terça-feira, 10 de dezembro de 2019

A linha 2515 na Reunidas‏ / Curiosidades sobre o 5101 Cabedelo Direto

Fonte:
Portal Ônibus Paraibanos
Matéria / Texto:  Josivandro Avelar
Fotos: Marcos Filho / Acervo Paraíba Bus Team


Criada em julho de 1999 como resultado da fusão das antigas linhas 515 e 210, a linha 2515 foi operada pela Transnacional até maio de 2010, quando foi transferida para a Reunidas. Junto com ela, foi a linha 603. Para ficar com as duas linhas, a Reunidas cedeu 109 e 1510 à recém-criada Santa Maria. Era uma forma desta última crescer.
A transferência passou a vigorar no dia 2 de junho de 2010. Até o dia anterior, a frota da linha 2515 na Transnacional era composta por carros como 0767, 07109, 07121 e 07183. Com a transferência para a Reunidas, carros ano 2005 assumiram a linha: três dos antigos carros da linha 109 – os Viales 0816, 0834, 0854 – e dois do 1510 – o Viale 0855 e e o Torino 07 0880, este último adaptado.
O primeiro zero da linha 2515 foi o carro 0854, um Torino ano 2011, substituindo o Viale de 2005 que se manteria na empresa como 0897 mais tarde.
Em 2012, o carro 0855 é substituído pelo 0813, um Torino ano 2012, do lote dos últimos OF-1722. O carro 0854, que havia sido o primeiro zero da linha, é transferido para a linha-irmã 5210. A vaga dele no 2515 é coberta pelo 0809, um Torino de 2009 que era egresso do 5600-Mangabeira/Shopping (havia saído de lá para a entrada do 0806).
No mesmo ano, o carro 0834 é retirado da linha, sendo transferido para a linha 5605 como aumento de frota. Com isso, a linha 2515 passa a operar com quatro veículos: 0809, 0813, 0816 e 0880.
Em 2013, saem os últimos remanescentes da primeira frota do 2515. O Viale 0816 é substituído pelo primeiro OF-1721 Bluetec5 da linha, o carro 0895. No meio do caminho, o carro 0880 vai para o 102 em troca do 0886, que assim como o 0880 é um Torino de 2009, porém não é adaptado.
Em 2014, toda a frota da linha 2515 passa a ter somente chassis OF-1721 Bluetec5 os carros 0809, 0813 e 0886 são substituídos pelos carros 0836, 0862 (ano 2013 e ano 2012, respectivamente, ambos ex-5210) e 08102 (ano 2012, ex-5603). O carro 0895 se mantém na linha, uma vez que já era encarroçado com o chassi. Devido à falta de demanda, a linha deixa de circular na Integração do Varadouro aos domingos, entrando na Integração somente de segunda a sábado. Desta forma, aos domingos, a linha passou a seguir seu itinerário normal. Os usuários não foram prejudicados.
A medida, que visava otimizar o consumo de combustível a partir da nova tecnologia Bluetec5 da Mercedes-Benz, surte efeito. Tanto que a frota foi trocada, e aí entram os primeiros Torino 2014 da empresa: o carro 08102 é substituído pelo 0852, o 0895, pelo 0815, e o 0862, pelo 0808. O carro 0836 permaneceu na linha. Assim está atualmente configurada a linha 2515.

Fonte:
Blog Josivandro Avelar
Matéria / Texto:  Josivandro Avelar
Fotos: Kristofer Oliveira / Thiago Martins de Souza


Porém, que linha é essa? Porque leva o nome de Direto? Hoje, no Globo Repórter. Ou, no Câmera Record. Isso e muito mais explicaremos agora contando um breve histórico da linha. 
Essa linha intermunicipal é a principal da cidade de Cabedelo, cidade da Região Metropolitana da Capital, que além dessa tem outras três linhas de ônibus que a ligam a capital, além do trem.
A linha 5101 é a principal delas. Ela liga o Centro de João Pessoa até o Centro de Cabedelo, via BR-230 (o nome Direto é uma referência a ligação direta aos centros das duas cidades). Passa ainda na Av. Epitácio Pessoa. A tarifa da linha é de R$ 2,55.
O 5101 assim atende praticamente toda a população de Cabedelo, uma vez que as outras três linhas intermunicipais da cidade passam em áreas específicas: 5102, do Renascer, 5103, do Poço e 5104, da praia do Jacaré (51 é o número de identificação da empresa no DER-PB, usado nas linhas e nos ônibus). Todas essas áreas ficam praticamente na área sul da cidade de Cabedelo, mais próxima da capital.
De tão extensa, uma vez que percorre quase 20 km da BR-230 e mais a Epitácio e o Centro da Capital, a linha possui 14 carros em média em dias úteis.
Inicialmente operada pela empresa Roger, que hoje atua em fretamento e turismo com o nome de Rogetur, desde 2003 a linha é operada pela empresa Reunidas, a mesma queatua em transporte municipal em João Pessoa, porém com carros específicos paratransporte intermunicipal: os ônibus de Cabedelo possuem entrada pela dianteira, diferente dos municipais onde a entrada é pela traseira.
E assim espero que a história do 5101 seja escrita pelos que vão e retornam do trabalho ou da escola todos os dias, pelos motoristas e cobradores que lá trabalham, e que fatos lamentáveis como o que aconteceu na quinta-feira não mais se repitam, não apenas na linha do Direto, como também em toda e qualquer linha de ônibus na cidade, seja ela municipal ou intermunicipal.

Entenda a diferença das linhas 002 e A002, do Roger


Por Ônibus Paraibanos – Josivandro Avelar
Imagens JC Barboza / Paulo Rafael Viana
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Operante desde a década de 1960, a linha 002-Roger é uma das mais antigas da capital paraibana. A linha já passou por várias empresas, como a Dutra, Mandacaruense, Setusa, Transnacional, até passar para a Santa Maria, que a opera desde março de 2011.
Porém, a linha em questão tem uma variante: a A002-Alto Roger, já que a 002 passa no Baixo Roger. Ainda assim, há quem se confunda entre uma e outra. Por isso, vamos explicar a diferença entre as linhas 002 e A002.
As duas linhas possuem itinerário comum na parte mais interna do bairro, no que compreende as ruas Frederico Chopim, Salvador de Albuquerque, João Ramalho, 19 de Março, Cônego Bernardo, Conceição Cabral e Maria da Silva Ramalho. Como também é comum a ambas as linhas o ponto final, na esquina da Maria da Silva Ramalho com a Ayrton Senna.
Porém a diferença principal das linhas 002 e A002 está justamente no fato de que a A002 têm um acréscimo de itinerário em relação à linha 002. Essa diferença começa na Elpídio Alves da Cruz, cruzamento com a Padre Antônio Pereira, onde fica a Praça da SOCIC. A linha 002 vai passar direto pelo cruzamento, subindo rumo à lateral da antiga Prefeitura Municipal, já seguindo direto para o Terminal de Integração do Varadouro.
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Já a linha A002, ao chegar no cruzamento da Praça da SOCIC, faz uma conversão à esquerda e sobe para a Gouveia da Nóbrega, de onde segue para a Juiz Gama e Melo, via essa que é a principal do Alto Roger, daí a linha ser caracterizada como tal. A linha atende a esse itinerário apenas no sentido ida.
Como a linha já está longe do itinerário original do 002, ela segue um itinerário próprio para ir até o Terminal de Integração do Varadouro, pelas vias Gama Rosa, Santo Elias, Pedro I (sendo esta a única linha a passar em frente ao Shopping Tambiá), Princesa Isabel (não usa a parada do corredor 6), até a Lagoa e Terminal de Integração.
Do Terminal de Integração ao ponto final das linhas, o itinerário das duas é um só. Porém o acesso ao Roger se dá também por um itinerário próprio: as linhas acessam o Mercado Central, Tabajaras, Eurípedes Tavares, Pedro I, onde fazem um contorno na Praça da Independência, seguindo pela Barreto Sobrinho, retornando para a Flávio Maroja Filho e daí para a Av. Bandeirantes, onde passam pelo Parque Arruda Câmara (também em sentido único, no caso o de volta), e Gouveia da Nóbrega, de onde entram no itinerário interno do Roger, e daí para o ponto final.
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Cada linha possui um ônibus. A linha A002-Alto Roger roda de segunda à sexta, realizando 16 viagens. Já a linha 002-Roger roda de domingo a domingo, realizando 18 viagens.

Terminal de Integração do Varadouro: Como está, não pode ficar / O que poderia ter sido e não foi: o nome do Terminal de Integração


Na última semana um jornal de grande circulação divulgou que “O Terminal de Integração do Varadouro será desativado”. Num mundo onde a manchete vale mais do que uma notícia completa, essa notícia logicamente causaria uma certa incerteza em quem usa o equipamento todos os dias. Aqui gostaria de esclarecer o que querem fazer e porque isso deve ser feito, uma vez que no local onde está, o Terminal de Integração do Varadouro não tem mais para onde crescer, bem como já não suporta mais a demanda cada vez mais crescente do sistema de transporte público de João Pessoa.
 O TIV não vai ser desativado. Só vai mudar de lugar
E o terreno que fica ao lado do Terminal Rodoviário é o mais ideal possível para isso, tanto que o projeto do novo terminal é destinado a ficar nessa área. Se o Terminal Urbano foi construído para servir de ponto de ônibus para as pessoas que descem de lá para ir justamente para a Rodoviária, porque não ficar ainda mais fácil para elas se saírem do terminal urbano para o rodoviário sem atravessar a rua e ainda mais em segurança? Pois o atual TIV não permite isso.
As cabines de entrada e saída ficam numa calçada estreita, pura e simplesmente. Sem vazão para saídas nem tampouco filas para a entrada de passageiros. Fora o risco que o passageiro corre de ser assaltado ali, pois como todo mundo sabe, o terminal fica numa área delicada em termos de segurança pública. Quem passa do outro lado da grade sabe muito bem o receio que sente.
A incapacidade de lidar com a frequência dos ônibus
Outro problema do TIV que é causado pelo espaço limitado do terreno onde ele fica é esse: o de lidar com a frequência com a qual os ônibus passam.
O TIV possui 3 plataformas, e cada plataforma é dividida em 4 partes, e cada parte é distribuída para no máximo 4 linhas. Isso na teoria significa que o ônibus de uma linha deve parar exatamente onde lhe é determinado. Na prática, não é bem isso que acontece. Não por culpa do primeiro motorista que achou uma parada vazia. Não pela quantidade de passageiros que essa linha recebe, consumindo tempo que o ônibus fica parado na plataforma. Nada disso.
Vamos tomar como exemplo a parada destinada às linhas 601, 602, 603, 604, 2307 e 3207. Um ônibus da linha 601 chega no ponto, vai lá, abre a porta, os passageiros embarcam e desembarcam, ok. Só que no mesmo tempo, chega outro veículo, da linha 603. Faz a mesma coisa atrás desse carro do 601. Só que aí ele ocupa a parada que pertence as linhas 510, 511, 513 e 521. Chega um carro da linha 511. E o que acontece? Ele fica parado no meio da rua esperando um dos dois sair de lá. Atrás dele vem um 602 e fica também parado. Nenhum dos operadores dos ônibus das linhas 511 e 602 quer perder tempo. Ele faz o processo de embarque e desembarque no meio da pista mesmo. E quando um dos carros do 601 e 603 saírem de lá, depois de concluído o embarque, os dois que estão no meio da pista não podem mais esperar. Já tem que sair, pois também concluíram o embarque. Muitas vezes, elas terminam o embarque depois da saída dos ônibus que ocuparam as vagas, fazendo isso no meio da pista, submetendo os passageiros a riscos que certamente não são de atropelamento, pois nisso os motoristas de ônibus tem sido peritos em evitar maiores incidentes.
E acumule isso nas demais plataformas. O que temos é exatamente um congestionamento de ônibus. Tem carro que termina embarcando e desembarcando passageiro no meio da entrada do terminal. Os agentes da Semob controlam isso, mas sabem que isso na prática é impossível, uma vez que o carro fica parado por um bom tempo, e o passageiro tem pressa. Não é culpa do motorista que pára no meio da pista. Não é culpa do agente que tenta controlar. Eles não podem fazer milagre numa estrutura limitada como aquela.
E você já viu um terminal onde embarques e desembarques acontecem em plena pista? Pelo visto, só o Terminal de Integração consegue essa proeza. Nem os terminais de bairro de João Pessoa conseguem isso.
A estrutura limita até as manobras
Quem é motorista de ônibus sabe da dificuldade de fazer manobras no TIV. Não basta a organização falha, a impaciência de esperar o próximo carro sair da parada para ele passar, enfim, situações que são alheias a sua vontade.
Não bastasse a estrutura limitada do terminal, a saída dos veículos do TIV é a mais bizarra possível. Todos os veículos sem exceção entram por uma entrada ampla, ok. Mas esse esforço vai para o espaço na saída, que é estreita e tem curvas muito fechadas. E não é só isso. Os ônibus das plataformas da esquerda e do meio do TIV tem que ficar parados à espera de quem for sair da plataforma da direita. O caso da plataforma esquerda é pior, já que ainda tem os que vão sair do meio.
E para veículos de grande porte isso é pior. O Terminal de Integração recebe ônibus articulados, que manobram com considerável dificuldade no local, além da própria questão da ocupação de espaço, que é de dois ônibus. E com a crescente necessidade de se investir em ônibus de maior capacidade em João Pessoa, é público e notório que a estrutura não consegue comportar mais do que os cinco ônibus articulados das linhas que passam na Integração. E ainda tentaram arremedar: cada linha que possui num articulado pára numa plataforma, que não recebe mais que dois ônibus articulados cada uma. E se receberem mais no futuro, como é que fica?
Pequeno até para quem dele depende
O Terminal de Integração quando foi inaugurado, deveria ter o máximo espaço possível para vazão de passageiros e áreas de suporte, ou seja, onde ficam comerciantes, Semob, Polícia… Mas num local apertado como aquele, nem sempre dá para ter todo o suporte assistencial à disposição.
Os boxes dos comerciantes são extremamente apertados e ficam jogados mais para trás, ou seja, você não encontra um box a cada 100 metros. Todos são concentrados. É ruim até para o comerciante trabalhar. Nota-se que os comércios cresceram no tamanho da vontade dos comerciantes, porque em espaço físico eles são exatamente os mesmos.
A Polícia Militar possui um posto avançado no local, bem como a Guarda Municipal, que ocupa uma verdadeira caixa de fósforos ao lado desse posto policial. Há um posto de recargas dos cartões eletrônicos da AETC-JP. O local é muito procurado – afinal tendo um posto ali, quem vai para o do Terminal Rodoviário? – e isso acarreta em filas. E filas acarretam em mais perda de espaço no já limitado Terminal de Integração do Varadouro.
Nem os próprios seguranças do terminal e nem os fiscais da Semob possuem estrutura para trabalhar do lado de fora do Terminal. Tudo se resume em cadeiras de escritório que eles colocam por lá mesmo.
Falta de vazão para quem entra do lado de fora
A única entrada e saída do Terminal de Integração do Varadouro fica numa calçada estreita. Isso já mencionamos. Só esqueci de avisar que aquela é a única porta de entrada e saída do TIV.
A porta de saída foi transferida para próximo da faixa de pedestres do Terminal Rodoviário, numa forma de amenizar esses problemas. Mas as oito catracas de entrada ficam na calçada. Isso acarreta em filas num espaço que já não é amplo. Fazer fila significa bloquear a passagem dos pedestres. E ainda dividem espaço com ambulantes e alternativos chamando passageiros. Isso, é claro, quando o passageiro não é assaltado no local – e isso é uma coisa rotineira naquela calçada.
Imagine então para quem entra e sai do TIV carregado com malas de viagem? Pois já vi isso muito por lá.
A mudança é necessária
Já existe um projeto para a transferência do Terminal de Integração do Varadouro para uma área que, além de ampla, permite ainda ao passageiro de Bayeux, Cabedelo e Santa Rita usufruir desse equipamento. É lógico que os moradores dessas cidades desejam que as linhas de ônibus que os atendem tenham o mesmo direito que o morador de João Pessoa. A mudança de estrutura do Terminal de Integração vai permitir exatamente isso.
Permite ainda a ampliação do espaço de todos: ambulantes, Polícia, Semob, AETC. Um melhor aproveitamento do espaço subutilizado do Terminal Rodoviário, oferecendo comodidade a quem sai do Terminal para ir para a Rodoviária.
Permite ainda uma melhor vazão de saída e espaço para os ônibus independente de seu tamanho. Com a transferência do terminal, há espaço para uma pista de saída mais ampla desses ônibus.
Pode não ser a solução de todos os problemas de vazão de demanda do TIV, mas é o único modo do TIV crescer. Se formos acomodados como temos sido, a bomba uma hora vai explodir.
A mudança de local do TIV é necessária e precisa ser encarada sem receios. João Pessoa sozinha está chegando perto de 1 milhão de habitantes e precisa de um terminal central maior, mais amplo e estrategicamente localizado, como bem localizado é o Terminal Rodoviário da Capital. Melhor para os moradores, melhor para quem chega da Rodoviária, melhor para quem dele depende.
E é preciso ter pensamento de cidade grande nesse momento. Do jeito que está, não pode ficar.


De Ônibus Paraibanos, com pesquisa no site Leis Municipais
Por Josivandro Avelar
Fotos Acervo Histórico Paraíba Bus Team

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Inaugurado em 2005, o Terminal de Integração do Varadouro, antigo Terminal Urbano, se configurou como o principal ponto de convergência de linhas da capital paraibana, após a transformação em um espaço fechado por meio do qual os passageiros podem desembarcar de um ônibus e embarcar em outro sem pagar uma nova passagem. Porém o que quase ninguém sabe é que ele tem nome.

Ou melhor, deveria ter. A Lei Nº 10.478, de 7 de junho de 2005, sancionada pelo então prefeito Ricardo Coutinho (atual governador da Paraíba) deu o nome de Papa João Paulo II ao Terminal de Integração, em referência ao pontífice falecido em 2 de abril do mesmo ano.

Segue a íntegra da lei:

LEI Nº 10.478, DE 07 DE JUNHO DE 2005.

DENOMINA DE “PAPA JOÃO PAULO II” O NOVO TERMINAL DE ÔNIBUS DE INTEGRAÇÃO DE JOÃO PESSOA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

A CÂMARA MUNICIPAL DE JOÃO PESSOA DECRETA E EU SANCIONO A SEGUINTE LEI:

Art. 1º Fica denominado de “Papa JOÃO PAULO II”, o novo Terminal de Ônibus de Integração de João Pessoa, localizado no centro da cidade, ainda sem denominação oficial.

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 3º Revogam-se as disposições em contrário.

PAÇO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE JOÃO PESSOA (pleonasmo), EM 07 DE JUNHO DE 2005.

Ricardo Vieira Coutinho
Prefeito

A lei está em vigor, mas não surtiu efeito. Nenhuma placa do Terminal de Integração exibe o nome “Papa João Paulo II” e sim “Terminal de Integração do Varadouro”. Nem mesmo depois das reformas realizadas no local o nome foi alterado, permanecendo o local sendo conhecido com esse nome.

Esta foi mais uma daquelas leis e ideias do transporte da capital paraibana que poderia ter sido e não foi. A menos que alguém ainda lembre.

Nos anos 1960, abrigo de ônibus também poderia ser restaurado via projeto de lei


De Ônibus Paraibanos, com pesquisa no site Leis Municipais
Por Josivandro Avelar
Fotos Acervo histórico Paraíba Bus Team
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Em mais uma daquelas leis de 1960 sobre transporte público, encontramos mais uma daquelas que pelo próprio local onde atualmente está descrita, se tornaria caduca.
Na Lei Nº 292, de 12 de agosto de 1960, o prefeito Luiz Gonzaga de Miranda Freire determinou a restauração de um abrigo de passageiros na Rua Nevinha Cavalcante, no bairro de Miramar (ou na época, Jardim Miramar, que foi abreviado para Miramar em 1965).
Segue a íntegra da lei:
LEI Nº 292, DE 12 DE AGOSTO DE 1960
AUTORIZA RESTAURAR ABRIGO PARA PASSAGEIROS, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA, ESTADO DA PARAÍBA, FAÇO SABER QUE O PODER LEGISLATIVO DECRETA E EU SANCIONO A SEGUINTE LEI:
Art. 1º Fica o chefe do poder executivo autorizado a restaurar o abrigo para passageiros no ponto terminal de estacionamento da linha de transportes coletivos do jardim miramar, à Rua Nevinha Cavalcanti, naquele bairro.
Art. 2º O abrigo de que trata o artigo anterior terá 8 (oito) metros de comprimento por 3 (três) de largura, coberto com placa de cimento, e disposto de compartimentos destinados a arrendamento para fins comerciais.
Art. 3º Fica aberto o crédito especial, até o limite de CR$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil cruzeiros), destinados à execução desta Lei.
Art. 4º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
PREFEITURA MUNICIPAL DE JOÃO PESSOA, EM 12 DE AGOSTO DE 1960.
LUIZ GONZAGA DE MIRANDA FREIRE
Prefeito Municipal (pleonasmo, lol)
No local em questão – que se acredita ser um estacionamento próximo do Clube Cabo Branco – funcionava o que se sugere ser um ponto final, que hoje não existe mais, sendo a lei caduca atualmente. Além disso, a Rua Nevinha Cavalcante não é rota de nenhuma linha de ônibus atualmente.
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Por tabela, se sugere a existência de uma linha específica para Miramar (403 ou 404), ou até a extensão da própria linha da Torre. 

O que poderia ter sido e não foi: a parada “chique” dos ônibus de Tambaú

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Hoje, várias linhas dão acesso à praia de Tambaú, ou melhor, a vias paralelas, uma vez que a via da praia, a Almirante Tamandaré, não mais recebe tráfego de coletivos, apenas de ônibus de turismo. Porém nos anos 1960 a coisa era diferente: a linha de Tambaú era tratada com tudo que tinha direito. Até mesmo a parada especial no Centro da cidade, ou como diziam na época, no comércio.
Foi o que encontramos na Lei Nº 265, de 7 de junho de 1960, sancionada pelo então prefeito Luiz Gonzaga de Miranda Freire. No local onde hoje fica a saída do Túnel Damásio Franca, poderia ter ficado um ponto de estacionamento dos ônibus de Tambaú – na época as linhas faziam ponto final tanto no bairro quanto no Centro. E o abrigo poderia ter sido, digamos, o mais espalhafatoso possível para a época, com letreiro luminoso e tudo. É como se a linha de ônibus tivesse tratamento de receptivo turístico.
Eis a íntegra da lei:
LEI Nº 265, DE 07 DE JUNHO DE 1960
AUTORIZA CONSTRUÇÃO DE ABRIGO, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA, ESTADO DA PARAÍBA, FAZ SABER QUE O PODER LEGISLATIVO DECRETA E EU SANCIONO A SEGUINTE LEI:
Art. 1º Fica o Prefeito Municipal de João Pessoa autorizada a construir um abrigo, para passageiros, na calçada da Rua Padre Meira, local onde se encontra uma bomba de gasolina.
Art. 2º No abrigo referido será colocado o ponto de estacionamento da linha dos coletivos de Tambaú cabendo ao Chefe do Executivo Municipal, para isso, entrar em entendimento com o Delegado Especial de Transito.
Art. 3º Em cima do abrigo será colocado um letreiro luminoso com o dístico seguinte: “Visite Tambaú a mais bela praia do Nordeste”, e, dentro do abrigo, em toda a sua extensão vários quadros em vidro, com 50 centímetros quadrado os quais serão pintados vistas da citada praia servindo ainda para anúncios de firmas comerciais.
Art. 4º Os anúncios comerciais deverão ser explorados diretamente pela Edilidade ou por firma idônea mediante concessão da Prefeitura.
Art. 5º As despesas decorrentes da presente Lei correrão por conta da verba orçamentária própria.
Art. 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário.
PAÇO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE JOÃO PESSOA, EM 07 DE JUNHO DE 1960.
LUIZ GONZAGA DE MIRANDA FREIRE
Prefeito Municipal (lol, pleonasmo)
OSCAR DE OLIVEIRA CASTRO
Secretário de Educação e Cultura
A lei em questão ainda não foi revogada até onde se sabe, porém o que se sabe é que não existe registro algum de que a parada em questão foi executada desse modo, e se ela realmente existiu tal como a lei determinava.
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Poucas paradas em João Pessoa atualmente contam com exploração de espaços comerciais. E para se ir de Tambaú ao Centro, conta-se com as linhas 510 (a matriz de todas elas), 511, 513 e 521, além das 5600, 5603 e 5605 partindo de Mangabeira.