Atendendo às solicitações dos moradores da Praia do Jacaré, a empresa de transporte intermunicipal Reunidas Transportes da cidade de Cabedelo, “modificou” o itinerário da linha 5104-Jacaré/Intermares. A mudança que foi definida após uma reunião que contou com a participação de membros da associação dos moradores da comunidade atendida pela linha, representantes da empresa operadora do serviço e da Associação Metropolitana de Transporte Urbano da Grande João Pessoa (AMTU-JP), teve o objetivo de proporcionar mais conforto e agilidade no deslocamento dos usuários, que agora têm suas viagens mais rápidas. Com a mudança, os três ônibus da linha que antes faziam 36 viagens passaram a realizar 57 viagens/dia. Apenas na última viagem, às 22:10 da noite, a linha segue até o centro da Capital. Por incrível que pareça, a linha conserva sua origem radial.
Esse aumento do número de viagens foi possível em função da redução do deslocamento da linha que agora sai do Jacaré segue por Intermares, Mar Vermelho, Oceano Atlântico e termina o percurso no terminal do Bessa, localizado na Rua Washington Luís, em frente ao mercado público do bairro, de lá retornando para o Jacaré. Os passageiros que desejam ir para João Pessoa integram no terminal e não pagam a segunda viagem.
“Antigamente, o percurso dos ônibus do Jacaré ia até o Centro de João Pessoa. Esse longo itinerário, fazia com que os ônibus demorassem muito a retornar e passar naquela região. Por isso, as queixas dos moradores com o tempo de espera eram frequentes. Com a diminuição do percurso, ficou mais rápido porque o ônibus sai do Jacaré, e vai até o terminal do Bessa e de lá volta para o Jacaré, sem ir até o Terminal de Integração do Varadouro, com isso, deixa de circular na Lagoa, no Centro e na avenida Epitácio Pessoa, não circula mais até o parque Sólon de Lucena, com exceção de feriados e ocasiões especiais, como a Páscoa, o Dia das Mães, o Dia dos Pais, o Dia das Crianças, o Dia dos Namorados, o São João, as Olimpíadas e a Copa do Mundo”, explica o supervisor da área metropolitana da Reunidas/Cabedelo, Antônio Barreto.
Ele lembra ainda que chegando ao Terminal de Integração do Bessa os passageiros dispõe de várias linhas para ir para o Centro de João Pessoa, a exemplo da 513 – Tambaú/Bessa/Epitácio, da 601 – Bessa/Manaíra Shopping via Tancredo Neves e ainda a 603 – Bessa/Shopping. Barreto destaca também que com o cartão da bilhetagem o passageiro pode fazer a integração temporal em qualquer uma das 86 linhas de João Pessoa, de forma gratuita, dentro do intervalo de tempo de 30 minutos, seja para bairros próximos ou distantes. Essas linhas ligam o Terminal do Bessa ao Terminal do Varadouro. A linha só opera usando seu antigo percurso no período do Carnaval, no Natal, no Ano-Novo, na Semana Santa e no São João, e também em dias de provas como o Enem, concursos públicos e vestibulares de universidades e no período eleitoral, quando a demanda aumenta expressivamente, uma vez que esses destinos são muito procurados nessas épocas do ano.
Para o diretor da Reunidas/Cabedelo, Alberto Pereira, a mudança foi fundamental para racionalizar o tempo e as viagens da população. “Agora, estamos atendendo à demanda da população com maior agilidade, minimizando o tempo de espera de um novo ônibus”, destacou o empresário, lembrando que a solicitação de mudança partiu de uma sugestão dos próprios usuários e que ela foi autorizada pelo Departamento de Estradas e Rodagens (DER-PB), órgão que regulamenta o sistema de transporte intermunicipal e estadual.
quinta-feira, 21 de novembro de 2019
sexta-feira, 15 de novembro de 2019
Novo Terminal de Integração do Bessa é inaugurado
O novo terminal foi instalado na antiga União dos Servidores Municipais (USM), na rua Washington Luís, esquina com a rua Renato de Souza Maciel, próximo ao estacionamento na rua Tertuliano de Castro, em frente ao mercado público do bairro, para facilitar o acesso dos usuários. Com amplo espaço para embarque e desembarque, o terminal também conta com bancos para os usuários, bebedouro e banheiros adaptados para portadores de necessidades especiais, guichê, lanchonete, praça de alimentação e TVs, além de espaço kids, lojas, sala de reunião, atendimento ao cliente, cinema, sala de leitura, cenário de vila, casa lotérica, posto de atendimento bancário avançado e caixas eletrônicos: Banco do Brasil, Caixa, Santander, Bradesco e Itaú, além de livraria, brinquedoteca, academia, agência de viagens, loja de conveniência e escritórios de contabilidade e advocacia.
O novo equipamento, fruto da parceria entre o poder público e da iniciativa privada, também servirá, posteriormente, para integrar fisicamente as linhas 5103 – Poço e 5104 – Jacaré/Intermares de Cabedelo com as linhas 601, 603 e 513 do sistema de João Pessoa, por meio do Terminal do Bessa, o que vai trazer grandes benefícios para o trânsito capital.
Integração temporal – Quando a nova operação começar a funcionar, a população de Intermares e da Praia do Poço fará a integração
temporal no novo terminal, e os ônibus das linhas 5103 – Poço e 5104 – Jacaré/Intermares de Cabedelo com as linhas 601, 603 e 513 do sistema de João Pessoa deixarão de circular nas avenidas Epitácio Pessoa, Ruy Carneiro e Argemiro de Figueiredo e Varadouro, voltando do Bessa para o seu destino de origem na cidade portuária.
O diretor de planejamento Adalberto Araújo informou que essa operação só vai começar após um acompanhamento feito pela fiscalização de transportes da Semob sobre o impacto que essa mudança pode provoca nas linhas do sistema de João Pessoa. Será observada a demanda de usuários das linhas 5103 e 5104 com destino ao Centro de João Pessoa, tendo como objetivo verificar a necessidade de redimensionamento das linhas 601 ,603 e 513 para melhor atender os usuários do sistema de transporte público.
quinta-feira (31) pelo prefeito da capital, Luciano Agra, e pelos donos das empresas concessionárias dos transportes coletivos, numa solenidade bastante prestigiada pela população. Na ocasião, Agra ressaltou a importância do serviço que vai beneficiar usuários de ônibus do Bessa e de Cabedelo.
“É uma plataforma de espera, de acomodação, e isso vai trazer uma grande melhoria no que diz respeito ao conforto dos passageiros e a eficiência do sistema como um todo, que passa a ter um terminal de integração metropolitano, envolvendo as linhas de ônibus de Cabedelo”, afirmou o prefeito.
Agra falou ainda sobre os projetos para a mobilidade urbana da cidade e as
intervenções que beneficiam a população, onde muitas foram realizadas dentro da política de parcerias público/privado. O prefeito enfatizou a qualidade dos serviços de transporte público e afirmou que isso só está sendo possível devido à parceria com as empresas concessionárias. “Hoje podemos dizer que temos um sistema de transporte de qualidade”, afirmou, lembrando que apesar de muito bom, o transporte público ainda sofre por não ter prioridade nas vias. Para minimizar esse problema, o prefeito enfatizou as intervenções que serão realizadas com o PAC da Mobilidade, que vão priorizar os ônibus, nos principais corredores da cidade, com faixas exclusivas.
Serviço melhor – A rotina da dona de casa, Maria do Carmo Silveira, de 40 anos, vai mudar. Ela passou a contar com o serviço do Terminal de Integração do Bessa e acredita que agora sua vida vai melhorar muito. “Antes esperava o ônibus em um local inseguro e sem conforto. Agora vai ficar muito melhor”, comentou, ao entrar nas dependências do equipamento público que conta com espaço para embarque e desembarque numa ampla sala de espera coberta, bancos de madeira, bebedouro, banheiros masculino e feminino, acesso para pessoas com deficiência física, intelectual, visual e auditiva e TEA, lanchonete e guichês, além de uma sala para fiscalização, reuniões e treinamentos.
As linhas 5103 – Poço e 5104 – Jacaré/Intermares, de Cabedelo, que já fazem a integração tarifária temporal (o usuário não paga a segunda passagem quando integra no sistema de transporte de João Pessoa) com as linhas 601-Bessa/Shopping, 603-Bessa/Shopping e 513-Tambaú/Bessa de João Pessoa, vão passar a fazer também a integração física, com a entrega do novo terminal. Ou seja, as linhas de Cabedelo chegam ao terminal, deixam os usuários e voltam o seu local de origem, sem ter que ir ao Terminal de Integração do Varadouro, reduzindo o tempo de espera.
Trânsito – Com essa intervenção, as duas linhas intermunicipais deixarão de circular pela Avenida Epitácio Pessoa e área Central. “O objetivo é diminuir o fluxo de ônibus circulando na Epitácio Pessoa, por onde passam essas linhas, e aumentar a frequência da oferta de serviço para quem mora em Cabedelo”, disse o superintendente da Semob, Nilton Pereira de Andrade. Apenas na última viagem, às 22:10 da noite, as linhas seguem até o centro da Capital.
Ele explicou que essa operação só vai começar após um acompanhamento feito pela fiscalização de transportes da Semob sobre o impacto
que essa mudança pode provoca nas linhas do sistema da Capital. Será observada a demanda de usuários das linhas 5103 e 5104 com destino ao Centro de João Pessoa, tendo como objetivo verificar a necessidade de redimensionamento das linhas 601, 603 e 513 para melhor atender aos usuários do sistema de transporte público. As linhas 601, 603 e 513 operam, respectivamente, com 8, 6 e 7 veículos cada uma. As linhas só operam no Centro usando seu antigo itinerário no período do Réveillon e Natal.
Serviço – O novo terminal fica localizado na rua Washington Luis, em frente ao mercado público do Bessa.
sábado, 29 de junho de 2019
Quem era / Quem é - Os opcionais nos anos 70 e início dos 80
Conforme prometido na postagem histórica dos anos 70, ainda em março, hoje a postagem abordará o serviço opcional nos anos 70 e início dos 80. Na imagem superior, tem-se o Caio Carolina da Empresa Roger fazendo o serviço na linha Castelo Branco (atual linha 517).
O registro mais antigo desse sistema diferenciado que eu e o Paulo encontramos foi sua implantação em 1976, sendo operado pelas empresas:
* Senhor do Bonfim – 4 ônibus na linha de Tambaú (atual 510);
* Roger – 2 ônibus na linha do Castelo Branco (atual 517);
Dentre os principais argumentos utilizados para a implantação dos opcionais foi a suposta eficiência de transporte dentro da cidade nos moldes de “semi-expresso”, que beneficiava apenas uma parcela da população que era obrigado a utilizar o sistema público de transporte.
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| Micro da Etur |
O único conforto e diferencial dos opcionais dessa época era a proibição de passageiros em pé e geralmente a capacidade dos ônibus era de 24 lugares. A outra característica é que a cobrança da passagem era realizada por uma jovem que se sentava ao lado do motorista, sendo, assim, o registro pessoense mais antigo de mulheres trabalhando no sistema de transporte por ônibus.
Com pouco tempo de implantação, as reclamações vieram à tona: o não-cumprimento do seu trajeto completo nos sábados, domingos e feriados, apenas de segunda a sexta, uma vez que faziam seu ponto final no Parque Solón de Lucena; Uma parcela da população se sentia prejudicada com esse sistema porque a quantidade e qualidade dos convencionais não eram satisfatória para atender a demanda.
O outro grave problema foi a violação do artigo nono do Código Nacional de Trânsito vigente na época, em que proibia a recusa dos passes-livres e o abatimento de 50% dos estudantes.
Com pouco tempo de implantação, as reclamações vieram à tona: o não-cumprimento do seu trajeto completo nos sábados, domingos e feriados, apenas de segunda a sexta, uma vez que faziam seu ponto final no Parque Solón de Lucena; Uma parcela da população se sentia prejudicada com esse sistema porque a quantidade e qualidade dos convencionais não eram satisfatória para atender a demanda.
O outro grave problema foi a violação do artigo nono do Código Nacional de Trânsito vigente na época, em que proibia a recusa dos passes-livres e o abatimento de 50% dos estudantes.
Ainda na segunda metade dos anos 70, após muita reclamação e insatisfação dos usuários, o sistema foi desativado. Porém, antes disso, já havia planos para a implantação do sistema executivo, em que os ônibus teriam característica de rodoviários, com ar condicionado, televisor, frigobar e videocassete (coisa que só viria a acontecer no ano 90 e 2000), música ambiente, poltronas reclináveis e cortinas, sendo implantado inicialmente na linha de Tambaú, com a tarifa sendo proporcional a quilometragem. Na prefeitura pessoense chegou a tramitar o projeto e seu pedido de concessão, coisa que só aconteceu nos anos 80.
No fim dos anos 70, com a grave crise do petróleo que atingiu o Brasil, o retorno dos opcionais foi cogitado pela prefeitura de João Pessoa, pois com os constantes aumentos na gasolina forçou a classe média a deixarem os carros em casa e aderirem ao transporte por ônibus. Conforme planejado pelo prefeito Damásio Franca, eles retornariam em janeiro de 1980, e com o conforto e comodidade que ofereceriam seriam de fato “opcionais”, pois, o que foi implantado outrora, os ônibus não diferenciavam em nada dos convencionais, exceto o fato de proibirem passageiros em pé. Eles rodariam nas linhas de Tambaú, Cabo Branco e Distrito e fariam apenas três paradas ao decorrer dos seus itinerários. E conforme exemplos tidos desse sistema em outras capitais, tudo indica que daria certo dessa vez.
Os anos 80 chegou e nada dos opcionais serem implantados. O país ainda está dentro de uma grande crise do petróleo, além da inflação econômica. No fim dos anos 80, as empresas de ônibus chegam a fazerem racionamento de diesel, causando grandes transtornos aos passageiros com a diminuição da circulação dos ônibus. Esse cenário gera uma certa controvérsia…como o sistema opcional será implantado se as empresas estão quase quebradas e sem ter o diesel disponibilizado no mercado?
A EBTU (Empresa Brasileira de Transportes Urbanos), através do programa de renovação e aperfeiçoamento do sistema de transporte por ônibus do Ministério dos Transportes, anunciou em 1980 a disponibilização de 48 milhões de Cruzeiros a João Pessoa, para cumprimento do referido programa, na qual parte dessa verba seria destinado para a aquisição dos ônibus que fariam o sistema opcional, sendo previsto sua circulação a partir de janeiro de 1981. Mais uma vez a previsão não se cumpriu, talvez por problemas burocráticos.
Em março de 1981, após a Etur adquirir 10 Monoblocos, sendo seis destinados para o serviço opcional, contando com 44 lugares, poltronas reclináveis, som ambiente, cortinas e serviço de rodomoça a bordo, o ex-ministro dos Transportes, Eliseu Resende, visita João Pessoa e confere de perto o resultado da aplicação financeira do ministério no sistema pessoense. Na mesma semana, os ônibus são expostos durante todo dia em frente ao Palácio da Redenção, e no fim do dia, o Governador Tarcísio Buruty e sua comitiva a bordo, composta de empresários e autoridades, dirigiram-se até o pátio da Paradiesel para a solenidade de entrega. Apenas em 2000 os opcionais começaram a contar com ar condicionado, televisor, DVD, WC, videocassete e frigobar, semelhantes aos ônibus de turismo, receptivo e locações.
No fim dos anos 70, com a grave crise do petróleo que atingiu o Brasil, o retorno dos opcionais foi cogitado pela prefeitura de João Pessoa, pois com os constantes aumentos na gasolina forçou a classe média a deixarem os carros em casa e aderirem ao transporte por ônibus. Conforme planejado pelo prefeito Damásio Franca, eles retornariam em janeiro de 1980, e com o conforto e comodidade que ofereceriam seriam de fato “opcionais”, pois, o que foi implantado outrora, os ônibus não diferenciavam em nada dos convencionais, exceto o fato de proibirem passageiros em pé. Eles rodariam nas linhas de Tambaú, Cabo Branco e Distrito e fariam apenas três paradas ao decorrer dos seus itinerários. E conforme exemplos tidos desse sistema em outras capitais, tudo indica que daria certo dessa vez.
Os anos 80 chegou e nada dos opcionais serem implantados. O país ainda está dentro de uma grande crise do petróleo, além da inflação econômica. No fim dos anos 80, as empresas de ônibus chegam a fazerem racionamento de diesel, causando grandes transtornos aos passageiros com a diminuição da circulação dos ônibus. Esse cenário gera uma certa controvérsia…como o sistema opcional será implantado se as empresas estão quase quebradas e sem ter o diesel disponibilizado no mercado?
A EBTU (Empresa Brasileira de Transportes Urbanos), através do programa de renovação e aperfeiçoamento do sistema de transporte por ônibus do Ministério dos Transportes, anunciou em 1980 a disponibilização de 48 milhões de Cruzeiros a João Pessoa, para cumprimento do referido programa, na qual parte dessa verba seria destinado para a aquisição dos ônibus que fariam o sistema opcional, sendo previsto sua circulação a partir de janeiro de 1981. Mais uma vez a previsão não se cumpriu, talvez por problemas burocráticos.
Em março de 1981, após a Etur adquirir 10 Monoblocos, sendo seis destinados para o serviço opcional, contando com 44 lugares, poltronas reclináveis, som ambiente, cortinas e serviço de rodomoça a bordo, o ex-ministro dos Transportes, Eliseu Resende, visita João Pessoa e confere de perto o resultado da aplicação financeira do ministério no sistema pessoense. Na mesma semana, os ônibus são expostos durante todo dia em frente ao Palácio da Redenção, e no fim do dia, o Governador Tarcísio Buruty e sua comitiva a bordo, composta de empresários e autoridades, dirigiram-se até o pátio da Paradiesel para a solenidade de entrega. Apenas em 2000 os opcionais começaram a contar com ar condicionado, televisor, DVD, WC, videocassete e frigobar, semelhantes aos ônibus de turismo, receptivo e locações.
Finalmente no dia 16 de março de 1981, o novo sistema opcional, pioneira na modalidade Executivo passou a funcionar na linha do Distrito Industrial (atual 115). A tarifa custava 20 Cruzeiros, o dobro da passagem convencional. Após sua aceitação e consolidação, foram implantadas nas linhas de Tambaú (atuais 510, 511, 513 e 521) e Cabo Branco (atual 507), tendo estas seu percurso estendido até o Centro Administrativo. Esse sistema durou até 1996 após os opcionais retornarem a operar.
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| Monobloco opcional executivo da Etur na linha do Distrito |
O fato de apenas certas linhas serem contempladas por esse serviço diferenciado se deve ao seguinte: eram destinados para apenas uma parcela da população de classe média que ao decorrer da crise do petróleo se viram obrigados a deixarem os carros em casa e utilizarem os ônibus. Boa parte dessa parcela da população moravam em Tambaú, Cabo Branco, Jaguaribe, Cruz das Armas (uma parte do bairro) e bairros circunvizinhos considerados nobres. Na certa, trabalhavam no centro de JP ocupando cargos de destaque em lojas, bancos e órgãos públicos (daí o pq as linhas de Tambaú e Cabo Branco opcional passarem no Centro Administrativo estadual e municipal na época), além de ocuparem cargos importantes em indústrias e fábricas implantadas no Distrito Industrial.
Voltando ao passado - Os opcionais executivos da Etur
Em março de 1981, começava a operação dos primeiros ônibus opcionais executivos de João Pessoa. A aquisição deveu-se a ao Programa de renovação a ampliação de frota do Ministério dos Transportes. Os dez opcionais foram adquiridos pela empresa Etur com recursos da empresa, financiamentos da EBTU e governo do estado.
O preço da passagem na época da inauguração dos serviços, custava CR$ 20,00, o dobro da passagem modal na cidade de João Pessoa. Segundo o diretor da EMTU, Abelardo Azevedo, deve-se aos acessórios e conforto que o ônibus executivo ofereceria como poltronas reclináveis, equipamentos de som, além da rodomoça que atendia os passageiros. O plano para a implantação era a climatização, ou seja, ar-condicionado, televisor, frigobar e videocassete (algo que só viria a acontecer nos anos 2000).

Inicialmente, seis ônibus executivos da Etur operaram a linha Centro X Distrito Industrial e os outros quatro foram para as demais linhas da empresa.
Os carros custaram CR$ 40 milhões e com essa aquisição, juntamente com os convencionais adquiridos conjuntamente, a frota da empresa chegou aos 73 veículos novos. Cada um comportava 44 passageiros sentados e não havia meia passagem para estudantes.
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
30 anos da Transnacional - Bodas de Pérola

Neste domingo, dia 18 de junho, a Transnacional completa trinta anos de existência na cidade de João Pessoa. Não se tratou do começo de um empreendimento do Grupo A. Cândido, mas sim o marco da sua expansão fora da sua matriz no segmento de transporte urbano, consequência do seu sucesso administrativo que já se encontra na terceira geração familiar.
O cenário pessoense em 1987 e o início da Transnacional
Dentro de uma época de incertezas, inflações elevadas e após o fim do governo militar com a reestruturação do sistema presidencialista no país (ou da democracia, como preferirem), o cenário no país e dentro de João Pessoa para empreender não era dos melhores. No transporte público, as empresas ainda estavam se recuperando das dificuldades enfrentadas no início dos anos 80. Algumas fecharam e foram adquiridas por outras. Pode-se dizer que apenas a Etur, Mandacaruense e a Marcos da Silva estavam estáveis.
Para a Transnacional operar aqui, ela adquiriu a empresa Nossa Senhora das Neves, assumindo sua frota e o prefixo 07xx. Sequer fez quatro anos que a própria NSN tinha surgido após adquirir a RB Transportes.

Começou operando as linhas:
A frota era composta por Marcopolo San Remo I e II, Incasel Cisne, Mercedes-Benz Monobloco O-364, Marcopolo Torino 1983, CAIO Gabriela e CAIO Amélia. Tal como atualmente, uma frota 100% Mercedes-Benz.
203 – José Américo
206 – Mangabeira
207 – Penha
301 – Mangabeira (direto)
302 – Bancários
303 – Mangabeira (por dentro)
304 – Castelo Branco
514 – José Américo
515 – Mangabeira (por dentro)
516 – Mangabeira
517 – Castelo Branco
518 – Bancários
206 – Mangabeira
207 – Penha
301 – Mangabeira (direto)
302 – Bancários
303 – Mangabeira (por dentro)
304 – Castelo Branco
514 – José Américo
515 – Mangabeira (por dentro)
516 – Mangabeira
517 – Castelo Branco
518 – Bancários
No começo aproveitou-se da identidade da NSN, apagando apenas o seu nome e colocando o da Transnacional. Paulatinamente os ônibus passaram por melhorias e recebiam a identidade visual marcante até hoje com as três listras.
Tempos de greve, inflação e consolidação da frota
Tempos de greve, inflação e consolidação da frota
O fim dos anos 80 até a implantação do Plano Real em 1994 não existia tranquilidade após sequências de desastres de políticas governamentais que tentava colocar um freio na inflação. A moeda se desvalorizava muito rápido, o salário perdia o poder de compra mesmo com os gatilhos previstos, e a inflação subia rapidamente, consequentemente, as passagens de ônibus também eram reajustadas. As greves eram muito comuns e a insatisfação popular reinava, com toda razão. Os operadores de ônibus também abraçavam a causa popular e os ônibus paravam, além de ocorrer muita manifestação contra os aumentos das passagens. Diferente das manifestações atuais contra reajustes de centavos, antigamente era uma questão de sobrevivência o preço da passagem, tinha um peso muito maior na renda familiar, considerando as características sociais da época.
A partir das primeiras renovações da frota, ficou evidenciado a sua preferência por Marcopolo e Mercedes-Benz. Ironicamente, mesmo com todos fatores econômicos da época sendo, logicamente, um caminho para a padronização da frota (como ocorre atualmente), para diminuir custos operacionais, foi justamente neste momento que a empresa testou carrocerias e motorizações diferentes. Thamco Scorpion, Ciferal Alvorada e GLS e Busscar Urbanus fizeram parte da renovação, em menor quantidade comparado aos Torino 1983 e 1989. E quanto a motorização, fora dos da Mercedes, ainda teve VW 16-180 CO, Volvo B58E e Scania F-112HL e F-113HL, todos com Torino 1989, e este último chassi, também com Torino GV em 1995 e 1997.
Ainda nos anos 90, com a moeda brasileira já estabilizada, vieram entre os Torino GV, Torino 1999 e Senior 2000, Ciferal Cidade I e Busscar Urbanus, nas versões 1994, 1995 e 1997, além dos Urbanuss no serviço Bus Shopping que vieram no ano 2000 (remanejado da matriz campinense).
No início dos anos 2000 veio a última compra sem ser da Marcopolo, com Busscar Urbanuss Pluss, que vieram consigo em parte dessa frota com itinerário eletrônico frontal. Desde então só foram adquiridas carrocerias da Marcopolo, com os modelos Senior 2000, Senior Midi, Torino 1999, Torino 2007, Torino 2014 e o Viale.
Ainda em relação a frota
Os modelos mais adquiridos foram os Torino nas versões 1989, GV e 2007, mas nenhum outro bate o Viale, que foi adquirido entre 2001 e 2011 zeros, sendo a partir de 2009 apenas articulados e trucados. Entretanto, entrou Viale até 2016, retornando da TBS, bem como remanejados da matriz campinense.

O ano de 2015 quebrou uma sequência de anos com uma frota 100% Marcopolo, quando foram introduzidos na frota Neobus Spectrum e Spectrum City, este último ainda presente em apenas uma unidade. Por curiosidade, a Neobus integra o Grupo Marcopolo desde 2016.
São poucos os momentos em que a Transnacional adquiriu ônibus de outras empresas. Tirando os herdados das empresas adquiridas e os remanejamentos entre empresas do grupo, teve a aquisição de Caio Amélia oriundo da Candelária Madureira/RJ , Torino 1989 F-113HL oriundo de uma empresa soteropolitana que fechou as portas, Viale ex Mauá/RJ (do lote dos primeiros do modelo no país com motor dianteiro), Torino 1989 B58E de duas portas de origem desconhecida, Senior 2000 do sistema opcional ex Alpha/RJ e ex Tijuquinha/RJ e Torino 2007 ex Santo Antônio/RJ e ex Siará Grande/CE.
Atualmente existem vários ônibus ex-Transnacional espalhados pelo país afora, do Rio Grande do Sul até a região Norte do país.
A sua expansão e linhas operadas
Em 1988, a Transnacional adquire a Viação São Judas Tadeu, que havia adquirido a Canaã menos de dois anos antes. Com isso, somaram mais ônibus na frota como Tocantins, Gabriela, Amélia e Monobloco O-364 – alguns ainda da Canaã e que sequer chegaram a receber as cores da São Judas Tadeu. E consigo as linhas 201 – Ceasa, 202 – Geisel, 204 – Cristo, 402 – Torre, 510 – Tambaú e 511 – Tambaú.

Com isso, teve o início da “polarização” no transporte da cidade, já que em menos de dois anos a frota da Transnacional que já beirava os 90 carros só perdia para a Etur, que ainda era a maior da cidade com mais de 100 carros na frota. Entretanto, a implantação da estatal Setusa, fruto da Revolução de Agosto de 1988, iria incomodar ambas hegemonias em suas respectivas áreas, do qual linhas circulares iriam interligar regiões dos quais só seria possível pegando dois ônibus no sistema radial. Contudo, o seu slogan “Ampliando & Renovando” não foi abalado, e de fato foi o que ocorreu.
A empresa vai crescendo conforme a população da cidade aumenta, sobretudo a de Mangabeira, que é um bairro em expansão. Nos anos 90 a empresa passa dos 100 carros, sua prefixação até a metade desta década chega ao 07156, embora com “buracos” na frota. Além da própria demanda, outras linhas são criadas ou passam a ser operadas por ela:
115 – Distrito (de 1994 a 1996)
203 – Mangabeira
208 – Cristo / Vale das Palmeiras
209 – Mangabeira / Rangel
210 – Mangabeira / Rangel
514 – Mangabeira
521 – Tambaú / Bessa
603 – Bessa
1510 – Circular
3200 – Circular (a partir de 1995)
P008 – Mangabeira / Praia203 – Mangabeira
208 – Cristo / Vale das Palmeiras
209 – Mangabeira / Rangel
210 – Mangabeira / Rangel
514 – Mangabeira
521 – Tambaú / Bessa
603 – Bessa
1510 – Circular
3200 – Circular (a partir de 1995)
Em 1994 a Reunidas é fundada, empresa-irmã da Transnacional, no qual passou a operar algumas de suas linhas, tais como 209, 210, 402, 521 e 1510.

Ainda em 1994 começou a ideia de “circularizar” radiais após fundi-las, seguindo no sentido centro / bairro por um corredor e no sentido inverso por outro. sendo a primeira fusão com as linhas 302 e 518 dos Bancários, criando as 3510 e 5310. Posteriormente passaram pelo processo as 206 e 516, criando as 2514 e 5206. Em seguida, a linha 307 foi transformada nas linhas 3507 e 5307. A última fusão nos anos 90 ocorreu em 1999, com as 515 e a 210, que tinha sido repassada à Reunidas. A 2515 ficou com a Transnacional enquanto que a 5210 com a Reunidas.
Já nos anos 2000, a frota alcançou os 221 carros, sem nenhum “buraco” na frota. De linhas, entrou no seu quadro as I006, 209 – Cidade Verde, 2307 e 3207 (após a 207 passar a ser operada apenas aos domingos e feriados, e de segunda a sábado passou a ser suprida pelas linhas 2307 e 3207) e 302 – Cidade Verde e a linha 5204 no sistema opcional (e em 2008 passando a operar também com veículos convencionais, contando com um trucado). A 305 acabou sendo extinta e a 513 junto com o sistema opcional passaram para Reunidas no fim de 2008, e seu terminal foi transferido para o bairro de Intermares, em Cabedelo, na avenida Oceano Atlântico, em 2012 foi transferido para o Terminal de Integração do Bessa, no entanto, as primeiras viagens da manhã são iniciadas no seu antigo terminal para dar suporte aos usuários dessa localidade. As demais viagens têm como ponto de saída a Integração do Bessa. Os usuários que desejarem se deslocar do terminal do Bessa para Intermares têm como opção as linhas 5103-Poço e 5104-Jacaré.
No mês de maio de 1996, a Transnacional passa a operar as linhas da estatal Setusa, após vencer uma licitação, aglutinando ao seu quadro as linhas 002/A002 – Róger, 305 – Mangabeira, 601 – Bessa e as circulares 1500 e 5100. Com isso, a frota é ampliada, chegando a quase 180 carros. Somando a frota dos opcionais, a frota da empresa encerrou os anos 90 com aproximadamente 200 veículos.
O destaque na frota nesta década foram os ônibus trucados e articulados, que aliviaram bastante as linhas de maior demanda, além dos Senior Midi climatizados do sistema opcional.
O repasse do sistema opcional para a Reunidas acarretou na diminuição da frota, atualmente indo até o prefixo 07210.
A linha integracional do Cidade Verde, a I002 foi repassada para a Transnacional.
As 209 e 514 foram fundidas criando as 2509 e 5209 e a 203 extinta, inicialmente agrupadas nas 2307 e 3207, porém três dias depois retornam a antiga forma para serem criadas as 2303 e 3203. A 203 deixou de operar diariamente, não chegando a ser extinta, passando a operar somente durante a madrugada no horário ''bacurau'', com as linhas 3207 e 2307 absorvendo seu horário durante o dia. O mesmo ocorreu com a 108, que voltou a operar diariamente.
Curiosamente, as linhas 604 e A600 já foram operadas pela Transnacional, sendo a primeira compartilhada com a Mandacaruense e a segunda foi repassada a Reunidas para operar no sistema opcional com 2 veículos Senior Midi climatizados.
E a 500 também chegou a ser operada, após o fim do sistema opcional, com acesso ao Terminal de Integração do Varadouro. Durou somente 2 anos, foi extinta definitivamente em 2015, tendo seu itinerário anexado à linha 521 que se tornou Manaíra/Bessa e teve seu terminal transferido do estacionamento do hipermercado Hiper Bompreço (o mesmo do 511) para a rua Bacharel Irenaldo de Albuquerque Chaves, na lateral do condomínio Val Paraíso (o mesmo das linhas 510 e 600).
A linha 9902 foi a última a ser criada, em maio de 2016. Já a 207 ficou restrita a Mangabeira e o bairro da Penha, indo ao centro apenas uma vez ao ano na Romaria de Nossa Senhora da Penha.

Atualmente a sua frota é composta por Marcopolo Torino 2007 OF-1722 e OF-1721 E5, Marcopolo Torino 2014 OF-1721 E5, Marcopolo Viale OF-1722 e Neobus Spectrum City OF-1418.
As linhas operadas são as seguintes:
I006 – Bancários
201 – Ceasa / Unipê
202 – Geisel / 2 de Fevereiro via Estádio Ronaldão
204 – Cristo Redentor
207 – Penha
208 – Cristo via Vale das Palmeiras
301 – Mangabeira / Josefa Taveira / Pedro II
302 – Cidade Verde
303 – Mangabeira (Alfredo F. Rocha) / Pedro II
304 – Castelo Branco / Hospital Universitário
510 – Tambaú / Praia / Val Paraíso
517 – Castelo Branco / UFPB / Epitácio
1500 – Circular (Manaíra Shopping)
2303 – Mangabeira / Pedro II / Rangel
2307 – Penha / Rangel / Pedro II
2509 – Cidade Verde / Rangel / Epitácio
2514 – Mangabeira / Josefa Taveira / Cristo / Epitácio
3200 – Circular / Valentina / Mangabeira
3203 – Mangabeira / Rangel / Pedro II
3207 – Penha / Pedro II / Rangel
3510 – Bancários / Pedro II / Epitácio
5100 – Circular (Manaíra Shopping)
5204 – Cristo Redentor / Manaíra Shopping
5206 – Mangabeira / Epitácio / Cristo
5209 – Cidade Verde / Epitácio / Rangel
5310 – Bancários / Epitácio / Pedro II
201 – Ceasa / Unipê
202 – Geisel / 2 de Fevereiro via Estádio Ronaldão
204 – Cristo Redentor
207 – Penha
208 – Cristo via Vale das Palmeiras
301 – Mangabeira / Josefa Taveira / Pedro II
302 – Cidade Verde
303 – Mangabeira (Alfredo F. Rocha) / Pedro II
304 – Castelo Branco / Hospital Universitário
510 – Tambaú / Praia / Val Paraíso
517 – Castelo Branco / UFPB / Epitácio
1500 – Circular (Manaíra Shopping)
2303 – Mangabeira / Pedro II / Rangel
2307 – Penha / Rangel / Pedro II
2509 – Cidade Verde / Rangel / Epitácio
2514 – Mangabeira / Josefa Taveira / Cristo / Epitácio
3200 – Circular / Valentina / Mangabeira
3203 – Mangabeira / Rangel / Pedro II
3207 – Penha / Pedro II / Rangel
3510 – Bancários / Pedro II / Epitácio
5100 – Circular (Manaíra Shopping)
5204 – Cristo Redentor / Manaíra Shopping
5206 – Mangabeira / Epitácio / Cristo
5209 – Cidade Verde / Epitácio / Rangel
5310 – Bancários / Epitácio / Pedro II
A Reunidas opera as seguintes linhas:
102 – Esplanada / Costa e Silva
106 – Geisel / Cruz das Armas
107 – José Américo / Atacadão
402 – Torre / Tambauzinho / Expedicionários / Espaço Cultural / Lactário da Torre
511 – Tambaú / Ruy Carneiro / Hiper Bompreço / Av. Esperança / Manaíra Shopping
513 – Bessa / Tambaú / Epitácio / Integração do Bessa
521 – Manaíra / Av. Maria Rosa / Bessa / Aeroclube / Ruy Carneiro / Val Paraíso
522 – Renascer / Carrefour / Hiper Bompreço / BR-230 / Projecta
600 – Val Paraíso / Manaíra Shopping / Carrefour
601 – Bessa / Manaíra Shopping / Tancredo Neves / Integração do Bessa
603 – Bessa Shopping / Tancredo Neves / Integração do Bessa
3507 – Cidade Verde / Pedro II / Epitácio
517 – Castelo Branco / UFPB / Epitácio
5600 – Mangabeira / Josefa Taveira / Manaíra Shopping
5603 – Mangabeira VII / Manaíra Shopping
5605 – Mangabeira / José Américo / Manaíra Shopping
5101 – Cabedelo / Direto / Hiper / BR-230 / Epitácio
5103 – Praia do Poço via Intermares / Integração do Bessa
5104 – Jacaré / Intermares / Integração do Bessa
5210 – Mangabeira / Epitácio / Cristo
2515 – Mangabeira / Cristo / Epitácio
A fase Unitrans e desafios futuros
Desde 2011 que os ônibus adquiridos vem com o logotipo da Unitrans. Ocorre que o transporte pessoense foi licitado e a Transnacional junto com a Reunidas são operadoras do consórcio supracitado. A frota não foi totalmente padronizada com o layout do consórcio e tudo indica que essa é a última prioridade.

Por ser a maior empresa de João Pessoa, a qualidade da sua operacionalização depende muito das políticas públicas planejadas para a priorização do transporte público, que convenhamos, está muito aquém do desejado. Fala-se muito do BRT, mas por enquanto não passa de ideias. A própria qualidade da pavimentação nas avenidas da cidade não contribui, basta chover e aparecer vários buracos, comprometendo na qualidade do transporte, ainda mais quando eles estão presentes nas faixas destinadas a ônibus.
domingo, 23 de setembro de 2018
A aniversariante do dia - Linha 5204-Cristo/Shopping
A linha 5204 é a aniversariante do dia 1º de novembro. Com oito anos de atividade e ligando duas regiões completamente extremas da cidade, a linha, que é resultado da fusão dos itinerários das ainda operantes 204-Cristo Redentor e 511-Tambaú/Manaíra Shopping, passou por evoluções que até então eram improváveis dada a maneira como foi composta, o que provocou um colapso em sua demanda de modo que a linha foi obrigada a se reestruturar. A importância do itinerário havia sido minimizada pelas autoridades da época, que demoraram a tomar providências quando viram uma linha exclusivamente Opcional, operando com carros menores, tarifa limitada e operadores em dupla função se transformarem na linha de maior demanda do corredor 2.
É nela que começa a ser identificada a descaracterização do Sistema Opcional tal como existiu até 2011. Ela demorou 4 anos para se tornar efetivamente uma linha do sistema de transporte municipal pessoense, passando a operar com veículos maiores e convencionais, o que, como tudo na história da linha até aqui, foi feito gradualmente.
Antes de contarmos com detalhes a história da linha, relembremos um de seus antecedentes, o serviço Bus Shopping.
Bus Shopping: um antecedente do 5204 (e de outras linhas do corredor 6)
Um dos embriões da linha 5204 sequer no Cristo passava, mas pode sim ser considerado um embrião porque a sua extinção foi simultânea a criação do 5204. A linha “Bus Shopping” foi criada em 2000 como uma cortesia do Manaíra Shopping. Em parceria com a Transnacional, a linha utilizou dois Urbanuss encurtados OF-1721 (modelo inédito na empresa), que foram comprados pela matriz campinense dois anos antes para operarem as linhas intermunicipais e distritais da empresa em Campina, sendo remanejados para a capital especialmente para esse serviço. Foram numerados 07220 e 07221 e possuíam plotagem temática do Shopping.
O serviço oferecia dois ônibus climatizados que passavam de hora em hora e não cobravam passagem; porém, a linha não efetuava paradas durante seu trajeto, sendo considerada uma linha expressa. A origem e o destino das linhas eram duas paradas estilo tubo também climatizados, no melhor estilo tubo de Curitiba. Para acessar ao Manaíra Shopping, usava trechos onde atualmente o 604 trafega. Em 2002, um dos Urbanuss é substituído por um Senior que operava até então no sistema Opcional, o carro 07210, remanejado do 601-Bessa/Shopping, que volta ao mesmo após o fim do serviço Bus Shopping, sendo fixado no 202-Ernesto Geisel.
A linha é extinta em 2004, dado que a própria criação do 5204 faz com que o alcance de passageiros dessa linha somada às outras que já trafegavam lá não justificasse mantê-la. Uma das antigas paradas do Bus Shopping pode ser vista no Retão de Manaíra em frente ao Shopping. Serve atualmente como ponto de táxi e espaço para veículos de aplicativo, como Uber e 99.
Assim como o antigo terminal da linha 507 no final da praia do Cabo Branco, atualmente o local serve de estacionamento para o bar e restaurante Pontal do Cabo. Após o terminal ser retirado do local anterior, passou alguns anos na esquina da famosa rua da Mata, só em 2008 é que o terminal foi transferido para o atual local, no mirante próximo à Estação Ciência.
A casa de apoio foi retirada porque estava sendo usada para prostituição e consumo de drogas.
A demanda começava a aparecer. E a exigir.
Só que nem só de lazer e diversão vive o bairro de Manaíra. Mais que garantir o deslocamento de quem usa o Shopping por lazer, era necessário antes garantir o deslocamento de quem lá trabalha, seja no comércio do Shopping e seus arredores, seja na construção civil, uma vez que o bairro de Manaíra no início dos anos 2000 estava em constante processo de verticalização. Com a proibição da construção de prédios de mais de três andares na orla do Cabo Branco, bairros como Tambaú, Manaíra, Bessa, Jardim Oceania, Aeroclube e Intermares passaram a ser valorizados pelo mercado imobiliário para grandes construções. Isso exigia mão-de-obra dos pontos mais distantes da cidade.
Até 2004, não existia nenhuma linha que ligasse bairros distantes aos bairros mais nobres da cidade, que viviam intenso momento de boom imobiliário na época. Como não existia o Terminal de Integração, quem quisesse chegar lá teria que descer de seus veículos e pegar outros pagando uma nova passagem, o que gerava altos custos aos trabalhadores e aos empregadores, que em atitudes extremas chegavam até a evitar contratar mão-de-obra residente em alguns bairros pela falta de deslocamento direto e o alto custo em vale-transporte que isso gerava.
Também naquela época começava a aumentar a demanda de trabalho e entretenimento do Manaíra Shopping. Mangabeira e bairros até mais distantes que o próprio Cristo já chegavam até ali, com as linhas 5600, 5603 e 5605, estas duas últimas criadas em 1999 e a primeira criada em 1997, juntamente com a alteração dos itinerários das linhas circulares 1500 e 5100.
A linha 5600 tem seu terminal em Mangabeira IV e realiza seu itinerário na principal, ou seja, na avenida Josefa Taveira.
A linha 5603 tem seu terminal em Mangabeira VII e realiza seu itinerário na avenida Hílton Souto Maior até a Secretaria de Segurança, e ao chegar no Hiper Bompreço, faz uma extensão no Condomínio Val Paraíso e no supermercado Carrefour.
A linha 5605 tem seu terminal em Mangabeira por dentro e realiza seu itinerário na UFPB, Unipê e José Américo ao invés dos Bancários, como fazem as duas outras.
Ambas passam nas principais vias do conjunto Castelo Branco, usando em parte o itinerário da 517 e 5100, e também em Miramar, na rua Hilda Lucena, ao lado da Praça das Muriçocas.
Ao sair da mesma, ao lado da Igreja Nossa Senhora de Fátima, as três passam em metade do corredor 5 - da avenida Epitácio Pessoa, dobram à esquerda na avenida Nossa Senhora dos Navegantes, à direita no final da Ruy Carneiro, e depois na João Maurício em Manaíra, seguindo por um trecho do Bessa, ao lado do Mag Shopping, saindo no Retão de Manaíra e no Manaíra Shopping, à direita na BR-230 ao lado do hipermercado Hiper Bompreço, voltando no Retão, na avenida Edson Ramalho (empresarial Business Center), em Manaíra e Maria Sales (lateral do Mercado de Artesanato), em Tambaú, retornando à Epitácio Pessoa, à direita na Giácomo Porto (Drogasil), Hildebrando Tourinho (estacionamento do Eco Medical) e Antônio Rabelo Júnior, em Miramar, seguindo pela Tito Silva e retornando ao itinerário normal em direção ao terminal de Mangabeira.
Ao sair da mesma, ao lado da Igreja Nossa Senhora de Fátima, as três passam em metade do corredor 5 - da avenida Epitácio Pessoa, dobram à esquerda na avenida Nossa Senhora dos Navegantes, à direita no final da Ruy Carneiro, e depois na João Maurício em Manaíra, seguindo por um trecho do Bessa, ao lado do Mag Shopping, saindo no Retão de Manaíra e no Manaíra Shopping, à direita na BR-230 ao lado do hipermercado Hiper Bompreço, voltando no Retão, na avenida Edson Ramalho (empresarial Business Center), em Manaíra e Maria Sales (lateral do Mercado de Artesanato), em Tambaú, retornando à Epitácio Pessoa, à direita na Giácomo Porto (Drogasil), Hildebrando Tourinho (estacionamento do Eco Medical) e Antônio Rabelo Júnior, em Miramar, seguindo pela Tito Silva e retornando ao itinerário normal em direção ao terminal de Mangabeira.
Nasce o 5204: uma filha do 204 com o 511
Por solicitação dos moradores dos bairros através de abaixo-assinados coletados pelas associações comunitárias, a antiga STTrans (atual Semob) cria a linha 5204-Cristo/Manaira Shopping, como acesso direto ao Manaíra Shopping. A medida foi tomada em uma entrevista coletiva da Prefeitura Municipal de João Pessoa com o Governo do Estado da Paraíba.
Foi criada a partir da fusão dos itinerários das linhas 204 e 511, iniciando a partir do terminal do Almeidão, via Centro, Ruy Carneiro e Epitácio Pessoa - e acessando o bairro de Manaíra pelo itinerário da linha 511 (ou seja, pelas ruas João Câncio e Esperança), num itinerário inicial de 43 Km (atualmente são 45 Km), sem ir para o Terminal de Integração do Varadouro, como fazem as linhas 204 e 511. Essa linha também beneficiava os moradores da área do Cristo que vão até a Epitácio e deixariam de efetuar grandes caminhadas a fim de pegarem as linhas de Mangabeira no corredor principal.
A linha começa a circular no dia 1º de novembro de 2004, uma quinta-feira como hoje, porém só um mês depois a linha é comunicada à imprensa.
Mas essa realização não foi bem completa para os bairros e a linha não recebeu veículos convencionais logo de início: a linha inicialmente nasce como uma solução implicitamente paliativa, já que era composta exclusivamente por microônibus do Sistema Opcional que eram das duas linhas que haviam cedido seus itinerários (3 carros do 511: 07205, 07206 e 07207) e 2 do 204 (07209 e 07212). Aos poucos, a demanda subiu e as linhas 5600 e 5605 da Reunidas deixam o sistema Opcional e cedem seus carros para a TN (07213, 07217 e 07218, que eram os ex-08203, 08204 e 08205). Foi um caso único onde veículos da Reunidas foram repassados para a Transnacional.
A linha acabou restrita pelas próprias limitações do sistema Opcional: passagem 10 centavos mais cara, restrição à meia-passagem e gratuidades e não-circulação aos domingos e feriados, somente de segunda a sábado. Como os moradores não tinham outra opção, recorriam aos microônibus que andavam superlotados em horários de pico. A alteração pode ter sido bem recebida pela população, mas a maneira como a linha operava não agradava aos moradores, que não tinham o conforto que o sistema Opcional prometia, nem o nome Opcional fazia sentido para a linha. A descaracterização do sistema Opcional começava ali.
Em 2006 acontece a primeira renovação de zeros da linha 5204. Dos 6 primeiros Senior Midi produzidos para a Transnacional (há quem diga que aqueles foram os primeiros do modelo produzidos no país), 4 são direcionados para a linha 5204 (07203, 07204, 07214 e 07215). Com chassi OF-1418, os veículos já não eram mais microônibus, e sim micromasters, configuração inédita para a empresa (a São Jorge já operava com carros maiores com cobrador há menos de um ano antes). Com isso esperava-se amenizar os problemas de espaço e demanda da linha. Mais tarde, outros três veículos do mesmo modelo são incorporados (07205, 07206 e 07207), só que sem ar condicionado e poltronas comuns, os quais mesmo sendo enquadrados como Opcionais, cobravam a mesma passagem dos ônibus convencionais. Ainda assim não rodavam nos domingos e feriados.
A população do bairro já começava a reclamar do serviço restritivo demais e pede providências a empresa e a STTrans. Como Opcional, não rodava nos domingos e feriados, somente de segunda a sábado. Não aceitava meia-passagem nem gratuidade de natureza alguma. Os carros de ar cobravam 10 centavos mais caro. E os motoristas trabalhavam em dupla função, agravando os problemas da linha. Tudo isso foi o bastante para que os moradores do bairro do Cristo encaminhassem abaixo-assinado a STTrans solicitando a retirada dos micrões e a substituição dos mesmos por veículos convencionais.
2008: A linha passa efetivamente ao sistema
A transição do 5204 para o sistema regular foi gradual. Em 11 de fevereiro de 2008, os micrões sem ar-condicionado são os primeiros a serem substituídos por veículos convencionais comuns. A primeira frota convencional era composta pelos Viales 07156 e 07159, recém-comprados, e o carro 0737, remanejado da linha 204. Com essa alteração, a linha passa a aceitar as meias e gratuidades que até então eram negadas aos passageiros pela natureza do serviço Opcional. Passa a rodar nos domingos e feriados, que antes circulava apenas de segunda a sábado, como opção de lazer dos passageiros do bairro que antes só tinham a linha 207-Penha/Rangel como opção direta para as praias.
Os micrões sem ar-condicionado eram remanejados para a Reunidas onde passariam a fazer a linha 5603-Mangabeira VII/Manaíra Shopping no itinerário Val Paraíso (onde a linha toda atualmente trafega).
Três dos quatro opcionais com ar-condicionado permanecem na linha. O carro 08214 é remanejado para a linha 601.
De 8 de dezembro de 2008 até 23 de março de 2011, o 5204 passou a ser uma linha mista, ou seja, teve as operações divididas entre a Transnacional e a Reunidas, o que se deve ao fato da última ter assumido integralmente o sistema Opcional, assim como as linhas 101, 202, 301, 500, 600 e A600. Em resumo, metade da frota passou a ser operada com opcional e a outra parte com convencional.
Em 2009, o 5204 continuava operando no sistema Opcional sob a sombra do colapso da demanda. Josivandro Avelar já havia relatado isso em 2009 em seu blog depois de ter usado a linha. Até quem morava na área e dependia dele para ir e voltar para escolas como o Lyceu Paraibano e Olivina Olívia não conseguia usar a linha; tinha que fazer uma volta para conseguir um lugar. Naquela ocasião, o sistema já cobrava 20 centavos a mais de quem quisesse usar os climatizados. Os atrasos começavam a ser uma constante.
Em março de 2011, a STTrans reconhece a inviabilidade da manutenção dos micrões no 5204 e determina a substituição dos veículos opcionais por outros três convencionais, contando com um trucado. Com isso a Transnacional reassume a linha por completo incorporando carros que pertenciam a frota do A600-Manaíra via Hiper Bompreço, para onde os opcionais que eram da linha foram remanejados. Com isso, entram na linha 0713 (ex-A600), 0714 (reserva que entra como fixo em caráter emergencial) e 0783 (ex-510-Tambaú/Praia). Além disso, para dar a linha a agilidade de uma Circular, a linha passa a usufruir da parada da Praça Castro Pinto, no Centro, acessando a Getúlio Vargas via Av. dos Tabajaras. Tanto a parada como esse trajeto eram privilégios das linhas circulares 1500, 1510 e 1001.
A situação de demanda da linha 5204 continuou a preocupar de tal modo que um mês depois dessa alteração, a TN remaneja da linha 3200-Circular (Valentina/Mangabeira) o carro 0702, um dos dois trucados de 3 portas que a linha recebera um ano antes, fazendo com que o carro 0744, que até então operava na linha, troque de lugar com ele. Em julho de 2011, 0713 e 0714 saem da linha e dão lugar a 0730 e 0734, primeiros veículos com a padronização da Unitrans a entrarem na linha bem como no próprio corredor 2.
Durante seus 4 anos como integrante do sistema regular, não demorou para que a linha 5204 assumisse lugar entre os carros-chefe da empresa no corredor 2. Com 1,2 ano de uso, a linha é a que tem a idade média mais jovem entre todas do corredor, e a segunda da empresa, perdendo somente para a linha 500. Poucas vezes recebeu remanejados, caso dos carros 0737 e 07177 (que eram do 204), 0702 (que era do 3200), 0743 e 0783 (que eram do 510).
Em 8 de outubro, junto com o 204, a linha passa a ter alterações em seu itinerário dentro do Cristo, trafegando pelas ruas Dom Bosco, Francisco Lustosa Cabral e José Tavares (inicialmente seria a José Monteiro, mas a infraestrutura da rua não suportou o tráfego dos ônibus). A alteração tem como finalidade atender os moradores das comunidades Casarão, Vale Verde e Novo Horizonte que ficam nas proximidades do itinerário. Os horários permaneceram inalterados.
Nos últimos anos, a Transnacional tem um recuo após repassar as concessões de algumas linhas. A primeira ocorreu em 2001, quando a linha 107, que era da Boa Vista, passou a ser operada pela Reunidas.
Em seguida, a linha P008, que era da Marcos da Silva, passa a ser operada pela Transnacional.
Em 2008, a linha 513 passa a ser operada pela Reunidas e seu terminal é transferido para o bairro de Intermares em Cabedelo, na avenida Oceano Atlântico. Só em 2012 é que o terminal foi transferido para o atual local, na Integração do Bessa.
Em 2009, as linhas Opcionais passam a ser operadas pela Reunidas. No mesmo ano, a linha 510 tem seu terminal transferido da rua Severino Nicolau de Melo próximo ao Lucy para o Condomínio Val Paraíso, e a linha 521 tem seu terminal transferido do Val Paraíso para o estacionamento do Hiper Bompreço, sendo renomeada de Tambaú/Bessa para Tambaú/Hiper.
Em 2010, as linhas 603 e 2515 passam a ser operadas pela Reunidas.
Em 2011, a linha A600 passa a ser operada pela Reunidas e entra no sistema opcional com 2 veículos Senior Midi climatizados, com acesso ao Terminal de Integração do Varadouro. No mesmo ano, as linhas do Roger passam a ser operadas pela Santa Maria, 002 e A002. Também, a I002, a linha integracional do Cidade Verde, entra na Transnacional.
Em maio de 2018, a linha 601 passa a ser operada pela Reunidas. Em junho do mesmo ano, as linhas 510 e 511 passam a ser operadas pela Reunidas, mas não durou muito tempo e em setembro a linha 511 retornou à Transnacional e a 510 retornou em outubro. A 601 permaneceu operada pela Reunidas. A 511 retornou à Reunidas em dezembro de 2019.
Em maio de 2018, a linha 601 passa a ser operada pela Reunidas. Em junho do mesmo ano, as linhas 510 e 511 passam a ser operadas pela Reunidas, mas não durou muito tempo e em setembro a linha 511 retornou à Transnacional e a 510 retornou em outubro. A 601 permaneceu operada pela Reunidas. A 511 retornou à Reunidas em dezembro de 2019.
Extra: 5 de agosto de 2017

Exatamente no aniversário de 432 anos de João Pessoa, em 5 de agosto de 2017, a Semob alterou um trecho da linha 5204.
A linha 5204-Cristo/Manaíra Shopping teve o seu itinerário alterado. Na prática, houve um encurtamento do itinerário, já que agora os ônibus da linha ao saírem do Manaíra Shopping passam a seguir via BR-230 para a Epitácio Pessoa, seguindo o trajeto já realizado pela linha 5100-Circular nesse trecho.
A linha 5204-Cristo/Manaíra Shopping teve o seu itinerário alterado. Na prática, houve um encurtamento do itinerário, já que agora os ônibus da linha ao saírem do Manaíra Shopping passam a seguir via BR-230 para a Epitácio Pessoa, seguindo o trajeto já realizado pela linha 5100-Circular nesse trecho.
O objetivo é otimizar o itinerário da linha, que agora passa por dois trechos distintos no caminho e saída do Manaíra Shopping, e por tabela, atingir uma nova demanda: o trecho da BR-230 onde o 5204 passa a rodar conta com as faculdades IESP e Asper, além do Hospital de Trauma. Esses pontos são pólos de demanda alta, principalmente nos horários de entrada e saída das faculdades citadas.
Com isso, os passageiros que se dirigirem a esses pontos já podem pegar o 5204 nas paradas em frente, que também são as mesmas onde os passageiros desembarcam. Além disso, o ônibus passa a sair mais rápido do Manaíra Shopping com destino à Epitácio Pessoa, e por tabela ao Cristo.
O itinerário da 5204 na Epitácio passa a ser este:
- Av. Epitácio Pessoa (sentido Manaíra Shopping)
- Av. Ruy Carneiro
- Av. Nego (ótica New Look)
- Rua Sidney Clemente Dore (via Capital Fiat)
- Av. João Câncio da Silva
- Rua Juvenal Mário da Silva (Infisio / Officina)
- Rua Severino Pereira de Araújo (Kicheiro / Dermoplástica)
- Av. Flávio Ribeiro Coutinho (Retão de Manaíra)
- BR-230 (Hiper Bompreço-IESP-Asper-INSS-Hospital de Trauma)
- Av. Epitácio Pessoa (sentido Cristo)
Os horários da linha permanecem inalterados.
Recomendação: os passageiros que usarem a linha 5204-Cristo/Manaíra Shopping nos trechos acima mencionados devem embarcar na mesma parada onde desembarcaram.
A avenida Esperança e a rua Reinaldo Tavares de Melo (Laboratório Roseanne Dore / Mirella Turismo) continuam sendo atendidas pelas linhas 511 (Tambaú/Manaíra Shopping) e 1500 (Circular/Manaíra Shopping).
A avenida Esperança e a rua Reinaldo Tavares de Melo (Laboratório Roseanne Dore / Mirella Turismo) continuam sendo atendidas pelas linhas 511 (Tambaú/Manaíra Shopping) e 1500 (Circular/Manaíra Shopping).
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