sábado, 3 de outubro de 2020

Critérios para a escolha dos cantos na Missa

 Não é qualquer canto que se escolhe para as celebrações. Existem cantos litúrgicos (para as missas) e cantos mensagem (para outras ocasiões, encontros, reuniões, palestras, retiros, grupos de oração, shows, etc.).


As características do Canto litúrgico são:


1) Conteúdo ou inspiração bíblica;

2) Qualquer salmo cantado é litúrgico;

3) Deve ter melodia fácil;

4) Todos os cânticos litúrgicos são personalizados (ritmo próprio, letra própria e momento próprio);

5) Ter cuidado com as músicas destinadas às partes fixas da Celebração (Glória, Santo, Pai Nosso, Cordeiro), pois cada um tem o seu conteúdo próprio e isto é da Tradição da Igreja.



As características a serem levadas em consideração são:


1. Canto de entrada:

Letra: Deve ser um convite à celebração! Deve falar do motivo da celebração.

Música: De ritmo alegre, festivo, que expresse a abertura da celebração.


2. Canto penitencial:

De cunho introspectivo, a ser cantado com expressão de piedade. Deve expressar confiança no perdão de Deus.

Letra: Deve conter um pedido de perdão.

Música: Lenta, que leve à reflexão. Sejam usados especialmente instrumentos mais suaves.


3. Canto do glória:

Letra: O texto deve seguir o conteúdo próprio da Tradição da Igreja. É cantado nas solenidades e festas e domingos fora do Advento e da Quaresma e missas de sétimo dia, trigésimo dia, um ano de falecimento, missa de corpo presente ou Dia de Finados.

Música: Festiva, de louvor a Deus. Podem ser usados vários instrumentos.


4. Salmo Responsorial:

Letra: Faz parte integrante da liturgia da palavra: tem que ser um salmo. Deve ser cantado, revezando solo e povo, ou, ao menos o refrão. Pode ser trocado pelo próprio salmo cantado, porém nunca por um canto de meditação.

Letra: Salmo próprio do dia

Música: Mais suave. Instrumentos mais doces.


5. Aclamação ao Evangelho:

Letra: Tem que ter a palavra 'Aleluia' (que significa alegria), exceto na Quaresma, em que esse aleluia é proibido, em virtude do forte tempo de reflexão, e substituído por um versículo proposto no Lecionário. É um convite para ouvir; é o anúncio da Palavra de Jesus. Deve ser curto e tirado do lecionário próprio do dia.

Música: De ritmo festivo e acolhedor. Podem ser usados outros instrumentos.


6. Canto de Preparação das Oferendas:

É um canto facultativo. A equipe decide e combina com o padre. Caso não seja cantado, é oportuno um fundo musical (exceto Advento e Quaresma), até que as ofertas cheguem ao altar, cessando então, para que se ouça as orações de oferecimento que o padre, então, rezará. O verdadeiro ofertório só acontece depois da Consagração. Esse momento é de preparação das oferendas, não de ofertório, como se dizia antigamente.

Letra: não precisa necessariamente falar de pão e vinho, pode falar do tema da liturgia ou do oferecimento da própria vida a Cristo.

Música: Melodia calma, suave. Uso de instrumentos suaves.


7. Santo:

É um canto vibrante por natureza.

Letra: o texto original indicado pela Tradição da Igreja.

Música: Que os instrumentos expressem a exultação desse momento e a santidade de Deus.


8. Doxologia: “Por Cristo, com Cristo e em Cristo”

É uma hora muito importante e solene. É o próprio Cristo que oferece e é oferecido. É cantado apenas pelo Sacerdote. O AMÉM conclusivo, aí sim cantado pelo povo, é o mais importante da Missa e deve ser cantado ao menos aos finais de semana.


9. Pai-Nosso:

Pode ser cantado, mas desde que com as mesmas e exatas palavras da oração. Não de diz o Amém, mesmo quando cantado.


10. Cordeiro de Deus:

Pode ser cantado com melodia não muito rápida e sempre com as mesmas palavras da oração.


11. Canto de Comunhão:

É um canto processional, para se cantar andando.

Letra: Preferência que fale sobre a comunhão, sobre o corpo e o sangue de Cristo, sobre o pão da vida, pão do céu, ou qualquer outro tema relativo ao mistério da Eucaristia. 

Música: Processional


12. Ação de Graças:

Se for o caso, se canta dando graças, louvando e agradecendo o encontro com o Senhor e com os irmãos. No entanto, que se tenha tempo de silêncio profundo e de adoração e intimidade com o Senhor. Instrumentos mais doces e melodia lenta e que leve a adoração.


13. Canto final - Não previsto pela Liturgia, portanto, suplementar.

É para ser cantado após a Bênção Final, enquanto o povo se retira da Igreja: é o canto de despedida.

Letra: Deve conter uma mensagem que levaremos para a vida, se possível, preferencialmente sobre o Evangelho do dia. Preserva a mensagem e motiva a missão.

Música: Alegre, vibrante.

CRITÉRIOS PARA A ESCOLHA DOS CÂNTICOS LITÚRGICOS

Josemar Oliveira

Canto na Liturgia

CRITÉRIOS PARA A ESCOLHA DOS CÂNTICOS LITÚRGICOS


2 O que devo cantar na Missa?

Não é qualquer canto que se escolhe para as celebrações. Existem cantos litúrgicos (para as missas) e cantos mensagem (para outras ocasiões, encontros, shows, reuniões, retiros, grupos de oração, etc…).


3 AS CARACTERÍSTICAS A SEREM LEVADAS EM CONSIDERAÇÃO SÃO:

4 As características do Canto litúrgico são:

1.      Conteúdo ou inspiração bíblica;

2.      Qualquer salmo cantado é litúrgico;

3.      Deve ter melodia fácil;

4.      Todos os cânticos litúrgicos são personalizados (ritmo próprio, letra própria e momento próprio);

5.      Ter cuidado com as músicas destinadas às partes fixas da Celebração (Glória, Santo, Pai Nosso, Cordeiro), pois cada um tem o seu conteúdo próprio e isto é da Tradição da Igreja.


5 1º parte da Santa Missa RITOS INICIAIS

1 – Canto / Procissão de Entrada

2 – Ato Penitencial

3 – Hino de Louvor / Glória

4 – Oração do Dia / Coleta.


6 Canto de entrada:

Letra: Deve ser um convite à celebração! Deve falar do motivo da celebração.

Música: De ritmo alegre, festivo, que expresse a abertura da celebração.

Canto Processional: No qual recebe-se o presidente e seus auxiliares.


7 Canto penitencial:

De cunho introspectivo, a ser cantado com expressão de piedade. Deve expressar confiança no perdão de Deus.

Letra: Deve conter um pedido de perdão, deve seguir a fórmula da tradição da Igreja. 

Música: Lenta, que leve à introspecção. Sejam usados especialmente instrumentos mais suaves.


8 Canto do glória:

Letra: O texto deve seguir o conteúdo próprio do Missal; Glória a Deus nas alturas... Ou a letra aprovada pela CNBB. (Não é um canto Trinitário).

Música: Festiva, de louvor a Deus. Podem ser usados vários instrumentos. A letra pode ser adaptada, mas não pode ser substituída por outro canto com letra diferente.

Não é cantando nos Tempos do Advento e Quaresma.


9 2° Parte da Santa Missa Liturgia da Palavra

1ª Leitura;

Salmo Responsorial;

2ª Leitura;

Sequência (quando prescrita);

Aclamação ao Evangelho;

Proclamação do Evangelho;

Homilia;

Profissão de Fé – Credo;

Oração dos Fiéis/Oração Universal.


10 Salmo Responsorial:

Letra: Faz parte integrante da liturgia da palavra: tem que ser um salmo. Deve ser cantado, revezando solo e povo, ou, ao menos o refrão. Pode ser adaptado, porém nunca por um canto de meditação.

Letra: Salmo próprio do dia

Música: Mais suave. Instrumentos mais doces.

Deve ser cantado obrigatoriamente do ambão, por um cantor que não esteja no Grupo de Canto/Coral.


11 Aclamação ao Evangelho:

Letra: Tem que ter ALELUIA (louvor a Javé), exceto na Quaresma, devido ao forte tempo de reflexão. É um convite para ouvir; é o anúncio da Palavra de Jesus. Deve ser curto, e tirado do lecionário, próprio do dia.

Música: De ritmo vibrante, alegra, festivo e acolhedor. Podem ser usados outros instrumentos.


12 3° Parte da Santa Missa Rito Sacramental

1ª Parte - Preparação das Oferendas: Preparação do Altar, Canto / Procissão das Oferendas, Coleta, Apresentação das Oferendas, Lavar as Mãos, Orai Irmãos e Irmãs e Oração Sobre as Oferendas;

2ª Parte - Oração Eucarística (Anáfora): Diálogo Inicial, Prefácio, Santo, Narrativa da Instituição e Consagração, Anamnese, Oblação ou Ofertório, Segunda Epiclese, Intercessões e Doxologia Final;

3ª Parte - Rito da Comunhão: Pai Nosso, Embolismo, Doxologia, Oração pela Paz, Fração do Pão, Cordeiro de Deus, Convite à Comunhão, Apresentação, Resposta da Assembleia, Canto / Distribuição da Comunhão, Adoração / Ação de Graças, Interiorização (muito importante), Purificação dos Vasos Sagrados e Oração Depois da Comunhão.


13 Canto das ofertas:

É um canto facultativo. A equipe decide e combina com o padre. Caso não seja cantado, é oportuno um fundo musical (exceto Advento e Quaresma), até que as ofertas cheguem até o altar, cessando então, para que se ouça as orações de oferecimento que o padre rezará, então, em voz alta.

O verdadeiro ofertório só acontece depois da Consagração, portanto momento é de preparação das ofertas, não de ofertório, como se dizia antigamente. Cuidado com os textos que tratam o pão e o vinho como sendo o Corpo e o Sangue de Cristo quando ainda não foram consagrados.

Letra: Não é tão necessário que se fale de pão e vinho. Pode falar do tema da liturgia ou do oferecimento da própria vida a Cristo.

Música: Melodia calma, suave. Uso de instrumentos suaves.

Canto processional: Única procissão no qual a assembleia participa ativamente levando os dons para o altar.


14 Santo: É um canto vibrante por natureza.

Letra: Se possível seguir o texto original, indicado pela Tradição da Igreja.

Música: Que os instrumentos expressem a exultação desse momento e a santidade, majestade e imanência “Tremenda de Deus”. Deve ser sempre cantado.


15 Doxologia: “Por Cristo, com Cristo e em Cristo”

É uma hora muito importante e solene. É o próprio Cristo que oferece e é oferecido. É cantado apenas pelo Sacerdote. O AMÉM conclusivo, aí sim cantado pelo povo é o mais importante da Missa e deve ser cantado ao menos aos finais de semana.


16 Pai-Nosso:

Pode ser cantado, mas desde que com as mesmas e exatas palavras da oração. Não de diz o Amém, mesmo quando cantado ou rezado, porque a oração seguinte é continuação.


17 Canto da Paz: (facultativo)

“Embora seja usado em muitas comunidades do Brasil, o “canto da paz” não está prescrito em nenhum ritual da Igreja, pois só tem valor na cultura, e não na Liturgia. Vale lembrar que o momento do abraço da paz é previsto para as pessoas se cumprimentarem. Portanto, caso se opte por algum canto, o mesmo seja executado pelo coral ou grupo de cantores e nunca substitua ou ofusque o canto que acompanha o rito da fração do pão: o “Cordeiro de Deus””. (Estudos da CNBB n° 49 – A Musica Liturgia no Brasil).


18 Cordeiro de Deus:

Pode ser cantado com melodia não muito rápida e sempre com as mesmas palavras da oração.


19 Canto de Comunhão: É um canto processional, para se cantar andando.

Letra: Preferência que fale sobre a comunhão, o Corpo e o Sangue de Cristo, o pão da vida, o pão do céu ou qualquer outro tema que faça referência ao mistério da Eucaristia.

Música: Processional, toada, balada, etc…


20 Ação de Graças/ Pós Comunhão:

Se for o caso, se canta dando graças, louvando e agradecendo o encontro com o Senhor e com os Irmãos. No entanto, que se tenha tempo de silêncio profundo e de adoração e intimidade com o Senhor. Instrumentos mais doces e melodia lenta e que leve a adoração.


21 4° Parte da Santa Missa Ritos Finais

1 - Mensagem, Comunicados da Comunidade, Vivência;

2 - Bênção Final, Despedida.


22 Canto final:

Para ser cantado após a Bênção Final, enquanto o povo se retira da Igreja: é o canto de despedida.

Letra: Deve conter uma mensagem que levaremos para a vida, se possível, referente ao Evangelho do dia.

Música: Alegre, vibrante, que leve a assembleia a evangelizar. Podem ser usados outros instrumentos.


23 Fonte: Blog Nova Liturgia: www.novaliturgia.wordepress.com Clerus.org

CNBB: Documento 49: Estudos da CNBB n° 49 – A Musica Liturgia no Brasil.

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