrutura da Liturgia Eucarística

• Preparação das Oferendas

   •   Lavabo

• Oração sobre as Oferendas

• Oração Eucarística

• Diálogo Inicial, Prefácio e Santo

• Epiclese

• Narrativa da Ceia e Consagração

• Anamnese

• Oblação e Segunda Epiclese

• Intercessões

• Doxologia Final

• Comunhão

• Pai Nosso

• Rito da Paz

• Fração do Pão

• Procissão para a Comunhão

• Oração depois da Comunhão

•Ritos Finais

• Avisos

• Benção

• Despedida

 

Preparação das Oferendas: Toda a assembleia sentada. No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas (pão e vinho) que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo. O nome correto deste momento é 'preparação das oferendas' e não 'ofertório', como se dizia antigamente.

     Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal, o purificatório, o missal e o cálice, a não ser que se prepare na credência.

     A seguir, trazem-se as oferendas. É louvável que os fiéis apresentem o pão e o vinho que o sacerdote ou o diácono recebem em lugar adequado para serem levados ao altar. Embora os fiéis já não tragam de casa, como outrora, o pão e o vinho destinados à liturgia, o rito de levá-los ao altar conserva a mesma força e significado espiritual.

     Também são recebidos o dinheiro ou outros donativos oferecidos pelos fiéis para os pobres ou para a igreja, ou recolhidos no recinto dela; serão, no entanto, colocados em lugar conveniente, fora da mesa eucarística.

     O canto do ofertório acompanha a procissão das oferendas (cf. n. 37, b) e se prolonga pelo menos até que os dons tenham sido colocados sobre o altar. As normas relativas ao modo de cantar são as mesmas que para o canto da entrada (cf. n. 48). O canto pode sempre fazer parte dos ritos das oferendas, mesmo sem a procissão dos dons. O texto não precisa falar necessariamente de pão e vinho, pode falar do tema da liturgia ou do oferecimento da própria vida a Cristo.

• Sentido das gotas de água no vinho: Toda a assembleia sentada. O vinho, segundo a Sagrada Escritura, lembra a Redenção pelo sangue e de modo particular a Paixão de Cristo, ao passo que a água traz a mente o povo de Deus salvo das águas e o novo povo de Deus nascido das águas do Batismo.

Assim como as gotas de água colocadas no vinho somem totalmente, são assumidas pelo vinho, transformadas, por assim dizer, em vinho, no Sacrifício da Missa nós devemos entrar em Cristo, Identificar-nos com Ele, fazer-nos um com Ele.

• Lavabo: Toda assembleia sentada. O sacerdote lava as mãos, ao lado do altar, exprimindo por esse rito o seu desejo de purificação interior.

• Oração sobre as Oferendas: Toda assembleia de pé. Depositadas as oferendas sobre o altar e terminados os ritos que as acompanham, conclui-se a preparação dos dons e prepara-se a Oração eucarística com o convite aos fiéis a rezarem com o sacerdote, e com a oração sobre as oferendas. Como o sacerdote já fez o convite à oração com o 'Orai, irmãos e irmãs', não se diz Oremos.

 

Oração Eucarística:

Toda a assembleia de pé. A Oração eucarística, centro e ápice de toda a celebração, prece de ação de graças e santificação. O sacerdote convida o povo a elevar os corações ao Senhor na oração e ação de graças e o associa à prece que dirige a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo, em nome de toda a comunidade. O sentido desta oração é que toda a assembleia se una com Cristo na proclamação das maravilhas de Deus e na oblação do sacrifício. Forma um todo, que comporta diversos elementos:

 

• Santo:  Toda a assembleia de pé. É parte própria da Oração Eucarística, e é proferida ou cantada por toda assembleia com o sacerdote, antes da consagração.

É um rito da Santa Missa. Não podemos perder o sentido original da grande aclamação a Deus, dizendo Três vezes “Santo”.

Esta repetição, é um reforço de expressão para significar o máximo de santidade. É como se dissesse “Deus é santíssimo”.

Nós cantamos/rezamos o cântico que os serafins proclamaram diante do trono celeste (Is 6,3).

1No ano da morte do rei Ozias, eu vi o Senhor sentado num trono muito elevado; as franjas de seu manto enchiam o templo. 2 Os serafins se mantinham junto dele. Cada um deles tinha seis asas; com um par (de asas) velavam a face; com outro cobriam os pés; e, com o terceiro, voavam. 3 Suas vozes se revezavam e diziam: Santo, santo, santo é o Senhor Deus do universo! A terra inteira proclama a sua glória! 4 A este brado as portas estremeceram em seus gonzos e a casa, encheu-se de fumo.

É o reforço de expressão para significar o máximo da Santidade. Faz parte integrante da Oração Eucarística.

Existem ao menos três elementos fundamentais:

1 – A santidade de Deus – Santo, Santo, Santo, Senhor Deus...

2 – A majestade de Deus – O céu e a terá proclamam a vossa glória

3 – A imanência de Deus – Bendito o que vem em nome do Senhor...

O Santo deve ser integral. Portanto, não se trata de um “canto de Santo”. Todo ele é bíblico. Outro motivo para que o texto não seja substituído por outro canto qualquer “de Santo”, por mais belo que seja, é que a maioria das Orações Eucarísticas retoma o tema do Deus santo para continuar a narração das maravilhas de Deus e fazer a transição para a epiclese ou invocação do Espírito Santo, como na II Oração eucarística.

Na Oração Eucarística da Missa há duas epicleses:

a) a que o sacerdote estende as mãos, sobre os dons do pão e do vinho, invoca o Espírito Santo para que ele se transforme no Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo” - toda a assembleia ajoelhada a partir do momento em que o sacerdote diz 'santificai, pois, estas oferendas';

b) a que o sacerdote diz na mesma Oração Eucarística, novamente o Espírito Santo é invocado, desta vez sobre a assembleia, para que ela se transforme e vá se construindo na unidade - toda a assembleia de pé.

Não é lícito substituir os cantos colocados no Ordinário da Missa, por exemplo, o Santo, o Cordeiro de Deus, por outros cantos (IGMR 366)

Narrativa da Ceia e Consagração: Toda a assembleia ajoelhada. Quando pelas palavras e ações de Cristo se realiza o sacrifício que ele instituiu na última Ceia, ao oferecer o seu Corpo e Sangue sob as espécies de pão e vinho, e ao entregá-los aos apóstolos como comida e bebida, dando-lhes a ordem de perpetuar este mistério. Ajoelhar é sinal de adoração, humildade e penitência, e se por motivos sérios não se puder ajoelhar, como por alguma doença, por lugar estreito ou por pouco espaço devido a grande quantidade de pessoas ou por alguma causa justa e razoável que o impeça, fica-se de pé e faz-se uma profunda inclinação (reverência) nas duas vezes que o presidente fizer a genuflexão – Neste momento não se deve permanecer de cabeça baixa.

Enquanto o Sacerdote celebrante pronuncia a Oração Eucarística, «não se realizarão outras orações ou cantos e estarão em silêncio o órgão e os outros instrumentos musicais»,[132] salvo as aclamações do povo, como rito aprovado, de que se falará mais adiante (cf. RS 53). É um momento intimo de profunda adoração (nesse momento o mistério do amor do Pai é renovado em nós. Cristo dá-se por nós ao Pai trazendo graças para nossos corações). Após este momento o padre diz Eis o mistério da Fé, aqui a indicação é que todos permaneçam de pé. A Oração Eucarística não deve ser pronunciada por um diácono, por um ministro leigo, por um só ou por todos os fiéis juntos, exceto as respostas que são próprias de cada oração. Durante a Consagração, não deve haver fundo musical, ainda que suave, ou som instrumental.

• Anamnese (recordação, comemoração): Toda a assembleia de pé. Memorial (ação que torna atual o momento da Ceia) na qual cumprindo a ordem recebida do Cristo Senhor, a Igreja faz a memória do próprio Cristo relembrando principalmente a sua bem aventurada paixão, a gloriosa ressurreição e a Ascensão aos céus. Esta oração leva a oblação. É um momento de aclamação à sua morte e ressurreição e não à presença real, por isso não deve ser substituída por um canto eucarístico. Essa oração leva à oblação.

• Oblação (oferta): Toda a assembleia de pé. A Igreja reunida realizando esta memória oferece a Deus Pai no Espírito Santo, a hóstia imaculada, e deseja que os fiéis, aprendam a oferecer não só ela, mas também se ofereçam a Cristo buscando aperfeiçoar-se cada vez mais, na união com Deus e com o próximo. Só após a Consagração que aparece a palavra 'oferecemos'. Esse é o verdadeiro ofertório da Missa, pois é o próprio Cristo que oferece e é oferecido.

• Intercessões: Toda a assembleia de pé. Expressa que a Eucaristia é celebrada em comunhão com toda a Igreja, tanto celeste como terrestre, que a oblação; é feita por ela e por todos membros vivos ou falecidos, que foram chamados a participar da redenção e da salvação obtidas pelo Corpo e Sangue de Cristo.

• Doxologia Final: Toda a assembleia de pé - Fórmula de louvor a Glória de Deus. Parte própria dos Sacerdotes. Exige a Oração Eucarística que todos escutem com reverência e em silêncio, dela participando pelas aclamações previstas no próprio rito. A participação da assembleia na doxologia acontece pelo “Amem”. Alias este é o “Amem” por excelência da ação litúrgica; e, por isso, se possível, poderá ser sempre cantado.

É o assentimento total da assembleia litúrgica a tudo o que foi pronunciado ministerialmente pelo presidente da celebração durante a Oração Eucarística.

Missa - Liturgia da Palavra

 Liturgia da Palavra

     A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis. Pois nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis. Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé; alimentado por essa palavra, reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro (cf. n. 55 da IGMR).

1a Leitura: Toda a assembleia sentada. É normalmente tirada dos livros históricos e proféticos da Bíblia; anuncia a salvação que se realizara plenamente em Jesus Cristo. Esta leitura é proclamada da mesa da Palavra (Ambão) por um fiel ou religioso(a). No final da leitura o leitor diz "Palavra do Senhor" e todos juntos respondem a aclamação "Graças a Deus". Não se diz 'Primeira Leitura' ou 'Segunda Leitura' antes de iniciar a leitura.

Salmo: Toda a assembleia sentada. Está leitura é proclamada ou cantada da mesa da Palavra (Ambão) ou outro lugar adequado por um fiel ou religioso(a). É parte integrante da liturgia da palavra, oferecendo uma grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da palavra de Deus. Não se diz 'Salmo Responsorial' antes de iniciar o canto ou a recitação nem 'Todos' após cada refrão proclamado.

     O Salmo responsorial deve responder a cada leitura e normalmente será tomado do lecionário. O salmista profere os versículos do Salmo perante toda a assembleia que responde dizendo ou cantando o refrão.

2a Leitura: Toda a assembleia sentada. Em geral é tirada das cartas dos apóstolos, que apresentam à comunidade o mistério de Cristo e exortam a vivê-lo. Esta leitura é proclamada da mesa da Palavra (Ambão) por um fiel ou religioso(a). No final da leitura o leitor diz "Palavra do Senhor" e todos juntos respondem a aclamação "Graças a Deus".

Canto de Aclamação ao Evangelho: Toda a assembleia de pé. Esta aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através da qual a assembleia dos fieis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto. O Aleluia é cantado em todos os tempos, exceto na Quaresma, sendo iniciado por todos ou pelo grupo de cantores ou cantor, podendo ser repetido. No Tempo da Quaresma, no lugar do Aleluia, canta-se o versículo antes do Evangelho proposto no lecionário. Pode-se cantar também um segundo salmo ou trato, como se encontra no Gradual. É prevista uma sequência antes do Aleluia nas missas de Páscoa, Pentecostes, Corpus Christi e Nossa Senhora das Dores, após a segunda leitura, duas são obrigatórias e as outras duas são facultativas. (cf. n.62 da IGMR).

O Sinal da Cruz: Toda a assembleia de pé. O sacerdote ou diácono faz o sinal da cruz sobre o Lecionário ou Evangeliário e também, sobre a testa, sobre a boca e sobre o peito (neste caso, rezando em silêncio: "Pelo sinal da Santa Cruz, livre-nos Deus, nosso Senhor, dos nossos inimigos"); e cada fiel se persigna com três sinais da cruz, um sobre a testa, um sobre a boca e um sobre o peito, pedindo a Deus que purifique os nossos pensamentos, as palavras que brotarão das nossas bocas, e o nosso coração. Não é necessário fazer o quarto sinal da cruz no final.

Evangelho: Toda a assembleia escuta de pé. O Evangelho é proclamado pelo Padre ou Diácono. É o ponto culminante da Liturgia da Palavra. A Palavra de Deus é sinal de presença de Cristo e deve ser proclamada em toda celebração. Para se dar mais destaque ao anuncio da Palavra de Jesus, é bom que dois ministros ou acólitos segurem uma vela em cada lado do Ambão onde o diácono (ou o sacerdote) se faz a proclamação do Evangelho. Só é proclamado de forma dialogada na proclamação da Paixão do Senhor, no Domingo de Ramos e na Sexta-feira Santa.

Homilia: Toda a assembleia sentada. A Homilia (que significa conversa familiar) é feita pelo Bispo, Padre ou pelo Diácono. Diferente do sermão ou de outra forma de pregação, ela tem o objetivo de relacionar o texto com a vida dos fieis. O ministro da celebração traz a mensagem da Palavra para a vida da comunidade, convidando os fieis para praticar o que ela propõe.

Profissão de Fé: Toda a assembleia de pé. O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à palavra de Deus anunciada da sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé através de fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia. Não pode faltar nas Missas dominicais, nas solenidades, na celebração do Batismo, da Crisma e Primeira Comunhão. É um absurdo substituir o Creio por formulações que não expressam a fé como é professada nos símbolos mencionados. O Credo pode ser cantado, mas desde que seja com as mesmas palavras da oração. Não é um momento para meros cantos de fé ou cantos de creio. Só é omitido quando se realiza a renovação das promessas do batismo e a benção e aspersão da água na festa do Batismo do Senhor e no Sábado Santo (Vigília Pascal), quando se realiza o rito do lava-pés na missa da Ceia do Senhor (Quinta-feira Santa) e quando se realiza a renovação das promessas sacerdotais após a homilia da missa do Crisma, neste caso, omite-se também a oração universal e segue-se a benção e consagração dos óleos e a Liturgia Eucarística como de costume.

Oração dos fieis (Oração Universal): Toda a assembleia de pé. As intenções devem relacionar-se com o tema do Evangelho, com as necessidades da Igreja, com os poderes públicos, com os que sofrem qualquer dificuldade, com a comunidade local. Pode ser cantada, em ladainha, fórmulas, espontâneas. Uma pessoa diz a intenção e todos respondem conforme combinado. Esta oração vem logo após a homilia (nos dias de semana) ou a oração de Creio (nos domingos e solenidades). Cabe ao sacerdote introduzir esta oração por meio de uma breve exortação e concluindo com uma suplica.

Missa - Ritos Iniciais

Participando da Missa (Passo a Passo)


     A Missa é simultaneamente sacrifício de louvor, de ação de graças, de propiciação e de satisfação. Nela se encontra tanto o ápice da ação pela qual Deus santificou o mundo em Cristo, como o do culto que os homens oferecem ao Pai, adorando-o pelo Cristo, Filho de Deus.


A celebração da Eucaristia é uma ação de toda a Igreja, onde cada um deve fazer tudo e só aquilo o que lhe compete, segundo o lugar que ocupa no Povo de Deus.


Ritos Iniciais


Comentário Introdutório: É feito pelo comentarista da celebração e marca de certa maneira, o inicio da Santa Missa (A celebração, de fato, só tem inicio com o Sinal da Cruz, logo após a procissão e o beijo no Altar). Em algumas comunidades é precedido pelo som do sininho, que indica aos fieis presentes para que interrompam suas orações particulares e se unam na Oração Oficial e Comum da Igreja.


O comentário inicial convida a participação coletiva dos fieis e visa criar um ambiente propício para oração e a fé. Em geral, o comentário situa os presentes num determinado “tema” que será abordado mais profundamente nas leituras da Bíblia, durante o Rito da Palavra.


A assembleia pode ouvir o comentário sentada,

 

Canto de Entrada: Toda assembleia de pé. Tem a função de abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir os fieis no Mistério do tempo litúrgico ou da festa e acompanhar a procissão do Bispo, do(s)sacerdote(s), do(s) diácono(s) e dos ministros. No Tempo Pascal, deve falar sobre a ressurreição. No Advento, deve falar sobre a expectativa da vinda do Salvador. No Tempo do Natal, deve falar sobre a encarnação e o nascimento de Cristo. Na Quaresma, deve falar sobre penitência e mudança de vida.

Se houver uso de incenso, prossegue até que o altar seja incensado. O Canto de Entrada deve ser um canto que trate do mesmo assunto e motivo da celebração. Os instrumentos musicais terão a função de unir, incentivar e apoiar o canto não devendo cobrir as vozes. Todo este canto como a procissão do sacerdote não deverão ser demasiado longas. O canto deve terminar quando o sacerdote chega ao altar.


O ideal é que não falte, porém não havendo canto de entrada, a antífona proposta pelo Missal é recitada pelos fieis, leitor ou pelo Sacerdote.


Antífona de Entrada: São breves palavras que o sacerdote ou diácono fazem para introduzir os fieis na Missa do dia. Em regra, costuma a ser um versículo bíblico que tenha total ligação com o “tema” da missa, com as leituras que serão feitas durante o Rito da Palavra.


Saudação: Toda a assembleia de pé. É um gesto de boas vindas feito pelo presidente da celebração recebendo a todos com alegria. Após a saudação a assembleia responde: “Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo”.


Ato Penitencial: Toda a assembleia de pé. Todos são convidados pelo sacerdote a reverem suas faltas, permanecendo-se em silêncio por um tempo. Neste Ato Penitencial, os pecados Veniais (leves) são perdoados de acordo com a vontade. Pode ser recitado ou cantado, conforme convite do presidente. Se cantado sua melodia deve traduzir a contrição de quem pede perdão. Todo o povo deve participar deste canto e os instrumentos devem o acompanhar de modo suave, quase imperceptível. Não é um momento para meros cantos de perdão ou cantos de arrependimento, por mais belos que sejam. 


No domingo de Ramos pode ser substituído pela procissão. Na Quarta-feira de Cinzas é substituído pela imposição das cinzas. Nos domingos, pode também ser substituído pela benção e aspersão da água em recordação do batismo, esse rito é comum na festa do Batismo do Senhor, neste caso e no Sábado Santo (Vigília Pascal). Na Apresentação do Senhor pode ser substituído pela benção e procissão das velas.


Este Ato é introduzido pelo sacerdote e concluído com a absolvição, também pelo sacerdote que se inclui para deixar claro que não se trata do sacramento da Confissão.


Kyrie, eleison - Senhor Tende piedade: Toda a assembleia de pé. Depois do Ato Penitencial inicia-se o Kyrie, eleison, a não ser que já tenha sido rezado ou cantado no próprio ato penitencial. Nele os fieis aclamam o Senhor, imploram a sua misericórdia e também louvam ao Senhor Jesus pelo perdão, (por olhar por nós com Sua misericórdia). Via de regra, dada aclamação é repetida duas vezes, não se excluindo nem incluindo mais repetições. Se não for cantado, seja recitado.


Glória: Toda a assembleia de pé. É o hino antiquíssimo (século II) pelo qual a Igreja congregada no Espírito Santo, glorifica a Deus Pai e ao Cordeiro. É um louvor as três pessoas da Santíssima Trindade, cantado ou recitado nas Missas dominicais, solenidades ou nas festas dos santos. No tempo do Advento e Quaresma não se reza nem se canta o Glória. Também não se diz em missas de 7º dia, trigésimo dia, um ano de falecimento, missa de corpo presente ou Dia de Finados. As vezes são cantados uns hinos um pouco diferentes. Nos dias de semana não se canta porque cabe ao dia por excelência do encontro com os cristãos: o domingo.


- Há uma proibição explícita de se substituir o texto do hino do Glória por outro texto qualquer (cf. n.53 da IGMR) o mesmo acontece com o Santo e o Cordeiro de Deus. O Glória não é um momento para meros cantos de glória ou cantos de louvor, por mais belos que sejam.


- É ilícito substituir os cantos colocados no Ordinário da Missa, por exemplo, o Glória, o Santo e o Cordeiro de Deus, por outros cantos (cf. n. 366 da IGMR).


Oração (Coleta): Toda a assembleia de pé. Esta oração encerra o rito inicial da Missa. O sacerdote convida o povo a rezar (quando ele diz, Oremos); todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. A assembleia conclui a oração com o Amem. Dentro da oração da coleta podemos perceber os seguintes elementos: invocação, pedido e finalidade. Não confunda com a coleta do ofertório.