terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Terminal de Integração do Varadouro: Como está, não pode ficar / O que poderia ter sido e não foi: o nome do Terminal de Integração


Na última semana um jornal de grande circulação divulgou que “O Terminal de Integração do Varadouro será desativado”. Num mundo onde a manchete vale mais do que uma notícia completa, essa notícia logicamente causaria uma certa incerteza em quem usa o equipamento todos os dias. Aqui gostaria de esclarecer o que querem fazer e porque isso deve ser feito, uma vez que no local onde está, o Terminal de Integração do Varadouro não tem mais para onde crescer, bem como já não suporta mais a demanda cada vez mais crescente do sistema de transporte público de João Pessoa.
 O TIV não vai ser desativado. Só vai mudar de lugar
E o terreno que fica ao lado do Terminal Rodoviário é o mais ideal possível para isso, tanto que o projeto do novo terminal é destinado a ficar nessa área. Se o Terminal Urbano foi construído para servir de ponto de ônibus para as pessoas que descem de lá para ir justamente para a Rodoviária, porque não ficar ainda mais fácil para elas se saírem do terminal urbano para o rodoviário sem atravessar a rua e ainda mais em segurança? Pois o atual TIV não permite isso.
As cabines de entrada e saída ficam numa calçada estreita, pura e simplesmente. Sem vazão para saídas nem tampouco filas para a entrada de passageiros. Fora o risco que o passageiro corre de ser assaltado ali, pois como todo mundo sabe, o terminal fica numa área delicada em termos de segurança pública. Quem passa do outro lado da grade sabe muito bem o receio que sente.
A incapacidade de lidar com a frequência dos ônibus
Outro problema do TIV que é causado pelo espaço limitado do terreno onde ele fica é esse: o de lidar com a frequência com a qual os ônibus passam.
O TIV possui 3 plataformas, e cada plataforma é dividida em 4 partes, e cada parte é distribuída para no máximo 4 linhas. Isso na teoria significa que o ônibus de uma linha deve parar exatamente onde lhe é determinado. Na prática, não é bem isso que acontece. Não por culpa do primeiro motorista que achou uma parada vazia. Não pela quantidade de passageiros que essa linha recebe, consumindo tempo que o ônibus fica parado na plataforma. Nada disso.
Vamos tomar como exemplo a parada destinada às linhas 601, 602, 603, 604, 2307 e 3207. Um ônibus da linha 601 chega no ponto, vai lá, abre a porta, os passageiros embarcam e desembarcam, ok. Só que no mesmo tempo, chega outro veículo, da linha 603. Faz a mesma coisa atrás desse carro do 601. Só que aí ele ocupa a parada que pertence as linhas 510, 511, 513 e 521. Chega um carro da linha 511. E o que acontece? Ele fica parado no meio da rua esperando um dos dois sair de lá. Atrás dele vem um 602 e fica também parado. Nenhum dos operadores dos ônibus das linhas 511 e 602 quer perder tempo. Ele faz o processo de embarque e desembarque no meio da pista mesmo. E quando um dos carros do 601 e 603 saírem de lá, depois de concluído o embarque, os dois que estão no meio da pista não podem mais esperar. Já tem que sair, pois também concluíram o embarque. Muitas vezes, elas terminam o embarque depois da saída dos ônibus que ocuparam as vagas, fazendo isso no meio da pista, submetendo os passageiros a riscos que certamente não são de atropelamento, pois nisso os motoristas de ônibus tem sido peritos em evitar maiores incidentes.
E acumule isso nas demais plataformas. O que temos é exatamente um congestionamento de ônibus. Tem carro que termina embarcando e desembarcando passageiro no meio da entrada do terminal. Os agentes da Semob controlam isso, mas sabem que isso na prática é impossível, uma vez que o carro fica parado por um bom tempo, e o passageiro tem pressa. Não é culpa do motorista que pára no meio da pista. Não é culpa do agente que tenta controlar. Eles não podem fazer milagre numa estrutura limitada como aquela.
E você já viu um terminal onde embarques e desembarques acontecem em plena pista? Pelo visto, só o Terminal de Integração consegue essa proeza. Nem os terminais de bairro de João Pessoa conseguem isso.
A estrutura limita até as manobras
Quem é motorista de ônibus sabe da dificuldade de fazer manobras no TIV. Não basta a organização falha, a impaciência de esperar o próximo carro sair da parada para ele passar, enfim, situações que são alheias a sua vontade.
Não bastasse a estrutura limitada do terminal, a saída dos veículos do TIV é a mais bizarra possível. Todos os veículos sem exceção entram por uma entrada ampla, ok. Mas esse esforço vai para o espaço na saída, que é estreita e tem curvas muito fechadas. E não é só isso. Os ônibus das plataformas da esquerda e do meio do TIV tem que ficar parados à espera de quem for sair da plataforma da direita. O caso da plataforma esquerda é pior, já que ainda tem os que vão sair do meio.
E para veículos de grande porte isso é pior. O Terminal de Integração recebe ônibus articulados, que manobram com considerável dificuldade no local, além da própria questão da ocupação de espaço, que é de dois ônibus. E com a crescente necessidade de se investir em ônibus de maior capacidade em João Pessoa, é público e notório que a estrutura não consegue comportar mais do que os cinco ônibus articulados das linhas que passam na Integração. E ainda tentaram arremedar: cada linha que possui num articulado pára numa plataforma, que não recebe mais que dois ônibus articulados cada uma. E se receberem mais no futuro, como é que fica?
Pequeno até para quem dele depende
O Terminal de Integração quando foi inaugurado, deveria ter o máximo espaço possível para vazão de passageiros e áreas de suporte, ou seja, onde ficam comerciantes, Semob, Polícia… Mas num local apertado como aquele, nem sempre dá para ter todo o suporte assistencial à disposição.
Os boxes dos comerciantes são extremamente apertados e ficam jogados mais para trás, ou seja, você não encontra um box a cada 100 metros. Todos são concentrados. É ruim até para o comerciante trabalhar. Nota-se que os comércios cresceram no tamanho da vontade dos comerciantes, porque em espaço físico eles são exatamente os mesmos.
A Polícia Militar possui um posto avançado no local, bem como a Guarda Municipal, que ocupa uma verdadeira caixa de fósforos ao lado desse posto policial. Há um posto de recargas dos cartões eletrônicos da AETC-JP. O local é muito procurado – afinal tendo um posto ali, quem vai para o do Terminal Rodoviário? – e isso acarreta em filas. E filas acarretam em mais perda de espaço no já limitado Terminal de Integração do Varadouro.
Nem os próprios seguranças do terminal e nem os fiscais da Semob possuem estrutura para trabalhar do lado de fora do Terminal. Tudo se resume em cadeiras de escritório que eles colocam por lá mesmo.
Falta de vazão para quem entra do lado de fora
A única entrada e saída do Terminal de Integração do Varadouro fica numa calçada estreita. Isso já mencionamos. Só esqueci de avisar que aquela é a única porta de entrada e saída do TIV.
A porta de saída foi transferida para próximo da faixa de pedestres do Terminal Rodoviário, numa forma de amenizar esses problemas. Mas as oito catracas de entrada ficam na calçada. Isso acarreta em filas num espaço que já não é amplo. Fazer fila significa bloquear a passagem dos pedestres. E ainda dividem espaço com ambulantes e alternativos chamando passageiros. Isso, é claro, quando o passageiro não é assaltado no local – e isso é uma coisa rotineira naquela calçada.
Imagine então para quem entra e sai do TIV carregado com malas de viagem? Pois já vi isso muito por lá.
A mudança é necessária
Já existe um projeto para a transferência do Terminal de Integração do Varadouro para uma área que, além de ampla, permite ainda ao passageiro de Bayeux, Cabedelo e Santa Rita usufruir desse equipamento. É lógico que os moradores dessas cidades desejam que as linhas de ônibus que os atendem tenham o mesmo direito que o morador de João Pessoa. A mudança de estrutura do Terminal de Integração vai permitir exatamente isso.
Permite ainda a ampliação do espaço de todos: ambulantes, Polícia, Semob, AETC. Um melhor aproveitamento do espaço subutilizado do Terminal Rodoviário, oferecendo comodidade a quem sai do Terminal para ir para a Rodoviária.
Permite ainda uma melhor vazão de saída e espaço para os ônibus independente de seu tamanho. Com a transferência do terminal, há espaço para uma pista de saída mais ampla desses ônibus.
Pode não ser a solução de todos os problemas de vazão de demanda do TIV, mas é o único modo do TIV crescer. Se formos acomodados como temos sido, a bomba uma hora vai explodir.
A mudança de local do TIV é necessária e precisa ser encarada sem receios. João Pessoa sozinha está chegando perto de 1 milhão de habitantes e precisa de um terminal central maior, mais amplo e estrategicamente localizado, como bem localizado é o Terminal Rodoviário da Capital. Melhor para os moradores, melhor para quem chega da Rodoviária, melhor para quem dele depende.
E é preciso ter pensamento de cidade grande nesse momento. Do jeito que está, não pode ficar.


De Ônibus Paraibanos, com pesquisa no site Leis Municipais
Por Josivandro Avelar
Fotos Acervo Histórico Paraíba Bus Team

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Inaugurado em 2005, o Terminal de Integração do Varadouro, antigo Terminal Urbano, se configurou como o principal ponto de convergência de linhas da capital paraibana, após a transformação em um espaço fechado por meio do qual os passageiros podem desembarcar de um ônibus e embarcar em outro sem pagar uma nova passagem. Porém o que quase ninguém sabe é que ele tem nome.

Ou melhor, deveria ter. A Lei Nº 10.478, de 7 de junho de 2005, sancionada pelo então prefeito Ricardo Coutinho (atual governador da Paraíba) deu o nome de Papa João Paulo II ao Terminal de Integração, em referência ao pontífice falecido em 2 de abril do mesmo ano.

Segue a íntegra da lei:

LEI Nº 10.478, DE 07 DE JUNHO DE 2005.

DENOMINA DE “PAPA JOÃO PAULO II” O NOVO TERMINAL DE ÔNIBUS DE INTEGRAÇÃO DE JOÃO PESSOA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

A CÂMARA MUNICIPAL DE JOÃO PESSOA DECRETA E EU SANCIONO A SEGUINTE LEI:

Art. 1º Fica denominado de “Papa JOÃO PAULO II”, o novo Terminal de Ônibus de Integração de João Pessoa, localizado no centro da cidade, ainda sem denominação oficial.

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 3º Revogam-se as disposições em contrário.

PAÇO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE JOÃO PESSOA (pleonasmo), EM 07 DE JUNHO DE 2005.

Ricardo Vieira Coutinho
Prefeito

A lei está em vigor, mas não surtiu efeito. Nenhuma placa do Terminal de Integração exibe o nome “Papa João Paulo II” e sim “Terminal de Integração do Varadouro”. Nem mesmo depois das reformas realizadas no local o nome foi alterado, permanecendo o local sendo conhecido com esse nome.

Esta foi mais uma daquelas leis e ideias do transporte da capital paraibana que poderia ter sido e não foi. A menos que alguém ainda lembre.

Nos anos 1960, abrigo de ônibus também poderia ser restaurado via projeto de lei


De Ônibus Paraibanos, com pesquisa no site Leis Municipais
Por Josivandro Avelar
Fotos Acervo histórico Paraíba Bus Team
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Em mais uma daquelas leis de 1960 sobre transporte público, encontramos mais uma daquelas que pelo próprio local onde atualmente está descrita, se tornaria caduca.
Na Lei Nº 292, de 12 de agosto de 1960, o prefeito Luiz Gonzaga de Miranda Freire determinou a restauração de um abrigo de passageiros na Rua Nevinha Cavalcante, no bairro de Miramar (ou na época, Jardim Miramar, que foi abreviado para Miramar em 1965).
Segue a íntegra da lei:
LEI Nº 292, DE 12 DE AGOSTO DE 1960
AUTORIZA RESTAURAR ABRIGO PARA PASSAGEIROS, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA, ESTADO DA PARAÍBA, FAÇO SABER QUE O PODER LEGISLATIVO DECRETA E EU SANCIONO A SEGUINTE LEI:
Art. 1º Fica o chefe do poder executivo autorizado a restaurar o abrigo para passageiros no ponto terminal de estacionamento da linha de transportes coletivos do jardim miramar, à Rua Nevinha Cavalcanti, naquele bairro.
Art. 2º O abrigo de que trata o artigo anterior terá 8 (oito) metros de comprimento por 3 (três) de largura, coberto com placa de cimento, e disposto de compartimentos destinados a arrendamento para fins comerciais.
Art. 3º Fica aberto o crédito especial, até o limite de CR$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil cruzeiros), destinados à execução desta Lei.
Art. 4º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
PREFEITURA MUNICIPAL DE JOÃO PESSOA, EM 12 DE AGOSTO DE 1960.
LUIZ GONZAGA DE MIRANDA FREIRE
Prefeito Municipal (pleonasmo, lol)
No local em questão – que se acredita ser um estacionamento próximo do Clube Cabo Branco – funcionava o que se sugere ser um ponto final, que hoje não existe mais, sendo a lei caduca atualmente. Além disso, a Rua Nevinha Cavalcante não é rota de nenhuma linha de ônibus atualmente.
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Por tabela, se sugere a existência de uma linha específica para Miramar (403 ou 404), ou até a extensão da própria linha da Torre. 

O que poderia ter sido e não foi: a parada “chique” dos ônibus de Tambaú

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Hoje, várias linhas dão acesso à praia de Tambaú, ou melhor, a vias paralelas, uma vez que a via da praia, a Almirante Tamandaré, não mais recebe tráfego de coletivos, apenas de ônibus de turismo. Porém nos anos 1960 a coisa era diferente: a linha de Tambaú era tratada com tudo que tinha direito. Até mesmo a parada especial no Centro da cidade, ou como diziam na época, no comércio.
Foi o que encontramos na Lei Nº 265, de 7 de junho de 1960, sancionada pelo então prefeito Luiz Gonzaga de Miranda Freire. No local onde hoje fica a saída do Túnel Damásio Franca, poderia ter ficado um ponto de estacionamento dos ônibus de Tambaú – na época as linhas faziam ponto final tanto no bairro quanto no Centro. E o abrigo poderia ter sido, digamos, o mais espalhafatoso possível para a época, com letreiro luminoso e tudo. É como se a linha de ônibus tivesse tratamento de receptivo turístico.
Eis a íntegra da lei:
LEI Nº 265, DE 07 DE JUNHO DE 1960
AUTORIZA CONSTRUÇÃO DE ABRIGO, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA, ESTADO DA PARAÍBA, FAZ SABER QUE O PODER LEGISLATIVO DECRETA E EU SANCIONO A SEGUINTE LEI:
Art. 1º Fica o Prefeito Municipal de João Pessoa autorizada a construir um abrigo, para passageiros, na calçada da Rua Padre Meira, local onde se encontra uma bomba de gasolina.
Art. 2º No abrigo referido será colocado o ponto de estacionamento da linha dos coletivos de Tambaú cabendo ao Chefe do Executivo Municipal, para isso, entrar em entendimento com o Delegado Especial de Transito.
Art. 3º Em cima do abrigo será colocado um letreiro luminoso com o dístico seguinte: “Visite Tambaú a mais bela praia do Nordeste”, e, dentro do abrigo, em toda a sua extensão vários quadros em vidro, com 50 centímetros quadrado os quais serão pintados vistas da citada praia servindo ainda para anúncios de firmas comerciais.
Art. 4º Os anúncios comerciais deverão ser explorados diretamente pela Edilidade ou por firma idônea mediante concessão da Prefeitura.
Art. 5º As despesas decorrentes da presente Lei correrão por conta da verba orçamentária própria.
Art. 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário.
PAÇO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE JOÃO PESSOA, EM 07 DE JUNHO DE 1960.
LUIZ GONZAGA DE MIRANDA FREIRE
Prefeito Municipal (lol, pleonasmo)
OSCAR DE OLIVEIRA CASTRO
Secretário de Educação e Cultura
A lei em questão ainda não foi revogada até onde se sabe, porém o que se sabe é que não existe registro algum de que a parada em questão foi executada desse modo, e se ela realmente existiu tal como a lei determinava.
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Poucas paradas em João Pessoa atualmente contam com exploração de espaços comerciais. E para se ir de Tambaú ao Centro, conta-se com as linhas 510 (a matriz de todas elas), 511, 513 e 521, além das 5600, 5603 e 5605 partindo de Mangabeira.

Uma linha que rodasse só nos domingos e feriados? Em 1985 foi projeto de lei

De Ônibus Paraibanos, com pesquisa no site Leis Municipais
Por Josivandro Avelar
Imagens Acervo histórico Paraíba Bus Team

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Em 4 de dezembro de 1985, foi sancionado pelo então prefeito Oswaldo Trigueiro do Vale uma lei que criava uma linha de ônibus que poderia sair do ponto central de cada bairro da Zona Sul de João Pessoa até Tambaú, com operação apenas aos domingos e feriados no verão, além de grandes eventos na orla, de segunda a sábado sendo suprida por outras linhas.
O tal projeto até existiu: o Projeto Verão, que foi extinto em 2005 e além disso, não abrangia todos os bairros. Alguns moradores de vários bairros precisavam ainda pagar 4 passagens – 2 de ida e 2 de volta – para ir até a praia, num tempo em que não existia qualquer forma de integração.
Segue a íntegra de mais essa lei:
LEI Nº 4863, DE 04 DE DEZEMBRO DE 1985
DETERMINA O ITINERÁRIO DE TRANSPORTES COLETIVOS NOS DIAS DE DOMINGO E FERIADOS PARA AS CONCESSIONÁRIAS DE TRANSPORTE PÚBLICO DE PASSAGEIROS, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA, ESTADO DA PARAÍBA, FAÇO SABER QUE O PODER LEGISLATIVO APROVA E EU SANCIONO A SEGUINTE LEI:
Art. 1º Fica criada uma linha de transporte coletivo que terá como ponto de partida, o ponto central de cada bairro da zona sul da cidade de João Pessoa, e como ponto final, a Praia de Tambaú, na zona leste da Cidade.
Art. 2º A linha de transportes criada pelo artigo anterior, funcionará apenas nos domingos e feriados, e a tarifa a ser cobrada, será igual a que à paga pelo usuário nos dias úteis.
Art. 3º Competirá a Superintendência de Transportes Públicos, a elaboração do Projeto técnico operacional que viabilize a implantação do beneficio público que deverá ser posto em operação no prazo máximo de 30 (trinta) dias.
Art. 4º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação revogadas as disposições em contrário.
PAÇO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE JOÃO PESSOA, EM 04 DE DEZEMBRO DE 1985.
OSWALDO TRIGUEIRO DO VALLE
Prefeito
AFRÂNIO DE ARAGÃO
Chefe de Gabinete
A lei caducou por várias razões: a primeira delas é a própria existência das linhas Mangabeira/Shopping - 5600, 5603 e 5605 (Reunidas), que operam diariamente e não sofrem redução de frota aos domingos e feriados. A segunda delas já é a própria criação das integrações física e temporal, que possibilitam que o passageiro vá a qualquer lugar da cidade pagando apenas 2 passagens, a de ida e a de volta, seja fisicamente pelo Terminal de Integração do Varadouro, seja pela Integração Temporal em qualquer ponto.
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Desse modo, os próprios roteiros descritos na lei são cobertos pelas integrações e pelas várias novas linhas que surgiram de 1986 para cá. Além disso, as próprias linhas de Tambaú - 510, 511, 513 e 521 - já avançam mais além do próprio bairro, indo até o Bessa, bem como as linhas do Bessa - 601, 603, 600, 602 e 604 - integram-se fisicamente com as das praias de Cabedelo, aumentando o leque de opções do passageiro, além da linha 5305-Jacumã/PB-008 que permite ao passageiro de Mangabeira e do Valentina pagar passagem urbana para ir até as praias do Conde.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Linha 120 é ressuscitada pela terceira vez. E está longe de resolver o problema do Parque do Sol

Desde a última quinta-feira (24), a linha 120 voltou a circular, em sua terceira “encarnação” – as outras duas foram em 1991, extinta em 2006, e em 2011, extinta em 2012. A Semob alega que atendeu a solicitação das comunidades envolvidas, e com isso, a então linha 7120 deixou de circular no Acesso Oeste. Isso está muito longe de solucionar o problema de superlotação e demoras da linha dentro dos loteamentos de expansão do Valentina, isso se não piorou o que já era ruim.
Em 2011, a linha 120 foi recriada vinte anos depois de sua criação e cinco de sua primeira extinção – que junto ao 519 deu origem às circulares 1519 e 5120. A primeira linha 120 atendia à principal via do Valentina.
A segunda versão da linha 120 foi criada em 2010, para atender aos moradores dos loteamentos Parque do Sol, Novo Milênio e Cidade Maravilhosa. Foi extinta novamente em 10 de novembro de 2012, dando lugar à linha 7120. O detalhe é que na matéria da época, a Semob dizia que a mudança era experimental. E a “experiência” durou três anos e três meses – algo bem parecido com o 1502, cuja desculpa para a sua criação foi a mesma, mas a experiência durou tempo demais.
A ideia da 7120 era encurtar a viagem da linha fazendo com que o ônibus passasse no Acesso Oeste, fazendo um esquema semiexpresso, driblando os semáforos e congestionamentos da Cruz das Armas, especialmente no foco da Feira de Oitizeiro, porém retornando por este corredor. Na ocasião, o então superintendente da Semob alegou que os ônibus da linha não estavam conseguindo cumprir viagens.
Mas o problema da 7120 estava longe de ser solucionado. A Semob bem que tentou, alterando o terminal da linha, que foi transferido do Muçu Magro para o Parque do Sol, fazendo com que o trajeto fosse encurtado e a linha passasse a atender à partir do loteamento. Mas não adiantou nada, a linha continuava superlotada.
O corredor do Acesso Oeste é um atalho para a Integração do Varadouro. Saindo do Geisel, em menos de dez minutos você está lá. Essa era uma vantagem essencial da linha 7120, que desse modo, driblava o trânsito intenso da Cruz das Armas, especialmente em horários de pico, quando as viagens mais atrasam, e quando os passageiros mais precisam.
Desde a última quinta-feira, a linha 120 voltou pela terceira vez. Partindo do Parque do Sol, mas dessa vez passando na ida por Cruz das Armas. O trânsito não mudou, os engarrafamentos da Feira de Oitizeiro não mudaram, mas porquê a mudança? O corredor do Acesso Oeste já não era mais rápido agora? Além de derrubar o atalho da linha, pode piorar um problema que já era ruim. Só que o problema dessa linha até quem não mora nas áreas sabe que não é o corredor onde os ônibus trafegam, afinal foi retirado um atalho fundamental para a característica de rapidez, mesmo atendendo a um trajeto tão longo, da linha. Vai bem além disso.
Uma linha para atender a vários loteamentos
O problema da antiga 7120 – hoje 120 – começa como na maioria das linhas da cidade, próximo a seu ponto final. A linha atende a outros loteamentos do Valentina onde só ela e as integracionais do bairro atendem, mas o maior problema está no atendimento a loteamentos – como o Irmã Dulce – onde as linhas do vizinho Colinas do Sul já atendem. Quem mora próximo do ponto final vai sentir a enrolação e passará mais tempo no ônibus, fazendo com que a ida para o Centro torne-se uma verdadeira odisseia. Por tabela, os ônibus terminam por demorar para todos. E a 120 para muitos desses moradores é a única opção de acesso ao Centro da cidade.
A questão é resolver o problema a partir do centro de demanda das linhas, que são justamente os loteamentos de expansão do Valentina, além de melhor definir a área para que os ônibus não enrolem tanto para chegar até o Geisel, por exemplo. É um problema que podia ser resolvido até com a criação de mais linhas – ou da oposta da 7120, afinal não era uma linha circular? E isso sem descartar outros corredores.
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Enquanto o problema não for solucionado por aí, não é matando e ressuscitando várias vezes a 120 tirando e botando em corredor que o problema vai ser resolvido. Apenas se transfere o problema de lugar.

Semob promove alteração em itinerários nas linhas do Valentina

As linhas 120, 7118 e I008, que atendem o bairro do Valentina de Figueiredo, mais precisamente os conjuntos habitacionais ao seu redor, passarão por mudanças em seus itinerários à partir deste sábado. 
A linha 120 passará a ter seu ponto final na comunidade do Muçu Magro, tendo portanto seu itinerário estendido. A linha passa na Avenida Cruz das Armas nos dois sentidos. Além disso, a linha passará a fazer o retorno na Lagoa e de lá seguirá para a rua Diogo Velho e João Machado, retornando ao seu itinerário original pela avenida Trincheiras, e não mais no Terminal de Integração do Varadouro.
Já a linha 7118 passará a trafegar no Parque do Sol, acessando o Terminal de Integração do Valentina pela Flodoaldo Peixoto. Segue pelo Acesso Oeste, passando pelo Terminal de Integração do Varadouro e retornando pela Lagoa seguindo pela Av. Cruz das Armas até o Parque do Sol e Muçu Magro.
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Outra linha a passar por mudanças é a I008-Muçu Magro/Nova Mangabeira, que terá o seu percurso estendido até o loteamento Novo Milênio.

Semob funde linhas 101-João Paulo II e 102-Costa e Silva

A partir deste sábado (2), a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob-JP), inicia em caráter experimental, a fusão das linhas A 101-João Paulo II  e a linha 102 – Costa e Silva. Com isso, a linha passa a operar com a denominação 102 – Esplanada/João Paulo II.
A mudança visa melhorar o atendimento e beneficiar as comunidades do bairro do Esplanada, Grotão, João Paulo II, Jardim Sepol e Costa e Silva de forma mais eficaz e rápida. Com a junção das linhas, serão nove veículos, totalizando 90 viagens por dia com intervalo médio de 12 minutos no horário de pico, melhorando a qualidade do serviço prestado aos usuários.
Segundo o superintendente adjunto, José Augusto Morosine, a alteração foi debatida entre a Semob, as comunidades envolvidas e o Consórcio Unitrans, por meio do Orçamento Participativo. “Na última reunião realizada na Superintendência ficou acordado a unificação das linhas, em caráter experimental, com seu terminal no bairro dos Funcionários II”, explicou.
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A Semob vai monitorar as mudanças por 30 dias para realizar os ajustes necessários, caso haja necessidade. Para mais informações, os usuários podem ligar para a Central de Informações e Reclamações (Cerin) da Semob: 0800 281 1518 (fixo) e no Terminal de Integração: 3218-9310 (fixo e celular).

O Projeto Tetéu é bem mais antigo do que se imaginava

O Projeto Tetéu, como é conhecido o sistema de ônibus da madrugada em João Pessoa, existe desde meados dos anos 1980, porém não era organizado como hoje.
Em 1994, o então vereador Ricardo Coutinho – atual governador da Paraíba – propôs uma lei municipal que regulamenta o horário dos ônibus do Tetéu – entre 23h e 5h. A lei do então vereador determinava que os intervalos dos ônibus não poderiam passar de 90 minutos, sob a alegação de que em algumas linhas esse intervalo não era cumprido, além da falta de segurança das paradas.
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Já o então superintendente da STP, Carlos Batinga – atual superintendente da Semob, antiga STTrans e STP – disse que o projeto do então vereador vem apenas oficializar algo que já existe. As linhas 1500 e 5100 já atendiam os passageiros da madrugada nos tempos de Setusa, mas na ausência dessas por conta da crise da estatal, a então STP incluiu as linhas 120-Valentina e 301-Mangabeira no sistema, nas quais estão até hoje (como T004 e T006, respectivamente, desde sábado).
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Em 2013, os horários do Projeto Tetéu foram unificados, além das linhas 203 e 301 passarem por alterações de percurso. Cabe lembrar que a maioria das linhas do Projeto Tetéu não faz o mesmo itinerário que as linhas do dia, sendo uma dessas razões para a mudança dos códigos aplicada neste sábado, uma vez que a utilização dos atuais códigos iria confundir o sistema de GPS que está sendo implantado nos ônibus de João Pessoa.
Os horários de todas as linhas do Projeto Tetéu são meia-noite, 1:30, 3:00 e 4:30 da madrugada.
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Estes são os códigos adotados desde 18 de junho pelas linhas do Projeto Tetéu. Todos eles são precedidos da letra T de 001 até 012, se ordenando pelas numerações antigas das linhas e distinguindo-as de vez das suas linhas originárias. Além disso, o novo sistema de códigos põe fim definitivo à linha 203-Mangabeira, que já havia sido circularizada desde o dia 15 de janeiro. Desde 2013, a linha intermunicipal 5101-Cabedelo/Direto foi reativada como tetéu do fim de semana.
Novos códigos para as linhas que operam na madrugada
ANTESATUALROTA
101T001Grotão
104T002Bairro das Indústrias
108T003Alto do Mateus
118T004Paratibe
203T005Mangabeira VII
301T006Mangabeira
504T007Mandacaru
507T008Cabo Branco
510T009Tambaú
601T010Bessa (fim de semana)
1500T011Circular
5100T012Circular
O itinerário das linhas permanecem sem alterações
Relembre aqui a matéria que o Portal escreveu sobre o funcionamento do sistema, publicada em 31 de dezembro de 2014.