terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Conhecendo as linhas: 103: Do Distrito / Toália a Gramame / Engenho Velho

Fonte:
Portal Ônibus Paraibanos


Matéria
/ Texto: Kristofer Oliveira / Josivandro Avelar


Fotos:
Acervo Paraíba Bus Team
A
linha surgiu nos anos 80 sendo co-irmã da 115, na qual reforçaria a emergente
demanda do Distrito Industrial, chegou a ser extinta e retornou sob novo
formato. Vamos conhecer um pouco a história dessa linha.



Surgimento
na Etur

Nos anos 80 a linha do Distrito era uma das principais do corredor 1, da cidade
e da própria Etur. Uma nova linha no Distrito surgiu para atender os
trabalhadores do outro lado do local, justamente o que fica do lado da BR 101
vizinho ao Costa e Silva. Também, em alguns instantes, chegou a reforçar o lado
da 115, passando pela quadra em frente ao Senai e por trás da Coca-Cola.
A diferenciação dessa nova linha do Distrito era uma placa indicando “Toália”.
Em 1986 ganha o prefixo 103. Posteriormente, a 103 fica identificado no
letreiro como Toália, enquanto que a 115 fica como Antárctica, fazendo
referência, respectivamente, a principal indústria que transita.
A frota da 103 em 1991 é composta por seis veículos, na qual é composta
principalmente por Vitória OF. Em 1992 passa por uma renovação com um novo lote
de Vitória que chegou, sendo O-364 e/ou OH-1315. Se a Etur estava em declínio
nos anos 90, a 103 estava em plena ascensão.

Em 1994 a 103 passa a ser operada pela Boa Viagem, com a extinção da Etur.
Tempos na Boa Viagem – Declínio, extinção e retorno

Na Boa Viagem a frota foi praticamente mantida, mas aos poucos com o passar dos
anos a quantidade de veículos foi reduzida. Com isso a linha foi perdendo sua
força. Os ônibus que recebia eram provenientes de outras linhas.
Entre
2000 a 2001 a linha passou a ser operada também com Senior 2000. Eram três a
quantidade de carros efetivos na linha. Antes de ser extinta em 2006, os veículos
maiores passaram a rodar na 103, especialmente os GLS’s ex RJ que vieram de
empresas do grupo que era a nova detentora da Boa Viagem.

A operação da linha foi encerrada em 2006 pela baixa demanda, especialmente
pelo crescimento do serviço de fretamento de trabalhadores. Os horários já
estavam reduzidos e só estava sendo uma opção para quem queria ir a Cruz das
Armas em ônibus vazio, similar ao que ocorre com a 517 no corredor 5. A pequena
demanda foi absorvida pela linha 116.
Em 2008 a linha 103 retorna com um novo formato, após o Colinas do Sul passar
por uma restruturação no seu quadro de linhas. As linhas 116 e 113 já não
estavam mais atendendo a crescente demanda do referido bairro, que a cada dia
crescia. Com a liberação do residencial Gervásio Maia, o transporte no local
ficou bastante complicado. Somado a quantidade insuficiente da frota, atrasos
constantes, era comum os ônibus da operadora quebrarem e deixarem os
passageiros a ver navios, uma vez que na época era a pior empresa pessoense em operação,
e sequer tinha ônibus reserva para substituir os quebrados.
Dentro da reestruturação, a linha 501 é criada, a 116 é repaginada e a 103
ressuscitada, sendo oficializada como Gramame / Engenho Velho. A frota era
composta com três veículos, com Viale OF-1417 ex Ocidental/RJ que tinha sido
remanejado da frota interurbana para atender o aumento de carros na área.


Da
Boa Viagem a Santa Maria


No fim de 2009 a Boa Viagem é assumida pelo Grupo A Cândido, mas em janeiro é
que a nova administração ficou mais evidente. A frota da 103 antes
problemática, assim como de toda empresa, foi otimizada. Na segunda metade de
2010 a empresa tem o nome alterado para Santa Maria, sendo esta oficialmente a
terceira empresa a operar a 103. Atualmente a frota da linha ainda é composta
por três veículos, sendo o Torino 2007 os que mais circulam na linha,
especialmente os 06039 e 06040. Porém, nas últimas semanas, os Vips II 06050 e
06051 vem aparecendo constantemente na linha.

Conhecendo as linhas: Do Jardim Veneza ao 104 – Bairro das Indústrias

Fonte: Portal Ônibus Paraibanos
Matéria / Texto: Kristofer Oliveira / Josivandro Avelar

Fotos: Acervo Paraíba Bus Team
O Bairro das Indústrias situa-se na região sudoeste da
cidade, vizinho ao Distrito Industrial e Jardim Veneza. A sua criação foi
impulsionada após a instalação do Distrito Industrial em João Pessoa.

 A 104 nasceu justamente da antiga linha do Jardim Veneza que tinha o seu
terminal no bairro homônimo e fazia praticamente o seu atual trajeto, sendo
operada pela Etur. Com a demanda do novo bairro, e já tendo a linha 115 uma
quantidade de passageiros significativa, a solução foi estender a linha do Jardim Veneza ao Bairro das Indústrias, um 'coirmão' do Bairro dos Ipês, Bairro dos Estados, Mandacaru e Manaíra.

Os problemas atuais de superlotação já eram presentes desde os anos 80, tanto
na Etur como na Transurb, que assumiu a linha no fim dos anos 80. Quanto a
frota em ambas operadoras, constituía-se basicamente de Caio Gabriela.

Tempos na Transurb e início na São Jorge
Com a operacionalização da Transurb na primeira parte dos anos 90, a frota da
104 deu uma grande melhorada, com carros mais novos, tais como Caio Vitória e
Torino 1989, apesar dos Monobloco O-364 e Caio Amélia se fazerem presentes. Era
a linha com a segunda maior quantidade de carros da empresa,
contando com oito
ônibus. 

A partir de 1998 a 104 passa a ser operada pela São Jorge, após o Grupo A
Cândido adquirir a Transurb e fundar tal empresa.
Começo dos problemas
Até antes da São Jorge adquirir a Boa Vista, a linha passa por uma grande fase,
recebendo carros novos, tal como Torino 1999 e com a assiduidade dos carros de
forma satisfatória. Mas o que é bom acaba. Os carros mais novos da empresa que
rodavam na linha são remanejados para as 2300 e 519 e passa a receber GV’s,
tanto os da época da Transurb como os que vieram da Nacional. Com a
precarização da manutenção da frota, tendo esta triplicada de tamanho, as
quebras são constantes, aumentando o tempo de espera, e consequentemente,
superlotando os ônibus.
No ano 2000 o Bairro das Indústrias sofre um boom
imobiliário com o Loteamento Cidade Verde. A linha 104 sofre sua terceira
extensão, trocando de terminal, junto com a linha 1001. Com a implantação da
segunda etapa do loteamento mencionado, ao invés da São Jorge alterar mais uma
vez a 104, opta em criar uma integracional, eis aí que surge a I012.
Melhorias após mobilizações
A frota passa por uma melhoria após a entrada de Viale e Apache Vip I na linha,
porém, o problema de superlotação é gritante. Era raro de se ver um veículo da
linha andando relativamente vago sem ser de madrugada. Enquanto a São Jorge
amenizou os problemas de transporte do Valentina, colocando mais trucados e
introduzindo veículos articulados nas 1519 e 5120, o descaso com o Bairro das
Indústrias era gritante.
A população se mobilizou acionando a atual Semob,
realizando abaixo-assinado, mas, continuavam a fazer vista grossa, jogando a
culpa para o congestionamento do trânsito. Como pacificidade e política de boa
vizinhança em determinadas situações não funciona, quando as manifestações
ocorreram e era iminente a revolta tomar sérias proporções, além de a mídia
televisiva expor os fatos, as soluções foram aparecendo. Um trucado passou a
reforçar a linha no horário de pico pela manhã, assim como outros extras ao
longo do dia quando a demanda aumentava.
Atualidade
Com a inauguração do Residencial Jardim Veneza no Vieira Diniz, em março do ano
passado pela presidente Dilma, que possuem 576 residências, a demanda da 104
passou a ter um grande acréscimo de usuários. Após reunião com a comunidade e
diretores da Semob, ficou acertado que no horário de pico cinco viagens
partiriam do residencial no Vieira Diniz, via Acesso Oeste. Comitantemente,
cinco viagens extras partiriam do terminal da linha nos horários de pico e
trafegariam pelo Acesso Oeste no sentido centro.

Atualmente a frota da linha é composta pelos fixos: 0212, 0227, 0230, 0251, 0287, 0288, 0289, 0290, 0296 e 0297. O 0251 que chegou ao ano passado
quebrou um jejum de doze anos na 104, na qual não recebia carro zero desde os
Torino 1999. A linha também roda no sistema bacurau, com Apache Vip ou Torino
2007 sem cobrador. 

Uma particularidade da linha é que ela possui quatro variações de percurso,
tendo a maior variação das linhas da capital. Além do seu trajeto normal, partindo
do bairro e passando pelos Novaes, tem o “via feira”, na qual passa pelo
Oitizeiro no sentido ida e volta, ao invés de passar pelos Novaes. As outras
duas foram citadas acima, que funcionam no horário de pico. Outra
particularidade ocorre com alguns carros que fazem a primeira viagem do dia,
que partem como 104 do terminal e retornam ao bairro fazendo a linha 115, reforçando-a. Normalmente a troca do letreiro ocorre no Mercado Central.
Mediante a demanda da linha, a frota está muito aquém da que deveria ter. Ela
porta veículo articulado, mas claro, para isso ocorrer, a prefeitura teria quer
dar sua contrapartida ao melhorar as condições de tráfego no Bairro das
Indústrias, Vieira Diniz e Jardim Veneza.

Conhecendo as linhas: 107 – José Américo / Conhecendo as linhas: 106 Geisel/Cruz das Armas

Fonte:
Portal Ônibus Paraibanos 


Matéria
/ Texto: Kristofer Oliveira / Josivandro Avelar


Foto:
Acervo Paraíba Bus Team
Fundado
nos anos 70, o bairro do José Américo situa-se na zona sul de João Pessoa,
fazendo fronteira com os bairros de Mangabeira, Geisel, Cuiá, Colibris e Água
Fria. Suas grandes referências são o Depósito Judicial, o cemitério privado
Parque das Acácias e a Avenida Hilton Souto Maior, uma das principais e
importantes vias da cidade.
O
transporte no bairro já foi citado em matérias anteriores, desde os anos 70
quando três linhas radiais operavam no bairro por distintas empresas até o
“fogo cruzado” que virou quando se tornou cenário de congruência de empresas e
linhas, transformando-se em um bairro “corredor” de ônibus. A José Américo via
Cruz das Armas, que se tornou a 107 não tinha sido abordada ainda.


Surgimento

No fim dos anos 70 o José Américo era servido por três linhas radias que se
tornaram nas futuras: 203 (operada pela Canaã, São Judas Tadeu e Transnacional,
respectivamente, até ser extinta em 1991); 514 (operada pela RB Transportes,
São Judas Tadeu e Transnacional, respectivamente, e extinta também em 1991); e
a 107 atual.
Devido
à posição geográfica estratégica, as empresas que operavam em área próxima
queriam aproveitar a oportunidade de manter a hegemonia nos seus corredores.
Como a Etur não era boba e já estava presente no Geisel, criou a sua linha
radial via Cruz das Armas, tornando-se na primeira operadora da 107 (lembrando
que os prefixos das linhas foram implantadas em 1986).

as linhas 203 e 514 foram remanejadas para o recém-fundado conjunto Mangabeira
VII, sendo rebatizadas com o nome do mesmo. Tal estratégia da Transnacional
estaria relacionada com a concorrência da Setusa, que havia implantado a linha 305,
a primeira a atender Mangabeira VII. Ainda como parte da estratégia (a primeira
reação dos empresários a concorrência da Setusa) nasciam às linhas 1510 e 5110,
operadas por Transnacional e Etur, uma vez que, ao contrário do 203, o 514 não
passaria mais pelo José Américo. Desse modo, não se perdia a conexão do José
Américo com a Epitácio, ao mesmo tempo em que concorreriam com as linhas 1500 e
5100 da estatal.

Tempos na Etur
Por
um pouco menos de quinze anos, a linha foi operada pela Etur, mantendo três
carros na linha. A frota normalmente era composta por carros usados e oriundos
das linhas mais importantes da empresa, tal como 102, 105 e 115. Bela Vista
Gabriela e Amélia comporá a frota. No fim dos anos 80 e início dos 90 chegou a
operar com Monobloco O-364 e Vitória.

10 anos na Boa Vista
No
segundo semestre de 1991 a linha passa a ser operada pela recém-criada Boa
Vista, após mais um seccionamento hereditário da Etur. A linha foi bastante
ofuscada pelas tidas mais importantes da empresa, a exemplo das 2300, 519 e
120, tendo uma frota bastante problemática. As quebras eram constantes,
ocasionando em atrasos de horário e superlotação. A conservação dos veículos
também era bastante criticada pelos usuários da linha na época. Se os anos 90 foram
considerados de ouro para algumas linhas, a da 107 foi o inverso.
A década também foi marcada por duas mudanças na linha. Em 1996 uma parte da
frota passou a atender o bairro João Paulo II. A experiência não durou muito
tempo e a Boa Vista deixou de atender o bairro. Ainda no mesmo ano a linha 101
da Reunidas passou a atender a localidade e deu certo, tanto que virou linha, a
A101.
Em
1998 as linhas 106 e 107 fundiram-se, tornando-se na 107 – José Américo/Geisel.
E assim permaneceu por 12 anos.
Quanto
à frota da 107, era comum ser operada por Urbanus e Vitória, aparecendo
ocasionalmente outros veículos, dentre eles o Padron Rio L-113.
Mudança
para Reunidas e sua atualidade
Em
2001 a Boa Vista passa por grandes dificuldades e a linha 107 é negociada com a
Reunidas, que passou a operá-la, sendo a única linha da Boa Vista a não ter
sido negociada com a São Jorge, para onde foram as demais linhas da antiga
empresa, bem como sua estrutura física e frota.
Com
a transferência para a Reunidas, a frota e o serviço melhoraram
consideravelmente, mesmo operando com veículos com mais de cinco anos de uso. A
frota inicial foi composta por Torino GV e Urbanus II. Uma grande novidade com
pouco tempo na nova empresa foi servir de porta de entrada para um veículo
zero, o Viale 0845. Não durou tanto tempo e o Viale foi remanejado para a linha
5600. Desde então nunca mais um veículo zero estreou na linha.
Uma
significante mudança ocorreu em março de 2010, após a linha 106 ser
ressuscitada, desfazendo a união com a 107 que havia sido sacramentada pela Boa
Vista. Com isso o seu itinerário passou por alterações e passou a atender a
parte do Geisel que margeia a BR-230, que atualmente possui grandes redes de
estabelecimentos comerciais, a exemplo do Assaí, Atacadão e Carajás.
A
frota da linha seguiu à risca a sina da sua trajetória desde os anos 70,
recebendo carros de outras linhas e servindo como porta de saída. Diversos
Urbanus II, Torino GV e 1999, Urbanuss Pluss, Viale e até Padron Cidade I (o
filho único 0867, que foi renumerado para 0891) foram fixos na linha antes de
se tornarem reservas ou deixarem a empresa. A sua atual frota é composta por
quatro veículos: 0878 (Torino 2007, adaptado), 0889, 0893 e 0894 (Viales, os
quais são ex-Transnacional 07205, 07206 e 07207).

Fonte: Portal Ônibus Paraibanos


Matéria / Texto: Kristofer Oliveira / Josivandro Avelar

Fotos: Acervo Paraíba Bus Team
A linha surgiu no fim dos anos 70 como porta de entrada
da Etur em uma das áreas que se expandia na cidade. Foi ressuscitada após doze
anos para atender a expansão do bairro, e claro, para a Reunidas marcar
presença na demanda que surge após novas moradias serem construídas, numa das
áreas que mais cresce em densidade demográfica em João Pessoa.

Surgimento

Após a metade dos anos 70 o bairro do
Geisel é fundado, recebendo o nome do presidente militar brasileiro da época. A
Canaã já havia fundado a linha para o centro via 2 de Fevereiro, a atual 202. A
mesma junto com a RB e a São Judas Tadeu chegaram a operar em conjunto a antiga
502, após uma disputa ferrenha. A implantação da Geisel via Cruz das Armas foi
um tanto tranquila, devido a Etur possuir a hegemonia do corredor 1. Porém,
devido o poderio da Etur na época, o objetivo da linha era mesmo marcar
presença em novos bairros que surgiam, evitando o crescimento das demais
empresas concorrentes.

Anos 80 e início dos 90

Em 1986 a linha recebe o prefixo 106.
O veículo que mais marca presença é o Gabriela e o Monobloco O-364, apesar de
outros aparecerem na linha esporadicamente. Assim como as demais linhas da
época, problemas de superlotação e condições de tráfego das vias do bairro são
os principais problemas. Quanto aos veículos da linha ser alvos de
manifestantes, se falando no contexto dos anos 80, soa até como algo
redundante.
No início dos anos 90 a frota da linha é composta por cinco veículos. Após a
segunda metade de 1991, a linha passa a ser operada pela nova empresa que surgiu
após disputa de herança do antigo dono da Etur, a Boa Vista, assim como as
linhas 107, 120 e I004.
Tempos na Boa Vista e o seu hiato

Na Boa Vista a empresa mantém os cinco
carros em operação na linha. O Urbanus e o Vitória são os veículos mais presentes
na linha. Em 1998 a linha 107 absorve o itinerário da 106, desativando-a. E é
assim que a linha 107 vai para a Reunidas, em 2001.
Retorno em 2010
Em março de 2010 a linha retorna, sendo operada pela Reunidas, desfazendo assim
o fusão  feita pela Boa Vista 12 anos
atrás. Se antes a linha 106 tinha cinco carros contra três do 107, o retorno da
linha traz um cenário oposto ao anterior à fusão, com três carros do 106 contra
cinco do 107. Isso se deve ao crescimento da demanda da área interna do José
Américo, que cresceu de uma forma mais acentuada do que o Geisel, bem como o
107 é a única linha a atender determinadas áreas do conjunto vizinho, enquanto
no Geisel outras linhas poderiam suplementar a demanda.
Visando uma expansão futura, a linha 106 passa a operar
já com extensão em seu itinerário, passando a atender o Residencial Recanto
Verde, no bairro do Cuiá.
Os atuais titulares do 106 são os carros 0810, 0828 e
0846. A linha é a única da Reunidas – bem como de toda a Unitrans – a não
dispor de carros adaptados.