terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Conhecendo as linhas: 502 – Geisel / Conhecendo as linhas: 108 – Alto do Mateus

Fonte: Portal Ônibus Paraibanos
Matéria / Texto: Kristofer Oliveira / Josivandro
Avelar
Fotos: Acervo Paraíba Bus Team


A linha 502 possui uma história um tanto curiosa, confusa e totalmente
diferente das demais existentes em João Pessoa. Nasceu de forma polêmica,
passou por diversas empresas, foi fundida, transformada e modificada.
Entretanto, a sua utilidade é inquestionável. Vamos conhecer um pouco da linha
502.

Surgimento
O
conjunto Ernesto Geisel foi fundado nos anos 70 e já era operada pela Etur e
Canaã, sendo a primeira via Cruz das Armas e a segunda via Rangel (atuais 106 e
202). Devido a proximidade do bairro com a UFPB e o então IPÊ (atual Unipê), em
meados de 1978 houve uma reclamação por parte dos estudantes universitários
oriundos deste bairro questionando a ausência de uma linha de ônibus que
passasse pelo bairro, ou, que partisse do bairro rumo aos dois importantes e
únicos campus universitários da época, pois ir até o centro e pegar outra linha
era uma tarefa complicada. O mesmo ocorria com os residentes do Jardim Veneza e
Costa e Silva.
Diante das reivindicações, a STP, órgão gestor do transporte à época, planejou
criar uma linha para atender a demanda, partindo do Jardim Veneza, passando
pelo Costa e Silva e Geisel, mas, ficou apenas na intenção. Porém, uma linha radial
acabou sendo criada partindo do Geisel e seguindo ao centro via Epitácio
Pessoa, mas ficou um impasse… Quem iria operá-la?
A
Canaã reivindicou a linha para si, alegando que já operada no Geisel e de a
linha transitaria por bairros do seu domínio; A RB Transportes reivindicava o
mesmo, alegando de que passaria no Castelo Branco e que a UFPB era o principal
destino dentro do bairro; E a São Judas Tadeu alegava que a linha iria passar
pela Epitácio Pessoa, que junto com a RB, eram operadoras do corredor. Uma das
soluções é que a linha só iria até a UFPB e retornaria, mas, ficaria inviável e
não interessaria mais a nenhuma das empresas envolvidas, pois estudante apenas
pagava meia passagem. A outra foi a linha ser compartilhada pelas três
empresas, sendo que duas seguiriam ao centro via Epitácio Pessoa e a outra via
Pedro II (sendo a Geisel via Pedro II).

Enfim, a linha foi compartilhada entre as três, no atual formato da 502, mas a
Canaã pulou logo fora alegando baixa demanda, e que dentro da demanda quase que
sua totalidade era composta apenas por estudante. A SJT também desistiu da
operação motivada pelo desinteresse. Apenas restou a RB por fim.

Com a venda da RB Transportes e surgimento da Nossa Senhora das Neves, não
encontrei fontes que comprovassem a operação da 502 por ela (talvez não tivesse
interesse na linha e repassou a quem interessasse). O certo é que a Etur nos
anos 80 após a RB ser extinta passou a operar a linha.

Etur e Transurb

A operação pela Etur ocorreu por poucos anos, e foi a sua entrada na Epitácio
Pessoa, ampliando a sua área de operação. Também foi nesse período em que a
principal avenida da cidade aos poucos foi se tornando o grande diferencial,
com vários estabelecimentos comerciais, médicos, entretenimento, restaurantes,
além de ensino. Com isso, a demanda teve um crescimento.
Quanto
a frota operada, o que eu ouço de relatos é que a linha era composta por
Monobloco O-364.
Na primeira cisão da Etur no fim dos anos 80, a Transurb é criada e leva
consigo a 502, de modo que a Etur ficou fora da Epitácio Pessoa por quase três
anos. Na época a linha era operada por quatro ônibus, mas foi ampliada para
seis nos anos 90. E foi justamente nessa época até 1998 que a linha teve sua
melhor frota, composta principalmente por Vitória Scania F-113 e L-113.
A Etur só voltaria para a Epitácio Pessoa em 1991,
mas só no sentido Bairro-Centro, com a criação da linha 5110. Seria a última
tentativa da empresa de retornar ao maior corredor da cidade após começar a dar
sinais de fragilidade estrutural e administrativa, que ficou evidente
após a sua segunda cisão (a que deu origem à Boa Vista em 1991).

Operação na São Jorge e as variantes da 502
Foi na São Jorge que a linha passou por suas mudanças mais significativas e
gerou outras variantes, até passar por uma fusão.
A frota da linha era reflexo da organização que a São Jorge era na época. De
1998 a 2002 os Torino, tanto o GV como o 1999 eram frequentes na linha. E foi a
única que não teve um impacto tão forte quando a empresa adquiriu de vez a Boa
Vista em 2002.
A
demanda tanto pelos universitários como por demais usuários de diferentes
perfis rumo aos campus universitários e o principal corredor da cidade crescia
a cada ano, ainda mais com a expansão populacional do Geisel. A linha passa a
atender o lado do bairro em que novas casas e residenciais foram construídos,
ampliando o seu trajeto. A mesma demanda ocorria no Alto do Mateus e Bairro das
Indústrias. Com isso a então STTrans (atual Semob) teve a idéia de
criar as linhas A502 e B502, atendendo os respectivos bairros. As variantes da
502 partiam normalmente do Geisel e seguiam via Cruz das Armas para os bairros
mencionados, retornando-os até o Geisel pelo caminho inverso. Com isso, três
tipos de 502 passaram a existir, lembrando que a antiga 502 continuava.

Com a inauguração do Terminal de Integração do Varadouro em abril de 2005, a
necessidade de deslocamento a Epitácio Pessoa, UFPB e Unipê por parte dos
residentes do Alto do Mateus e Bairro das Indústrias foram facilitadas, e com
isso, no mês de maio do corrente ano as A502 e B502 foram extintas, pois
perderam a razão de suas existências. Em 2007, a linha 502 deixa de passar na
Integração, fazendo o retorno via Lagoa e retornando para a Epitácio Pessoa, seguindo seu itinerário original pela Tito Silva, com o objetivo de economia de tempo das viagens.

Entretanto, no dia 16 de agosto de 2008, a A502 retorna com o prefixo 1502,
após a oficialização das fusões entre as linhas 108 e 502. As justificativas
para a fusão seria o retorno de uma ligação direta entre o Alto do Mateus a
Epitácio Pessoa, além da ampliação do número de viagens e ônibus disponíveis
entre os bairros envolvidos, na qual somaria onze (os 6 do 502 mais os 5 do
108). Contudo, a linha 108 continuaria a existir, apenas operando no bacurau. À
época, a STTrans justificou em avisos colados no Terminal de Integração que a
alteração seria experimental e que duraria por um tempo determinado, mas a
experiência foi longa até demais.
A
fusão não surtiu o efeito esperado, pois em ambos bairros as reclamações eram
constantes. A frota foi reduzida, o engarrafamento no itinerário era comum,
sobretudo no horário de pico, principalmente na Epitácio Pessoa e na entrada do
Geisel na BR-230, sem falar das quebras constantes da empresa. Após várias
campanhas em prol do “Volta 502!” e diversas reclamações, uma medida
paliativa foi tomada. No dia 17 de março de 2012 o trajeto e a estrutura da
linha passou por uma mudança. Cinco carros após saírem do Geisel seguiria ao
Alto do Mateus via Acesso Oeste sem passar pela Integração do Varadouro e
retornaria por Cruz das Armas, e a outra metade após sair do Geisel seguiria o
seu trajeto normal via Cruz das Armas e retornaria ao Geisel via Acesso Oeste.
Era a única linha da cidade a trafegar em 3 corredores – e 2 itinerários.
Apesar
dos paliativos não funcionarem e após diversas reclamações de usuários e
notícias a respeito saindo nas diferentes mídias, a Semob neste ano resolveu
finalmente atender o antigo desejo dos usuários, desmembrando a linha,
fato ocorrido no dia 19 de abril. A frota da 502 retornou aos seis carros,
igual a 2008, enquanto que a 108 passou por um revés, ficando apenas com três
carros em operação. Além disso, diferente da alteração de 2007, o 502 volta a
passar na Integração do Varadouro.
A frota do 502 é toda composta por Torino 2007 sob
o chassi OF-1721 Bluetec5, sendo até aqui a única linha da São Jorge nessas
condições: 0205, 0207, 0232, 0234, 0235 e 0255.

Fonte:
Portal Ônibus Paraibanos
Matéria
/ Texto: Kristofer Oliveira
Fotos:
Acervo Paraíba Bus Team

A linha 108 é uma das mais antigas da cidade, com mais de quarenta anos de
existência. Está na sua terceira empresa, já teve linha incorporada e
aglutinada e há pouco tempo só era visto de madrugada. Teve seu grande momento
nos anos 90. Vamos conhecer um pouco da sua trajetória.
Surgimento
do bairro e algumas informações

O bairro foi fundado oficialmente em 1973, sob decreto de lei nº 448, quando o
seu território foi incorporado oficialmente ao perímetro urbano municipal.
Antes, era uma propriedade agrícola pertencente ao Senhor Mateus Ribeiro.
Devido a sua localização elevada somado ao nome do Mateus, eis a origem da
nomenclatura do lugar.
Situa-se
na zona oeste da cidade e faz divisa com o município de Bayeux e o Bairro dos
Novaes. Tem parte do seu território cortado pelo Acesso Oeste, que liga o
Varadouro a BR-101/230. Possui cerca de 17 mil habitantes. Além das linhas de
ônibus, o bairro também é servido com o serviço de trem operada pela CBTU.

O começo do transporte no bairro e os tempos na Etur
Apesar
da linha férrea cruzar o bairro há décadas, apenas em 2008 é que passou a
funcionar uma estação de trem. Por ônibus, a linha Alto do Mateus existe desde
a fundação oficial do bairro, sendo operada pela Etur. Não encontramos fontes
que ressaltasse o transporte no período anterior.
Na
época da Etur nos anos 70 a linha era a mais extensa da empresa e tinha um
trajeto penoso após o Bairro dos Novaes, a partir da rua Mateus Ribeiro, só
sendo amenizado quando as principais ruas do bairro passaram a contar com
calçamento. O Caio Gabriela e o Monobloco O-364 nos anos 80 foram os carros
mais presentes na linha.
Nos
anos 80 a linha Bairro dos Novaes foi incorporada a do Alto do Mateus, pois
ambas praticamente faziam o mesmo trajeto. A partir de 1986 a linha recebe o
prefixo 108.
Após
a primeira cisão da Etur, no fim dos anos 80, que culminou na fundação da
Transurb, a 108 foi repassada para a mesma.
Tempos
na Transurb
Sem
dúvidas essa foi a melhor época da linha. Chegou a contar com dez carros, sendo
a maior da Transurb e uma das principais do corredor 1. Chegou a contar com
Torino 1989 F-113 HL e K-112 CL, sendo o primeiro o “carro-chefe” da linha. O
Amélia e o Gabriela também estavam presentes.
Após
a construção do Acesso Oeste, o bairro passou a contar com uma nova linha, a
701, na qual era mais perto chegar ao centro. Com isso a 108 teve um certo
fôlego, mas com um tempo foi culminando na sua redução da frota e na queda de
demanda no seu bairro de origem (para a felicidade dos usuários do Bairro dos
Novaes).
Porém,
a 108 ganhou um grande impulso com a implantação do “Projeto Verão”, que tinha
o objetivo de facilitar o transporte dos usuários de bairros distantes até a
orla no verão, e em grandes eventos, estendendo o percurso de determinadas linhas até
esses locais. A extensão da 108 foi denominada de P-003.
Com
o retorno do serviço opcional no fim de 1997, a 108 era uma das que passariam a
contar com o serviço diferenciado. Contou com os Torino GV OF-1620, cujos prefixos
foram: 02201 e 02202. Essa 'diferentona' foi extinta em 2004, após a criação da linha 5204-Cristo/Shopping e o Terminal de Integração do Varadouro ser inaugurado.
Em
1998 a Transurb foi negociada com o Grupo A Cândido e a empresa passou a ser a
São Jorge.
Período
na São Jorge – Transformações, mudanças e atualidade
Pode-se
dizer que na operacionalização a linha mudou da água para o vinho. A priori a
estrutura da época da Transurb foi mantida, mas com o passar dos anos a frota
foi reduzida e deixada em segundo plano, chegando a operar com micros. No
período de dez anos a frota foi reduzida em 50%, mesmo com a população do
bairro aumentando e a 701 já saturada.
No
horário de pico era um desafio andar na 108, especialmente para os usuários do
Bairro dos Novaes. Com a incorporação da Boa Vista efetivada em 2002, a
situação piorou, pois a quebra dos veículos era constante, sem falar na conservação
e higienização.
Após
bastante reclamação, uma das medidas foi retirar os Senior 2000 da frota e
substituí-los por veículos maiores. Porém, a linha já estava condenada a
dupla-função do motorista ao receber Apache Vip zero na configuração “micrão”, embora
carros com cobrador continuasse a rodar esporadicamente.
Para
aliviar a demanda da 108, foi criada a A502, uma extensão da 502 até o Alto do
Mateus, e que foi desativada em maio de 2005 após a construção do Terminal de
Integração do Varadouro. Mas, no dia 16 de agosto de 2008 a A502 retornou com
um novo prefixo, a 1502, culminando na fusão das linhas 108 e 502.
Se bem que não foi 100% uma fusão, pois a 108 não deixou de existir, embora só
rodasse no bacurau. E assim permaneceu até o dia 18 de abril do corrente ano,
último dia de operação da 1502. Após bastante reclamação dos usuários de ambos
bairros (Alto do Mateus e Geisel) a linha foi desmembrada e passaria a voltar
como era antes, no dia subsequente.
Atualmente
a linha conta com três veículos, sendo Apache Vip II OF-1722 com cobrador o
modelo efetivo na linha, todos com três portas e contando com elevador para
cadeirante. Também, passou a atender a comunidade Juracy Palhano nos Novaes.

Conhecendo as linhas: 105 – Cidade

Fonte:
Portal Ônibus Paraibanos
Matéria
/ Texto: Kristofer Oliveira / Josivandro Avelar
Fotos: Acervo Paraíba Bus Team
Uma
das linhas mais antigas de João Pessoa e que já foi a principal do corredor 1,
além de ser a porta de entrada das novidades trazidas pela Etur. Foi uma das
precursoras do sistema opcional e hoje está na sua quarta empresa. Vamos
conhecer um pouco da linha 105.
O
bairro Cidade dos Funcionários situa-se na vizinhança da famosa feira do
Oitizeiro e por um bom tempo foi praticamente a última fronteira urbana ao sul
da cidade, na saída para o Recife. Daí o motivo de ser uma das principais
linhas da cidade nos anos 60 e 70.
Começo
da linha na Dutra e tempos na Etur

Desde meados do fim dos anos 50 que existe linha do bairro ao centro, operada
pela extinta Viação Dutra, na qual operou até parte dos anos 60. Após, a linha
foi operada por particulares, o que era comum na época. Provavelmente esses
particulares eram agregados ao que formou a Etur em 1970.
Durante
vinte e quatro anos a Cidade ficou na mãos da Etur, sendo o carro-chefe da
empresa ao lado da linha do Distrito, a atual 115, ao decorrer dos anos 70 e
parte dos 80. Era a porta de entrada de novidades que a empresa trazia, desde
os Ipanema até os Torino 1989.
No
sistema opcional que foi reimplantado no início dos 80 esteve presente, junto
com a atual 115, por transitarem por quase toda extensão da Avenida Cruz das
Armas. 
Após a ocupação das “terras d’além”, com o surgimento do Costa e
Silva, Esplanada, Funcionários e Grotão, e consequentemente, novas linhas, a
Cidade vai paulatinamente perdendo a hegemonia na empresa. Mas, isso ficou mais
evidenciado após receber o código 105 em 1986, quando a sua frota foi reduzindo
de tamanho, devido a sua demanda ficar distribuído com as linhas 101 e 102, por
exemplo. Apesar disso, a sua frota nunca foi do “segundo escalão”,
prova disso são os Vitória de motor traseiro que eram fixos na linha. E a Etur
tinha uma boa razão para mantê-la assim, pois, a partir da sua primeira cisão
no fim dos anos 80, criou-se uma concorrência no corredor que ela não tinha,
pois com as linhas cheias vindo dos bairros, a 105 seria uma opção para quem
estivesse na Av Cruz das Armas, concorrendo com as linhas da Transurb 108 e 110
(principalmente esta), que tinham uma boa frota.
Quanto
aos problemas da linha na época da Etur, as quebras dos carros era o fator mais
grave, gerando atraso dos horários e superlotação, ainda mais com uma frota de
4 carros que tinha no início dos anos 90.
O
seu itinerário era diferente do atual, passando por poucas ruas do bairro e
saindo na lateral da Feira do Oitizeiro até sair na Av Cruz das Armas.
A
linha ficou com a Etur ao decorrer de toda a sua existência, até 1994, quando a
recém-fundada Boa Viagem assumiu a linha e toda a estrutura da Etur.


Tempos na Boa Viagem
Na
Boa Viagem a linha praticamente ficou às sombras da 5110, que era a principal
da empresa, e junto com a 112, eram as receptoras de carros da linha circular.
Em 1996 após uma grande aquisição de Torino GV, alguns exemplares foram para a
linha, sendo a primeira ocasião em que recebe carro zero na sua nova empresa.
No
fim de 1997, com o retorno do sistema opcional, a 105 mais uma vez pertence ao
grupo de linhas que opera os carros diferenciados, mas, diferente de outrora,
não deu a demanda esperada. Os carros saem da linha e vão para a 5110 e também
não vinga. Os dois GV’s são incorporados na frota convencional como 06019 e
06021 e tornam-se cativos na linha, ainda mais pelo fato da linha passar a
contar com seis carros.
A
linha passa por uma mudança no seu itinerário no fim dos anos 90, deixando de
passar na lateral da feira e ampliando o seu trajeto dentro do bairro, saindo
na Av Cruz das Armas mais à frente, perto do cemitério e das distribuidoras. No
sentido bairro, faz o contorno nos Novaes para atravessar a avenida e entrar
nos Funcionários.
Entre 1998 e 2002 a frota da linha é composta por GV, passando por uma
“renovação” em 2002 quando veio um grande lote de Viale e todos
entraram na 5110 e os GV’s OF-1721 substituíram os OF-1620. Durante esse
período, a frota básica era composta pelos 06017, 06018, 06022, 06023, 06024 e
06025. Entretanto, a 105 por um curto período de tempo chegou a ser operado por
Senior 2000 em 2001 (aproveitando a onda da São Jorge colocando micro em
determinadas linhas), mas os carros eram incompatíveis com a demanda da linha e
foram retirados.
Em
2005 quando a Boa Viagem passou a ser controlada por um grupo do Rio de
Janeiro, veio um grande lote de Viale oriundo da Ocidental/Oriental, passando a
linha por uma “renovação”. A partir daí até 2010 a 105 passa por um
momento crítico, com carros maus conservados, quebras constantes, falta de
higienização e atrasos de horário, além da superlotação.
Uma
surpresa ocorre em junho de 2007, quando a empresa traz quatro Spectrum City
para a 105, quebrando um jejum de 10 anos sem carro zero. No fim do ano
seguinte a linha recebe um carro de teste da Rota Volksbus, um Comil Svelto
2000 15.190 EOD. Como a Boa Viagem estava precisando de carro, a ocasião se
tornou mais como um quebra-galho do que necessariamente teste de chassi.
No fim de 2009 o Grupo A Cândido adquire a Boa Viagem.
Da
Boa Viagem a Santa Maria – Novos tempos e atualidade
Com
a compra da Boa Viagem, a linha 105 finalmente assume o nome de Funcionários I,
ainda que preservado o nome “Cidade” como uma marca da linha.
Os
Spectrum City que haviam sido adquiridos pela administração anterior da Boa
Viagem são mantidos na linha, paulatinamente ganhando o novo visual da empresa
– e posteriormente, o novo nome da empresa: Santa Maria. A eles junta-se o
carro 06032, o antigo 0744 da Transnacional de João Pessoa. Ainda em 2010 a
linha recebe seu primeiro zero quilômetro na administração dos Cândido: o carro
06006, um Torino 2010, que substitui o 06032.
Com
o aumento da demanda, os Spectrum City ficam pequenos para a linha. Em 2012
eles saem de cena, substituídos por Torinos 2008 ex-Transportes Santo Antônio
de Duque de Caxias. Apesar disso, a linha herda mais um 1418: o carro 06020, um
Torino de 2008, que substitui o carro 06006, que é direcionado a recém-criada
linha 2501.
Em
2013, a linha recebe os carros 06046 – Torino 2010 saído do 5110 – e o 06048,
primeiro OF-1721 Bluetec5 da linha.
Em
2014, a linha sofre uma renovação total de sua frota, tendo todos os seus seis
veículos substituídos por veículos novos, modelo Torino 2007/2014, todos
com chassi OF-1721 Bluetec5. A renovação traz uma mudança significativa
para a linha, pois os veículos são adaptados para operação em dupla
função, somente com motoristas.
Assim,
a frota atual do 105 é composta pelos carros 06054, 06057, 06058, 06059, 06060
e 06061.
Uma curiosidade da 105 é que, sempre pertenceu ao quadro inicial das empresas
até a extinção delas, participando de toda trajetória das mesmas. Assim foi com
a Dutra, com a Etur e Boa Viagem. Será que ocorrerá o mesmo na Santa Maria?

A linha 2515 na Reunidas‏ / Curiosidades sobre o 5101 Cabedelo Direto

Fonte:
Portal Ônibus Paraibanos
Matéria / Texto:  Josivandro Avelar
Fotos: Marcos Filho / Acervo Paraíba Bus Team


Criada em julho de 1999 como resultado da fusão das antigas linhas 515 e 210, a linha 2515 foi operada pela Transnacional até maio de 2010, quando foi transferida para a Reunidas. Junto com ela, foi a linha 603. Para ficar com as duas linhas, a Reunidas cedeu 109 e 1510 à recém-criada Santa Maria. Era uma forma desta última crescer.
A transferência passou a vigorar no dia 2 de junho de 2010. Até o dia anterior, a frota da linha 2515 na Transnacional era composta por carros como 0767, 07109, 07121 e 07183. Com a transferência para a Reunidas, carros ano 2005 assumiram a linha: três dos antigos carros da linha 109 – os Viales 0816, 0834, 0854 – e dois do 1510 – o Viale 0855 e e o Torino 07 0880, este último adaptado.
O primeiro zero da linha 2515 foi o carro 0854, um Torino ano 2011, substituindo o Viale de 2005 que se manteria na empresa como 0897 mais tarde.
Em 2012, o carro 0855 é substituído pelo 0813, um Torino ano 2012, do lote dos últimos OF-1722. O carro 0854, que havia sido o primeiro zero da linha, é transferido para a linha-irmã 5210. A vaga dele no 2515 é coberta pelo 0809, um Torino de 2009 que era egresso do 5600-Mangabeira/Shopping (havia saído de lá para a entrada do 0806).
No mesmo ano, o carro 0834 é retirado da linha, sendo transferido para a linha 5605 como aumento de frota. Com isso, a linha 2515 passa a operar com quatro veículos: 0809, 0813, 0816 e 0880.
Em 2013, saem os últimos remanescentes da primeira frota do 2515. O Viale 0816 é substituído pelo primeiro OF-1721 Bluetec5 da linha, o carro 0895. No meio do caminho, o carro 0880 vai para o 102 em troca do 0886, que assim como o 0880 é um Torino de 2009, porém não é adaptado.
Em 2014, toda a frota da linha 2515 passa a ter somente chassis OF-1721 Bluetec5 os carros 0809, 0813 e 0886 são substituídos pelos carros 0836, 0862 (ano 2013 e ano 2012, respectivamente, ambos ex-5210) e 08102 (ano 2012, ex-5603). O carro 0895 se mantém na linha, uma vez que já era encarroçado com o chassi. Devido à falta de demanda, a linha deixa de circular na Integração do Varadouro aos domingos, entrando na Integração somente de segunda a sábado. Desta forma, aos domingos, a linha passou a seguir seu itinerário normal. Os usuários não foram prejudicados.
A medida, que visava otimizar o consumo de combustível a partir da nova tecnologia Bluetec5 da Mercedes-Benz, surte efeito. Tanto que a frota foi trocada, e aí entram os primeiros Torino 2014 da empresa: o carro 08102 é substituído pelo 0852, o 0895, pelo 0815, e o 0862, pelo 0808. O carro 0836 permaneceu na linha. Assim está atualmente configurada a linha 2515.

Fonte:
Blog Josivandro Avelar
Matéria / Texto:  Josivandro Avelar
Fotos: Kristofer Oliveira / Thiago Martins de Souza


Porém, que linha é essa? Porque leva o nome de Direto? Hoje, no Globo Repórter. Ou, no Câmera Record. Isso e muito mais explicaremos agora contando um breve histórico da linha. 
Essa linha intermunicipal é a principal da cidade de Cabedelo, cidade da Região Metropolitana da Capital, que além dessa tem outras três linhas de ônibus que a ligam a capital, além do trem.
A linha 5101 é a principal delas. Ela liga o Centro de João Pessoa até o Centro de Cabedelo, via BR-230 (o nome Direto é uma referência a ligação direta aos centros das duas cidades). Passa ainda na Av. Epitácio Pessoa. A tarifa da linha é de R$ 2,55.
O 5101 assim atende praticamente toda a população de Cabedelo, uma vez que as outras três linhas intermunicipais da cidade passam em áreas específicas: 5102, do Renascer, 5103, do Poço e 5104, da praia do Jacaré (51 é o número de identificação da empresa no DER-PB, usado nas linhas e nos ônibus). Todas essas áreas ficam praticamente na área sul da cidade de Cabedelo, mais próxima da capital.
De tão extensa, uma vez que percorre quase 20 km da BR-230 e mais a Epitácio e o Centro da Capital, a linha possui 14 carros em média em dias úteis.
Inicialmente operada pela empresa Roger, que hoje atua em fretamento e turismo com o nome de Rogetur, desde 2003 a linha é operada pela empresa Reunidas, a mesma queatua em transporte municipal em João Pessoa, porém com carros específicos paratransporte intermunicipal: os ônibus de Cabedelo possuem entrada pela dianteira, diferente dos municipais onde a entrada é pela traseira.
E assim espero que a história do 5101 seja escrita pelos que vão e retornam do trabalho ou da escola todos os dias, pelos motoristas e cobradores que lá trabalham, e que fatos lamentáveis como o que aconteceu na quinta-feira não mais se repitam, não apenas na linha do Direto, como também em toda e qualquer linha de ônibus na cidade, seja ela municipal ou intermunicipal.

Entenda a diferença das linhas 002 e A002, do Roger


Por Ônibus Paraibanos – Josivandro Avelar
Imagens JC Barboza / Paulo Rafael Viana
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Operante desde a década de 1960, a linha 002-Roger é uma das mais antigas da capital paraibana. A linha já passou por várias empresas, como a Dutra, Mandacaruense, Setusa, Transnacional, até passar para a Santa Maria, que a opera desde março de 2011.
Porém, a linha em questão tem uma variante: a A002-Alto Roger, já que a 002 passa no Baixo Roger. Ainda assim, há quem se confunda entre uma e outra. Por isso, vamos explicar a diferença entre as linhas 002 e A002.
As duas linhas possuem itinerário comum na parte mais interna do bairro, no que compreende as ruas Frederico Chopim, Salvador de Albuquerque, João Ramalho, 19 de Março, Cônego Bernardo, Conceição Cabral e Maria da Silva Ramalho. Como também é comum a ambas as linhas o ponto final, na esquina da Maria da Silva Ramalho com a Ayrton Senna.
Porém a diferença principal das linhas 002 e A002 está justamente no fato de que a A002 têm um acréscimo de itinerário em relação à linha 002. Essa diferença começa na Elpídio Alves da Cruz, cruzamento com a Padre Antônio Pereira, onde fica a Praça da SOCIC. A linha 002 vai passar direto pelo cruzamento, subindo rumo à lateral da antiga Prefeitura Municipal, já seguindo direto para o Terminal de Integração do Varadouro.
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Já a linha A002, ao chegar no cruzamento da Praça da SOCIC, faz uma conversão à esquerda e sobe para a Gouveia da Nóbrega, de onde segue para a Juiz Gama e Melo, via essa que é a principal do Alto Roger, daí a linha ser caracterizada como tal. A linha atende a esse itinerário apenas no sentido ida.
Como a linha já está longe do itinerário original do 002, ela segue um itinerário próprio para ir até o Terminal de Integração do Varadouro, pelas vias Gama Rosa, Santo Elias, Pedro I (sendo esta a única linha a passar em frente ao Shopping Tambiá), Princesa Isabel (não usa a parada do corredor 6), até a Lagoa e Terminal de Integração.
Do Terminal de Integração ao ponto final das linhas, o itinerário das duas é um só. Porém o acesso ao Roger se dá também por um itinerário próprio: as linhas acessam o Mercado Central, Tabajaras, Eurípedes Tavares, Pedro I, onde fazem um contorno na Praça da Independência, seguindo pela Barreto Sobrinho, retornando para a Flávio Maroja Filho e daí para a Av. Bandeirantes, onde passam pelo Parque Arruda Câmara (também em sentido único, no caso o de volta), e Gouveia da Nóbrega, de onde entram no itinerário interno do Roger, e daí para o ponto final.
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Cada linha possui um ônibus. A linha A002-Alto Roger roda de segunda à sexta, realizando 16 viagens. Já a linha 002-Roger roda de domingo a domingo, realizando 18 viagens.