terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Conhecendo as linhas – 102 Esplanada / Costa e Silva

Fonte: Portal Ônibus Paraibanos
Matéria/Texto: Kristofer Oliveira
Fotos: Acervo Paraíba Bus  Team
Surgiu
nos anos 70 com a expansão da cidade para a parte sul e já foi referência no
corredor 1 ao lado da linha do Distrito Industrial. Foi operado por micro e
chegou a compartilhar seu terminal com as linhas circulares que trafegam por
Cruz das Armas. Mudou de empresa, de itinerário e de terminal, também passou
por fusão, e ao decorrer do tempo, foi se tornando uma linha secundária,
diferente de outrora. Essa é a 102. 
Surgimento dos bairros
Oficialmente
o bairro do Costa e Silva surgiu em 1971, praticamente 18 anos antes da inauguração do Manaíra Shopping (1989), recebendo o nome de um dos presidentes na época da ditadura que morrera em 1969, que foi o Marechal do
exército brasileiro Artur Costa e Silva. Foi no seu governo que o AI-5 foi
promulgado, sendo esta época a mais pesada e brutal do governo militar.
Atualmente
a sua população estimada é de cerca de 18 mil habitantes, sendo considerado um
bairro de classe média. Possuem escolas privadas e públicas, postos de saúde, templos
religiosos de diferentes credos e dentro do bairro situa-se dois importantes
aparelhos de referência municipal, que é a sede do SESI e a subestação da
Chesf, na qual é responsável por distribuir a eletricidade de toda cidade e
diversos municípios, a exemplo de Cabedelo. É vizinho do Distrito Industrial
da cidade. Culturalmente, o bairro é referência no desfile cívico, e uma banda
marcial de uma das escolas do bairro já se sagrou campeã do norte-nordeste. Os
principais problemas no momento são: violência, drogas e falta de saneamento
básico.
Já o
bairro do Esplanada surgiu após uma década, e foi necessário aterrar uma grande
lagoa que fazia parte do manancial da nascente do rio Jaguaribe. Foi construído
pela Cehap, destinado aos funcionários públicos do estado e do município.
Atualmente passa pelos mesmos problemas do seu bairro vizinho.
Estadia na Etur

A
linha do Costa e Silva, operada pela Etur, surgiu para atender o novo bairro
pessoense. Quanto ao seu terminal, vale ressaltar que na época os ônibus
partiam do centro e seguiam ao ponto final no bairro, fazendo o trajeto de
volta ao centro. No fim dos anos 70 para o início dos 80 é que a lógica se
reverteu, passando as linhas a terem seus respectivos terminais dentro do
bairro. Não temos fonte suficiente para asseverar de que o terminal do Costa e
Silva sempre foi ao lado do colégio homônimo, as margens da BR-101, porém,
quando o Esplanada surgiu, a linha passou a atender essa nova demanda e o seu
terminal já se situava no lugar indicado. Com isso, a linha nesse período já
passou por uma alteração no seu itinerário, partindo do seu terminal, seguindo
ao centro pelo Esplanada, pegando a BR-230 até a entrada do Oitizeiro e
retornando pelo caminho inverso. Nos anos 80, quem também trafegava pelo
Esplanada, tanto no sentido centro como no sentido bairro, eram as linhas 113 –
Gramame e 114 – Grotão via Funcionários IV.
A
frota na época era composta por Metropolitana Ipanema, Caio Gabriela, Caio Bela
Vista, e, surpreendentemente, Caio Carolina. Posteriormente, nas renovações da
frota nos anos 80, recebeu Amélia, Monobloco O-364, e Vitória, sendo este
último, tanto com motorização frontal como traseira. A linha se tornou uma das
principais da empresa e tinha uma das melhores frotas.
Ainda
no fim dos anos 80, compartilhou o seu terminal com as linhas circulares da
Setusa, as 1500 e 5110. No segundo semestre de 1991, também compartilhou o
terminal da linha com a recém-criada circular 5110. Na época a 102 contava com
uma frota composta por dez carros. Também difícil de imaginar que a frota era
melhor do que a 101.
Em
1994 após a Etur ser extinta e vendida para a Reunidas, passa a ser operada pela Reunidas, mantendo
consigo a companhia das 101, 114 e 109.
Tempos na Reunidas – De protagonista
para coadjuvante.
Na
Reunidas, a 102 mantinha o mesmo posto de importância dos tempos da Etur, tendo
uma quantidade de carro significativa na frota. Operava com Thamco Scorpion,
Torino 1983 e 1989 e Vitória. Desses, se destacavam o Vitória 0822, e o Torino
1983 com prefixo 0835.
Em
1995, foi a primeira da empresa a receber os primeiros ônibus zeros, com os
prefixos 0840 ao 0843, que vieram nos Torino GV OF-1318. No ano seguinte,
recebe mais dois carros zeros, os Torino GV OF-1620 0805 e 0820. A partir daí,
após a entrada de outras linhas na empresa e com a diminuição gradativa da
frota, que passou a ser com seis veículos, a linha foi perdendo espaço e
importância. Tanto que o próximo carro zero só chegou 13 anos depois.
Ainda
em 1996, o terminal da linha passa a ser compartilhado com a 1510. As 5110 e as
circulares da Setusa já tinha deixado o terminal anos atrás. Ocasionalmente,
como é de praxe em terminais que compartilhados, carros da 102 apareciam na
1510, e vice-versa.
Com
a duplicação da BR-230, iniciado em 1997, que ocasionou no fechamento do
retorno em frente a garagem da São Geraldo, que era o acesso do Esplanada a BR
no sentido centro, assim como a 114, a linha passa por alteração no seu itinerário.
Ao partir do terminal, fazia o retorno no Esplanada e retornava pelo mesmo
caminho. Em 1998 o terminal no Costa e Silva é desativado e transferido para o
Esplanada, onde permanece até hoje. Com isso, o terminal da 1510 passa a ser
nos Funcionários II, junto com as 101 e 114. Foi a partir desse momento que a
102 passou a ter o nome “Esplanada” integrado a denominação oficial da linha.
Nos
anos subsequentes, a 102 passa a ter sua frota renovada com carros vindo de
outras linhas. Uma série de Torino GV (0807, 0808, 0825, 0826…), Torino 1999
(0810, 0819, 0846, 0847, 0875, 0876…), Viale (0818, 0843, 0882, 0885…) e
Pluss (0880) vieram das 101, 114, 1510, 521, 5600 e até da A101.
Mais
uma vez a linha passa por uma alteração no seu itinerário, dessa vez se
restringindo dentro dos arredores do Esplanada. Após reivindicações dos
moradores, a 102 passa a trafegar também no Jardim Sepol, que fica por trás da
antiga garagem da Boa Viagem. Após passar pela lateral dessa, segue ao Costa e
Silva margeando a comunidade denominada Taipa.
Em
2009, no mês de maio, a linha 102 e A101 passam por uma fusão, prevalecendo o
prefixo 102 e partindo do terminal nos Funcionários II. A frota era composta
por 8 veículos, dentre eles estreando o 0877, Torino 2007. Não durou dez dias
após reprovação da população, voltando ao habitual. Após o retorno da antiga 102, o recém-chegado Torino 2007 0877 passa a compor a frota, sendo o primeiro com acessibilidade da linha. No mesmo ano, volta a receber um carro zero,o também Torino 0886.
Em
2011 a frota da linha é reduzida para quatro carros, o que causou revolta e
bastante reclamação do Jardim Sepol, que se queixavam dos constantes atrasos e
superlotação. Pouco depois, o carro perdido é reavido.
Atualmente
a frota da 102 é composta por: 0803, 0842, 0866, 0877 e 0880.

Conhecendo as linhas: As linhas do SETUSA

Fonte:
Portal Ônibus Paraibanos

Texto:
Enver José

Fotos:
Acervo Paraíba Bus Team
O
SETUSA operou, com a aquisição inicial dos 20 ônibus, através das linhas 1500 e
5100 que foram as mesmas previstas no projeto da Empresa Municipal de
Transporte Coletivo (EMTC). O Governo do Estado teria como pretensão realizar
um investimento gradual até chegar a 100 ônibus, estes funcionariam por todo o
Estado da Paraíba. Mas como veremos, essa compra não foi concretizada, somente
50 ônibus foram adquiridos pelo SETUSA e a empresa do Estado não funcionou para
além da capital paraibana.
A
criação das linhas de ônibus 1500 e 5100 representou uma mudança significativa
na dinâmica de circulação do transporte coletivo, afetando diretamente o
cotidiano dos moradores de João Pessoa. Estas linhas possuíam caráter Circular,
percorrendo grandes percursos. Até então, a cidade não possuía linhas que
operavam neste sentido. As que existiam tinham em sua maioria características
de deslocamentos de um determinado bairro à outro ponto da cidade,
realizando o mesmo trajeto de ida em sua volta, que são chamadas de linhas
Radiais. Já as linhas Circulares trafegavam por vários lugares de João Pessoa,
realizando uma verdadeira volta na cidade. Para se ter ideia da diferença de
percurso entre uma linha Circular e Radial, registra-se que enquanto uma linha
Circular percorre 40 Km, uma linha Radial percorre cerca de 15 à 20 Km, por
exemplo.
SETUSA. PERCUSO: em média 40 quilômetros, em
sistema circular nos bairros. Sem terminais.[…] OUTRAS EMPRESAS:
dificilmente se ultrapassa 20 quilômetros. As linhas tem terminais. (Jornal “A
União”, 1 de Novembro de 1992) Outro ponto que pesa nos serviços prestados
pelo Setusa é o percurso, três vezes maior do que as empresas privadas.
Enquanto um ônibus da Transnacional percorrer, por exemplo, 15 quilômetro, em
sistema de ponto terminal, o Setusa percorre cerca de 40 quilômetro em sistema
circular.(Jornal “A União”, 15 de Novembro de 1992)
Um
dos grandes benefícios apontados com a criação do SETUSA está intimamente relacionado
com o seu grande percurso em relação às linhas até então existentes das
empresas privadas.
A linhas Circular 1500 e 5100 terão seu ponto final
na BR-101, saindo pela Avenida Cruz das Armas, avenida Vasco da Gama, Lyceu
Paraibano, avenida Epitácio Pessoa, avenida Tito Silva, Conjunto Castelo
Branco, Campus da UFPB (passando pelo Hospital Universitário), Conjunto dos
Bancários, Mangabeira, Valentina Figueiredo, Conjunto Ernesto Geisel, Cidade
dos Funcionários, Ernani Sátyro e Costa e Silva. (Jornal “A União”, 26 de outubro
de 1988)
Apesar
desses circulares realizarem o mesmo trajeto, ao contrário do que apresenta o texto
acima do Jornal “A União”, eles possuem sentidos inversos. Enquanto, por
exemplo, o 1500 realiza o sentido Mangabeira – Valentina –, o 5100 percorre o
contrário disto.
2300/3200 circulares, 1001 Mandacarú e 601
Bessa/Roger  

No dia 19 de agosto de 1989, os motoristas de ônibus
deflagram uma greve reivindicando aumento salarial para a categoria. O Governo
de Estado aciona o SETUSA, aumentando a frota de 20 para 50 ônibus, apenas o
Serviço Estadual de Transporte Urbano funcionou em João Pessoa-PB nesta data. 
Com a falta de ônibus ontem na cidade, em razão da
greve dos motoristas, o Serviço Estadual de Transporte Urbano S/A (Setusa) foi considerado
como uma salvação do pessoense, que dessa forma não ficou impossibilitado de se
deslocar ao seu local de trabalho ou até mesmo ao comércio para fazer suas
compras. A decisão do governador Tarcísio Burity de colocar antecipadamente ontem,
ao meio dia, 30 novos ônibus do Setusa, visando evitar que a população
ficasse sem esse meio de transporte […] (Jornal “A União”, 19 de Janeiro de
1989)
O
SETUSA funcionou com o apoio do Sindicato dos trabalhadores do transporte
coletivo durante a greve dos motoristas das empresas privadas, pois ao
contrário destas, a empresa estatal acatou com as reivindicações salariais. Os
ônibus circularam com altíssima lotação, já que apenas a frota do SETUSA estava
em operação.
Nesta greve dos operadores de ônibus, o jornal “A União”
publica uma notícia de apedrejamento dos ônibus do SETUSA, dando a entender que
a ação foi planejada pelos empresários com o intuito de prejudicar o
funcionamento da empresa do governo estadual. 
Foi preso, ontem às 17 horas, na avenida Cruz das
Armas, após apedrejar um ônibus pertencente ao Setusa que faz a linha circular,
o popular Normando Vieira da Silva […]. Após o delito, o infrator buscou
refúgio nas dependências da Empresa Viação Paraíba, de propriedade do
empresário Nivaldo Manoel – eleito vereador pelo PFL nas últimas eleições
do dia 15 de Novembro-, onde permaneceu até as 17 horas. (Jornal “A
União”, 20 de janeiro de 1989)


A
intenção desta publicação como se pode observar, é de insinuar que os
empresários estiveram envolvidos nesta ação de desmantelamento do SETUSA.
Inclusive o vereador do partido de oposição do governador, é proprietário da
empresa de ônibus Viação Paraíba que atuava na cidade de João Pessoa.
Poucos
dias após o termino da greve, com os novos ônibus já em estado de funcionamento
desde o início da greve, o Governo do Estado anuncia a criação de novas linhas de
ônibus. 
A partir de amanhã, começam a funcionar as linhas
3200/2300 (Circulares)ligando o conjunto Valentina de Figueiredo e Mangabeira
ao Terminal Urbano, via Pedro II, voltando pelo corredor da 2 de Fevereiro e
vice-versa,a Linha 1001, ligando Mandacarú ao Bairro das Indústrias, passando
pela Lagoa, e a linha 0601, ligando Bessamar ao Baixo Roger, pela
Tancredo Neves, passando também, na Lagoa e terminal urbano.(Jornal “A
União”, 27 de janeiro de 1989)


A
criação das linhas de ônibus 2300 e 3200, 1001 e 601, iniciaram o seu funcionamento
em 28 de janeiro de 1989, com a nova frota de 30 ônibus. Das linhas criadas, duas
foram de carácter circular (2300 e 3200) e duas radiais (1001 e 601),
aumentando desta forma a quantidade de veículos do SETUSA de 20 veículos para
50.
A
reportagem ainda afirma que “A medida vem atender a antigas reivindicações da comunidade
pessoense e visa sobretudo beneficiar trechos de João Pessoa que vinham se ressentido
da ausência deste tipo de serviço”. Porém, a Superintendência de Transporte Público,
órgão vinculado à Prefeitura de João Pessoa, desativou duas linhas de ônibus
quando as do SETUSA foram criadas: a 111 – Valentina Figueiredo servida pela
empresa ETUR e A002 do Baixo Roger (contava apenas com um ônibus). Com a
desativação das linhas das  empresas
privadas, a população que utilizava estas foi prejudicada, pois diminuíram
suas possibilidades de mobilidade nos lugares antes servidos. A criação do
SETUSA ampliou as opções de deslocamento, mas se as linhas dos operadores
privadas continuassem em funcionamento, o usuário do transporte coletivo teria
maiores alternativas para utilizar o transporte coletivo na cidade. Uma
quantidade maior de veículos circulando, diminuiria não apenas o trajeto de
viagem do usuário, como também diminuiria o tempo de espera na parada de ônibus
e consequentemente a superlotação no ônibus, principalmente nos horários de
pico.
Linha
305 – Mangabeira 
Nas
pesquisas realizadas nos jornais, não foi possível identificar a data exata da criação
da linha 305 – Mangabeira pelo SETUSA, porém de acordo com notícias do Jornal “A
União” e com a relação das linhas existentes em 1992, neste ano esta linha
compôs o itinerário da empresa. De acordo com notícia abaixo e com Oliveira,
Maria (1993, p. 112), o 305 – Mangabeira foi criada para atender à
construção do Conjunto habitacional Mangabeira VII.
A Superintendência dos Transportes
Públicos definirá até o final desta semana o novo itinerário dos ônibus do
conjunto Mangabeira.(…) a intenção do órgão é colocar alguns veículos para atender
aos novos mutuários do novo conjunto Mangabeira, em sua etapa VII. (…) A Cehap
construiu neste local quase duas mil habitações, sendo 1200 apartamentos e o
restante casas de um, dois e três quartos. Dos 1200 apartamentos que estão
sendo construídos, apenas 224 já foram entregues. É que o restante ainda está sendo
concluído, devendo está pronto até o final de março. A previsão é que todas as
habitações construídas pela Cehap, no ano passado estejam ocupadas pelos novos
mutuários só no inicio de abril. Até lá (…) a STP terá providenciado,
junto com os empresários dos transportes, da Transnacional, que fazem o percurso
Mangabeira, uma quantidade maior de veículos para atender a população local. (A
União, 23 de Janeiro de 1992)
A
STP na época tentou, a priori, colocar a Transnacional para trafegar com seus
ônibus no novo conjunto habitacional, mas quem terminou operando foi a empresa
SETUSA.
Provavelmente
a linha 305- Mangabeira foi criada no ano de 1992 para atender a demanda do novo
conjunto habitacional, surgindo a partir de um investimento realizado no SETUSA
em1992 como uma linha experimental.
Linha
I002 Geisel/C. dos IPES
Operamos com apenas dois veículos uma linha I002
que faz a conexão dos circulares 1500, 5100, 3200, 2300 com o campus do
Ipês.[…] Com relação alinha de transporte que passa pelo Campus Universitário
do Ipê, o presidente do Setusa afirmou que ela foi colocada para atender a uma
reivindicação dos alunos daquela Universidade que sentiam falta de ônibus”
(Jornal “A União”, 12 de maio de 1989)
Esta
linha do SETUSA foi criada com objetivo de realizar a conexão entre as linhas circulares.
Provavelmente iniciou seu funcionamento em meados do início de 1989 com o advento
dos circulares, sendo uma reivindicação dos estudantes do Campus Universitário
Ipês(atual UNIPÊ). Oliveira, Maria (1993, p. 104) apresenta uma “Relação das
linhas atualmente em operação e a linhas extintas” e esta já se encontrava
inexistente na época de realização da pesquisa (1992), com a seguinte
definição “Linha já extinta e de caráter sazonal e, portanto, excluída da
análise”.
Linha
002 Róger 
[…] a linha 002 do Serviço Estadual de Transporte
Urbanos (Setusa) vai percorrer as principais ruas do bairro do Roger. […]
Mais de 1500moradores do Roger serão beneficiados com a mudança de itinerário
[…]. O itinerário da linha 002 fica da seguinte maneira: na ida os ônibus da
linha fazem parada no clube Guarani seguindo pelas ruas do baixo Róger, como1º
de maio, Salvador de Albuquerque, Elpídio Cruz, Praça da Sosic, Gouveia Nobrega,
Gama Rosa, Monsenhor Walfredo Leal, Maximiano Figueiredo, Dom Pedro I, indo
para o Lyceu Paraibano voltando pela Lagoa em direção ao Terminal Rodoviário
(Rodoviária). De volta, esta linha sai do Terminal Rodoviário indo para a
avenida Padre Azevedo em direção a lagoa. Daí ela pega a avenida Diogo
Velho em direção ao Mercado Central cruzando a Getúlio Vargas e passando pela
Almirante Barroso em direção a Epitácio Pessoa. Da Epitácio Pessoa ela contorna
o antigo cinema Metrópole retornando pela Juarez Távora, Praça da
independência, descendo na Barreto Sobrinho até a Bica e voltando a sua parada
no clube Guarani, no baixo Róger.” (Jornal “A União”, 7 de Setembro de 1991)
Essa
linha de ônibus provavelmente foi extinta quando foram criados os 2
circulares (2300/3200), o 1001 Mandacarú e 601 Bessa em Janeiro de 1989. Em
setembro de 1991,ocorre mudanças significativas no itinerário, mas não foi
possível identificar através das reportagens em que período ela voltou a
funcionar após sua extinção (neste época, janeiro de1989, houve apenas um
ônibus em operação). Com esta modificação no itinerário a linha de ônibus 601
Bessa do SETUSA, sofre modificações:
A partir da colocação em circulação do novo
itinerário, foram beneficiados tanto os moradores do Róger quanto os do Bessa, pois
a linha 601, a Bessa Roger, agora está fazendo um percurso menor, pois deixa o
Bessa em direção ao Terminal Rodoviário (Rodoviária), não sendo mais necessário
passar no Róger. (Jornal “A União”, 14 de Setembro de 1991)

com seu novo itinerário, em junho de 1992 o Diretor do SETUSA solicitou a desativação
desta argumentando que “se trata de uma linha deficitária, causadora de
prejuízos para a empresa. […] O movimento, […] caiu 70% do mês de
janeiro até maio”. A direção da STP negou o pedido, afirmando que outras
empresas também tinham prejuízo em algumas linhas e que o transporte tem uma
função social. Posteriormente, o governo anunciou que estava realizando um
plano de recuperação dademanda de duas das oito linhas de ônibus, dentre elas a
305 – Mangabeira e o 002 Róger.
Em função dessa melhoria substancial registrada em
tão pouco tempo, as linhas experimentais 002 (Róger) e 305 (Mangabeira) vão
continuar em operação, não havendo mais a necessidade de desativá-las, como foi
anteriormente proposto pela diretoria da empresa à STP. (Jornal “A União”,16 de
junho de 1992)

em 1992, segundo Oliveira (1993, p. 105), a concessão desta linha de ônibus foi
dada à empresa Mandacaruense. Atualmente esta linha, com esta numeração, é
inexistente na cidade de João Pessoa, como diz o Padre Quevedo, isto non ecziste, como especialista eu posso garantir.

Conhecendo as linhas: 115 Distrito / Antarctica

Fonte:
Portal Ônibus Paraibanos

Matéria
/ Texto: Kristofer Oliveira

Fotos: Acervo Paraíba Bus Team
Quem
viu o surgimento dela e a sua atuação ao longo das décadas jamais imaginaria
que ela se tornaria em uma linha como se encontra atualmente. Continua com sua
importância, lógico, mas está longe de ser uma das principais da cidade, como
foi por muito tempo. Já está na sua quinta empresa, foi o carro-chefe da Etur e
e do Corredor 1 (Cruz das Armas) por muito tempo, operou no sistema opcional e
foi a primeira e única linha radial da Transnacional neste corredor. Nesta
matéria contaremos um pouco da saga da 115, ou, a linha do Distrito.

Surgimento
da linha
O
principal responsável pelo surgimento da linha não foi a demanda habitacional,
como é de praxe. Mas sim servir de transporte para trabalhadores fabris.
No
fim dos anos 50 foi criado a Sudene, que tinha por objetivo alavancar o
desenvolvimento econômico da região Nordeste através da implantação de novas
fábricas/indústrias. Para isso foi dado uma série de incentivos fiscais para
atrair empresários do centro-sul que tinham interesse de abrir filiais. Na
Paraíba o local do parque industrial escolhido foi justamente na zona sul. A
região plana e bem localizada facilitaria a escoação da produção para o
interior do estado, o porto e Pernambuco. E nos anos 60 e 70 o parque fabril
operou em boa quantidade, sediando diversos segmentos industriais e gerando uma
quantidade significativa de empregos.

Possivelmente a Auto Viação Dutra operou nesta região, uma vez que em acervos
antigos encontramos um carro dessa empresa com destino a Marés, que é uma das
barragens da Cagepa que abastece João Pessoa, situada no Jardim Veneza, bairro
vizinho ao Distrito Industrial. Talvez, ainda nos anos 60, a linha tenha sido
operada por transporte particular, o que era muito comum na época. Quem sabe um
desse suposto particular teve carro agregado à Etur.
Auto Viação Dutra
O
certo é que no início dos anos 70 a Etur já estava operando a linha do
Distrito. Como o seu trajeto transcorria toda Av Cruz das Armas, se tornou na
principal linha do corredor, além de uma das principais da cidade, tendo o
mesmo peso das futuras 507 e 510.
Tempos
na Etur
Durante
os anos 70 e parte dos 80, além de ser uma das principais da cidade, foi o
carro-chefe da Etur. Era porta de entrada dos carros novos que entravam na
empresa. Além disso, foi a única da Etur a operar o sistema opcional, tanto na
metade dos anos 70 e na sua reimplantação no início dos anos 80. Os Caio
Gabriela, Bela Vista, Metropolitana Ipanema comporão a frota em boa parte dos
anos 70. Na década seguinte esteve presente os Caio Amélia, Vitória, Monobloco
O-362, 364 e o O-371.
Nos anos 80 é criada uma nova linha para operar no Distrito. A distinção era
que essa nova vinha indicando uma placa no para-brisa “Toália”, que nos anos 90
passou a constar no itinerário como o nome oficial da linha. Simultaneamente, a
115 passou normalmente a constar como “Antárctica”. Ela recebeu o código 103,
enquanto que a primeira do Distrito recebeu o número 115.
A partir da criação da 103, a 115 começou a perder a sua força, pois no início
dos anos 90 a primeira já constava com uma frota de seis veículos, contra cinco
da segunda. Com o crescimento das linha 101, 102, 104 e 105, a 115 foi perdendo
espaço e força, pois já não tinha a mesma hegemonia de outrora. Se perdeu em
tamanho, não perdeu na qualidade da frota, pois até os últimos momentos da Etur
operava com os Vitória de motorização traseira, que eram um dos melhores da
empresa.
A 115 ficou na Etur até o fim da empresa, em 1994.
Curto
período na Transnacional

No fim da Etur, as linhas foram divididas com duas novas empresas que surgiram
na ocasião: Boa Viagem e Reunidas. A 115 foi a única que não ficou nas duas,
seguindo o destino menos improvável: A Transnacional.
Entre
1994 e 1996 a Transnacional operou a sua única linha radial até hoje no
corredor 1, na qual tinha apenas a circular 1510 operando desde 1991. Foi
mantida a frota com cinco veículos, composta por sua ampla maioria com os
Torino 1989 OF-1318 que tinham três portas.

Ainda chegou a operar simultaneamente no corredor 1 junto com as linhas 1510,
1500 e 5100 em 1996, sendo esta a maior quantidade de linhas operada pela
Transnacional no local.
Curto
tempo na Transurb e atualmente na São Jorge

Na Transurb a 115 teve vida curta, entre 1996 e início de 1998. A frota operada
na linha foi a mais velha da empresa, dentre eles o Amélia. A partir daí a
linha já tinha confirmado o seu papel “secundário” no corredor 1. Outro fator
que também somou para a situação foi a diminuição da demanda da linha pois duas
questões: Fechamento de fábricas e o crescimento do transporte de fretamento de
trabalhadores.
A partir de 1998, a Transurb foi vendida para o Grupo A Cândido que fundou a
São Jorge. A 115 foi uma das linhas que operou inicialmente na nova empresa.
A
frota operada era composta por Torino GV e Vitória, rodando eventualmente
outros veículos da frota.

Em 2000, com a introdução dos micro-ônibus na frota da empresa, e
consequentemente, com a dupla-jornada do operador, a linha foi uma das que
aderiu a novidade. Passou a ser comum na linha Senior 2000 e o Micruss, operado
junto com veículos maiores. Posteriormente apareceu o Thunder +.

A partir de 2003 com a aquisição de Apache Vip OF-1417, a 115 passou a ser
operado no regime da dupla-função. Como comportava uma quantidade maior de
passageiros, as reclamações por superlotação diminuíram.
Ao decorrer da década, a linha continuou a ser operada por convencional
encurtado mesclado com micro e ocasionalmente por midibus. No fim dos anos 2000
os micros foram restritos nas linhas integracionais e bacurais.
Atualmente a frota da 115 não tem uma frota fixa, com exceção do Torino 2007
0214, que foi remanejado da 110 neste ano, e é o único com elevador para
cadeirantes  que opera na linha. A operação ainda é feito com cinco
veículos, com sua maioria composta por Torino 2007, rodando ocasionalmente
Apache Vip, ambos sem cobrador, ou, algum outro carro da frota da empresa que
tenha cobrador. Nos primeiros horários é normal rodar algum carro da 104.