quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Cantos - Tempo do Advento

 Entrada - Ouve-se na Terra um Grito / Senhor, Vem Salvar Teu Povo / Vigia Esperando a Aurora / Das Alturas Orvalhem os Céus

Imaculada, Maria de Deus / De Alegria Vibrei no Senhor (Imaculada Conceição)

Ato Penitencial - Quero Confessar (Kyrie)

Salmo Responsorial - o do dia, no Missal

Aclamação ao Evangelho - o do dia, no Missal

Ofertório - A Nossa Oferta Apresentamos / Pão e Vinho Apresentamos com Louvor / A Mesa Santa que Preparamos / Estar em Tuas Mãos / As Nossas Mãos se Abrem / Muito Suspira Por Ti / Preparo Esta Mesa / Do Céu Vai Descer o Cordeiro / Ofertas Singelas 

Sobe a Jerusalém / É Grande o Senhor (Imaculada Conceição)

Santo - letra do Missal ou da CNBB

Comunhão - As Colinas Vão Ser Abaixadas / Convertei-nos, Senhor Deus do Mundo Inteiro / Vigiai, Vigiai, eu Vos Digo 

Maria de Deus, Senhora da Paz / Quando Teu Pai Revelou o Segredo a Maria / Povo de Deus, foi Assim (Imaculada Conceição)

Final - Que Santidade de Vida / Jesus Cristo, Estou Aqui 

Consagração a Nossa Senhora / Maria de Nazaré / Maria de Minha Infância / A Escolhida / Mãezinha do Céu / Maria Passa na Frente / Pelas Estradas da Vida (Imaculada Conceição)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Trinchar ou destrinchar o frango?

 “A carne está pela hora da morte”, reclamou a freguesa do supermercado. Atento, o vendedor lhe apresentou alternativa: “Compre frango. Está mais barato”. Ela agradeceu a sugestão. Em casa, não deixou a peteca cair. Caprichou no tempero e na apresentação. Ao servir a delícia, perguntou ao marido:


— Você pode destrinchar o frango?


Ele engoliu em seco. Tossiu levemente. Olhou pros filhos sem pressa. Por fim, delicado, fez a correção:


— Não posso destrinchar. Mas posso trinchar.


E pôs mãos à obra. Sem pressa, cortou a carne em pedaços. Arrumou-os na travessa. Depois serviu. Quem ganhou a primeira porção? Ela, claro. A cozinheira nota 10.


A diferença


Trinchar é cortar em pedaços ou fatias, retalhar ou dividir de modo engenhoso a carne servida à mesa. Destrinchar (ou destrinçar) não tem nada a ver com gulas, fomes e sedes. Quer dizer esmiuçar, particularizar, resolver nos detalhes: Depois do debate, o comentarista destrinchou o assunto com competência. Quem consegue destrinchar o horror do Rio? Técnicos tentam, mas não conseguem destrinchar as causas que levaram ao fracasso da Seleção brasileira na Copa do Brasil. Você consegue?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Reitor pode ser Vossa Excelência?

 DICAS DE PORTUGUÊS

Dentre a grande quantidade de pronomes de tratamento que a língua portuguesa nos faculta cabe citar alguns para esclarecer pequenos equívocos. Pronomes de tratamento são utilizados como alternativas aos pronomes pessoais em linguagens mais técnicas e formais, costumam ser empregados em comunicações formais, mas também podem ser utilizados em conversas informais, com menor frequência.


Apesar de utilizados para indicar o interlocutor (ou seja, a segunda pessoa), os pronomes de tratamento devem ser conjugados com verbos na terceira pessoa.


Por exemplo: “Você pode me emprestar o seu celular?” (correto) / “Você pode me emprestar o teu celular?” (errado).


 


Em muitas regiões do Brasil, o “você” (abreviação de Vossa Mercê, Vossemecê e Vosmecê) é utilizado como pronome pessoal, em substituição ao “tu”. No entanto, gramaticalmente o “você” deve ser classificado como um pronome de tratamento, e a sua conjugação deve ser feita a partir da 3º pessoa.


Existem diversos tipos de pronomes de tratamento, que devem ser utilizados de acordo com o contexto adequado, a profissão ou o nível de autoridade do interlocutor.


Entre os principais pronomes de tratamento, destacam-se os seguintes, com seu respectivo interlocutor e abreviatura:


Você: costuma ser utilizado em comunicações mais informais. No Brasil, o “você” ainda é considerado uma substituição do pronome pessoal “tu”.

Senhor / Senhora (Sr. / Srª): pronome de tratamento utilizado com pessoas desconhecidas e quando há um nível de formalidade na relação.

Vossa Senhoria (V.S.ª): utilizado para funcionários graduados

Vossa Excelência (V. Ex.ª): utilizado para altas autoridades e oficiais-generais

Vossa Majestade (V. M.): utilizado para reis e imperadores

Vossa Alteza (V. A.): utilizado para príncipes e duques

Vossa Magnificência (V. Mag.ª): utilizado para reitores de universidades

Vossa Santidade (V. S.): utilizado para o Papa e o Dalai Lama

Vossa Reverendíssima (V. Rev.ª): utilizado para sacerdotes em geral.

Vossa Eminência: (V. Em.ª): utilizado para cardeais


 


Vossa Magnificência (abrev. V. Maga.) para tratar os reitores das universidades. É assim que os manuais ensinam. Nada contra a fórmula – a não ser que é empolada, difícil de escrever e pronunciar e em desuso, por sua abreviatura engraçada.


Nas gramáticas mais antigas não há referência à figura do reitor. As listas de pronomes de tratamento, até a década de 1960, dedicavam maior preocupação às autoridades religiosas: iam alfabeticamente de abade, abadessa, arquiduque, freira, patriarca, prior, tenente-coronel, até o v de vereador. Nos anos 70, nova hierarquia se estabelece. Em termos de cerimonial, segue-se o Decreto 70.274/72, assinado pelo presidente Emílio G. Médici, que coloca os reitores das universidades federais numa graduação acima dos reitores das estaduais. Os livros de gramática, de qualquer modo, não faziam e não fazem distinção: o pronome é “Vossa Magnificência”; o vocativo, “Magnífico”.


Contudo, em virtude da propagação das instituições de ensino superior, vem caindo em desuso esse tratamento demasiadamente cerimonioso, e também porque já não existe um distanciamento tão grande entre a pessoa do reitor, o corpo docente, os alunos e a comunidade em geral. Entrou nos costumes e é, pois, perfeitamente aceita hoje em dia a fórmula Vossa Excelência (abreviada V. Exa.) para tratar os reitores. A invocação, neste caso, pode ser simplesmente Senhor Reitor.

Cantos para a Quaresma 2017 - Arquidiocese da Paraíba

 Coordenação de Pastoral - Equipe Arquidiocesana de Liturgia

Cantos Processionais (Entrada)

1 - Eis o Tempo de Conversão (3º, 4º e 5º Domingos)

Eis o tempo de conversão

Eis o dia da salvação

Ao Pai voltemos, juntos andemos

Eis o tempo de conversão!


Os caminhos do Senhor

São verdade, são amor

Dirigi os passos meus

Em vós espero, oh Senhor!


Ele guia ao bom caminho

Quem errou e quer voltar

Ele é bom, fiel e justo

Ele busca e vem salvar


Viverei com o Senhor

Ele é o meu sustento

Eu confio, mesmo quando

Minha dor não mais aguento


Tem valor aos olhos Seus

Meu sofrer e meu morrer

Libertai o vosso servo

E fazei-o reviver!

(Repete refrão)

2 - Senhor, Eis Aqui o Teu Povo (1º e 2º Domingos)

Senhor, eis aqui o teu povo que vem implorar teu perdão

É grande o nosso pecado, porém é maior o teu coração


Sabendo que acolheste Zaqueu, o cobrador

E assim lhe devolveste tua paz e teu amor

Também, nos colocamos ao lado dos que vão

Buscar no teu altar a graça do perdão


Revendo em Madalena a nossa própria fé

Chorando nossas penas diante dos teus pés

Também, nós desejamos o nosso amor te dar

Porque só muito amor nos pode libertar

(Repete refrão)

3 - Volta, Meu Povo, ao Teu Senhor (Quarta-feira de Cinzas)

Volta, meu povo, ao teu Senhor

E exultará teu coração

Ele será teu condutor

Tua esperança de salvação!

Tua esperança de salvação!


Se confessas teu pecado

Ele é justo e compassivo

Cantarás purificado

Os louvores do Deus vivo


Nossas vidas tão dispersas

Nosso Deus as juntará!

E seremos novo povo

Ele nos renovará!


Se voltares ao Senhor

Ele a ti se voltará!

Pois imenso é seu amor

E jamais se acabará!

4 - Quanto a Nós (Quinta-feira Santa)

Quanto a nós devemos, gloriar-nos na cruz

De nosso Senhor Jesus Cristo

Que é nossa salvação, nossa vida


Nossa esperança de ressurreição

E, pelo qual fomos salvos e libertos


Esta é a noite da ceia pascal

A ceia em que o nosso Cordeiro se imolou


Esta é a noite da ceia do amor

A ceia em que Jesus por nós se entregou


Esta é a ceia da nova aliança

A aliança confirmada no sangue do Senhor

Cantos para Aclamação ao Evangelho

5 - Louvor e Glória a Ti

Louvor e glória a ti, Senhor

Cristo, palavra de Deus!

Cristo, palavra de Deus!


Oxalá ouvísseis hoje sua voz

Não fecheis os vossos corações


O Homem não vive somente de pão

Mas de toda palavra da boca de Deus!

6 - Eu Vim Para Escutar

Eu vim para escutar

Tua palavra, tua palavra

Tua palavra de amor


Eu gosto de escutar

Tua palavra, tua palavra

Tua palavra de amor


Eu quero entender melhor

Tua palavra, tua palavra

Tua palavra de amor


O mundo ainda vai viver

Tua palavra, tua palavra

Tua palavra de amor

7 - Palavra de Salvação

Palavra de salvação somente o céu tem pra dar

Por isso meu coração se abre para escutar


Por mais difícil que seja seguir

Tua palavra queremos ouvir

Por mais difícil de se praticar

Tua palavra queremos guardar


Com Simão Pedro diremos também

Que não é fácil dizer sempre amém

Mas não há outro na Terra e no céu

Mais companheiro, mais santo e fiel

8 - Salve, ó Cristo Obediente (Domingo de Ramos)

Salve, ó cristo obediente!

Salve, amor onipotente,

Que te entregou à cruz

E te recebeu na luz!


O Cristo obedeceu até a morte,

Humilhou-se e obedeceu o bom jesus,

Humilhou-se e obedeceu, sereno e forte,

Humilhou-se e obedeceu até a cruz.


Por isso o pai do céu o exaltou,

Exaltou-o e lhe deu um grande nome,

Exaltou-o e lhe deu poder e glória,

Diante deles céus e terra se ajoelhem!

Cantos para Preparação das Oferendas (Ofertório)

9 - Todo Povo Sofredor

Todo povo sofredor

O seu pranto esquecerá

Pois o que plantou na dor

Na alegria colherá!


Retornar do cativeiro,

Fez-se sonho verdadeiro,

Sonho de libertação.

Ao voltarem os exilados,

Deus trazendo os deportados,

Libertados pra Sião!


Nós ficamos tão felizes,

Nossa boca foi sorrisos,

Nossos lábios só canções!

Nós vibramos de alegria

"O Senhor fez maravilhas",

publicaram as nações!


Ó Senhor, Deus poderoso,

Não esqueçais o vosso povo

A sofrer na escravidão.

Nos livrai do cativeiro,

Qual chuvada de janeiro

Alagando o sertão.


Semeando na agonia,

Espalhando cada dia

A semente do amanhã

A colheita é uma alegria,

Muito canto e euforia

É fartura, é Canaã.

10 - Bendito és Tu, ó Deus Criador

Bendito és tu, ó Deus criador

Revestes o mundo da mais fina flor

Restauras o fraco que a ti se confia

E junto aos irmãos, em paz, o envias


Ó, Deus do universo, és Pai e Senhor

Por tua bondade recebe o louvor!


Bendito és tu, ó Deus Criador

Por quem Aprendeu o gesto de amor

Colher a fartura e ter a beleza

De ser a partilha dos frutos na mesa!


Bendito és tu, ó Deus criador

Fecundas a terra com vida e amor!

A quem guardava um canto de festa

A mesa promete eterna seresta!

11 - Sê Bendito, Senhor

Sê bendito, Senhor, para sempre

Pelos frutos das nossas jornadas!

Repartidos na mesa do reino

Anunciam a paz almejada!


Senhor da vida

Tu és a nossa salvação!

Ao prepararmos a tua mesa

Em ti buscamos ressurreição!


Sê bendito, Senhor, para sempre

Pelos mares, os rios e as fontes!

Nos recordam a tua justiça

Que nos leva a um novo horizonte!


Senhor da vida

Tu és a nossa salvação!

Ao prepararmos a tua mesa

Em ti buscamos ressurreição!


Sê bendito, Senhor, para sempre

Pelas bênçãos qual chuva torrente!

Tu fecundas o chão desta vida

Que abriga uma nova semente


Senhor da vida

Tu és a nossa salvação!

Ao prepararmos a tua mesa

Em ti buscamos ressurreição!

12 - Daqui do Meu Lugar (Quinta-feira Santa)

Daqui do meu lugar, eu olho teu altar,

E fico a imaginar aquele pão, aquela refeição.

Partiste aquele pão e o deste aos teus irmãos,

Criaste a religião do pão do céu, do pão que vem do céu.

Somos a Igreja do pão,

Do pão repartido e do abraço e da paz. (bis)

Daqui do meu lugar,

Eu olho o teu altar,

E fico a imaginar aquela paz, aquela comunhão,

Viveste aquela paz,

E a deste aos teus irmãos;

Criaste a religião do pão da paz, da paz que vem do céu.

Somos a Igreja da paz, da paz partilhada e do abraço e do pão. (bis)

Cantos para Comunhão

13 - Vem, meu Povo, ao Banquete da Vida

Quarta-feira de Cinzas - Convite

Vem, meu povo, ao banquete da vida

Nesta mesa eu irei te ensinar

O jejum que me agrada é a partilha

A oração que prefiro é amar


Ó Senhor, como é bom ser teu povo!

Ser Igreja e viver como irmãos!

Pelo amor que nos tens eu te louvo

Por te dares a nós neste pão!

1º domingo - Tentações

Se desejas sentir já bem perto

Nova Páscoa da libertação

Vem primeiro comigo ao deserto

Do silêncio e da contemplação

2º domingo - Transfiguração

Se o pecado e o mal desfiguram

Se te assustam a dor e a cruz

Minha graça e perdão transfiguram

Na Palavra terás nova luz

3º domingo - Mulher Samaritana

Se o cansaço da vida te invade

Quando a sede de amor te atingir

Eu serei aconchego e amizade

Junto à fonte, esperando por ti

4º domingo - Cura do cego

Sou Pastor que te dá segurança

Que teus tímidos passos conduz

Abre os olhos, desperta! Levanta!

Persevera nas obras da luz!

5º domingo - Ressurreição de Lázaro

Toda a morte eu transformo em semente

Das amarras eu vim libertar

Junto a mim viverás plenamente

E feliz poderás caminhar

14 - Reconciliai-vos com Deus

Refrão: reconciliai-vos com deus

Em nome de cristo rogamos,

Que não recebais em vão

Sua graça, seu perdão;

Eis o tempo favorável,

O dia da salvação!


1a. quem tem sede venha à fonte,

Quem tem fome, venha à mesa,

Vinho, trigo, leite e mel

Comereis, manjar do céu!


B. vinde, vinde, e se me ouvirdes,

Vida nova vivereis,

Aliança nós faremos,

Minhas promessas cumprirei!


2a. um sinal de vós farei,

Das nações sereis o guia,

Chamareis os que estão longe

E virão todos um dia.


B. ao senhor vinde e buscai,

Pois se deixa encontrar,

Ao senhor vinde, invocai,

Pois tão perto ele está!


3a. o mau, deixe sua maldade,

Pecador, deixe seus planos,

Ao senhor volte e verá

O perdão de seus enganos


B. meu pensar não é o vosso,

Vosso agir não é o meu,

Tão distantes um do outro,

Quanto a terra está do céu!


4a. como a chuva cai do céu

E não volta sem molhar,

Sem encher de vida o chão,

Sem nos dar o trigo e o pão.


B. assim faz minha palavra,

Nunca volta a mim em vão,

Sem fazer minha vontade,

Sem cumprir sua missão!

15 - Nós Vivemos de Toda a Palavra

Nós vivemos de toda palavra

Que procede da boca de Deus

A palavra de vida e verdade

Que sacia a humanidade

Quarta-feira de Cinzas - Convite

Impelidos ao deserto

Retomamos a estrada

Que conduz ao paraíso

Nossa vida e morada

1º domingo - Tentações

As prisões da humanidade

Assumidas pelo Cristo

São lugares de vitória

Ele veio para isto!

2º domingo - Transfiguração

O Senhor nos deu exemplo

Ao vencer a noite escura

Superou a dor do mundo

Renovando as criaturas

3º domingo - Mulher Samaritana

Progredimos nesse tempo

Conhecendo o Messias

Ele veio para todos

Alegrando nossos dias

4º domingo - Cura do cego

Celebramos a memória

Do amor que ao mundo veio

Junto dele venceremos

O inimigo verdadeiro

5º domingo - Ressurreição de Lázaro

Contemplamos nossa terra

Em mistério fecundada

Flor e fruto são promessas

Ao findar a madrugada

16 - Eu Vim Para Que Todos Tenham Vida (Domingo de Ramos)

Eu vim para que todos tenham vida

Que todos tenham vida plenamente

Eu vim para que todos tenham vida

Que todos tenham vida plenamente


Reconstrói a tua vida em comunhão com teu Senhor

Reconstrói a tua vida em comunhão com teu irmão

Onde está o teu irmão, eu estou presente nele


Eu passei fazendo o bem, eu curei todos os males

Hoje és minha presença junto a todo sofredor

Onde sofre o teu irmão, eu estou sofrendo nele


Entreguei a minha vida pela salvação de todos

Reconstrói, protege a vida de indefesos e inocentes

Onde morre o teu irmão, eu estou morrendo nele



Vim buscar e vim salvar o que estava já perdido

Busca, salva e reconduze a quem perdeu toda a esperança

Onde salvas teu irmão, tu me estás salvando nele


17 - Tomai, Comei (Quinta-feira Santa)

Eu quis comer esta ceia agora

Pois vou morrer, já chegou minha hora


Comei o pão, é meu corpo imolado por vós

Perdão para todo o pecado


E vai, nascer do meu sangue a esperança

O amor, a paz, uma nova aliança


Vou, partir deixo o meu testamento

Vivei, no amor, eis o meu mandamento


Irei, ao Pai, sinto a vossa tristeza, porém no céu vos preparo outra mesa


De Deus virá o Espírito Santo

Que vou mandar pra enxugar vosso pranto

Louvor Final

Hino da Campanha da Fraternidade 2017

Louvado Seja, ó Senhor, pela Mãe terra

Que nos acolhe, nos alegra e dá o pão

Queremos ser os teus parceiros na tarefa

De cultivar o bem guardar a criação


Da Amazônia até os Pampas

Do cerrado aos manguezais

Chegue a ti o nosso canto

Pela vida e pela paz (2X)


Vendo a riqueza dos biomas que criaste

Feliz disseste: tudo é belo, tudo é bom!

E pra cuidar a tua obra nos chamaste

A preservar e cultivar tão grande dom


Da Amazônia até os Pampas

Do cerrado aos manguezais

Chegue a ti o nosso canto

Pela vida e pela paz (2X)


Por toda a costa do país espalhas vida

São muitos rostos – da Caatinga ao Pantanal

Negros e Índios, camponeses: gente linda

Lutando juntos por um mundo mais igual


Da Amazônia até os Pampas

Do cerrado aos manguezais

Chegue a ti o nosso canto

Pela vida e pela paz (2X)


Senhor, agora nos conduzes ao deserto

E, então nos falar, com carinho ao coração

Pra nos mostrar que somos povos tão diversos

Mas um só Deus nos faz pulsar o coração


Da Amazônia até os Pampas

Do cerrado aos manguezais

Chegue a ti o nosso canto

Pela vida e pela paz (2X)


Se contemplamos essa mãe com reverência

Não com olhares de ganância ou ambição

O consumismo, o desperdício, a indiferença

Se tornam luta, compromisso e proteção


Da Amazônia até os Pampas

Do cerrado aos manguezais

Chegue a ti o nosso canto

Pela vida e pela paz (2X)


Que entre nós cresça uma nova ecologia

Onde a pessoa, a natureza, a vida, enfim

Possam cantar na mais perfeita sinfonia

Ao Criador que faz da terra o seu jardim


Da Amazônia até os Pampas

Do cerrado aos manguezais

Chegue a ti o nosso canto

Pela vida e pela paz (2X)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

2016 - North Shopping Sobral: Horários de funcionamento

 Horários especiais - Outubro

Domingo - Eleições 2016: 02.10

Lojas e quiosques - 13h às 21h

Lojas Americanas - 13h às 21h

Alimentação - 12h às 22h

Cinema - 13h às 22h

Academia - 09h às 15h

Quarta-feira - Dia das Crianças e Nossa Senhora Aparecida: 12.10

Lojas e quiosques - 10h às 22h

Lojas Americanas - 10h às 22h

Alimentação - 10h às 22h

Cinema - 13h às 22h

Academia - 09h às 15h

Segunda-feira - Dia do Comerciário: 24.10

Lojas e quiosques - Fechados

Lojas Americanas - Fechada

Alimentação - 10h às 22h

Cinema - 13h às 22h

Academia - 09h às 15h

Serviços:

Lotérica - 10h às 20h

Bancos - 10h às 16h

Correios - 10h às 18h

Cartório - 10h às 17h

Faculdade - 10h às 23h

Consultórios - 10h às 21h

Escritórios - 10h às 20h

Salão de beleza - 10h às 19h

Laboratório - 10h às 18h

Terça todo o shopping funciona em horário normal

Domingo - 2º Turno das Eleições: 30.10

Lojas e quiosques - 13h às 21h

Lojas Americanas - 13h às 21h

Alimentação - 12h às 22h

Cinema - 13h às 22h

Academia - 09h às 15h

Horários especiais - Novembro

Quarta-feira - Finados: 02.11

Lojas e quiosques - 10h às 22h

Lojas Americanas - 10h às 22h

Alimentação - 10h às 22h

Cinema - 13h às 22h

Academia - 09h às 15h

Terça-feira - Proclamação da República: 15.11

Lojas e quiosques - 10h às 22h

Lojas Americanas - 10h às 22h

Alimentação - 10h às 22h

Cinema - 13h às 22h

Academia - 09h às 15h

Horário especial - Setembro

Quarta-feira - Independência do Brasil: 07.09

Lojas e quiosques - 10h às 22h

Lojas Americanas - 10h às 22h

Alimentação - 10h às 22h

Cinema - 13h às 22h

Academia - 09h às 15h

Horário especial - Natal

Sábado - Véspera de Natal: 24.12

Lojas e quiosques - 09h às 19h

Lojas Americanas - 09h às 19h

Alimentação - 10h às 19h

Cinema - Fechado

Academia - 09h às 15h

Domingo - Dia de Natal: 25.12

Lojas e quiosques - Fechados

Lojas Americanas - Fechada

Alimentação - 12h às 22h (facultativo)

Cinema - 13h às 22h

Academia - Fechada

Segunda todo o shopping funciona em horário normal

Horários especiais - Ano Novo

Sábado - Réveillon: 31.12

Lojas e quiosques - 09h às 19h

Lojas Americanas - 09h às 19h

Alimentação - 10h às 19h

Cinema - Fechado

Academia - 09h às 15h

Domingo - Confraternização Universal: 01.01

Lojas e quiosques - Fechados

Lojas Americanas - Fechada

Alimentação - 12h às 22h (facultativo)

Cinema - 13h às 22h

Academia - Fechada

Segunda todo o shopping funciona em horário normal

Horários especiais - Carnaval

Sábado - 06.02

Shopping aberto normalmente

Domingo e segunda - 07.02

Shopping aberto a partir do meio-dia

Terça - 08.02

Shopping fechado, exceto cinema

Quarta-feira de Cinzas - 09.02

Shopping aberto a partir do meio-dia

Horários especiais - Semana Santa

Quinta-feira Santa - 24.03

Shopping aberto normalmente

Sexta-feira da Paixão - 25.03

Shopping fechado, exceto cinema

Sábado de Aleluia - 26.03

Shopping aberto normalmente

Domingo de Páscoa - 27.03

Shopping aberto a partir do meio-dia

Horários especiais - Maio

Domingo - Dia do Trabalho: 01.05

Lojas e quiosques - Fechados

Lojas Americanas - Fechada

Alimentação - 12h às 22h

Cinema - 13h às 22h

Academia - Fechada

Segunda todo o shopping funciona em horário normal

Quinta - Corpus Christi: 26.05

Lojas e quiosques - 10h às 22h

Lojas Americanas - 10h às 22h

Alimentação - 10h às 22h

Cinema - 10h às 22h

Academia - 09h às 15h

Horários especiais - Abril

Quinta - Tiradentes: 21.04

Lojas e quiosques - 10h às 22h

Lojas Americanas - 10h às 22h

Alimentação - 12h às 22h

Cinema - 13h às 22h

Academia - 09h às 15h

sábado, 30 de janeiro de 2021

Senhora do Destino - Abertura e ficha técnica (Globo Internacional)

A abertura da novela se dava ao som de Encontros e Despedidas (composição de Milton Nascimento e Fernando Brant, interpretada por Maria Rita), mostrando fotos de pessoas, sendo que as fotos coloridas eram dos atores da novela enquanto as em preto-e-branco eram de anônimos.


Veja a abertura de SENHORA DO DESTINO


Uma novela de Aguinaldo Silva

Colaboração: Filipe Miguez, Gloria Barreto, Maria Elisa Berredo e Nelson Nadotti

Supervisão de texto: Gilberto Braga

Direção: Luciano Sabino, Marco Rodrigo, Cláudio Boeckel e Ary Coslov

Direção-geral: Wolf Maya

Direção núcleo: Wolf Maya


ELENCO:

Susana Vieira – Maria do Carmo Ferreira Da Silva

Renata Sorrah – Nazaré Tedesco

Carolina Dieckmann – Isabel / Lindalva

José Wilker – Giovanni Improta

José Mayer – Dirceu de Castro

Eduardo Moscovis – Reginaldo

Letícia Spiller – Viviane

Leonardo Vieira – Leandro

Marcello Antony – Viriato

Dan Stulbach – Edgard Legrand

Leandra Leal – Maria Cláudia

Débora Falabella – Maria Eduarda

Raul Cortez – Pedro Correia De Andrade E Couto (Barão De Bonsucesso)

Glória Menezes – Baronesa Laura

Marília Gabriela – Guilhermina

Wolf Maya – Leonardo

Ângela Vieira – Gisela

José de Abreu – Josivaldo

Dado Dolabella – Plínio

Carol Castro – Angélica

Helena Ranaldi – Yara Steiner

Nelson Xavier – Sebastião

Mara Manzan – Janice

Adriana Lessa – Rita De Cássia

Nuno Mello – Constantino

Roney Marruda – Cigano

Thiago Fragoso – Alberto

Flávio Migliaccio – Jacques

Elizângela – Djenane

Malu Valle – Shirley

Yoná Magalhães – Flaviana

Mylla Christie – Eleonora

Bárbara Borges – Jenifer

Heitor Martinez – João Emanuel

Maria Maya – Regininha

Ludmila Dayer – Danielle

André Gonçalves – Venâncio

Tânia Khalil – Nalva

Mário Frias – Thomas Jeferson

Leonardo Miggiorin – Shao Lin (Políbio)

Jéssica Sodré – Leidi Daiane

Agles Steib – Maikel Jecson

Luiz Henrique Nogueira – Ubiracy

Ítalo Rossi – Alfred

Felipe Camargo – Edmundo

André Mattos – Madruga

Gottscha – Crescilda

Stella Freitas – Cícera

Cristina Mullins – Aurélia

Reynaldo Gonzaga – Rodolfo

Silvia Salgado – Aretuza

Cristina Galvão – Jandira

Xandó Graça – Merival

Thadeu Matos – Bruno

Marcela Barrozo – Bianca

Leonardo Carvalho – Gato

Juliana Diniz – Larissa

Catarina Abdalla – Jurema

Roberto Lopes – Delegado Aberaldo Paredes

Guida Viana – Fausta

Naura Schneider – Elisa

Eduardo Fraga – Ubaldo

Elísio Lage – Elias

Marco Villela – Turcão

Fábio Maltez – Scarface

Marcelo Escorel – Ciro


1ª semana:

Carolina Dieckmann – Maria Do Carmo

Adriana Esteves – Nazaré/ Lourdes

Gabriel Braga Nunes – Dirceu

Marília Gabriela – Josefa Magalhães Duarte Pinto

Luís Carlos Vasconcelos – Sebastião

Tarcísio Filho – José Carlos Tedesco

Tônia Carrero – Berthe Legrand

Fábio Ferrer – Giovanni Improta

Lucielly Di Camargo – Djenane

Maria Amélia Brito – Laura

Manoel Candeias – Josivaldo

Werner Schünemann – Comandante Saraiva

Jonas Bloch – Inspetor Boegel

Cláudio Corrêa e Castro – Afonso

Emiliano Queiróz – Padre Léo

Rogério Fróes – General Bandeira

André Valli – Porteiro Do Diário De Notícias

Ruth De Souza – Marina

Neuza Amaral – Dona Mena

Ilva Niño – Dona Bil

Maria Gladys – Dona Mimin

Paulo Reis – Policial

Rodrigo Hilbert – Rudi

Luiz Magnelli – Vital


As crianças:

Miguel Rômulo – Reginaldo

Marcelo Max – Viriato

Ramon Motta – Leandro

Cássio Ramos – Plínio


E ainda:

Alexandre Barilari – Dr. Fábio

Alexandre Moreno – Seboso

Alexandre Zacchia – Pezão

Ana Paula Botelho – Recepcionista de motel

Ana Rosa – Belmira

Aracy Cardoso – Mãe De Leila

Beatriz Lyra – Enfermeira

Bianca Comparato – Helen

Carlos Bonow – Amante De Nazaré

Carlos Vieira – Moura

Chaguinha – Porteiro

Cristina Ferro – Shirlêi

Daniel Boaventura – Apresentador De Tv

Daniel Zubrinsky – Napa

Delano Avelar – Paulo Henrique

Derlan Henrique – Lolo

Élcio Romar – Dono do motel onde Leila morreu

Fabiana Meyreles – Clara

Felipe Cardoso – Garçom Do Monsieur Vatel

Fernanda Lobo – Enfermeira

Filippo Coelho

Flávio Galvão – Jorge Maciel (Advogado De Guilhermina)

Guilherme Duarte – Jacaré (Da Turma De Shao Lin)

Gustavo Moraes – Zé Luis (Frentista)

Hamilton Ricardo – Valdir (Motorista De Giovanni)

Isabela Lobato – Ariela (Colega De Crescilda)

Ivân Candido – Detetive

Jacqueline Laurence – Evangelina

Jayme Periard – Dr. Marcos

Joana Lener – Martinha

João Signorelli – Raptor De Maria Eduarda

José Afonso – Matusalém

José Augusto Branco – Médico De Isabel

Laura Proença – Dora

Leandro Rib



Cenografia: May Martins, Cristina De Lamare, Érika Lovise, Keller Veiga e Monica Aurenção

Cenógrafos assistentes: Altamir Júnior, Cleonice Megale, Cristina Crizel, Diana Domingues, Eduardo Pimentel, Jussara Pascoal, Liane Uderman, Luiz Cláudio Velho, Márcia Bezerra de Mello, Márcia Inoue, Murilo Esteves, Paula de Oliveira Camargo, Regina Valentino e Silvana Machado

Figurino: Beth Filipecki e Renaldo Machado

Figurinistas assistentes: Daniella Christino, Giovani Targa, Maruja Girelli e Renaldo Machado

Equipe de apoio ao figurino: Solange Queiroz, Waldeci Alves, Elijanite Marinho, Ilza Gomes, Nilza Rodrigues, Suely Mattos, Deivid Vieira, Genilton Domingos, Jorge Fernando Bernardo, Luciano Damasceno, Walmir Ferreira e Marinete Dias

Direção de fotografia: José Tadeu

Direção de iluminação: Jorge Valério, Flávio Casesque e Afrânio Marinho

Equipe de iluminação: Gustavo Pereira Amaral, Sidnei Meirelles Cussa, Marcos Antonio Costa dos Reis, Jose Prates da Silva, Almir de Souza Cansanção, Erich R. de Araújo, Walter Fernandes de Aguiar, Roberto Soares do Nascimento, Humberto Vicente Correia, Jorgival Luz de Eça, Valci de Souza, Antonio Benedito Pereira, Feliciano Silva dos Santos, Anselmo Marinho, Valdir Cardoso e Marcelo Pereira de Oliveira

Direção de arte: Mario Monteiro

Produção de arte: Luiz Pereira

Produção de arte assistente: André Soeiro, Gabriela Estrela, Lara Tausz, Marisa Azevedo e Patrícia Fernandes

Equipe de apoio à arte: Agenor Malvino, Jose L. Margato, Paulo Lisboa, Ricardo Paiva, Marco A. Velloso, Raul Sacramento e Carlos Guimarães

Produção de elenco: Elaine Macedo

Instrutora de dramaturgia: Vera Freitas

Produção musical: Edom Oliveira

Direção musical: Mariozinho Rocha

Caracterização: Lindalva Veronez

Equipe de apoio à caracterização: Solange Paulino, Marcos Henrique Rodrigues, Vânia Menezes, Hare, Ricardo Sartori, Marinez da Silva, Carlos Alexandre, Maria Solange de Oliveira, Núbia Maísa, Ligia da Costa e Catarina Mohilla

Edição: Paulo H. Farias, Roberto Mariano e William Alves

Sonoplastia: Thanus Chalita e Haroldo de Sá

Efeitos sonoros: Eduardo Silva, Adailton Bernardes, Ricardo Cadila e Nelson Seródio

Mixagem: Marco Villa Nova

Efeitos visuais: Toni Cid, Marcelo Brandão e Priscilla Lima

Videografismo: Alessandra Ovídio

Efeitos especiais: Marcos Soares

Abertura: Hans Donner, Alexandre Pit Ribeiro e Roberto Stein

Direção de imagem: Marco Antonio Ferreira Pinto

Câmeras - externa e estúdio: Edílson Giachetto, Lizanias Azevedo, Rafael Rahal, Alexandre Alves Tavares, Carlos Monerat, João Fonseca e Marcio Tanaka

Equipe de apoio à operação de câmera: Sergio Fialho da Silva, Wanderson Pereira da Silva e Marconi Couto Miranda Santos

Equipe de vídeo: Jorge Leal, Manoel Tiburcio, Cláudio Sargo, Gilberto Martins e Alexandre Carpi Barros

Equipe de áudio: Tavares Paiva, Rui Paulo Martins, Luiz Ferreira, Ricardo José Coelho da Fonseca, Jorge Marreiros, Enéas Antonio, Alexandre Silva Santos

Supervisor e op. sistema: Marcos A. Cheriff e André Almeida

Gerente de projetos: Ricardo Figueiredo

Supervisão de produção de cenografia: Guilherme Senges, Marco Antonio Vasconcellos, Francisco Silva, Roberto Rodrígues Marques e Uilton Nascimento

Equipe de cenotécnica: Luis Carlos Leal da Silva, Rosalie Anne Ferreira da Silva, Vanessa Salgado de Lima, Alis Galo Mendes, Andréa Ramy Mansur, Nelson Luiz Gonçalves, Tatiana da Silva Cunha, Jose Maria Ribeiro da Silva, Pedro Pereira da Silva, Carlos José Ferreira, Dario Pereira da Silva, Edson da Silva, Everaldo Luiz do Amaral, Jesu da Conceição Chagas, Jose Fernandes de Souza, Joseilton Bento da Silva, Vilson Cosme Teixeira Cyrino, Francisco Canindé de Azevedo, Jose Carlos de Souza, João Evangelista, Jorge de C. Barbosa Flor, Paulo Sily Pereira, Sebastião Silva Santos, Cláudio Luiz Querido Guimarães, Antonio Carlos de Oliveira, José Alípio da Silva Neto, Railton Antonio da Conceição, Wilson José dos Santos, Cláudio da Silva, Jose Carlos Oliveira Costa, Severino Geraldo de Santana, Cristóvão Antonio Félix, Fernando Barcelos Lopes, Jorge Joe Cabral, Emmanuel Ferreira da Silva, Maria de Fátima S. de Almeida, Aciel da Silva Campos, Alexandre Tavares da Silva, Carlos Renato Cardoso Ferreira, Edgil José Pinheiro, Fabio Flaviano de Menezes, Flavio Neves Marques, Jose Cavalcante Gomes, Josias Guimarães, Julio César Pinto Brandão, Marcelo Fanzeres Pitanga, Marcelo Paiva Santos, Ronaldo Hervano Pinto e Wagner Paulo de Miranda

Pesquisa: Leila Melo

Continuidade: Carla Neuma, Izabella Cid, Luana Fernandes e Teresa Prata

Assistentes de direção: Miguel Rodrigues, Alexia Maltner, André Toscano, Felipe Louzada e Alex Cabral

Produção de engenharia: Marcos Araujo

Equipe de produção: Adailza Alvim, Raul Gama, Wilson Garita - Gringo, Luiz Carlos Mendonça Jr., Marcelo Martins, Fernanda Gomes, Luiz Carlos Jovita e Rodrigo Lassance

Coordenação de produção: Patrícia Loureiro, Marcelo Lisboa, Nelson Fernandes, Marilia Fonseca e César Brasil

Produção executiva: Isabel Ribeiro

Gerência de operações: Augusto Seixas

Gerência de produção: Roberto Câmara

Direção de produção: Alexandre Ishikawa

Núcleo: Wolf Maya

Fonte: Memória Globo (com adaptações)

sábado, 2 de janeiro de 2021

Teledramaturgia - Rede Globo

 Novela das Seis

Década de 1970

Meu Pedacinho De Chão (1971)

Bicho Do Mato

A Patota

Helena (primeira novela das seis como adaptação da literatura brasileira)

O Noviço (última novela das seis exibida em preto e branco)

Senhora (primeira novela das seis exibida em cores)

A Moreninha (1975)

Vejo A Lua E O Céu

O Feijão E O Sonho

Escrava Isaura

A Sombra Dos Laranjais

Dona Xepa

Sinhazinha Flô

Maria,Maria

Gina

A Sucessora

Memórias De Amor

Cabocla (1979)

Década de 1980

Olhai Os Lírios Do Campo

Marina

As Três Marias

Ciranda De Pedra (1981)

Terras Do Sem-Fim

O Homem Proibido

Paraíso (1982) (primeira novela das seis como produção original)

Pão Pão, Beijo Beijo

Voltei Pra Você

Amor Com Amor Se Paga (1984)

Livre Para Voar

A Gata Comeu

De Quina Pra Lua

Sinhá Moça (1986)

Direito De Amar

Bambolê

Fera Radical

Vida Nova

Pacto De Sangue

O Sexo Dos Anjos

Década de 1990

Gente Fina

Barriga De Aluguel

Salomé

Felicidade

Despedida De Solteiro

Mulheres De Areia (1993) (primeira novela como remake)

Sonho Meu

Tropicaliente

Irmãos Coragem (1995)

História De Amor

Quem É Você?

Anjo De Mim

O Amor Está No Ar

Anjo Mau (1997)

Era Uma Vez... (1998)

Pecado Capital (1998)

Força De Um Desejo

Década de 2000

Esplendor

O Cravo E A Rosa

Estrela-Guia

A Padroeira

Coração De Estudante

Sabor Da Paixão (novela das seis deixa de ter reapresentação do último capítulo)

Agora É Que São Elas (novela das seis volta a ter reapresentação do último capítulo)

Chocolate Com Pimenta

Cabocla (2004)

Como Uma Onda

Alma Gêmea

Sinhá Moça (2006) (primeira novela das seis exibida em Closed Caption e testada em 24fps)

O Profeta (2006)

Eterna Magia (primeira novela das seis com o selo Livre)

Desejo Proibido

Ciranda De Pedra (2008)

Negócio Da China

Paraíso (2009)

Cama De Gato (reclassificado para 10 anos no capítulo 71 / primeira novela das seis com o selo +10)

Década de 2010

Escrito Nas Estrelas (última novela das seis exibida em SD / reclassificado para 10 anos no capítulo 82)

Araguaia (primeira novela das seis exibida em HDTV / reclassificado para 10 anos no capítulo 146)

Cordel Encantado (primeira novela das seis exibida em 24fps / reclassificado para 10 anos no capítulo 88)

A Vida Da Gente (reclassificado para 10 anos no capítulo 53)

Amor Eterno Amor (reclassificado para 10 anos no capítulo 67)

Lado A Lado (reclassificado para 10 anos no capítulo 66)

Flor Do Caribe (novela reprisada em uma edição especial / primeira novela das seis a ter autoclassificação e única classificação de selo +10)

Joia Rara

Meu Pedacinho De Chão (2014)

Boogie Oogie (primeira novela das seis testada de volta em 60fps, e exibida nesse formato em caráter excepcional por ser uma trama passada nos anos 1970)

Sete Vidas

Além Do Tempo

Êta Mundo Bom! (última novela das seis a ser encerrada em uma sexta-feira, com reprise do último capítulo no sábado)

Sol Nascente (primeira novela das seis a ser encerrada em uma terça-feira, com reprise do último capítulo na tarde do dia seguinte)

Novo Mundo (novela reprisada em uma edição especial)

Tempo De Amar

Orgulho e Paixão (reclassificado para 12 anos no capítulo 100 / primeira novela das seis com o selo +12)

Espelho da Vida (única novela das seis a não ter reclassificado de +10 para +12 / única novela das seis a não ter reapresentação do último capítulo)

Órfãos da Terra (primeira novela das seis a ter autoclassificação e única classificação de selo +12 / novela das seis volta a ter reapresentação do último capítulo)

Éramos Seis (2019)

Década de 2020

Nos Tempos do Imperador

Além da Ilusão

Novela das Sete

Década de 1960

Rosinha Do Sobrado

A Moreninha

Padre Tião

O Santo Mestiço

A Grande Mentira

A Cabana Do Pai Tomás

Década de 1970

Pigmalião 70

A Próxima Atração

Minha Doce Namorada

O Primeiro Amor

Uma Rosa Com Amor

Carinhoso

Supermanoela

Corrida Do Ouro

Cuca Legal

Bravo!

Anjo Mau (1976)

Estúpido Cupido (última novela das sete exibida em preto e branco, com exceção dos dois últimos capítulos em cores)

Locomotivas (primeira novela das sete exibida integralmente em cores / novela reprisada como novela das seis em 1986)

Sem Lenço, Sem Documento

Te Contei?

Pecado Rasgado

Feijão Maravilha

Marron Glacê

Década de 1980

Chega Mais

Plumas E Paetês

O Amor É Nosso

Jogo Da Vida

Elas Por Elas

Final Feliz

Guerra Dos Sexos (1983)

Transas E Caretas

Vereda Tropical

Um Sonho A Mais

Ti Ti Ti (1985)

Cambalacho

Hipertensão

Brega & Chique

Sassaricando

Bebê A Bordo

Que Rei Sou Eu?

Top Model

Década de 1990

Mico Preto

Lua Cheia De Amor

Vamp

Perigosas Peruas

Deus Nos Acuda

O Mapa Da Mina

Olho No Olho

A Viagem (1994)

Quatro Por Quatro

Cara & Coroa

Vira Lata

Salsa E Merengue

Zazá

Corpo Dourado

Meu Bem Querer

Andando Nas Nuvens

Vila Madalena

Década de 2000

Uga-Uga

Um Anjo Caiu Do Céu

As Filhas Da Mãe

Desejos De Mulher

O Beijo Do Vampiro

Kubanacan

Da Cor Do Pecado

Começar De Novo

A Lua Me Disse

Bang Bang

Cobras & Lagartos (primeira novela das sete exibida em Closed Caption)

Pé Na Jaca

Sete Pecados (primeira novela das sete com o selo Livre)

Beleza Pura (reclassificado para 10 anos no capítulo 56 / primeira novela das sete com o selo +10)

Três Irmãs

Caras & Bocas (reclassificado para 10 anos no capítulo 201)

Década de 2010

Tempos Modernos (última novela das sete exibida em SD)

Ti Ti Ti (2010) (reclassificado para 10 anos no capítulo 58 / primeira novela das sete em HDTV)

Morde & Assopra (reclassificado para 10 anos no capítulo 66)

Aquele Beijo (reclassificado para 10 anos no capítulo 59)

Cheias De Charme (primeira novela das sete exibida em 24fps / reclassificado para 10 anos no capítulo 65)

Guerra Dos Sexos (2012) (reclassificado para 10 anos no capítulo 59)

Sangue Bom (primeira novela das sete a ter autoclassificação e única classificação de selo +10)

Além Do Horizonte

Geração Brasil

Alto Astral

I Love Paraisópolis (última novela das sete a ser encerrada em uma sexta-feira, com reprise do último capítulo no sábado)

Totalmente Demais (novela reprisada em uma edição especial / primeira novela das sete a ser encerrada em uma segunda-feira, com reprise do último capítulo na tarde do dia seguinte)

Haja Coração (novela reprisada em uma edição especial)

Rock Story

Pega Pega

Deus Salve o Rei (reclassificado para 12 anos no capítulo 51 / primeira novela das sete com o selo +12)

O Tempo Não Para (única novela das sete a não ter reapresentação do último capítulo / reclassificado para 12 anos no capítulo 56)

Verão 90 (primeira novela das sete testada de volta em 60fps, e exibida nesse formato em caráter excepcional por ser uma trama passada nos anos 1990 / novela das sete volta a ter reapresentação do último capítulo / reclassificado para 12 anos no capítulo 44)

Bom Sucesso (primeira novela das sete a ter autoclassificação e única classificação de selo +12)

Década de 2020

Salve-se Quem Puder (novela dividida em duas partes)

Quanto Mais Vida, Melhor!

Cara e Coragem

Novela das Oito e das Nove

Década de 1960

O Ébrio

O Rei Dos Cigarros

A Sombra De Rebecca

Anastácia, A Mulher Sem Destino

Sangue E Areia

Passo Dos Ventos

Rosa Rebelde

Véu De Noiva (1969)

Década de 1970

Irmãos Coragem (1970)

O Homem Que Deve Morrer

Selva De Pedra (1972)

Cavalo De Aço

O Semideus

Fogo Sobre Terra

Escalada (última novela das oito exibida em preto e branco)

Pecado Capital (1975) (primeira novela das oito exibida em cores)

O Casarão

Duas Vidas

Espelho Mágico

O Astro (1977)

Dancin' Days

Pai Herói

Os Gigantes

Década de 1980

Água Viva

Coração Alado

Baila Comigo

Brilhante

Sétimo Sentido

Sol De Verão

Louco Amor

Champagne

Partido Alto

Corpo A Corpo

Roque Santeiro

Selva De Pedra (1986)

Roda De Fogo (1986)

O Outro

Mandala

Vale Tudo

O Salvador Da Pátria

Tieta

Década de 1990

Rainha Da Sucata

Meu Bem, Meu Mal

O Dono Do Mundo

Pedra Sobre Pedra

De Corpo E Alma

Renascer

Fera Ferida

Pátria Minha

A Próxima Vítima

Explode Coração

O Fim Do Mundo

O Rei Do Gado

A Indomada

Por Amor

Torre De Babel

Suave Veneno

Terra Nostra

Década de 2000

Laços De Família

Porto Dos Milagres

O Clone

Esperança

Mulheres Apaixonadas

Celebridade

Senhora Do Destino

América

Belíssima (primeira novela das oito exibida em Closed Caption)

Páginas Da Vida

Paraíso Tropical (última novela das oito exibida em SDTV e primeira novela das oito com o selo +14 / primeira novela com cenas inéditas na reapresentação do último capítulo)

Duas Caras (primeira novela das oito exibida em HDTV e com o selo +12 / única novela das oito a não ter reapresentação do último capítulo / reclassificado para 14 anos no capítulo 73)

A Favorita (novela das oito volta a ter reapresentação do último capítulo)

Caminho Das Índias

Viver A Vida

Década de 2010

Passione (única novela das oito com o selo +10 / reclassificado para 12 anos no capítulo 22 / última novela das oito)

Insensato Coração (primeira novela das nove / primeira novela das nove com selo +12)

Fina Estampa (novela reprisada em uma edição especial)

Avenida Brasil (primeira novela das nove exibida em 24fps)

Salve Jorge

Amor À Vida

Em Família

Império

Babilônia

A Regra Do Jogo

Velho Chico

A Lei Do Amor

A Força Do Querer (novela reprisada em uma edição especial)

O Outro Lado Do Paraíso (reclassificado para 14 anos no capítulo 43 / primeira novela das nove com o selo +14)

Segundo Sol (primeira novela das nove a ter autoclassificação e única classificação de selo +14) 

O Sétimo Guardião (reclassificado para 14 anos no capítulo 119)

A Dona do Pedaço

Amor de Mãe (novela dividida em duas partes)

Década de 2020

Um Lugar ao Sol (2021)

Pantanal (2021)

Olho por Olho

Novela das Dez e das Onze

Década de 1960

Ilusões Perdidas

Marina

Paixão De Outono

Um Rosto De Mulher

Eu Compro Esta Mulher

O Sheik De Agadir

A Rainha Louca

O Homem Proibido

A Gata De Vison

A Última Valsa

A Ponte Dos Suspiros

Verão Vermelho

Década de 1970

Assim Na Terra Como No Céu

O Cafona

Bandeira 2

O Bofe (última novela das dez exibida em preto e branco)

O Bem-Amado (primeira novela das dez exibida em cores)

Os Ossos Do Barão

O Espigão

O Rebu (1974)

Gabriela (1975)

O Grito

Saramandaia (1976)

Nina

O Pulo Do Gato

Sinal De Alerta

Década de 1980

Eu Prometo

Década de 1990

Araponga (última novela das dez, em seguida o horário passou a ser ocupado por minisséries, séries e outros programas que não de teledramaturgia)

Década de 2010

O Astro (2011) (Novela das Onze / primeira novela das onze / reclassificado para 14 anos no capítulo 37)

Gabriela (2012) (primeira novela das onze exibida em 24fps / reclassificado para 16 anos no capítulo 61)

Saramandaia (2013) (reclassificado para 14 anos no capítulo 37)

O Rebu (2014)

Verdades Secretas (primeira novela das onze original / primeira novela das onze reprisada como edição especial)

Liberdade, Liberdade (Última Novela das Onze / última novela das onze e também a última exibida em 24fps)

Superséries

Década de 2010

Os Dias Eram Assim (Supersérie / primeira supersérie a ter com barras laterais e em 24fps)

Onde Nascem os Fortes (Última Supersérie / última supersérie a ter com barras laterais)

Novelas do Globoplay

Década de 2020

Verdades Secretas 2 (Retorno da Novela das Onze / primeira novela exclusiva do Globoplay)

Patrocinadores

Novela das Seis

Rede

2010-2011 - P&G

2011-31/01/2017 - Unilever

01/02/2017-31/08/2018 - Sem patrocínio

01/09-30/11/2018 - Avon

01-31/12/2018 - Sem patrocínio

01/01-31/12/2019 - Johnson & Johnson

01/01/2020-atual - Sem patrocínio

Novela das Sete

02/07/2001-01/11/2014 - Sadia

03/11/2014-31/03/2015 - BRF

01/04-31/12/2015 - Crefisa

01/01-31/12/2016 - Sem patrocínio

02/01-30/12/2017 - Coca-Cola

01/01-31/12/2018 - Sem patrocínio

01/01/2019-atual - BRF

Novela das Oito

01/01-31/07/2003 - Sem patrocínio

01/08/2003-31/01/2005 - Flora

01/02/2005-30/06/2007 - Santander

02/07-31/10/2007 - Bradesco

01/11/2007-31/03/2008 - Flora

01/04/2008-15/01/2011 - Natura

Novela das Nove

17/01/2011-31/12/2018 - Natura

01/01-31/12/2019 - Avon

01/01-30/09/2020 - Sem patrocínio

01/10/2020-atual - Caoa Chery

Horários, exibições e curiosidades

Novela das Seis

Novela das seis é a denominação dada às telenovelas brasileiras exibidas diariamente na faixa das 18h pela Rede Globo, de segunda a sábado. Tradicionalmente tem como características um enredo simples e tipicamente romântico, muitas das vezes sendo de época e/ou regional.


A novela com maior número de capítulos do horário foi Barriga de Aluguel, exibida entre 1990 e 1991, com 243 capítulos, e a mais curta é O Noviço, exibida em 1975, com 20 capítulos. Até o presente momento, foram exibidas mais de 80 novelas no horário. A faixa de horário foi criada em 1971, com a exibição de três novelas, até 1973. Houve então uma interrupção de dois anos. Em 1975 a faixa foi recriada com um objetivo específico: apresentar adaptações da literatura brasileira, começando com Helena, inspirada no romance homônimo de Machado de Assis e assim prosseguindo por mais 20 telenovelas, até 1982, com a exibição de O Homem Proibido, adaptação de Nélson Rodrigues. De 1982 em diante, as adaptações da literatura brasileira foram substituídas por produções originais e remakes (novas produções de telenovelas antigas), estes últimos a partir do final da década de 1990. Após a retomada da faixa de telenovelas das seis em 1975, houve apenas uma interrupção de três meses entre 1986 e 1987, entre Sinhá Moça e Direito de Amar.


Na emissora, a faixa de telenovelas das seis foi a segunda a ter produções em cores, com Helena, em outubro de 1975, depois das novelas das dez e antes das novelas das oito. A alta definição começou com Araguaia, em setembro de 2010. A gravação/exibição em 24 fps começou com Cordel Encantado, em abril de 2011, porém testada em Sinhá Moça, em março de 2006. Em A definir a gravação/exibição em 60 fps voltou a ser utilizada em meados de a definir, porém testada em Boogie Oogie, em agosto de 2014.


Novela das Sete

Novela das sete é uma denominação utilizada pela emissora brasileira Globo para designar a telenovela exibida em sua programação diária, de segunda-feira a sábado, antes do noticiário Jornal Nacional. Atualmente, 2014, as tramas do horário tem como objetivo alcançar uma média de 25 pontos de audiência durante sua exibição. Desde sua estreia até a novela Quatro por Quatro, as faixas eram exibidas depois da Novela das seis e antes da segunda edição do Praça TV. A partir de Cara & Coroa, passou a ser exibida entre a segunda edição do Praça TV e o Jornal Nacional.


Este anexo lista todas as mais de 80 telenovelas brasileiras que receberam esta denominação e foram exibidas pela Rede Globo, ordenando-as por ordem cronológica. Tanto em quantidade de capítulos quanto em período de exibição a maior telenovela já exibida pela emissora foi A Grande Mentira, cujos 341 capítulos exibidos entre 10 de junho de 1968 e 4 de julho de 1969 ainda não foram superados. A telenovela mais curta do horário foi A Moreninha, escrita por Moysés Weltman e dirigida por Otávio Graça Mello, com 35 capítulos, exibidos entre 25 de outubro e 10 de dezembro de 1965.


Na emissora, a faixa de telenovelas das sete foi a última que passou a ser exibida em cores, com Locomotivas, em março de 1977, considerando-se o fato de que sua antecessora, Estúpido Cupido, teve os dois últimos capítulos em cores . A exibição em alta definição começou com o remake de Ti Ti Ti, em julho de 2010. A gravação/exibição em 24 fps começou com Cheias de Charme, em abril de 2012. Em A definir a gravação/exibição em 60 fps voltou a ser utilizada em meados de a definir, porém testada em Verão 90, em janeiro de 2019.


Novela das Oito e das Nove

Novela das nove é uma denominação utilizadas pela emissora brasileira Rede Globo para designar a telenovela exibida em sua programação diária, de segunda-feira a sábado, após o noticiário Jornal Nacional. É o principal horário da teledramaturgia brasileira, ou ao menos, é o de maior repercussão. De 1965 até o anúncio da estreia de Insensato Coração, em 2011, a emissora adotou para a mesma faixa de horário a denominação de "novela das oito" para "novela das nove"


Em 2007, quando a telenovela Duas Caras era exibida, os temas abordados levaram à determinação do Ministério da Justiça, que classificou a obra como imprópria para menores de quatorze anos e, portanto, tendo seu início obrigatoriamente após as 21 horas. Apesar disso, as telenovelas exibida em sucessão continuaram sendo costumeiramente tratadas e conhecidas como "a novela das oito". Em 2011, quando a nomenclatura "novela das nove" passou a ser oficialmente adotada, o site Na Telinha comentou que o novo título "realmente condiz com o horário em que o folhetim mais visto do país vai ao ar - às 21h". Embora a partir de Insensato Coração todas as telenovelas tenham sido denominadas, pela emissora, como "das nove", ambas as denominações continuam a ser adotadas pela mídia. Jornalistas como Lauro Jardim, da revista Veja, ainda se referiam à Insensato Coração pela denominação costumeiramente utilizada antes do anúncio uma semana após a estreia da produção. Leonardo Ferreira, do jornal Extra, ao comentar a pré-produção de Fina Estampa, referiu-se à produção como "próxima novela das oito".


Telenovelas brasileiras receberam uma dessas duas denominações e foram exibidas pela Rede Globo. Tanto em quantidade de capítulos quanto em período de exibição a maior telenovela já exibida pela emissora foi Irmãos Coragem, cujos 328 capítulos exibidos entre 8 de junho de 1970 e 12 de junho de 1971 ainda não foram superados. A telenovela foi escrita pela dramaturga Janete Clair, que detém ainda o recorde de autora da maior quantidade de "novelas das oito" - dezesseis, sendo que quinze foram exclusivamente escritas por ela. Clair foi também a única a autora cujas obras foram exibidas sucessivamente: após a conclusão de Anastácia, a Mulher sem Destino, ela foi a responsável por todas as seis produções exibidas pela emissora entre 1967 e janeiro de 1973, quando teve início Cavalo de Aço, de Walther Negrão. Com a conclusão desta, Clair escreveria seis das onze telenovelas que seriam exibidas até o final daquela década - Lauro César Muniz escreveria outras quatro, alternando-se com Clair, e Gilberto Braga seria o autor de uma.


O ator e diretor Daniel Filho, por sua vez, esteve envolvido na direção de quinze telenovelas, exibidas entre 1967 e 1981. Desde a década de 1980 um maior número de profissionais tem se alternado na autoria das obras, destacando-se Aguinaldo Silva (quatorze telenovelas, sendo oito em parceria com outros autores), Manoel Carlos (oito), Glória Perez (sete, sendo uma em parceira com outro autor), Sílvio de Abreu (cinco) e Benedito Ruy Barbosa (quatro). A exibição em alta definição começou com Duas Caras, em 3 de dezembro de 2007, e o uso de câmeras de cinema - 24 frames por segundo começou com Avenida Brasil, exibida a partir de 26 de março de 2012. A telenovela mais curta do horário foi O Fim do Mundo, escrita por Dias Gomes, cujos 35 capítulos foram exibidos entre 6 de maio e 15 de junho de 1996. Excetuado o caráter excepcional desta e as curtas durações - entre 75 e 135 capítulos - das cinco primeiras telenovelas, tiveram menos de 150 capítulos: Os Gigantes, com 143 capítulos, exibida entre 1979 e 1980 e escrita por Lauro César Muniz, Sol de Verão, com 137 capítulos, exibida entre 1982 e 1983 e Em Família, com 143 capítulos, exibida em 2014, as duas últimas escritas por Manoel Carlos.


Novela das Dez e das Onze

As Telenovelas das dez e das onze da Rede Globo estão relacionadas nesta lista, que apresenta: data de início, data do final e quantidade de capítulos das telenovelas da Rede Globo. A telenovela mais curta não só da da faixa como da história da Rede Globo foi Marina, exibida em 1965 com 15 capítulos, e a mais longa da faixa foi A Rainha Louca, exibida em 1967, com 215 capítulos.


A primeira telenovela diária da Rede Globo foi Ilusões Perdidas, que estreou no mesmo dia que a emissora, é considerada como sendo das dez horas, ainda que tenha começado noutra faixa de horário


Nesta década, as telenovelas das dez horas passaram por momentos de grande sucesso, tais como em Bandeira 2, O Bem-Amado. O horário permitia questões polêmicas para a época, tais como especulação imobiliária (O Espigão), a vida na cidade grande (O Grito), narrativas fora do tradicional (O Rebu), entre outros. Todavia, antes que os anos 70 terminassem, a exibição contínua de telenovelas nessa faixa, feita ininterruptamente desde A Ponte dos Suspiros em 1969 e somente interrompida no primeiro semestre de 1977, entre Saramandaia e Nina, foi encerrada com Sinal de Alerta, novela que não obteve sucesso e levou à interrupção da faixa


Após o encerramento de Sinal de Alerta em 1979, novela que não obteve repercussão nem audiência, não houve mais exibição sucessiva de telenovelas na faixa das 10 horas da noite: o horário foi preenchido com reprises ou substituído com seriados (tais como Malu Mulher, Carga Pesada e Plantão de Polícia). Em 1983 e em 1990 foram feitas duas tentativas pontuais de reavivar a quarta faixa de telenovelas, Eu Prometo e Araponga (esta última exibida às nove e meia da noite), sendo ambas mal sucedidas, o que fez com que a faixa de horário fosse extinta durante quase toda a década de 1990 e por toda a década seguinte, sendo sucedida pela faixa de telenovelas das onze e superséries a partir de 2011.


Após duas décadas ocupando a faixa das onze horas da noite com minisséries, seriados e outros programas que não de teledramaturgia, em 2011 a Rede Globo resolveu recriar a quarta faixa de telenovelas (anteriormente às dez horas da noite) depois de 20 anos da última tentativa, fazendo uma experiência nesse horário 1 com o remake de O Astro, cuja audiência motivou a manutenção da quarta faixa de novelas, ainda que de forma intermitente, com produções exibidas a partir do início do segundo semestre de cada ano. Todas as produções desta nova faixa são gravadas e exibidas em alta definição. A gravação/exibição em 24 fps começou com o remake de Gabriela, em 18 de junho de 2012, seguindo o novo padrão das telenovelas da Rede Globo.


Em 8 de junho de 2015 estreou Verdades Secretas, a primeira telenovela original do horário. No dia seguinte, a Globo decidiu que a novela seria exibida em todos capítulos após a novela das nove, o que transformaria novamente a faixa em "novela das dez" . Todavia, tal fato não se confirmou na semana seguinte de exibição.


A partir de 2017, com a estreia de Os Dias Eram Assim, as produções das 23 horas que até então eram chamadas de novela das onze, passam a se chamar superséries, mesmo com o formato de telenovela. A Globo alega que as produções do horário são muito menores que as novelas, e são consideradas séries, mas com capitulação corrida, algo já visto em emissoras estrangeiras como a Telemundo e a Televisa.


Com o cancelamento de Sem Limite, escrita por Euclydes Marinho e o engavetamento de Irmãos de Sangue (inspirada nas obras de William Shakespeare) também escrita pelo mesmo, a emissora decide transmitir duas séries já exibidas pelo Globoplay: Assédio e Se Eu Fechar os Olhos Agora. Com o cancelamento das outras tramas, a emissora carioca reorganizou sua fila de novelas das 23h. Em 2019, Maria Adelaide Amaral (autora de Sangue Bom) escrevia O Selvagem da Ópera, Maria Camargo (a autora de Assédio), Um Defeito de Cor e por fim, a faixa ficaria a cargo de Walcyr Carrasco com a segunda parte de Verdades Secretas, novela consagrada e inédita na faixa (que só transmitia remakes).


Entretanto, em outubro de 2019, a emissora resolve remanejar O Selvagem da Ópera para o horário das seis, e resolve lançar Verdades Secretas 2 como produção exclusiva da plataforma Globoplay. Com isso, o horário das superséries da Rede Globo foi descontinuado e extinto.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Quaresma - João de Araújo

 Quaresma

 


QUALIFICAÇÃO SIMBÓLICA E LITÚRGICA


 


1 - A palavra "Quaresma" vem da corruptela portuguesa do latim "quadragésima", isto é, "quarenta", e está ligada a acontecimentos bíblicos, que dizem respeito à história da salvação: jejum de Moisés no Monte Sinai, caminhada de Elias para o Monte Horeb, caminhada do povo de Israel pelo deserto, jejum de Cristo no deserto etc.. Como se vê, é um tempo, pois, cheio de reminiscências bíblicas, o que dá mais ainda à liturgia uma profunda conotação com a história da salvação. Com a Quaresma tem início o ciclo da páscoa.


 


2 - Chamado, liturgicamente, de tempo de preparação penitencial para a Páscoa, a Quaresma, a exemplo também do Advento, tem dois momentos distintos: o primeiro vai da Quarta-Feira de Cinzas até o Domingo da Paixão e de Ramos, e o segundo, como preparação imediata, vai do Domingo de Ramos até à tarde de Quinta-Feira Santa, quando se encerra então o tempo quaresmal e se inicia o Tríduo Pascal.


 


3 - O tempo da Quaresma é tempo privilegiado na vida da Igreja. É o chamado tempo forte, de conversão e de mudança de vida. Sua palavra-chave é: "metanóia", ou seja, conversão. Nesse tempo se registram os grandes exercícios quaresmais: a prática da caridade e as obras de misericórdia. O jejum, a esmola e a oração são exercícios bíblicos de piedade, até hoje recomendáveis, na imitação da espiritualidade judaica.

No Brasil, durante a Quaresma, realiza-se a Campanha da Fraternidade, com sua proposta concreta de ajuda aos irmãos, na vivência evangélica, focalizando sempre um tema da vida social. Dois sacramentos estão também na linha pastoral da Quaresma: o Batismo e a Confissão. Somos, pois, chamados a tomar consciência de nossa fé batismal, assumindo-a mais vivamente, como também a vivermos a dimensão penitencial de nossa vida sobretudo pelo sacramento da Confissão.


 


DOMINGOS DA QUARESMA


 


4 - Seis são os domingos da Quaresma, sendo o sexto já o Domingo de Ramos e da Paixão. Como no Advento, tem também a Quaresma o seu domingo da alegria, o 4º domingo, chamado "Laetare". A antífona de entrada na liturgia desse domingo, tomada de Is 66,10-11, vai dizer: “Alegra-te, Jerusalém”. Como no Advento a alegria do 3º domingo, chamado “Gaudete”, devido ao imperativo latino, como que antecipa as alegrias natalinas, aqui podemos dizer que o domingo “Laetare” antecipa as alegrias pascais. Também, a exemplo do Advento, nesse domingo pode-se usar a cor rosa na liturgia.


 


AS CINZAS COMO SÍMBOLO LITÚRGICO NA QUARESMA


 


5 - As cinzas, na liturgia, principalmente na celebração da Quarta-Feira de Cinzas, são para nós símbolo de penitência, de humildade e de reconhecimento de nossa natureza mortal. Mas estas mesmas cinzas estão intimamente ligadas ao Mistério Pascal de Cristo. Portanto, não têm sentido negativo. Não nos esqueçamos de que elas são fruto dos ramos benzidos na celebração do ano anterior, geralmente queimados (sacrificados) na Quaresma, para o rito das cinzas. Na liturgia da missa, a renovação dos compromissos quaresmais e o rito da imposição das cinzas substitui o ato penitencial e, de acordo com o missal, é feito após a homilia, segue-se a oração dos fiéis e a missa segue como de costume, com a preparação das oferendas, a Oração Eucarística, o rito da comunhão, os avisos, a vivência, a bênção final e a despedida. É omitida a profissão de fé habitual.


 


6 - “A bênção e imposição das cinzas podem ser feitas sem Missa; neste caso, oportunamente, precede uma Liturgia da Palavra, aproveitando o canto de Entrada, a Coleta e as leituras da Missa com seus cantos; depois da homilia, são bentas as cinzas e impostas, e o rito termina com a oração dos fiéis” (Diretório Litúrgico).


 


PEQUENAS NOTAS SOBRE A ESPIRITUALIDADE QUARESMAL


 


7 - Como simples introdução à rica espiritualidade quaresmal, podemos dizer, entre outras notas, que:


 


a) - A Quaresma não é tempo negativo, como muitas vezes pensam os que vivem longe do Evangelho, mas tempo dinâmico,de renovação da vida e de volta aos valores da vida, tendo como meta definitiva o valor perene da páscoa eterna, na comunhão com o Senhor Ressuscitado.


 


b) - O importante, na Quaresma, não é, porém, aquilo que fazemos, mas o que deixamos Deus fazer em nós e por nós. É tempo de graça e de salvação (cf. 2Cor 6,2), tempo, pois, de abrir espaço para Deus em nossa vida e, como conseqüência, abrir o coração para os nossos irmãos.


 


c) - Tudo na Quaresma, como na liturgia, tem sentido simbólico. Assim, o jejum e a abstinência de carne, por exemplo, não podem reduzir-se a mera redução ou abstenção de alimento, mas tal atitude deve acenar para uma vida sóbria, diante de tantas comodidades e prazeres que o mundo moderno e consumista nos apresenta. É a afirmação do “SER”, ontológico, diante do “ter”, do “poder” e do “prazer”, como procedeu Cristo no evangelho das tentações (1º domingo da Quaresma).


 


d) - Faz parte da espiritualidade quaresmal, e com grande ênfase, como no passado, a tomada de consciência da fé batismal, a qual se renova na 3ª parte da Vigília Pascal do Sábado Santo, como celebração solene.


 


e) - É preciso, pois, viver a Quaresma na espiritualidade evangélica, caminhando com Cristo rumo à Páscoa. Em outras palavras, é preciso fazer de nossa vida uma caminhada com Cristo para Jerusalém, assumindo a cruz de cada dia (cf. Lc 9,23), para ser com ele crucificado e com ele ressuscitar no domingo da Páscoa, voltando ao seio do Pai, ao eterno “hoje” de Deus, ao “dia que não tem ocaso”.


 


AS LEITURAS BÍBLICAS DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS


 


8 - As leituras bíblicas da Quarta-Feira de Cinzas são as mesmas para os ciclos de A, B e C. Portanto, são fixas, o que facilita a sua memorização. Ei-las:


 


Jl 2,12-18 - Rasgai os vossos corações, não as vossas vestes - Convite à conversão.


Sl 51(50), 2-4.5-6a.12-14+17 - Dai-me de novo um coração que seja puro.


2Cor 5,20-6,2 - Eis o tempo da salvação.


Mt 6,1-6.16-18 - As boas obras judaicas e ainda também nossas: esmola, jejum e oração.


 


9 - Vejamos um detalhe importante: a Quaresma dá início ao ciclo pascal, e o primeiro versículo da palavra de Deus em sua liturgia (Jl 2,12) é de apelo à conversão (“Retornai a mim de todo vosso coração...”). Podemos dizer que Deus já voltou a nós, agora é a nossa vez de voltarmos a ele, e para tal é ele que nos “suplica”, em misteriosa humildade, como se de nós dependesse: “Retornai a mim...” Entendamos, pois, o que já dissemos no início: a palavra-chave na Quaresma é reflexão, meditação e respeito, não luto.


 


O EVANGELHO DOS DOMINGOS DA QUARESMA


 


10 - Embora sejam riquíssimas as outras leituras bíblicas dos domingos da Quaresma, neste trabalho vamos deter-nos apenas no Evangelho, com sua temática própria e central na liturgia. No 1º e no 2º domingo da Quaresma, dos anos A, B e C, a temática do Evangelho é a mesma, mudando apenas o evangelista sinótico. Assim, no 1º domingo, sempre será o episódio da tentação de Jesus, ao passo que, no segundo, sempre vai voltar o tema da transfiguração do Senhor.

Já no 3º, 4º e 5º domingo, vamos ter: no ano A, os chamados evangelhos catecumenais, isto é, aqueles de que se servia a Igreja primitiva para a preparação dos catecúmenos para o batismo na noite santa da Vigília Pascal, cuja temática traz relação com o batismo: a água viva, a luz e a vida. Já o evangelho dos mesmos domingos do ano B são de fundo cristológico, e os do ano C se voltam para o tema da conversão, como é próprio de Lucas. Vejamos suas perícopes bíblicas:


 


ANO A:


1º domingo - Mt 4,1-11 - Tentação de Jesus - Ele vence a fome: de pão, de glória e de poder.


2º domingo - Mt 17,1-9 - A transfiguração de Jesus, certeza de nossa transfiguração.


3º domingo - Jo, 4,5-42 - A água viva - Amar a Deus em espírito e verdade.


4º domingo - Jo 9,1-41 - A cura do cego de nascença - Abrir-se para a luz.


5º domingo - Jo 11, 1-45 - A ressurreição de Lázaro - Eu sou a ressurreição e a vida.


 


ANO B


 


1º domingo - Mc 1,12-15 - Tentação de Jesus - Jesus é o novo Adão, vencedor da serpente.


2º domingo - Mc 9,2-10 - A transfiguração de Jesus - Filho querido de Deus.


3º domingo - Jo 2,13-25 - Anúncio da ressurreição - O novo templo de Deus.


4º domingo - Jo 3,14-21 - A exaltação de Cristo na morte - Passagem da morte para a vida.


5º domingo - Jo 12,20-33 - O grão de trigo que cai na terra deve morrer.


 


ANO C


1º domingo - Lc 4,1-13 - Tentação de Jesus - Cristo vence agora e vencerá depois.


2º domingo - Lc 9,28b-36 - A transfiguração de Jesus - Seu “êxodo” para a glorificação.


3º domingo - Lc 13,1-9 - As vítimas das catástrofes - Necessidade de conversão.


4º domingo - Lc 15,1-3.11-32 - A alegria do Pai na volta do filho pródigo.


5º domingo - Jo 8,1-11 - A mulher pecadora - A misericórdia do Pai.


 


11 - Dada a temática quaresmal do Evangelho, o 3º, 4º e 5º domingos dos anos A e B, e 5º domingo do ano C não são dos sinóticos, como seria normal no ciclo anual, mas de João, dado o caráter mais pascal do evangelho joanino.


 


DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO


 


12 - Como se explicou no início, o 6º domingo da Quaresma já dá início à Semana Santa, e sua liturgia é a mesma para todos os anos, exceto o evangelho, que será segundo o evangelista sinótico. Como o próprio nome indica, a celebração deste dia funde-se em dois aspectos fundamentais, que vão estar unidos e associados em todo o Mistério Pascal, ou seja, a paixão e a glória, a morte e a ressurreição, aspectos estes que, depois, vão transparecer mais ainda na liturgia do Tríduo Pascal da Morte e Ressurreição do Senhor.


 


13 - Na liturgia deste domingo, vamos ter, no início, a procissão de ramos, que lembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. No início da procissão, fora, pois, da igreja, proclama-se o evangelho dessa entrada, segundo o evangelista do ano, na sua sensibilidade própria, benzem-se os ramos e realiza-se a procissão festiva até à igreja, onde então se dá continuidade à missa a partir já da oração do dia, pois os outros ritos iniciais da missa foram substituídos pela procissão.

Já na igreja, e no momento próprio do evangelho, é feita a narração da Paixão do Senhor, segundo o evangelista do ano, narração que é feita sem solenidade, isto é, sem a saudação ao povo, sem o sinal-da-cruz sobre o livro, sem o beijo, sem incenso e sem velas. Apenas se diz no fim: Palavra da salvação. Quando é feita por diácono, este pode pedir a bênção ao presbítero ou ao bispo. Na ausência de diácono, a Narrativa da Paixão pode ser feita por um leigo, reservando-se as palavras de Jesus ao presidente.


 


14 - Devemos ter em mente que, embora celebremos no 34º domingo do Tempo Comum a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, como que encerrando o Ano Litúrgico e o coroando, a verdadeira realeza de Cristo é celebrada principalmente no Domingo de Ramos e da Paixão.


 


PERÍCOPES BÍBLICAS DO DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO


 


15 - São dados aqui os textos bíblicos e, como se trata de uma única celebração, são colocadas também as demais leituras da Liturgia da Palavra. Eis os textos:


Evangelho da entrada triunfal em Jerusalém:


 


Ano A - Mt 21,1-11


Ano B - Mc 11,1-10


Ano C - Lc 19,28-40


 


Leituras da missa nos anos A, B e C:


 


1ª leitura: Is 50,4-7


3º canto do Servo de Javé - O profeta fiel - Paciência e confiança em Deus.


Salmo Responsorial: Sl 22(21),8.9.17-18a.19-20.23-24 -

Oração na tristeza e na desolação.

2ª leitura: Fl 2,6-11

A kênose de Cristo, seu despojamento e sua humilhação.


 


Narrativa da Paixão:


 


Ano A - Mt 26,14-27,66 ou 27,11-54 (abreviada)


Ano B - Mc 14,1-15,47


Ano C - Lc 22,14-23,56

Tempo Comum - João de Araújo

 Tempo Comum

1 - Por Tempo Comum devemos entender aquele longo período que se encontra entre os ciclos do Natal e da Páscoa. Na prática são 33 ou 34 semanas. Começa esse tempo litúrgico na segunda-feira após a Festa do Batismo do Senhor, ou na terça-feira, quando a Epifania é celebrada no dia 7 ou 8 de janeiro, hipótese em que o Batismo do Senhor é celebrado então na segunda-feira. Na terça-feira de Carnaval, o Tempo Comum se interrompe, reiniciando-se na segunda-feira depois do Domingo de Pentecostes e prolongando-se até a tarde do sábado que precede o primeiro Domingo do Advento.



2 - No Tempo Comum não se celebra um aspecto especial de nossa fé, como é o caso do Natal (Encarnação), e Páscoa (Redenção), tempos que, como se vê, têm características próprias, mas celebra-se o próprio mistério de Cristo em sua plenitude, principalmente aos domingos (cf. NUALC N.43). Uma temática pode, porém, nele aparecer, quando nele se celebram algumas Solenidades, como "Santíssima Trindade", "Corpus Christi" etc., chamadas na liturgia de "Solenidades do Senhor no Tempo Comum".



3 - Como podemos notar, não existe na liturgia o 1º Domingo do Tempo Comum, porque, em seu lugar, a Igreja celebra, nas hipóteses já referidas, a Festa do Batismo do Senhor. Diz-se então, iniciando esse período, "Primeira semana do Tempo Comum", que começa na segunda-feira ou na terça-feira, encerrado o ciclo natalino, como já vimos. A partir do segundo domingo é que começa, oficialmente, a enumeração dos domingos do Tempo Comum, como conhecemos.



4 - Dadas como foram as Festas e Solenidades dos dois ciclos litúrgicos, aqui são dadas também aquelas do Tempo Comum, com atenção para as da nota neste texto. Vejamos então:



SOLENIDADES DO SENHOR NO TEMPO COMUM



5 - São quatro as celebrações assim denominadas. São também móveis, isto é, sua data de celebração depende da Páscoa. Ei-las:


a) - Santíssima Trindade


Celebra-se no domingo seguinte ao de Pentecostes.


b) - Santíssimo Corpo e Sangue do Senhor (Corpus Christi)


Celebra-se na quinta-feira após a Solenidade da Santíssima Trindade.


c) - Sagrado Coração de Jesus


Sua celebração se dá na segunda sexta-feira após "Corpus Christi".


d) - Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo


É celebrada no último domingo do Tempo Comum antes do início do Advento, ocupando, pois, o lugar do 34º domingo.



6 - Também no Tempo Comum são celebradas algumas Festas do Senhor. Estas, quando caem no domingo, ocupam o seu lugar e se tornam, liturgicamente, Solenidades. São elas:



a) -  Apresentação do Senhor


Celebra-se no dia 2 de fevereiro


b) - Transfiguração do Senhor


Sua celebração é em 6 de agosto


c) - Exaltação da Santa Cruz


Celebra-se em 14 de setembro


d) - Dedicação da Basílica do Latrão  - (Catedral de Roma) 


Sua celebração é no dia 9 de novembro. Embora não seja propriamente uma “Festa do Senhor”, é colocada no seu nível, dada a sua importância para a Igreja. Portanto, quando cai em domingo, é nele celebrada.



7 - Além das "Festas do Senhor" acima referidas, outras Festas e Solenidades são celebradas no Tempo Comum, pertencentes então ao Santoral. Tratando-se de Solenidades, quando caem no domingo, são nele celebradas. Sendo Festas, caindo no domingo, são, porém,  omitidas. Ei-las:



SOLENIDADES:


 


a) - Natividade de São João Batista - em 24 de junho.


b) - São Pedro e São Paulo - no domingo entre 28 de junho e 4 de julho ou em 29 de junho (data oficial) quando o dia cai em um domingo.


c) - Assunção de Nossa Senhora - no domingo entre 14 e 20 de agosto, e em 15 de agosto (data oficial) nos casos de padroeira ou quando o dia cai em um domingo.


d) - Nossa Senhora Aparecida - em 12 de outubro.


e) - Todos os Santos – em 1º de novembro (data oficial), quando cai em um domingo, ou no domingo que cai entre os dias 3 a 7 de novembro.



COMEMORAÇÃO:


 


8 - Finados -  em 2 de novembro 

Nota: O dia de Todos os Santos cede lugar à comemoração de Todos os Fiéis Defuntos quando o dia 2 de novembro cai em um domingo.


“A celebração de todos os fiéis defuntos, por não ter caráter de solenidade, festa ou memória propriamente ditas, é chamada pela Igreja de Comemoração. Trata-se de uma Comemoração muito especial, celebrada então mesmo quando ocorre em domingo” (cf. Guia Litúrgico-Pastoral).



Festas do Santoral celebradas no Tempo Comum, observando-se a nota abaixo:


1 -  Conversão de São Paulo, Apóstolo - em 25 de janeiro


2 - Cátedra de São Pedro - em 22 de fevereiro


3 - São Marcos, Evangelista - em 25 de abril


4 - São Filipe e São Tiago - em 3 de maio


5 - São Matias, Apóstolo - em 14 de maio


6 - Visitação de Nossa Senhora - em 31 de maio


7 - São Tomé, Apóstolo - em 3 de julho


8 - Nossa Senhora do Carmo – 16 de julho


9 - São Tiago Maior, Apóstolo - em 25 de julho


10 - São Lourenço, Diácono e mártir - em 10 de agosto


11 - Santa Rosa de Lima - em 23 de agosto


12 - São Bartolomeu, Apóstolo - em 24 de agosto


13 - Natividade de Nossa Senhora - em 8 de setembro


14 - São Mateus, Apóstolo e Evangelista - em 21 de setembro


15 - São Miguel, São Gabriel e São Rafael, Arcanjos - em 29 de setembro


16 - São Lucas, Evangelista - em 18 de outubro


17 - São Simão e São Judas Tadeu, Apóstolos - em 28 de outubro



Nota: As Festas do Santoral celebradas no período de fevereiro a maio ora se situam no Tempo Comum, ora na Quaresma, ora no Tempo Pascal. Dada, pois, a mobilidade da Páscoa, no Ciclo Pascal não foram elas nomeadas. Acima foram colocadas apenas para a sua nomeação e localização em anos mutáveis.  



9 - Neste trabalho não houve referência às Memórias (obrigatórias ou facultativas), que a Igreja celebra também durante todo o Ano Litúrgico. As Memórias são omitidas quando caem no domingo e nos tempos privilegiados, podendo contudo, nestes,  ser celebradas como facultativas, nas normas litúrgicas. Para as Solenidades, Festas e Memórias dos santos, temos leituras próprias, indicadas no Lecionário Santoral.



O SANTORAL



9 - É útil saber que em todo o Ano Litúrgico a Igreja celebra as Solenidades, Festas e Memórias dos santos, como momentos também importantes na Liturgia. É o que se chama Santoral, no calendário litúrgico, com Lecionário próprio. As Solenidades são sempre celebradas no dia próprio, podendo, porém, ser antecipadas ou transferidas, em casos especiais; as Festas são próprias do dia natural, por isso não tem I Vésperas e são omitidas quando caem em domingo. Trata-se aqui de Festas dos santos, entendamos. Já as Memórias não são celebradas nos chamados tempos privilegiados (segunda parte do Advento, Oitava do Natal, Quaresma, Semana Santa e Oitava da Páscoa), a não ser como Memórias facultativas e dentro das normas para a missa e Liturgia das Horas. Caindo em domingo, também são omitidas. Na parte própria que trata da precedência dos dias litúrgicos será explicado melhor o que aqui se expõe. Algumas solenidades do ano litúrgico são precedidas por vigílias.



10 - Vemos então que, se no Natal e na Páscoa, Deus apresenta à Igreja o seu projeto de amor em Cristo Jesus , para a salvação de toda a humanidade, no Santoral a Igreja apresenta a Deus os copiosos frutos da redenção, colhidos na plantação de esperança do próprio Filho de Deus. São os filhos da Igreja que seguiram fielmente o Cristo Senhor na estrada salvífica do Evangelho. Em outras palavras, o Santoral é a resposta solene da Igreja ao convite de Deus para a vida de santidade.  

Ciclo da Páscoa - João de Araújo

 Ciclo da Páscoa

1 - A exemplo do Ciclo do Natal, o Ciclo da Páscoa é constituído também de três momentos em sua estrutura celebrativa: a Quaresma, como preparação penitencial para Páscoa; o Tríduo Pascal da Morte e Ressurreição do Senhor, como celebração solene e seu núcleo vital; e o Tempo Pascal, como prolongamento da Páscoa. Vejamos então um pouco de cada momento.


 


QUARESMA


 


2 - Chamado, liturgicamente, de tempo de preparação penitencial para a Páscoa, a Quaresma, a exemplo também do Advento, tem dois momentos distintos: o primeiro vai da Quarta-Feira de Cinzas até o Domingo de Ramos e da Paixão, e o segundo, como preparação imediata, vai do Domingo de Ramos até o início da missa da Ceia do Senhor exclusive, quando se encerra então o tempo quaresmal.


 


3 - O tempo da Quaresma é tempo privilegiado na vida da Igreja. É tempo forte, no sentido litúrgico, chamando-nos à conversão e mudança de vida. Sua palavra-chave é "metanóia", palavra grega, que significa conversão. Nesse tempo se registram os grandes exercícios quaresmais: a prática da caridade e as obras de misericórdia. O jejum, a esmola e a oração são exercícios bíblicos até hoje recomendáveis, na imitação da espiritualidade judaica. Dentro do espírito quaresmal, no Brasil realiza-se a Campanha da Fraternidade, com sua proposta concreta de ajuda aos irmãos, focalizando sempre um tema da vida social.


 


4 - Não nos esqueçamos ainda de que a Quaresma sempre foi e continua sendo um tempo de tomada de  consciência batismal, tanto na preparação dos catecúmenos, que na Vigília Pascal geralmente recebem o Batismo, seja para todos os fiéis que, na mesma Vigília, renovam suas promessas batismais, como culminância dos exercícios quaresmais. No mesmo sentido batismal, deve-se também na Quaresma ser reforçada a consciência do espírito de reconciliação, por meio sobretudo do sacramento próprio. 


 


5 - Seis são os domingos da Quaresma, sendo o sexto já o Domingo de Ramos. Como se viu no Advento, também a Quaresma tem o seu domingo da alegria, o quarto, chamado "Laetare", em que se pode usar a cor rósea na Liturgia. Sendo a Quaresma tempo privilegiado, nela não se celebra a Memória dos santos, a não ser como “memória facultativa”, obedecidas as normas litúrgicas. Nos Domingos da Quaresma, as Festas são omitidas, e as Solenidades são antecipadas ou transferidas.


 


6 - A palavra "Quaresma" vem da abreviação do latim "quadragésima", isto é, "quarenta", e está ligada a acontecimentos bíblicos, que dizem respeito à história da salvação: jejum de Moisés no Monte Sinai, caminhada de Elias para o Monte Horeb, caminhada do povo de Israel pelo deserto, jejum de Cristo no deserto etc..


 


TRÍDUO PASCAL DA PAIXÃO, MORTE E RESSURREIÇÃO DO SENHOR


 


7 - O Tríduo Pascal é o centro não só da Páscoa, mas também de toda a vida da Igreja. Na liturgia ocupa o primeiro lugar em ordem de grandeza, não havendo, pois, nenhuma outra celebração que se possa colocar em seu nível. É portanto o cume da liturgia e de todo o acontecimento da redenção. Por isso, deveria estar mais presente, como tema, em toda catequese e ser objeto de interiorização nos encontros eclesiais.


 


8 - Começa o Tríduo Pascal na Quinta-Feira Santa, na missa vespertina, chamada "Ceia do Senhor", tem seu centro na Vigília Pascal do Sábado Santo e encerra-se com a missa vespertina do Domingo da Páscoa. O Tríduo Pascal não é - diga-se - um tríduo que nos prepara para o Domingo da Páscoa, mas um tríduo celebrativo do Mistério Pascal de Cristo, que culmina no domingo, "Dia do Senhor". Trata-se, pois, de uma única celebração, em três momentos distintos.


 


9 - Na Liturgia, a centralidade dinâmica do Tríduo Pascal da Morte e Ressurreição do Senhor explica-se por trazer ele tanto o sinal profético da Quinta-Feira Santa, com os gestos e as lições do Cenáculo, como também o acontecimento fundante do Calvário, na tarde da Sexta-Feira Santa, seguido da ressurreição do Senhor, na manhã luminosa do Domingo da Páscoa. Na verdade, a essência pascal da ressurreição é que faz da Eucaristia - Memorial do Senhor -  celebração, pois, de caráter sacramental, isto é, canal de graça e de força salvífica. Saibamos então que a Liturgia, dado o seu caráter sacramental, não só torna presentes  na celebração eucarística todos os gestos e acontecimentos do Cenáculo e do Calvário, mas também faz da Eucaristia, teologicamente, a Páscoa perene do Senhor Ressuscitado, como também a nossa. Se tivesse eu de elaborar uma síntese mais simples do que aqui se afirma, diria, citando São Paulo (cf. 1Cor 15,14), que sem a ressurreição de Cristo vazia seria toda a pregação apostólica, como vã, vazia e sem sentido seria também a nossa fé cristã. Estaríamos ainda acorrentados nos "Egitos" do mundo, submetidos aos seus faraós e presos aos grilhões do pecado e da morte.


 


10 - Prosseguindo nas considerações litúrgicas, devemos dizer que se aplica sobretudo ao Domingo da Páscoa tudo o que se disse sobre o domingo, como fundamento do Ano Litúrgico. E mais: o Domingo da Páscoa deve ser visto, celebrado e vivido como o "domingo dos domingos", dia, pois, sagrado por excelência. Se todos os domingos do ano já têm primazia fundamental sobre todos os outros dias, o Domingo da Páscoa destaca-se ainda mais pela sua notoriedade cristã, dada a sua relação teológica com o Senhor Ressuscitado (Kyrios). Uma observação: os textos litúrgicos das celebrações pascais, como também reflexões talvez mais claras e objetivas encontram-se no menu “Semana Santa”.


 


11 - Com a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II somente duas celebrações na Igreja mantêm a "Oitava", isto é, um prolongamento festivo da celebração principal por oito dias, durante os quais a liturgia se volta com o caráter festivo da Solenidade central. As duas Oitavas são, pois, do Natal e da Páscoa. Especialmente na Oitava da Páscoa é proibida qualquer outra celebração.


 


12 - Considerando o que acima foi exposto, vejamos já então o que acontece no Ciclo da Páscoa quando o grau da celebração for Solenidade: se cair em domingo da Quaresma, ela é transferida para a segunda-feira, e se cair na Semana Santa, se for a de São José, a Solenidade é antecipada para o sábado que antecede o Domingo de Ramos; e se for a da Anunciação do Senhor, então esta é transferida para a segunda-feira depois da Oitava pascal. A Oitava da Páscoa vai, assim, do Domingo da Páscoa ao domingo seguinte, este, chamado antes “domingo in albis”, em que os novos batizados depunham suas vestes brancas. Por decreto da Congregação do Culto e da Disciplina dos Sacramentos, de 23 de maio de 2000, o segundo Domingo da Páscoa passou a chamar-se também “Domingo da Divina Misericórdia”.


 


TEMPO PASCAL


 


13 - O tempo litúrgico que vai do Domingo da Páscoa ao Domingo de Pentecostes chama-se Tempo Pascal, um período de cinquenta dias, nos quais brilha intensamente a luz do mistério da Páscoa, na alegria do Senhor ressuscitado. Podemos dizer que a frase típica do Tempo Pascal poderia ser: “Aleluia! O Senhor ressuscitou verdadeiramente. Aleluia!” (cf. Lc 24,34; At 3,14-15). Segundo Santo Atanásio (citado pelas Normas Universais  -  NUALC n. 22), o Tempo Pascal deve ser celebrado como um "grande domingo", ou seja, um domingo com duração de cinquenta dias. Na mesma espiritualidade de Atanásio, podemos dizer, Santo Agostinho vai ensinar que o domingo da Páscoa deve ser considerado e celebrado como o “domingo dos domingos”.


 


Considerações sobre a Liturgia do Tempo Pascal


 


14 - Como podemos observar, é sobretudo no Tempo Pascal que a liturgia canta com mais vivacidade o Aleluia da ressurreição, e a aclamação aleluiática acontece também nos ritos de despedida, tanto da missa como da Liturgia das Horas, nessa ainda presente tanto nos responsórios como nas antífonas.  Na liturgia, o Círio Pascal é aceso, como símbolo do Senhor ressuscitado, não só nos domingos, mas também em todos os dias de semana. Seu lugar mais apropriado no espaço celebrativo é próximo ao ambão. Tais anotações litúrgicas mostram o caráter festivo que a Igreja quer dar ao Tempo Pascal, como tempo vivo de páscoa, pondo em prática, diríamos, o ensinamento patrístico acima referido. Além disso, segundo as Normas Universais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário, os dias de semana depois da Solenidade da Ascensão do Senhor até o sábado antes de Pentecostes inclusive, servem como preparação para a vinda do Espírito Santo Paráclito. 


 


15 - Acentuando “mais fortemente a unidade do tempo pascal”, os domingos do Tempo Pascal, antes chamados de “Domingos depois da Páscoa”, são chamados agora, pela reforma litúrgica, de "Domingos da Páscoa", com a identificação de 2º, 3º etc.. São sete tais domingos e, no sétimo, no Brasil se celebra a Solenidade da Ascensão do Senhor. Como se vê, a Páscoa tem um prolongamento imediato, nos oito dias seguintes, na chamada Oitava, onde não acontece nenhuma outra celebração, e um prolongamento mais extenso, indo até à Solenidade de Pentecostes, esta celebrada no domingo seguinte ao da Ascensão do Senhor, mas sem a marca de 8º Domingo da Páscoa, como ficou explicado nas notas do Gráfico do Ano Litúrgico. No Tempo Pascal, após a Oitava da Páscoa, outras celebrações não são omitidas.


 


16 - Saibamos também que o Tempo Pascal, na liturgia, é fortemente marcado pela espiritualidade joanina, por ser o Evangelho de João considerado como “Evangelho pascal”. Assim, aos domingos, com exceção do da Ascensão, o Evangelho é de João, como será de João o dos dias de semana, exceto em alguns dias da Oitava da Páscoa, notando-se também que o Evangelho de João já vinha sendo lido desde a quarta semana da Quaresma, nos dias de semana. Além disso, para todos os domingos do Tempo Pascal, a segunda leitura será: para o ano A, a predominância de 1Pd; para o ano B, a predominância de 1Jo; e para o ano C, a predominância do Apocalipse. Já a primeira leitura do Tempo Pascal é sempre dos Atos dos Apóstolos, confirmando o antigo uso então afirmado por São João Crisóstomo e por Santo Agostinho, e isto se observa tanto para aos domingos como para os dias de semana.


 


17 - Podemos dizer que, usando o livro dos Atos dos Apóstolos na primeira leitura do Tempo Pascal, a Igreja proclama e ouve a história de si mesma nos seus primórdios, não tanto em sentido simplesmente histórico, mas como elemento vital para a sua própria evangelização e contínua edificação. Assim, liturgicamente, podemos notar que na Liturgia da Palavra da Vigília Pascal,  após a sétima leitura do Antigo Testamento, este tempo antigo entra em silêncio, cedendo lugar à própria história da Igreja. pro, cedendo lugar igo entra em silna Vig  Além do Tríduo Pascal, que é a celebração principal da Páscoa, duas outras Solenidades marcam também o Tempo Pascal. São elas a Ascensão do Senhor e Pentecostes. Vejamo-las separadamente:


 


Solenidade da Ascensão do Senhor


 


18 - No Brasil, é o domingo que celebra a subida do Senhor ao céu, quarenta dias após a ressurreição, segundo a indicação de Lucas (cf. At 1,3). A data certa da Solenidade seria na quinta-feira precedente, mas, como no Brasil não é feriado, transferiu-se então tal comemoração para o domingo seguinte, ocupando, pois, tal Solenidade o lugar do 7º Domingo da Páscoa. Deste, porém, podem ser tomadas as leituras no sexto domingo, quando pastoralmente for conveniente. “Os dias de semana depois da Ascensão até o sábado antes de Pentecostes inclusive, servem de preparação para a vinda do Espírito Santo Paráclito” (cf. NUALC n. 26). Além disso, a semana que vai da Ascensão a Pentecostes é de Oração pela Unidade dos Cristãos.


 


Solenidade de Pentecostes


 


19 - Pentecostes, no Antigo Testamento, era uma festa agrícola, Festa das Semanas, estas em número de sete, acrescentando-se a elas mais um dia, o quinquagésimo (cf. Lv 23,16), recebendo então a festa também o nome de Pentecostes, como se vê em Tb 2,1. Sabe-se que, na antiguidade, o primeiro e o último dia de um período de tempo eram contados como um só dia.


 


20 - Sabemos que a Festa de Pentecostes, no sentido judaico,  era celebrada no templo, com diversos sacrifícios (cf. Lv 23,15-21). Isso acontecia sete semanas após a colheita do trigo, como ação de graças pela colheita. Posteriormente, ela ganhou também sentido simbólico, com marca histórica, pois foi relacionada com o evento salvífico central da aliança antiga, ou seja, a proclamação da lei no monte Sinai. Segundo At 2,1-13, foi nesse dia, em Jerusalém, que se verificou a efusão do Espírito Santo, em dimensão, porém, de universalidade, dado o simbolismo das línguas e dos vários povos presentes.


 


21 - Para nós, cristãos, Pentecostes ganha novo sentido e, na liturgia, é o coroamento de todo o Ciclo da Páscoa, numa Solenidade que celebramos após cinquenta dias da ressurreição, isto acontecendo na Igreja desde o século II. Pentecostes marca, pois, o início solene da vida da Igreja (cf. At 2,1-41), não o seu nascimento, uma vez que este se dá, misteriosamente, na Sexta-Feira Santa, do lado do Cristo Crucificado, como sua Esposa Imaculada. Podemos dizer que “a Páscoa é a imolação e glorificação de Cristo, e o Pentecostes é a sua exaltação como Kyrios pela Igreja, plena do seu Espírito”.


 


22 - Como já foi dito, Pentecostes coroa a obra da redenção, pois nela Cristo cumpre a promessa feita aos apóstolos, segundo a qual ele enviaria o Espírito Santo Consolador, para os confirmar e os fortalecer na missão apostólica. Assim, “quem doa o Espírito é o Senhor glorificado”, o que nos permite afirmar e confessar, com maior fidelidade à teologia do Espírito, que ele é Dom que o Ressuscitado faz à sua Igreja. A vinda do Espírito Santo, no episódio bíblico de At 2,1-4, deve então ser entendida também em dimensão eclesiológica (cf. SC n. 6), ou seja, o Espírito vem e manifesta a Igreja ao mundo como sinal perene da salvação e como templo vivo do mesmo Espírito. É correto afirmar que, se no Ciclo do Natal a Solenidade da Epifania manifesta o Senhor como o Salvador de todos os povos e nações, na Solenidade de Pentecostes o Espírito Santo revela aos povos e nações a Igreja como o sinal visível de Cristo, seu Corpo Místico e referencial da mesma salvação.


 


23 - Como sabemos, a partir do missal de Paulo VI Pentecostes é celebrada como “festa pascal”, na unidade do mistério cristão, e não simplesmente como festa comemorativa da descida do Espírito Santo, como era celebrada desde o século VII, o que a tinha tornado festa independente, inclusive com Oitava. Mesmo hoje é provável que exista ainda resquício da compreensão antiga, principalmente em certos movimentos de inspiração carismática. O importante, porém, é saber que o encerramento da Páscoa se dá com a efusão do Espírito Santo, que leva ao cumprimento pleno o Mistério Pascal da Morte e Ressurreição do Senhor, revelando assim a todos os povos e nações o mistério salvífico de Deus, escondido desde os séculos e desde as gerações, mas agora manifestado na culminância do amor divino (cf. Cl 1,25-26).